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Posts de setembro 2015

Sessão comentada de "Samba"

29 de setembro de 2015 0

O filme Samba, dos diretores Olivier Nakache e Eric Toledano (os mesmos de Intocáveis) é a estreia desta quinta-feira na Sala de Cinema Ulysses Geremia. Como a história acompanha um imigrante senegalês na França, aproximando o espectador de problemáticas que também acompanhamos em Caxias, rolou a ideia de promover uma sessão comentada. Será nesta sexta, após a exibição das 19h30min. Os convidados são Juliana Rossa, jornalista, professora universitária e pesquisadora sobre a temática dos senegaleses em Caxias do Sul, e Cheikh Mbacke Gueye, senegalês que vive há três anos em Caxias (e cinco no Brasil).

A iniciativa é parceria da Unidade de Cinema e Vídeo da prefeitura e do jornal Pioneiro.

Crédito: Califórnia Filmes

Crédito: Califórnia Filmes

Na França ou aqui

Longe do Senegal há 10 anos, um imigrante luta por melhores condições de vida, com a intenção de conseguir um emprego fixo e seguir mandando dinheiro para casa. A sinopse do filme, que estreia nesta quinta-feira na Sala de Cinema Ulysses Geremia, se aproxima muito do cenário caxiense. Porém, apesar do sugestivo e “abrasileirado” título Samba, o longa se passa na França. Se por lá a facilidade dos imigrantes com a língua é bem maior do que aqui — já que a maioria dos senegaleses fala francês devido à colonização sofrida pelo país europeu — outras problemáticas sugeridas na telona se assemelham e muito com o momento vivido em Caxias. Essa identificação imediata com o tema, no entanto, é só um entre os vários motivos que fazem do filme de Olivier Nakache e Eric Toledano (dupla responsável pelo sucesso Intocáveis) uma boa pedida.

Antes que alguém se pergunte de que forma o ritmo genuinamente brasileiro se insere na história, é bom avisar que Samba é apenas o nome do protagonista, vivido pelo ator francês Omar Sy (premiado por sua atuação em Intocáveis). Mesmo sem ninguém tocando pandeiro ou cavaquinho durante o longa, o roteiro dá outros jeitos de referenciar o Brasil, uma das pátrias que mais recebe senegaleses atualmente. Há, por exemplo, o melhor amigo de Samba, que abusa de expressões em português e da “malandragem brasileira” tão vendida no exterior; e há também a trilha sonora que integra um icônico Jorge Ben Jor.

Baseada no romance da escritora Delphine Coulin, a história mostra a relação de Samba com Alice (vivida por Charlotte Gainsbourg, de Ninfomaníaca), voluntária de uma ONG que defende os direitos dos imigrantes em Paris. Enquanto ele se esforça para provar que merece ser aceito como um cidadão legal no país, ela se trata de um colapso de estresse sofrido no emprego anterior. Há contornos de romance na história, mas os encontros sempre tortos da dupla também desenham boa parte dos respiros cômicos do filme.

Ainda que elegendo essa abordagem bem-humorada, o contexto principal de Samba é o da diferença social. O plano-sequência que abre Samba começa num salão, onde dezenas de pessoas festejam um casamento, e continua até a cozinha, onde outras dezenas confeccionam a comida, até parar num jovem alto e negro que lava pratos (ele é Samba). Sugestivamente, o espectador entende que a temática da produção ficará do lado de cá das portas de serviço. Numa das cenas mais emblemáticas do longa, o tio de Samba (seu único parente na França) incentiva o jovem a vestir-se como um europeu, numa estratégia de inserção social. Mas nem embalado no uniforme protocolar dos franceses sérios — “terno e pasta de couro” — Samba vê os olhares de desprezo ao seu redor diminuírem quando entra no metrô.

Logo fica claro que as dificuldade sofridas por um senegalês tentando sobreviver na Europa ultrapassam a questão racial. Existem as burocracias legais do visto, os problemas para conseguir um bom trabalho estando ilegal no país, a dificuldade em criar laços com os nativos, etc. A trajetória de Samba em subempregos dá conta de escancarar essa realidade.

O filme consegue suavizar a dureza de temáticas urgentemente atuais (refugiados, migrações, intolerância, etc.) com um roteiro arejado. Dosar comédia nesse drama dos nossos dias é uma estratégia que funciona para atingir mais público e, claro, para lembrar de uma das características mais emblemáticas dos senegaleses: a alegria.

PROGRAME-SE

O filme fica em cartaz até o dia 11 de outubro, com sessões às quintas e sextas, às 19h30min, e aos sábados e domingos, às 20h. Ingressos custam R$ 5 (estudantes e idosos) e R$ 10.

