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"Boi Neon" em Caxias

Bah, deixei vocês num vácuo gigantesco né.. Perdão, enfim, vou...

"Boi Neon" em Caxias

08 de abril de 2016 0
Crédito: Imovision

Crédito: Imovision

Bah, deixei vocês num vácuo gigantesco né.. Perdão, enfim, vou postar aqui pelo menos os textos sobre cinema que tenho feito para o jornal. Este é sobre a estreia da semana na Sala Ulysses Geremia, o premiado Boi Neon. De quebra, uma entrevista com o astro do longa, Juliano Cazarré.

Fugindo do brete

Boi Neon une logo no título palavras completamente distintas, de universos longínquos. É como se o diretor e roteirista Gabriel Mascaro avisasse ao espectador que a ousadia de integrar ambientes antagônicos estará presente durante toda a obra — estreia desta semana na Sala de Cinema Ulysses Geremia. Desafiando convenções de gênero, classe ou qualquer outra (ainda bem!), Boi Neon apresenta um vaqueiro aspirante a costureiro (Juliano Cazarré); uma caminhoneira que unifica doçura materna, agressividade e sensualidade (Maeve Jinkings); e ainda uma grávida (Samya De Lavor) que trabalha com uma arma na cintura — e o tabu se quebra ainda mais quando visualizamos aquela imaculada silhueta numa cena de sexo e nudez.

A história é ambientada nos bastidores das vaquejadas, eventos muito populares no nordeste brasileiro. Iremar (Cazarré) é um filho desse ambiente, mas as mesmas mãos que juntam dejetos ou escovam o rabo dos bois também lidam com as minuciosas e artesanais artes da costura e do desenho. O personagem é a síntese do indivíduo contemporâneo que tenta construir sua própria liberdade para além de qualquer fronteira social.

Mais do que lançar um olhar contemporâneo sobre o sertão nordestino e seu povo, Boi Neon é sobre sonhar com uma vida fora dos bretes que nos cercam (por isso talvez a figura do boi tão presente).

Confira abaixo uma entrevista exclusiva do ator Juliano Cazarré ao Pioneiro.

Pioneiro: Que retrato do sertão nordestino contemporâneo o filme ‘Boi Neon’ propõe?
Juliano Cazarré:
Um nordeste moderno, onde a tradição se comunica com o contemporâneo. Um lugar onde a vida é dura, mas cheia de bom humor. Mostra mulheres e homens nordestinos construindo sua identidade livremente, questionando padrões de comportamento tradicionais. Como também acontece no Sul, não por acaso.

O que esse personagem, o Iremar, ensinou para o Juliano?
A experiência mais rica desse filme foi o convívio com as pessoas. Maeve Jenkings, com quem podia conversar sobre nosso ofício com profundidade, e também trocar dicas de alimentação de esportes, etc. E Carlos e Josinaldo, os dois vaqueiros, meus companheiros no filme, cada qual com sua sabedoria. Carlos com sua manha, Josinaldo com sua fidalguia.

Você lida muito naturalmente com a nudez artística, mas cenas com nu (principalmente masculino) sempre causam muito barulho, como as de ‘Boi Neon’ causaram. É possível naturalizar esse olhar “assustado” do espectador frente ao nu? Como?
É só ficar tranquilo e conviver com aquela imagem com a naturalidade de um banheiro de academia, ou uma imagem num livro de ciências. A gente não precisa se ofender com a nudez. Claro que há, e muito, nudez de mau gosto. Mas não é o caso de Boi Neon. Nada é feito para chocar ou ofender. É com simplicidade e beleza.

Você vem conquistando espaço cada vez mais amplo nas novelas, ao mesmo tempo que não abandona a carreira no cinema, seu “palco” de origem. Que tipo de necessidades artísticas cada um desses ambientes alimenta em você?
E agora acabo de estrear no teatro em São Paulo na peça Um Bonde Chamado Desejo. A TV, o cinema e o teatro são diferentes entre si e cada um tem sua delícia. Na TV, a dificuldade é a velocidade, mas a recompensa é o imenso alcance de público. No cinema, tudo é menor, mais natural ainda que a TV, e demora muito, tem que viajar pra longe da família, grava tudo picotado. Mas a recompensa é que um belo filme pode durar décadas. Séculos, talvez? Não sei se o mundo dura tanto… E o teatro onde o ator faz chover, é ele quem manda, com seu corpo, sua voz e sua presença.

Como lida com a popularidade que um MC Merlô (da novela A Regra do Jogo) te traz?
Fico muito feliz de ver que tem gente que se divertia muito com o personagem. É gratificante trazer o sorriso para as pessoas no momento em que o país naufraga numa crise moral, ética, política e econômica. O Brasil está assim, rir pra não chorar…

Trintões

15 de fevereiro de 2016 0
Crédito: Divulgação

Crédito: Divulgação

Me rendendo àquelas tradicionais listas de filmes que envelhecem, mas permanecem intactos na nossa memória, resolvi homenagear algumas películas dos anos 1980 que estão completando 30 aninhos em 2016. O destaque vai para o sensacional Conta Comigo, que em meio a todo exagero da década do neon conseguiu fazer um recorte cheio de poesia sobre a passagem da infância para a adolescência. Claro que ambientar a história em 1959 contribuiu para torná-la um respiro de sutileza perdida num mar de bonecos e figurinos fakes (não pense que eu não amo eles também, veja abaixo).

