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Posts de dezembro 2015

Caiu fora

18 de dezembro de 2015 3
Crédito: Pandora Filmes

Crédito: Pandora Filmes

O espetacular longa brasileiro Que Horas Ela Volta? está oficialmente fora da corrida pelo Oscar 2016 na categoria Filme em Língua Estrangeira. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta quinta a lista dos filmes que passarão para a próxima fase. Uma injustiça tremenda a obra de Anna Muylaert não estar entre os escolhidos. O elogiadíssimo argentino O Clã também ficou de fora. O favorito continua sendo o húngaro Filho de Saul.

Veja quem continua na disputa

The Brand New Testament (Bélgica), de Jaco Van Dormael
Embrace of the Serpent (Colômbia), de Ciro Guerra
A War (Dinamarca), de Tobias Lindholm
The Fencer (Finlândia) de Klaus Härö
Cinco Graças (França), de Deniz Gamze Ergüven
Labyrinth of Lies (Alemanha), de Giulio Ricciarelli
Son of Saul (Hungria) de László Nemesreland
Viva (Irlanda), de Paddy Breathnach
Theeb (Jordânia), de Naji Abu Nowar

Marina Person apresenta "Califórnia"

18 de dezembro de 2015 2
Crédito: Aline Arruda, Divulgação

Crédito: Aline Arruda, Divulgação

Figura icônica dos bons tempos da MTV Brasil, Marina Person também trilha seu caminho na tela grande. Depois de ter filmado o documentário Person (2007), sobre seu pai – Luís Sérgio Person, importante diretor de obras como a impressionante São Paulo, Sociedade Anônima –, ela agora faz sua primeira investida num longa de ficção.

Califórnia estreia em Caxias nesta semana (com sessões somente no GNC), trazendo o olhar da diretora e roteirista sobre um assunto que ela conheceu bem de perto: ser adolescente no Brasil dos anos 1980. Na trama, Estela (vivida por Clara Gallo, na foto acima) sonha em ir visitar o tio Carlos (Caio Blat), um jornalista musical que vive na Califórnia. Os planos tomam outro rumo quando ela descobre que é o tio quem está voltando para o Brasil, debilitado por causa de uma doença sobre a qual a medicina e as pessoas ainda sabiam pouco.

No papo que bateu com o Cinecessário, Marina Person fala sobre seus anseios com a produção e sobre como a personagem Estela carrega muito do que a própria cineasta viveu durante a década mais obscura e colorida (ao mesmo tempo!) que o Brasil já viveu.

Qual o maior desafio ao se fazer um filme sobre juventude e amadurecimento?

Acho que o maior desafio é ser fiel às questões que realmente importam. As questões essenciais são as mesmas, seja nos anos 80 ou hoje. A construção da identidade, as perguntas que todos se fazem como “quem sou eu, qual o meu lugar nesse mudo, para onde eu vou, que desafios eu topo encarar?” . Isso é comum a jovens de qualquer época, em qualquer lugar. Claro que a tecnologia transformou a forma como as pessoas se comunicam. Nós tínhamos outras maneiras de procurar nossa turma, e isso provoca curiosidade nos jovens de hoje, é muito legal de ver.

Como rolou a escolha do elenco? O que você procurava na atriz que interpreta a Estela?

Todos os atores foram escolhidos por teste. A Estela ficou bem parecida comigo, né? Mas isso não foi premeditado, eu testei loiras, ruivas, não tinha um biotipo definido. A própria Clara Gallo não é tão parecida comigo na vida real. Quando fez o teste, ela tinha dreadlocks enormes no cabelo, um estilo totalmente diferente da Estela. Eu queria uma protagonista que tivesse a capacidade de comunicar sem precisar falar. Que falasse com os olhos, com o corpo. E a Clara tem muito isso, ela me passa a sensação que a palavra é um acessório, o que ela diz com a expressão é muito mais intenso.

Falar sobre os anos 80 foi tão visceral quanto falar sobre o teu pai? Quais são tuas lembranças mais fortes da década?