Nesta sexta e em outubro

25 de setembro de 2015 0
Crédito: Divulgação

Crédito: Divulgação

Nesta sexta tem mais uma edição do projeto Cinema na Estação, que completa um mês de sessões na Biblioteca Parque da Estação. Às 19h30min, será exibido Onde Fica a Casa do Meu Amigo? (foto acima), belo exemplar do cinema iraniano assinado por Abbas Kiarostami. Entrada é franca.

O curador do projeto, Robinson Cabral, descolou a programação de outubro para a coluna. A lista abre com A Missão, de Roland Joffé. O mês é especial pois terá sessões durante a Feira do Livro, com adaptações cinematográficas de obras literárias. Dá uma olhada!

Na Estação, sempre às 19h30min
2/10: A Missão
9/10: Adaptação
16/10: Farenheit 451
23/10: Lunchbox
30/10: O Trem da Vida

Na Praça Dante, durante a Feira do Livro
11/10: A Hora da Estrela, às 15h
12/10: Pinóquio, às 14h, e Branca de Neve e os Sete Anões, às 16h

Selecionados do CineSerra

25 de setembro de 2015 0
Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

Oi pessoal, estão saindo do forno os nomes das produções selecionadas para o festival CineSerra 2015. No total, foram 79 inscrições, das quais foram escolhidos 22 trabalhos no certame estadual (12 filmes de ficção, quatro documentários e seis videoclipes) e 26 no certame regional (nove filmes de ficção, seis documentários e 11 videoclipes), num total de 48 obras integrando a mostra competitiva.

O festival CineSerra será realizado entre 22 de outubro e 1 de novembro, em cidades como Caxias, Garibaldi, Bento Gonçalves, Flores da Cunha e Gramado. Outras informações no www.cineserra.blogspot.com.br.

Confira os selecionados

CERTAME ESTADUAL
Categoria: Ficção e Documentário (16 selecionados)

• Huski, de Filipe Ferreira (Porto Alegre) – Ficção
• Cadernos de Guerra, Alan Mendonça Furtado (Porto Alegre, Flores da Cunha, Otávio Rocha) – Ficção
• Poeira, de Paulo Tavares (Santa Maria e Toropi) – Ficção
• Pra ficar na história – Villa Fitarelli, de Boca Migotto (Porto Alegre) – Documentário
• Descompasso, de Rodolfo de Castilhos Franco (Porto Alegre) – Ficção
• Bed Death, de Rafael Syd (Ivoti e Porto Alegre) – Ficção
• Através da Porta, de Márcio Kinzeski (Capivari do Sul) – Ficção
• Frequências do Interior, de Neli Mombelli (Santa Maria) – Documentário
• Luz Natural, de Ulisses da Motta Costa (São Leopoldo) – Ficção
• Gotas de Fumaça, de Ane Siderman (Porto Alegre) – Ficção
• Abelardo, de Ane Siderman (Uruguaiana) – Documentário
• Caçador, de Rafael Duarte e Taísa Ennes Marques (Canoas, São José dos Ausentes) – Ficção
• Memórias em Sal de Prata, de Boca Migotto (Porto Alegre) – Documentário
• A Brincadeira, de Guilherme Petry (Porto Alegre) – Ficção
• Nem Isso, de Luiz Alberto Cassol (Porto Alegre) – Ficção
• Entre Nós, de Maciel Fischer (Pelotas) – Ficção

Categoria: Videoclipe (6 selecionados)
• Hibria – “Shall I Keep on Burning”, direção de Deivis Horbach (Porto Alegre)
• Hibria – “Pain”, direção de Deivis Horbach (Porto Alegre)
• Daydream XI – “Keeping the Dream Alive”, direção de Ulisses da Motta (Porto Alegre)
• General Bonimores – “Vintém”, direção de Carlos Teston (Passo Fundo)
• Los Marias – “Polegar Solitário”, direção de Carlos Teston (Passo Fundo)
• King Jim – “Pra sempre”, direção de João Divino e Pia Azevedo (Porto Alegre)

CERTAME REGIONAL
Categoria: Ficção e Documentário (15 selecionados)

