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Posts de julho 2015

Trailer do "Ego Sum"

30 de julho de 2015 0
Crédito: Michella P. Biazus

Crédito: Michella P. Biazus

Passo para divulgar o trailer do filme Ego Sum, dirigido por Waner Biazus e gravado dentro da Igreja São Pelegrino (!). A produção flerta com as pinturas de Aldo Locatelli para criar um clima de suspense e terror. A estreia é no dia 17 de agosto, na própria igreja. A semana marca as comemorações do centenário do pintor italiano.

Liberdade pede carona

30 de julho de 2015 0
Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

As “regrinhas” da Good Machine, produtora que levantou o cinema independente americano na década de 1990, vieram bem a calhar durante o processo de criação do longa Dromedário no Asfalto. Atuante nome do cenário audiovisual gaúcho, o diretor Gilson Vargas vem a Caxias falar sobre essa experiência e exibir o filme que chega hoje aos cinemas do país (depois de circular por festivais no ano passado). Um desses importantes preceitos colocados em prática por ele foi “o orçamento é a estética”.

– Tem muita gente querendo fazer cinema hollywoodiano com orçamento de cinema independente uruguaio, não dá certo. Dromedário é o resultado do que a gente queria que ele fosse desde o início – comenta Vargas, cineasta influenciado por nomes como Jim Jarmusch e Hal Hartley.

O diretor também vai falar sobre os conceitos gerais de um road movie, ou os chamados filmes de jornada. No caso de Dromedário, a jornada na tela é do personagem Pedro (Marcos Contreras), que sai de Porto Alegre em busca do pai no Uruguai.

– Esse gênero seduz demais. Até brinquei dizendo que vou pegar o carro e sair de Porto Alegre numa pequena jornada até Caxias (risos), para entrar no clima – diz ele.

Brincadeiras à parte, Vargas e equipe pegaram mesmo muita estrada para filmar Dromedário. Foram mais de 10 mil quilômetros rodados em lugares como Cidreira, Pinhal, Mostardas, Chuy, Punta del Diablo. Com um grupo enxuto formado por amigos, o diretor também aprendeu com esse filme umas regrinhas – para além da Good Machine – que vão de encontro com o tema do longa: afeto.

– Vejo que é cada vez mais importante fazer cinema com pessoas que a gente gosta e admira. Cinema autoral tem a ver com trabalhar com as pessoas certas, que vão além do vínculo profissional – ensina.

A sessão do filme seguida de bate-papo com Gilson Vargas é na sala Ulysses Geremia, às 15h30min do sábado. Ingressos custam R$ 15, à venda na hora.

Com calma

Liberdade foi também conceito guia para Dromedário.

– Filme de estrada tem que absorver o entorno, o que não está previsto pode ser muito melhor do que você imaginou na frente do computador – diz Vargas.
A autonomia artística foi tão grande que, mesmo depois do primeiro corte na montagem, a equipe decidiu voltar para a estrada e filmar mais.

Vem aí, o Canal da Velha

30 de julho de 2015 0
Crédito: Fábio Vergani, Divulgação

Crédito: Fábio Vergani, Divulgação

Piada velha é piada clássica. Nasceu mais ou menos a partir dessa premissa o nome do canal que o produtor audiovisual bento-gonçalvense Fernando Menegatti está colocando na roda. Ou melhor, no YouTube. O canal Da Velha promete imprimir referências mais “old school” no tão difundido formato de esquetes de comédia na internet.

– Acho que tá faltando uma coisa um pouco mais refinada – comenta Menegatti, que tem dirigido os amigos atores Fábio Vergani, Lafa Lafaiete, Daniel Luis Rasador e Alex Barros nos vídeos.

O canal vai entrar no ar oficialmente no dia 11 de agosto, às 19. A ideia é adicionar um vídeo semanalmente, sempre às 19h de cada terça-feira. Cada episódio terá pouco mais de três minutos de duração.

A produção está a todo vapor e elege como influência mais direta os mestres britânicos do Monty Python.

– Queremos fazer uma coisa mais polida, mas é politicamente incorreto e tem muito humor negro – diz Menegatti, diretor de curtas como Parasitas do Lodo.

Por enquanto o diretor (ao lado, à direita) tem assinado também os roteiros e torce para que os vídeos ganhem o mundo:

– Cinema é caro e ainda muito elitista, concentrado nas mãos de grandes produtoras. O YouTube tem servido como vitrine e tem a vantagem da resposta instantânea do público.