O Person é um documentário muito pessoal, que eu precisava fazer, tinha a necessidade de falar sobre a minha história e da descoberta de quem foi o meu pai. Quando ele morreu eu era muito pequena. Depois que fiz a faculdade de cinema, entendi a importância da obra dele para a cinematografia brasileira. Senti que deveria fazer um filme sobre essa
jornada de busca de uma filha que conhece melhor o pai através dos filmes que ele deixou. Sou muito grata ao cinema por isso. O Califórnia nasceu da minha vontade de falar sobre minha geração, sobre como foi ser adolescente em São Paulo nos anos 80. Era um país que se abria politicamente depois de 20 anos de ditadura, um país onde florescia o rock brasileiro com bandas como Legião Urbana e Titãs, e uma geração que teve as primeiras experiências sexuais exatamente
quando uma nova doença, fatal e que estava ligada ao sexo, foi descoberta. Muitas situações que estão no filme
aconteceram comigo. Existem muitas coisas na Estela que são idênticas a mim. Eu era fanática pelo David Bowie como ela, comprava discos numa loja que se chamava Wop Bop, tinha uma queda pelo surfistinha da escola e me apaixonei por garotos tipo JM, o esquisito. Outro exemplo: eu li O Estrangeiro, livro do Albert Camus, porque queria impressionar um cara que adorava The Cure, igual ao filme!

Quais são teus três filmes preferidos sobre a adolescência?

Clube dos Cinco, de John Hughes – perfeito, assisto e reassisto com o maior interesse.
Vidas sem Rumo, de Francis Ford Coppola – outro dia revi e achei um pouco datado, mas continua lindo mesmo assim.
Os Incompreendidos, de François Truffaut – esse é mais sobre a pré-adolescência, mas tem tudo a ver.

Estreia nesta terça

15 de dezembro de 2015 0

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Nesta terça tem estreia do curta-metragem caxiense O Ajudante, dirigido por Filipe Mello. A sessão começa às 20h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia (Luiz Antunes, 312), com entrada franca. A produção de ficção científica foi custeada
O curta-metragem O Ajudante – que estreia na próxima terça, às 20h, na sala Ulysses Geremia – é resultado de ideias geradas e geridas em grupo.

O responsável é o Coletivo A+ O , que reúne oito artistas caxienses de diferentes áreas.

– Todo mundo se envolveu, as decisões tinham a opinião de todos – diz o diretor, Filipe Mello.

Em moldes parecidos, o coletivo produziu recentemente o curta Menu, que levou quatro troféus do CineSerra 2015.
A história de O Ajudante toma os rumos da ficção científica e acompanha um cientista que cria uma forma de se deslocar no tempo em busca de um amor perdido. Douglas Trancoso, Gutto Basso e Carine Panigaz integram o elenco.

O filme de 14 minutos, custeado via Financiarte, foi gravado em quatro locações diferentes. Para encontrar uma árvore adequada ao que a história pedia, por exemplo, o grupo teve que rodar bastante. A primeira escolhida era em Criúva, depois substituída por essa que aparece na foto ao lado (abaixo, com a equipe do filme à frente), em Terra de Areia.

– Descobrimos que a árvore escolhida era um bugre, e o Doug tinha alergia. Então lembrei que em Terra de Areia tinha umas figueiras enormes. Eu e a Carine ficamos um dia inteiro rodando e nos perdendo por lá até encontrar a árvore perfeita – conta Filipe.

A estreia desta terça tem entrada franca..

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Mergulho em "Beira-Mar"

09 de dezembro de 2015 0

O longa gaúcho Beira-Mar estreia nesta quinta, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. Os diretores e a dupla de protagonistas estarão em Caxias na sexta, a partir das 19h30min, para uma sessão comentada. O filme fica em cartaz até o dia 20 de dezembro. Ingressos a R$ 10 e R$ 5 (estudantes e idosos).

Mergulho em águas revoltas

O mar faz as vezes de personagem onipresente no longa gaúcho que estreia quinta, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. Ouve-se seu som e sabe-se de seus movimentos revoltos – já que é inverno em Capão de Canoa, principal cenário de Beira-Mar – mas os diretores Filipe Matzembacher e Marcio Reolon optam por mantê-lo longe dos olhos do espectador. É que o mar serve como ferramenta para aguçar os sentidos do outro lado da telona e para desenhar relações com o estado de espírito dos protagonistas do filme.

