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Posts de dezembro 2014

No aguardo

29 de dezembro de 2014 0
Crédito: Paris Filmes

Crédito: Paris Filmes

Alguns filminhos que devem chegar por aqui (em Caxias, nunca se sabe, mas vamos ser positivos) em 2015 e que estou ansiosa para conferir.

Livre - Vibe Into the Wild sempre me pega…

Birdman – Iñárritu e Michael Keaton? Tô dentro!

Para Sempre Alice – Porque pela Julianne Moore a gente aguenta até a Kristen Stewart…brincadeirinha…

Grandes Olhos – Amy Adams, Christoph Waltz, Tim Burton e alguma bizarrice. Imperdível!

2015 em Caxias

28 de dezembro de 2014 0

Devo desculpas pelo sumiço aqui né, pois bem, mas vamos ao que interessa. Quero falar do que vem por aí em Caxias do Sul. Logo nos primeiros meses de 2015, devem rolar pelo menos três projetos cinematográficos bem bacanas na cidade.

Dá uma olhada:

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Cinema de Verão
: em sua segunda edição, a programação que leva cinema clássico às praças de Caxias deve ampliar gêneros e públicos, porém, sem perder a essência que fez tanto sucesso em 2014. Além das sessões em bairros e localidades do interior, haverá cinema no “pátio” do Centro de Cultura e no UCS Cinema, que promete ressuscitar de vez em 2015 (leia mais abaixo). A programação está demais (veja aqui) e tem até parceria com o Pesadelo Coletivo da Sala de Cinema Ulysses Geremia, com exibição dos clássicos Frankenstein, O Lobisomem, Drácula e A Múmia. O projeto ocorre de 19 de janeiro a 1 de fevereiro.

UCS Cinema: agora vai! Depois do aprendizado na Mostra de Cinema Brasileiro, Robinson Cabral e Elisabete Souza assumem de vez a gestão da programação do UCS Cinema em 2015. Por ali, pretendem exibir clássicos (foco na formação do espectador), ciclos temáticos, além de sessões infantis e adultas com filmes recentes que não chegaram aos cinemas de Caxias. A ideia é valorizar a experiência da sala escura. Cabe aos caxienses valorizar a ideia e abraçar de vez esse espaço tão bacana que é o UCS Cinema.

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Cine Como Le Gusta: deve ser festejada a volta das atividades promovidas por este que é um dos principais cineclubes da região. Eles serão responsáveis por exibir em Caxias os filmes da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul. A programação será de 8 de janeiro a 31 de março, e terá filmes como A Vizinhança do Tigre (Affonso Uchoa), Cabra Marcado pra Morrer (Eduardo Coutinho), Pelas Janelas (Carol Perdigão, Guilherme Farkas, Sofia Maldonado e Will Domingos),  Que Bom te Ver Viva (Lúcia Murat), Rio Cigano (Júlia Zakia), e Sophia (Kennel Rógis). Informações aqui.

Embarque neste avião

12 de dezembro de 2014 0
Créditos: Imagem Filmes

Créditos: Imagem Filmes

Vejam que querido este trailer da produção gaúcha As Aventuras do Avião Vermelho? O longa de animação é baseado no livro homônimo do mestre Erico Verissimo, e tem a direção de Frederico Pinto e José Maia. O filme demorou 10 anos para ficar pronto e tem roteiro de Camila Gonzatto, Frederico Pinto e Emiliano Urbim. As produtoras são a Armazém de Imagens e a Okna Produções.

Vamos conferir? Está em cartaz no Cinépolis Caxias.

"Boyhood" em Caxias, finalmente

11 de dezembro de 2014 5

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Eu já havia perdido as esperanças de que Boyhood chegasse em Caxias, mas o milagre aconteceu (mesmo que de forma tardia). O GNC estreia o sensível longa de Richard Linklater nesta quinta, e eu só posso sugerir que todos assistam.

Poesia do tempo

No cinema, projetos chamados de grandiosos geralmente estão relacionados a grandes estúdios, muita grana investida e zilhões de efeitos especiais. O diretor Richard Linklater — o mesmo da trilogia do “Antes” — fez o termo mudar de figura em Boyhood – Da Infância à Juventude. Grandioso aqui é ter ficado 12 anos acompanhando um mesmo elenco, apostando na sensível passagem do tempo como personagem principal de um roteiro. O resultado é uma obra única, capaz de maravilhar o espectador com a vida que emana da tela grande. Apontado pelas principais associações de críticos dos EUA como o filme do ano, Boyhood chega a Caxias hoje _ ainda que com mais de um mês de atraso do centro do país, a estreia deve ser comemorada.

