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Liberdade pede carona

30 de julho de 2015 0
Crédito: Reprodução

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As “regrinhas” da Good Machine, produtora que levantou o cinema independente americano na década de 1990, vieram bem a calhar durante o processo de criação do longa Dromedário no Asfalto. Atuante nome do cenário audiovisual gaúcho, o diretor Gilson Vargas vem a Caxias falar sobre essa experiência e exibir o filme que chega hoje aos cinemas do país (depois de circular por festivais no ano passado). Um desses importantes preceitos colocados em prática por ele foi “o orçamento é a estética”.

– Tem muita gente querendo fazer cinema hollywoodiano com orçamento de cinema independente uruguaio, não dá certo. Dromedário é o resultado do que a gente queria que ele fosse desde o início – comenta Vargas, cineasta influenciado por nomes como Jim Jarmusch e Hal Hartley.

O diretor também vai falar sobre os conceitos gerais de um road movie, ou os chamados filmes de jornada. No caso de Dromedário, a jornada na tela é do personagem Pedro (Marcos Contreras), que sai de Porto Alegre em busca do pai no Uruguai.

– Esse gênero seduz demais. Até brinquei dizendo que vou pegar o carro e sair de Porto Alegre numa pequena jornada até Caxias (risos), para entrar no clima – diz ele.

Brincadeiras à parte, Vargas e equipe pegaram mesmo muita estrada para filmar Dromedário. Foram mais de 10 mil quilômetros rodados em lugares como Cidreira, Pinhal, Mostardas, Chuy, Punta del Diablo. Com um grupo enxuto formado por amigos, o diretor também aprendeu com esse filme umas regrinhas – para além da Good Machine – que vão de encontro com o tema do longa: afeto.

– Vejo que é cada vez mais importante fazer cinema com pessoas que a gente gosta e admira. Cinema autoral tem a ver com trabalhar com as pessoas certas, que vão além do vínculo profissional – ensina.

A sessão do filme seguida de bate-papo com Gilson Vargas é na sala Ulysses Geremia, às 15h30min do sábado. Ingressos custam R$ 15, à venda na hora.

Com calma

Liberdade foi também conceito guia para Dromedário.

– Filme de estrada tem que absorver o entorno, o que não está previsto pode ser muito melhor do que você imaginou na frente do computador – diz Vargas.
A autonomia artística foi tão grande que, mesmo depois do primeiro corte na montagem, a equipe decidiu voltar para a estrada e filmar mais.

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