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Conheça a Dona Oldina

02 de julho de 2015 0
Crédito: Ricardo Ghiorzi

Na foto, Dona Oldina com o neto cineasta, Felipe M. Guerra. Crédito: Ricardo Ghiorzi

Oi, pessoal

Querem saber mais sobre a personagem da coluna desta semana? Conheçam a espetacular Dona Oldina Cerutti Do Monte, uma atriz de filmes de terror que mora em Carlos Barbosa e vai completar 85 anos neste sábado…

Uma vovó do barulho

Sangue falso, maquiagens macabras e cinema amador não costumam fazer parte da rotina de muitas idosas por aí. De fato, para quem vê Dona Oldina Cerutti Do Monte fazendo a liturgia de alguma missa em Carlos Barbosa, sua terra natal, pode ser difícil visualizar a distinta senhora como uma das

musas do cinema de horror gaúcho. Mas ela é. A simpática vovó que completa 85 anos neste sábado (eis o porquê desta homenagem) tem até página própria no site do IMDb (Internet Movie Database).
Tudo começou depois que ela foi figurante no filme O Quatrilho, de 1995. Aí veio o teatro e as participações nos curtas sangrentos do neto, Felipe M. Guerra.
– Mudou minha vida, sabe? – resume Dona Oldina, que superou a depressão tornando-se uma estrela do cinema trash.
Entre participações em curtas e longas, a vovó destaca a produção que estrelou ao lado do apresentador Luciano Huck, Mistério na Colônia, além do sangrento D.R., que ela foi até São Paulo gravar, e claro, o macabro A Maldição do Sanguanel, do qual a atriz guarda tensas lembranças:
– Eu ficava perguntando para o Felipe se faltava muito para acabar, estava muito cansada. Quando ele disse que tinha terminado, eu me fui. Tiveram de chamar a ambulância, me levaram toda suja de groselha (sangue falso), passei a noite no hospital daquele jeito (risos) – conta a vovó.
Enfrentando com muito humor qualquer percalço – como a dificuldade em decorar textos ou uma tendinite recente no ombro –, Dona Oldina nem pensa em abandonar a carreira de atriz.
– Me divirto muito – resume ela, que usou esta mão bizarra da foto em um dos episódios de 13 Histórias Estranhas, seu trabalho mais recente no cinema.

Reconhecida

Um troféu chama atenção entre as fotos de família que Dona Oldina guarda na estante de casa. Imitando o formato de um Oscar, a distinção pelo “conjunto da obra” foi entregue a ela em 2011, durante o festival de cinema fantástico Fantaspoa.

– Conheci tanta gente, tudo gente de cinema – orgulha-se ela.
Em Carlos Barbosa, a dupla também recebeu homenagem da Câmara de Vereadores pela contribuição cultural. Sempre que Dona Oldina acompanha Felipe M. Guerra em festivais e encontros de cineastas, vira sensação entre os fãs do cinema de horror. Nos planos dela, no entanto, está estrelar uma comédia:
– Digo pro Felipe: “não dá pra fazer uma coisinha melhor pra tua vó?”– brinca, sobre os papéis em filmes repletos de sangue.

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