• Memórias do Vale dos Vinhedos, de Michel Marchetti da Rosa (Bento Gonçalves) – Documentário
• O Aviador, de Giancarlo Duarte e Marcelo Sanguitão (Bento Gonçalves) – Documentário
• Portas de Bronze, de Ruy Fritsch (Caxias do Sul) – Documentário
• Doce, de Shaiane Silveira (Caxias do Sul) – Ficção
• E se…, de Roberto Nichetti (Caxias do Sul) – Ficção
• A estranha na cantina, de Fernanda Pertile (Caxias do Sul) – Ficção
• Consertam-se gaitas, de Ana Cristina Paulus, Boca Migotto e Felipe Gue Martini (Bento Gonçalves) – Documentário
• Como matar um suicida, de Celso Perotto (Caxias do Sul) – Ficção
• Retratos, de Cíntia Dutra (Caxias do Sul) – Ficção
• Cine Operário, de Rafael Moschen e Maicon Firmiano (Caxias do Sul) – Ficção
• Menu, de Filipe Mello (Caxias do Sul) – Ficção
• Do interior, de Filipe Mello (Caxias do Sul) – Documentário
• Heureca, de Lucas de Souza (Bento Gonçalves) – Ficção
• A vida é delas, de Adriane Amantino, Camila Ruzzarin e Maiara Calgaro (Caxias do Sul) – Documentário
• Gigi amoroso, de Marco Antônio Zamboni Zalamena (Bento Gonçalves) – Ficção

Categoria: Videoclipe (11 selecionados)
• Libertino – “Rock in Cabaret”, direção de Fernando Menegatti (Bento Gonçalves)
• Spangled Shore – “The Song Can Kill You”, direção de Daniela Rossi (Caxias e Santa Tereza)
• Zava – “A Verdade”, direção de Samuca Bovo (Caxias do Sul)
• Rutera – “Cheia de Onda”, direção de Danni Rossi e Gabriela Demore (Caxias do Sul)
• Siane Salvador – “Oásis Íntimo”, direção de Alex Milesi (Caxias do Sul)
• Velho Hippie – “Flor Lilás”, direção de Daniel Vargas (Caxias do Sul)
• Franciele Duarte – “Eu vou ficar aqui”, direção de Filipe Mello (Caxias do Sul)
• J L MC – “Nessa Avenida”, direção de Filipe Mello (Caxias do Sul)
• Apenados Pics – “Hip Hop Além das grades”, direção de Apenados Pics (Caxias do Sul)
• Rafa Schuler – “Besame Mucho”, direção de Lissandro Stallivieri (Caxias do Sul)
• 3 Versus – “É assim que vai ser”, direção de Lissandro Stallivieri (Caxias do Sul)

Cidade natal

24 de setembro de 2015 0
Crédito: Sabujo Filmes, Divulgação

Crédito: Sabujo Filmes, Divulgação

Dois filmes produzidos na Serra terão exibições nas cidades onde foram gravados esta semana. O documentário Tormenta ganha sessões em Vacaria, cidade natal da artista plástica Vera Tormenta (foto), personagem principal da produção dirigida por Lucas Costanzi. Sessões às 19h e às 21h desta sexta e sábado, na Casa do Povo. Ingressos a R$ 15, à venda na Relojoaria Ziegler.

Já o último longa de Jorge Furtado, Real Beleza, será finalmente mostrado em Garibaldi, que serviu de cenário para boa parte das filmagens. Sessão gratuita nesta terça-feira (dia29/09), às 19h, na Câmara de Indústria e Comércio (CIC).

Será que vem?

24 de setembro de 2015 0
Crédito: Universal

Crédito: Universal

Está prevista para 21 de outubro uma ação bem massa das redes Cinemark, UCI e Cinépolis no Brasil. O dia em que o futuro recebeu Marty McFly, no segundo filme da franquia De Volta para o Futuro, será lembrado com sessões especiais da trilogia.

Tomara que chegue no Cinépolis Caxias né…

Discutindo film commission

24 de setembro de 2015 0
Crédito: Fernando Nipper, Divulgação

Crédito: Fernando Nipper, Divulgação

A foto acima foi registrada no set de O Tempo e o Vento e mostra o diretor assistente do filme, Federico Bonani, em ação. Na época – 2012 – ele viu a film commission de Pelotas ser fundada e ter papel fundamental nas gravações. Nesta quinta, Bonani vem a Caxias do Sul conversar com integrantes das film commissions da Serra (o recém-fundado grupo local e os já consolidados de Bento e Garibaldi). A programação faz parte da Semana do Turismo, mas
o cineasta explica que a importância de grupos que fomentam a produção audiovisual ultrapassa os limites do setor.

– É um assunto mais de desenvolvimento industrial do que de turismo. O fomento da atividade cinematográfica afeta um município em muitas instâncias, movimenta toda uma rede de serviços, cria mão de obra, desenvolve o mercado, gera carreiras – aponta.