A trama acompanha o garoto Mason (Ellar Coltrane), desde os seis anos até os 18. Ele é filho de pais separados (vividos por Ethan Hawke e Patricia Arquette, ambos impressionantes em seus papéis) e convive com a irmã mais velha, Samantha (interpretada pela filha do diretor, Lorelei Linklater). A trama perpassa momentos da vida dos quatro, numa premissa que parece simples, e realmente é. Está aí um dos principais acertos do filme: apostar num cotidiano ordinário, trivial, que se mostra aos poucos singelamente encantador. É como olhar para um álbum de fotografias em movimento, em que estão imortalizadas não só passagens importantes como aniversários e reuniões de família, mas memórias afetivas responsáveis por nos transformar em quem somos.

O filme começa com o garoto Mason assistindo a uma briga da mãe com o então namorado. O espectador logo se sente próximo da mulher divorciada que investe todas as fichas mirando um futuro melhor para a família. Olivia é uma representação digna da figura feminina contemporânea: forte, inteligente, independente e que ainda assim não deixa de fazer a clássica solicitação “me ligue quando chegar”. O pai é um outsider despreocupado que dirige um GTO, tem alma de artista e tempo suficiente para ensinar aos filhos (principalmente a Mason) tudo que acredita ser importante — desde as melhores canções da carreira solo de cada beatle até como conquistar as meninas (“deixe ela falar, se interesse por quem ela é”).

O mais impressionante na estética de Boyhood é perceber a ação do tempo nos rostos dos personagens — Linklater reuniu o elenco pelo menos uma vez em cada um dos 12 anos da produção. Em Mason e Samantha, as mudanças são mais gritantes, afinal, a passagem da infância para a juventude que o título sugere é capaz de mostrar personagens diferentes a casa elipse. Além da importância na construção do filme, o tempo é objeto de reflexão durante a trama.

O que esperar da vida quando já realizamos tudo que julgamos importante? Como segurar aquilo que escorre tão rápido pelo relógio? Numa das cenas, uma banda cantarola de forma humorada “no dia que nasci, comecei a envelhecer”. Essse é o clima de Boyhood. E da vida.

Dia de "O Hobbit"

10 de dezembro de 2014 0

Caxias recebe, nesta quarta-feira, pré-estreia do último capítulo da trilogia O Hobbit, de Peter Jackson. Eu gostei bastante do filme, tirando uma ou outra coisinha…

Crédito: Warner Bros.

Crédito: Warner Bros.

Desfecho vibrante

Se o primeiro filme da trilogia O Hobbit — A Jornada Inesperada (2012) — deixou boa parte dos fãs decepcionados com a inconsistência da trama, o diretor Peter Jackson se redime em grande estilo no fechamento da saga, A Batalha dos Cinco Exércitos, que chega aos cinemas de Caxias hoje.
É claro que a expectativa havia crescido depois do competente A Desolação de Smaug (2013), mas é no capítulo derradeiro que o clima deixa de ser puramente aventureiro para ganhar a tensão e a obscuridade características das histórias de J.R.R. Tolkien.

Há de se alertar logo de cara a necessidade de ter visto os outros dois filmes da trilogia para entender bem a trama, que inicia justamente onde o capítulo anterior terminou, com o ataque do dragão Smaug à Cidade do Lago. O embate entre o terrível bichano e o representante dos homens, Bard (Luke Evans), é um pouco apressado, se resolve ainda no prólogo. Se por um lado o espectador logo se sente órfão do cativante Smaug, ao mesmo tempo vê nascer um nome bem importante na história, o do próprio Bard. Interessante pensar que na trilogia Senhor do Anéis, o mundo sucumbia principalmente por causa da ganância dos homens e, em O Hobbit 3, é do representante dos homens que vem a maior dose de sobriedade e sensatez em meio a anões, elfos e orcs cheios de ambições.

Com a retomada dos guerreiros anões a Erebor, o líder Thorin (Richard Armitage) sucumbe à maldição herdada do dragão e torna-se uma figura completamente sombria. Vale destacar a atuação de Armitage e seu olhar oscilante entre o doentio e o triste, composição extremamente bem conduzida pelo ator. Ele também protagoniza um dos embates mais esperados do filme, com o assustador orc branco Azog. A luta é tensa e tem desfecho surpreendente para os que não leram o livro de Tolkien.

Outro embate eletrizante envolve a rainha élfica Galadriel (Cate Blanchett) _ numa versão completamente assustadora _, o mago Saruman (Christopher Lee) e uma personificação do velho conhecido Sauron. Bacana nessa sequência é justamente a nostalgia que ela provoca aos fãs da trilogia Senhor dos Anéis, obviamente o público-alvo de Peter Jackson. Não bastasse ter Galadriel pronunciando a icônica frase “Você não tem poder aqui” (You have no power here), ouvida anteriormente em As Duas Torres (2002), há ainda Saruman deixando no ar o caminho que percorreria até se tornar o grande vilão pelo qual ficou conhecido depois.

Há, claro, alguns desdobramentos desnecessários em O Hobbit 3, como a atenção dada ao inútil personagem Alfrid (Ryan Gage). Por outro lado, há drama na medida certa — o bonito romance entre a elfa Tauriel (Evangeline Lilly) e o anão Kili (Aidan Turner) — e muita vibração — como na chegada do quinto exército à batalha que dá título ao filme (os outros quatro são formados por anões, elfos, homens e, claro, os malditos orcs).