Confira um pequeno teaser do projeto:

** Na semana que vem, Fernando Menegatti estará no Festival de Roteiro Audiovisual (Frapa), que ocorre em Porto Alegre. Ele vai apresentar a premissa de uma série para a televisão. O projeto se chama Letargo e prevê 13 episódios de 52 minutos cada.

** A sinopse diz : “Uma série de terror e mistério sobre um padre controverso, uma família de fachada, um foragido da polícia e uma detetive com sede de vingança, todos reféns de uma pequena cidade sob a tirania do próprio Lúcifer em carne e osso.”

Histórias do Bom Fim

23 de julho de 2015 0
Crédito: Epifania Filmes

Crédito: Epifania Filmes

O documentário Filme Sobre um Bom Fim, do barbosense Boca Migotto, já capta o espectador desde a abertura: um áudio da icônica rádio Ipanema anuncia a canção Não Chores Lola, de Julio Reny, enquanto os olhos acompanham imagens em movimento da rua Osvaldo Aranha, marco da efervescência cultural de Porto Alegre. As cenas referenciam a abertura de outro filme, Deu Pra Ti Anos 70, lançado em 1981, justamente quando aquele cenário começava a fervilhar. “O filme (Deu pra ti..) só existe por causa do Bom Fim”, dimensiona o depoimento do diretor Nelson Nadotti, sobre o bairro que foi objeto de estudo de Boca Migotto durante quase 10 anos.

A produção faz um apanhado sobre todos os produtos culturais nascidos sob o manto underground do Bom Fim. A década de 1980 é a mais reverenciada nos depoimentos, momento em que jornalistas, cineastas, escritores, músicos e um monte de gente maluca e cheia de ideias se acotovelavam nas calçadas e botecos da Osvaldo. “As conversas eram sobre criação, sempre”, diz Wander Wildner (na foto acima).

O interessante é que o documentário consegue transcender o inevitável clima de saudosismo para fazer uma espécie de tratado sobre aquele momento histórico para as artes. Sobre cinema, por exemplo, dá para pensar numa espécie de linha evolutiva que começa com uma gurizada lotando os ciclos temáticos na sala Bristol e termina com essa mesma turma encabeçando projetos audiovisuais como o programa Quizumba, da TVE, os videoclipes (alguém lembra do icônico Surfista Calhorda?) e os filmes (Verdes Anos é um marco).

“O negócio era aprender fazendo”, comenta Carlos Gerbase, sobre o conceito da banda Replicantes que acabou se fundindo com o do próprio ambiente artístico do Bom Fim oitentista.

Assim como Tormenta, de Lucas Costanzi, Filme Sobre um Bom Fim será exibido na Mostra Gaúcha de Longas, em Gramado. A estreia nos cinemas convencionais está prevista para o dia 20 de agosto. Caxias pode ganhar sessão comentada em setembro (a gente divulga melhor quando chegar mais perto).

Para rir

23 de julho de 2015 0
Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

Eu quase morri com esse vídeo, hahauahuaha. Alguém fez o favor de tirar um sarro com a mocinha que corre de salto o tempo todo em Jurassic World. Demais!

Doc sobre Vera Tormenta em Gramado

23 de julho de 2015 0
Crédito: Sabujo

Crédito: Sabujo

Reclusa no interior de Vacaria, uma simpática senhora conversa sobre artes plásticas, Rio de Janeiro, Paris, histórias com Jorge Amado, Ferreira Gullar e Portinari. Foi assim que o jornalista Lucas Costanzi descobriu Vera Tormenta, artista que viveu anos de efervescência cultural nos grandes centros, mas escolheu um parque natural na Serra como lar há mais de 30 anos.

– Depois de toda a turbulência dos anos 1960, dos ciclos intelectuais e artísticos, ela resolve trocar de vida e viver ao lado de um rio a 20 quilômetros da cidade mais próxima, no interior do RS. Começa a produzir a própria comida,
gerar a própria luz com as quedas d’água. Uma história digna de um filme – justifica Costanzi, sobre o documentário Tormenta, que será exibido durante o Festival de Cinema de Gramado, na Mostra Gaúcha de Longas, fora de competição.

