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Lamentando perdas

18 de janeiro de 2015 2

Olá de novo, pessoal. Estou de volta depois de alguns dias de férias.

Infelizmente, retorno carregando o dever de lamentar a decisão do governo do Estado em cancelar um edital que previa produções audiovisuais para a TVE. O orçamento total – de R$ 3,9 milhões – contava com pelo menos R$ 300 mil vindos do Estado. Pois bem, acompanhei a indignação de vários produtores do setor que gastaram tempo e dinheiro elaborando e increvendo seus projetos. O realizador audiovisual caxiense Deivis Horbach foi um dos que se manifestou pelas redes sociais:

- Essa verba seria toda gasta dentro do Estado criando centenas de empregos diretos e indiretos. Não entendo como uma equipe de “especialistas” não consegue enxergar a oportunidade única de começar o mandato com o pé direito – criticou.

A justificativa do governo atual é de que tal previsão orçamentária não teria sido feita pelo governo anterior, de Tarso Genro (PT) – está tudo melhor explicado nesta matéria da ZH. A mim resta lamentar toda essa confusão onde quem perde são os produtores audiovisuais, os espectadores e o setor cultural como um todo. Espero que esse retrocesso seja reparado em breve.

Comentários (2)

  • VINICIUS diz: 20 de janeiro de 2015

    Discordo da sua opinião.

    Não entendo que a Cultura deva ser financiada pelo estado, muito menos devemos ter uma TV do estado.

    É importante que se consiga fazer cultura com a iniciativa privada. O problema da cultura brasileira é que normalmente ela ou atinge a grande massa ou atinge somente a classe cultural.

    Em inúmeros lugares vemos essa discussão entre público, renda e qualidade. Quando se consegue um equilíbrio entre as três há sucesso.

    Os projetos de teatro de porto alegre como era o Tangos e Tragédias era todo financiado por empresas como Gerdau. O que ocorre é que era uma peça cultural de apelo popular, que atraia diversos públicos e que havia grande qualidade.

    Não precisamos ficarmos presos ao estado, esta é uma mentalidade muito brasileira, está na nossa cultura acharmos que o estado deve resolver todos os problemas.

    E outro aspecto, o estado está com sérios problemas financeiros, é preferível diminuir o orçamento da cultura ou da saúde? ou da segurança? ou da educação?

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