O mago Gandalf (Ian McKellen), unanimidade entre os fãs, só corrobora tal status em A Batalha dos Cinco Exércitos. Já o hobbit Bilbo (Martin Freeman) ganha mais espaço e mostra-se indispensável na condução da história. Ao expectador sobra a certeza de que filmar O Hobbit, enfim, não foi um erro como já pareceu antes.

Cine Memória te convida

09 de dezembro de 2014 2
Crédito: Bruno Zulian

Crédito: Bruno Zulian

Está um pouco em cima da hora, mas não posso deixar de convidar todos vocês para a iniciativa super bacana que ocorre nesta terça, em Caxias. É o Cine Memória, parceria da coluna Memória, do meu colega de Pioneiro Rodrigo Lopes, e da Unidade de Cinema da Secretaria da Cultura. A ideia surgiu para marcar os 20 anos da destruição do caxiense Cine Ópera por um incêndio. Assim, o Cine Memória foi buscar um filme que foi atração no Ópera, porém, há 60 anos.

A partir das 20h desta terça, a Sala de Cinema Ulysses Geremia exibe o suspense A Tortura do Silêncio, dirigido pelo icônico Alfred Hitchcock em 1953. Além do filme, os espectadores poderão conferir também uma mostra fotográfica inspirada no longa. As imagens foram captadas pelo fotógrafo Bruno Zulian. O ator Pietro Carlucci de Campos “encarnou” o personagem interpretado por Montgomery Clift no filme, um sacerdote que ouve um relato de assassinato em seu confessionário.

Então, todos convidados para conferir o filme e a mostra, nesta terça, de graça, na Sala Ulysses Geremia. Ah, o mais legal é que o Cine Memória deve ter outras edições, sempre com filmes clássicos das décadas de 1940 a 1970. Vida longa ao projeto!!

Documentário 'Cine Ópera'

04 de dezembro de 2014 2

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Oi gente, vocês viram que já está rolando o trailer do documentário Cine Ópera? Produzido por Robinson Cabral, o filme conta a história do espaço que, por muitos anos, foi reduto de cinéfilos em Caxias. Eu nunca estive no Ópera, mas vendo esse trailer senti uma saudade daquele espaço… engraçado isso, né? O filme promete ser emocionante, recheado de depoimentos de frequentadores e remontando a história do prédio onde, hoje, funciona um nada artístico estacionamento rotativo.

No próximo dia 24, completam 20 anos do incêndio que destruiu o Ópera. O documentário de Robinson Cabral, porém, será lançado somente em fevereiro de 2015, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. A produção também vai virar webserie com prólogo, 7 atos e epílogo.

Ah, quem tiver histórias boas para contar envolvendo o Cine Ópera ainda pode procurar a produção do documentário pelo blog http://cineopera.blogspot.com.br. O filme tem financiamento da Lei Rouanet e patrocínio da Visate.

Vejam aqui o trailer e impressionem-se com as belas imagens do cinema, integrantes do acervo do projeto Imagens da Cidade, iniciativa da UCS.

Estreia na Ulysses Geremia

03 de dezembro de 2014 0

A Sala de Cinema Ulysses Geremia estreia, nesta quinta-feira, o longa francês Antes do Inverno. O filme fica em cartaz até o dia 14 de dezembro, com sessões de quinta a domingo.

Crédito: Europa Filmes

Crédito: Europa Filmes

O maior trunfo da trama de Antes do Inverno (estreia na Sala Ulysses Geremia) é apostar na crise existencial de seus personagens. Paul é um cirurgião que se vê encantado pela possibilidade de viver sem fazer planos, quando conhece a enigmática Lou. Ao mesmo tempo, a esposa dele, Lucie, acaba envolta por incertezas e passa a questionar suas escolhas. A lenta construção da trama pode incomodar, mas há diálogos e atuações competentes – destaque para a inglesa Kristin Scott Thomas, que dá tom ao sofrimento contido de Lucie.

Com bons momentos de suspense e drama, porém, o longa de Philippe Claudel (de Há Tanto Tempo que Te Amo) acaba não se definindo entre os gêneros e deixa a desejar no desfecho.

Insaniam Cinematográfico prossegue

02 de dezembro de 2014 0
Crédito: Divulgação

Crédito: Divulgação

A parceria entre o Diretório Acadêmico de Psicologia da FSG e a Unidade de Cinema da Secretaria da Cultura de Caxias está tendo continuidade. Que legal!

O projeto Insaniam Cinematográfico, que pretende aliar cinema e psicologia, chega a segunda edição neste sábado. A partir das 15h, a Sala de Cinema Ulysses Geremia exibe o clássico Tomates Verdes Fritos (1991), dirigido por Jon Avnet. Depois da sessão, haverá debate com a psicóloga Luisa Barbieri e com o psiquiatra Caetano Fenner.

A entrada é franca. Apareçam…