A produção de 52 minutos tem depoimentos de nomes como Ferreira Gullar, Darel Valença Lins e Rossini Perez. O documentário foi rodado em Paris, Rio de Janeiro e, claro, Vacaria. Ex-morador da cidade, Costanzi se esbaldou nos cenários serranos, com motivações que transcendem o simples interesse estético:

– Fiz questão de gravar durante o inverno na Serra Gaúcha, para fazer um contraponto com as imagens do Rio de Janeiro que aparecem no filme e que temos em nosso imaginário. Assim conseguiria mostrar um Brasil diferente do que aparece na mídia, um Brasil que não é praia.

O diretor comenta que o roteiro do filme sofreu adaptações por conta da falta de material de áudio e vídeo sobre a fase em que Vera Tormenta foi jornalista e crítica de arte. O resgate das ilustrações assinadas pela artista, no entanto, é riquíssimo.

– Construí a personagem de Vera, quando jovem, por meio de mãos, pés, reflexos no vidro do trem. Assim o espectador é levado pela narrativa e pelas entrevistas que está escutando – diz Costanzi, que elegeu o doc Une Jeunesse Amoureuse, do francês François Caillat, como referência para o trabalho.

Dificuldades

Tormenta é a estreia de Costanzi como diretor, e as dificuldades de produção no meio audiovisual, infelizmente, também foram experimentadas.

Apesar da aprovação pela Lei Rouanet, não houve interesse por parte das empresas privadas da cidade ou da prefeitura de Vacaria em apoiar o projeto.

– Para mim, a dificuldade maior é ver uma região como a de Vacaria, com um potencial enorme, mas que não sabe explorar os recursos, as pessoas e as qualidades que têm, que se fecha para o resto do Brasil. É ótimo que se tenha o Rodeio Internacional, que a música nativista e as danças gaúchas sejam difundidas e representadas. Mas não é só disso que vive uma cidade – critica o diretor.

Clipe novo

23 de julho de 2015 0

Premiado na última edição do festival CineSerra por um clipe da Tequila Baby, o diretor caxiense Deivis Horbach ataca no formato mais uma vez. Ele dirigiu o vídeo de Pain, da banda de heavy metal Hibria. O trabalho foi divulgado essa semana e mostra o encontro de um político corrupto com uma figura celestial.

Assista aqui

Isabelle Huppert amando em Paris

22 de julho de 2015 0

O filme francês Um Amor em Paris estreia em Caxias nesta quinta-feira e fica em cartaz até o dia 2 de agosto, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. O longa tem no elenco a maravilhosa Isabelle Huppert. Sessões às quintas e sextas, às 19h30min, e sábados e domingos, às 20h. Ingressos a R$ 8 e R$ 4 (estudantes e idosos). A classificação é 14 anos e o filme tem 98min de duração.

Crédito: Tucuman Filmes

Crédito: Tucuman Filmes

Isabelle Huppert é musa do cinema francês e da estreia desta quinta-feira na Sala de Cinema Ulysses Geremia: Um Amor em Paris. Longe do tom melodramático das produções pelas quais ficou mais conhecida (como Amor e A Professora de Piano, ambas do denso Michael Haneke), desta vez a atriz encarna Brigitte, uma fazendeira bem-humorada que decide fugir – por dois dias – da vida interiorana que leva ao lado do marido, Xavier (Jean-Pierre Darroussin).

Logo nas primeiras cenas do longa, o diretor e roteirista Marc Fitoussi (que já havia dirigido Isabelle em Copacabana, de 2010) nos confere um boa metáfora sobre o que está por vir. Brigitte observa o marido exibir uma fêmea de raça numa competição, animal preso sob as rédeas do orgulhoso fazendeiro. De certa forma, é exatamente o que veremos Brigitte negar, como quem se desprende do rebanho.

Há muitas diferenças entre o casal protagonista. Enquanto ela faz o tipo mais leve e sonhador – capaz de se animar com uma música tocando no som ambiente do mercado, por exemplo –, ele se aproxima do gênero homem do campo durão. Não é que falte amor a Brigitte – várias cenas mostram o carinho de Xavier com a esposa –, no entanto, a chegada de um grupo de jovens para uma festa na casa vizinha à fazenda desperta algo na dona de casa. Ali, ela conhece um rapaz bem mais jovem e fica balançada. Depois, decide procurá-lo em Paris.