Além da experiência com a film commission de Pelotas, Bonani coleciona outros exemplos positivos sobre o assunto. Quando esteve na Irlanda gravando a novela Eterna Magia para a Globo, a movimentação da equipe só foi possível graças ao contato com a comissão local.

– Tivemos acesso a todos os serviços que estavam disponíveis, escolhemos ruas, monumentos onde iríamos gravar. Tudo é possível desde que seja combinado – diz.

Para Bonani, a film commission do Rio de Janeiro é o exemplo mais relevante no cenário brasileiro. No Rio Grande do Sul, profissionais da área tentam viabilizar a criação de uma comissão estadual e outra em Porto Alegre. O cineasta aponta ainda para o protagonismo da Serra e suas três comissões.

– Estou indo a Caxias para incentivar o desenvolvimento de um banco de dados para que as produtoras possam acessar. Esse é o papel da film commission, favorecer as informações que as produtoras precisam saber, listando as belezas arquitetônicas, naturais, a diversidade humana, a infraestrutura logística – opina.

O encontro, com entrada franca, é aberto a interessados e começa às 17h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia.

"Prova de Coragem" em Brasília

21 de setembro de 2015 0
Crédito: M. Schmiedt Produções

Crédito: M. Schmiedt Produções

O sábado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi marcado pelas vaias ao cineasta Cláudio Assis (Amarelo Manga) na apresentação de seu novo filme, Big Jato. A reação do público remete a um episódio ocorrido em agosto, quando Assis teria atrapalhado um debate sobre o filme Que Horas Ela Volta? no Rio de Janeiro proferindo comentários machistas. Apesar do mal estar na estreia, o longa baseado no romance homônimo do maravilhoso Chico Sá foi aplaudido.

Depois do “bafão” no fim de semana, a segunda-feira marca a estreia em terras brasileiras de outra adaptação literária nas telonas. Prova de Coragem, dirigido por Roberto Gervitz (Feliz Ano Velho), é baseado no romance Mãos de Cavalo, de Daniel Galera. Estrelado por Mariana Ximenes e Armando Babaioff, o filme teve cenas gravadas aqui na região, no Salto Ventoso, em Farroupilha. A estreia oficial foi em Montreal, em agosto.

Dá uma olhadinha no teaser aqui embaixo:

Clipes saindo do forno

17 de setembro de 2015 1
Crédito: Maicon Damasceno

Crédito: Maicon Damasceno

Esta quinta-feira é dia de estreia para a banda caxiense de thrash metal Keep Them Blind. Os guris gravaram um clipe nas ruínas de uma fábrica desativada, sob o olhar atento das lentes de Maicon Damasceno. O resultado carrega simetria de linhas como as que aparecem na foto acima. Confira o clipe aqui embaixo.

Outra produção “videoclíptica” local que recém saiu do forno é o fofinho Sobre as Loucuras que Fiz, do músico Marcelo Franar. A direção é de Lê Daros.

Olhar crítico à colheita

17 de setembro de 2015 0
Crédito: Karinny Matias

Crédito: Karinny Matias

O trabalho dos agricultores na colheita da uva, emoldurado pelas impressionantes paisagens da Serra, já serviu de matéria-prima para muitos audiovisuais feitos por aqui. Mas, para o diretor Boca Migotto, encher os olhos não é exatamente o maior objetivo do documentário À Sombra das Videiras, que estreia em Bento nesta sexta. Produzido por alunos do Núcleo Audiovisual Cenecista em parceria com profissionais da cidade – como o diretor de fotografia André Majola –, o filme de 20 minutos propõe olhar um pouco mais focado à reflexão.

– A maioria dos patriarcas das famílias de agricultores da Cooperativa Aurora tem mais de 60 anos, e os filhos não estão interessados em continuar o trabalho. Acho que o filme discute como a região está se preparando para dar conta da colheita – explica o diretor, que esteve em Caxias no sábado lançando o doc Filme Sobre Um Bom Fim.

Gravado entre dezembro de 2014 e fevereiro deste ano, À Sombra das Videiras acompanhou a rotina de três famílias do
distrito bento-gonçalvense de Faria Lemos e a relação desses “nativos” com quem vem de fora para trabalhar na colheita.

– A gente quis fazer uma coisa mais cinema direto, acompanhando os personagens sem muita entrevista – explica o diretor.

O filme, que tem verba do Fundo Municipal de Cultura, será exibido às 19h30min desta sexta, na Fundação Casa das Artes. A entrada é gratuita.

Férias

03 de setembro de 2015 0

A desnaturada aqui esqueceu de avisar, mas o blog está paradinho enquanto estou de férias. Volto dia 14/09.

Até mais

nicolas1