Beira-Mar (não confundir com À Beira Mar, novo filme de Angelina Jolie e Brad Pitt, que ainda não estreou em Caxias) narra um fim de semana na vida dos amigos Martin (Mateus Almada) e Tomaz (Maurício José Barcellos). Os dois viajam de Porto Alegre ao litoral porque Martin precisa pegar um documento com familiares que não encontra há tempos. Tomaz decide acompanhá-lo e os dois ficam hospedados sozinhos na casa dos pais de Martin, numa avenida à beira-mar. A narrativa deixa logo claro que Tomaz é gay, mas Martin parece ignorar a informação. Uma bolha de desejo reprimido vai ficando cada vez mais densa à medida que a história avança.

Estreante em longa-metragem, a dupla de diretores e roteiristas perde um pouco de tempo com perfumarias até que a história engrene de fato. A narrativa paralela sobre os problemas familiares de Martin, por exemplo, poderia ser melhor explorada – o espectador fica com vontade de conhecer mais sobre aqueles laços rachados pelo abismo social. Já os amigos que se juntam à dupla protagonista numa festinha regada à bebida parecem contribuir pouco para a trama.

Um acerto do longa é o trabalho de câmera, que ganha tom confessional participando das cenas como se fosse um terceiro personagem. Quando o olhar se afasta um pouco mais, valorizam-se as belas locações externas do longa e a direção de fotografia competente assinada por João Gabriel de Queiroz.

Beira-Mar foi exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival do Rio, Cine em Guadalajara (México) e For Rainbow (Ceará). A temática das descobertas da adolescência vai na carona de produções nacionais como Hoje Eu Quero Voltar Sozinho – ambos os filmes, aliás, foram alvo de mobilização de caxienses nas redes sociais para que a sala Ulysses Geremia garantisse as estreias na cidade. O viés de abordagem do longa gaúcho, no entanto, é um pouco mais melancólico, e a ligação com o mar entra justamente aí. O quebrar nervoso das ondas no inverno parece revelar a alma de Martin e Tomaz, seja com relação às descobertas que surgem entre eles, ou às incertezas comuns da adolescência. Mas o mar também ganha simbologia positiva, a sugerir um necessário e derradeiro mergulho em si mesmo.

PLUS: ouça essa música massa que integra a trilha do longa

Faça a Coisa Certa

04 de dezembro de 2015 0
Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

Está chegando ao fim da primeira temporada do projeto Cinema na Estação. A partir de janeiro, é possível que as sessões migrem da Biblioteca da Estação para espaços ao ar livre – entrando no clima da já tradicional iniciativa Cinema de Verão, também encabeçada por Robinson Cabral.

Bem, enquanto o sol ainda está um pouco tímido, a biblioteca continua servindo como sala escura. As sessões ocorrem sempre às sextas, às 19h30min. Em dezembro, os filmes escolhidos são o americano Faça a Coisa Certa (1989 – trailer abaixo), com exibição
esta semana; o iraniano A Caminho de Kandahar (2001), no dia 11; e o francês Delicatessen (1991), no dia 18.

O Cinema na Estação é custeado via Lei de Incentivo à Cultura de Caxias do Sul, com apoio da Focco Sistemas de Gestão e Brasdiesel S/A.

Pediu, levou

03 de dezembro de 2015 0
Crédito: Avante Filmes

Crédito: Avante Filmes

Aproveito para retomar o blog após um longo hiato (perdão por isso) para compartilhar uma notícia boa. Depois de muita mobilização nas redes sociais, com uma página criada no FaceBook especialmente solicitando a vinda do longa Beira-Mar para Caxias, o resultado foi positivo. A Sala de Cinema Ulysses Geremia estreia o filme na próxima quinta (dia 10), e terá sessão comentada com a dupla de diretores (Filipe Matzembacher e Marcio Reolon) e de protagonistas (Maurício José Barcellos e Mateus Almada) já na sexta (dia 11). Além disso, os primeiros 30 espectadores que comprarem ingressos para a sessão comentada vão ganhar um cartaz oficial do filme.

Beira-Mar foi gravado no litoral gaúcho e faz um retrato da relação de descobertas entre os amigos Martin e Tomaz. O filme foi premiado no Festival do Rio, Cine em Guadalajara (México) e For Rainbow (Ceará).

As sessões de quinta e sexta começam às 19h30min, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. No sábado e domingo, a exibição é às 20h. Ingressos custam R$ 10 e R$ 5. O filme fica em cartaz até o dia 20/12.