A viagem à capital francesa conduz vontades na charmosa fazendeira, como a de sentir-se conectada com a arte, ou com as inúmeras possibilidades que os acasos de uma grande cidade podem trazer. A trilha também ajuda a compor esse clima de liberdade – tente se manter na cadeira com a dançante Warm Winter, do duo eletrônico Glass Candy.

O tom cômico do filme se manifesta de forma bem sutil, como na cena em que a cinquentona tenta fazer cara de entendida enquanto seu amigo mais jovem discursa sobre as diferentes formas de fechar um baseado. Se não existe tristeza nos dois dias que Brigitte tira para si em Paris, é Xavier quem se mostra mais sensível longe da esposa. O veterano Darroussin, aliás, está à altura de Isabelle Huppert – entre os vários bons momentos do fazendeiro, preste atenção na tocante cena em que ele assiste a um ensaio do filho acrobata.

A trama desenhada por Fitoussi coloca os personagens em posições que compreendemos aos poucos. A graça do filme reside aí, não há ações e reações óbvias. Só no desfecho o espectador tem acesso a uma informação importante, que ajuda a entender os caminhos de Brigitte e Xavier ao longo da história.

Um Amor em Paris também serve como exercício para refletir o julgamento, já que mesmo elegendo um contexto leve, trata de casamento e traição. Na verdade, é legal acompanhar as idas e vindas do amor (opa, esse é outro filme) para colocar as coisas no lugar – repare na beleza simétrica da última cena e tenha certeza de que é possível.

Filmes franceses em Bento

21 de julho de 2015 0
Crédito: Imovision

Crédito: Imovision

Lá no Sesc de Bento tá rolando uma mostra bacana com filmes franceses. As sessões gratuitas são sempre às terças, às 19h30min, e comentadas. Nesta semana por exemplo, você pode conferir o densíssimo Amor, de Michael Haneke. Respire fundo e acompanhe esse petardo sobre a velhice. O coordenador da Sala de Cinema Ulysses Geremia, Conrado Heoli, e a jornalista Cíntia Hecher, vão falar sobre o filme depois da exibição..

Nas próximas duas semanas ainda rolam A Guerra dos Botões, de YannSamuell, e Montmartre Diversão e Crime, de Jean-Pierre Beaurenaut.

Veja a programação aqui

21/07: Amor (2013) – França / Alemanha / Áustria – Drama – 127min – De Michael Haneke
Sinopse: Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) são um casal de aposentados que costumava dar aulas de música. Eles têm uma filha musicista que vive com a família em um país estrangeiro. Certo dia, Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. O casal de idosos passa por graves obstáculos que colocarão seu amor em teste.
Debatedores: Conrado Heoli e Cíntia Hecher

28/07: A Guerra dos Botões (2011) – França – Aventura – 105min – De YannSamuell
Sinopse: Em 1960, em uma aldeia no sul da França, um grupo de meninos, com idades entre 07 a 14 anos, é liderado por Lebrac (Vincent Bres) numa guerra contra as crianças da aldeia vizinha. Trata-se de uma batalha tradicional, realizada há gerações pelos jovens das duas aldeias. Eles lutam pela honra e lealdade, mas se utilizam dos meios necessários para vencer. O exército de pequenos homens tenta de todas as formas não ser percebido por pais e mães, o que é complicado quando voltam para casa com as roupas rasgadas e sem botões.
Debatedor: Rogério Rodrigues (publicitário e cineasta)

04/08 – Montmartre Diversão e Crime (2006) – França – Documentário – 52min – De Jean-Pierre Beaurenaut
Sinopse: Da Paris artística à Paris malandra, dos pinceis de Picasso às pernas de Mistinguett, este filme reúne belamente as curvas da história de Montmartre. A evolução deste bairro é traçada em uma perspectiva ao mesmo tempo histórica e didática. Diversas imagens de arquivo testemunham a fusão artística e o carrossel de prazeres que foi Montmartre, ao ritmo de bailes alucinantes e crianças dando cambalhotas nas ruas, capturadas para sempre pela câmera de Doisneau.
Debatedor: Leandro Daros (cineasta)

Enquanto dezembro não vem

14 de julho de 2015 0

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Enquanto dezembro não vem, para a gente conferir a aventura do diretor J.J. Abrams à frente do sétimo episódio da saga Star Wars, ficamos por aqui enchendo os olhos com essas imagens de bastidores de O Despertar da Força…