Dirigido por Rob Reiner e adaptado de um conto de Stephen King, o filme tem uma das frases de aberturas mais legais dos longas juvenis: “aos 12 anos, vi um cadáver pela primeira vez”. A história, vocês já sabem, acompanha um grupo de amigos numa jornada em busca do corpo de um menino desaparecido. Por fim, o bendito corpo é o menos importante numa história com personagens tão apaixonantemente problemáticos. Um perdeu o irmão e lida com a indiferença dos pais, o outro teve a orelha queimada pelo pai ex-soldado e alcoólatra, o outro é irmão de ladrão de carros, e o líder é um garoto inteligente à margem das oportunidades. É linda a maneira como o filme constrói cada um deles e os coloca em situações de provação da amizade.

No mais, amo todas as cenas nos trilhos do trem, sou apaixonada pela trilha, tenho medo de sanguessugas por causa desse filme e ainda morro de saudade de River Phoenix.

Abaixo, mais aniversariantes deste ano que povoam o cinema dos 1980.

Curtindo a Vida Adoidado

John Hughes foi um dos principais nomes da década, diretor responsável ainda por clássicos como O Clube dos Cinco e Gatinhas e Gatões. É dele mais essa lindeza sobre ser um adolescente zoeiro em plenos anos 1980. O filme até ensaia certa seriedade em alguns momentos, mas o que ficou inesquecível mesmo foram as cenas de diversão – tipo, dar banda de Ferrari, cantar Twist and Shout no meio de um desfile cênico e, claro, inventar engenhocas que simulam que você está doente na cama.
Personagem preferido: o pobre diretor Ed Rooney.

A Garota de Rosa-Shocking

Molly Ringwald era um dos rostos mais requisitados dos filminhos de high school oitentistas. Em A Garota de Rosa-Shocking, ela fica desfilando seu cabelo ruivo embaixo de um estiloso chapéu e usa modelitos “chocantes” com ombreiras (óbvio). A história é a mais batida possível: uma menina comum se apaixona por um mocinho rico e popular. A graça está na trilha totalmente trash e as cenas com o melhor amigo da protagonista, o irritante Duckie’ Dale (boa chance para ver como o Alan, de Two and a Half Men, era quando teen).

Labirinto

E aqui chegamos na essência mais maquiada, de mangas bufantes e mullets dos anos 1980. Se você não viu esse filme, poderia tentar convencê-lo apenas dizendo que David Bowie vive o rei de uma legião de duendes esquisitérrimos. Se você ainda assim resistir, minha última cartada é dizer que o longa de Jim Henson serviu de inspiração (pra não dizer cópia mesmo) para o nosso clássico Super Xuxa contra o Baixo Astral (1988).

Na história, uma menina (Jennifer Connelly bem guriazinha) precisa salvar seu irmão bebê que foi raptado pelo rei dos duendes. Para chegar até eles, ela precisa enfrentar um labirinto e contar com a ajuda das criaturas mais legais do mundo. Entre elas, o monstro Ludo e sua queridice sem tamanho (“friend?”).

"O Regresso" é uma experiência

04 de fevereiro de 2016 2
Crédito: Fox Filmes, Divulgação

Crédito: Fox Filmes, Divulgação

Celebrar a sobrevivência em condições adversas é um mote recorrente no cinema — que já rendeu importantes títulos como Gravidade, Náufrago,127 Horas, entre tantos outros. Não dá para dizer, no entanto, que o premiado diretor mexicano Alejandro González Iñárritu vá apresentar algo que você já tenha visto em O Regresso. O longa, que estreia em Caxias nesta quinta, vem amparado em 12 indicações ao Oscar e com três Globos de Ouro na bagagem (diretor, ator e filme).

O burburinho se justifica não tanto pela história, mas pela embalagem impressionante que ela ganha na telona. Apenas acredite, cada uma das 12 indicações fará sentido assim que você perder o fôlego dentro do cinema.

Inspirado numa história real (a Academia adora!), o longa acompanha uma expedição de caçadores em busca de peles de animais, em pleno século 19. O mais experiente deles é Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), que além de guiar os parceiros, precisa garantir a integridade física do filho, que carrega a descendência indígena da mãe visível na pele e é discriminado por isso.

Os rumos da expedição ficam confusos quando Glass é atacado por um urso — numa sequência incrivelmente visceral — e sobrevive. Imóvel e sem poder falar, ele ficará sob os “cuidados” de seu principal rival, o cruel John Fitzgerald (numa atuação apaixonante de Tom Hardy).

Mas nem urso, nem Fitzgerald, nem frio, nem fome, nem nada vai vencer Hugh Glass. Ele quase morre umas sete vezes (é sério). O protagonista permanece vivo, guiado quase que inconscientemente por uma voz interior: “se conseguir respirar, continue lutando”. Mas não é só isso que mantém Glass de pé, e aí entra a parte divertida da história. O caçador está vivo porque tem um propósito, vingança.

Assim, a obscuridade vai tomando conta do personagem, e o contato com a selvageria da floresta só contribui para tal. Difícil falar da atuação quase animalesca de DiCaprio, que parece realmente ter ultrapassado muitos limites nesse trabalho.

O contato profundo entre o homem e o ambiente (nesse caso, maravilhosas e gélidas paisagens do Canadá e da Argentina) é orquestrado com empenho pelo diretor de fotografia Emmanuel Lubezki (Birdman, A Árvore da Vida). Taí um profissional que merece o mesmo destaque que Iñárritu (cotado para receber seu segundo Oscar consecutivo de direção) ou DiCaprio (que está com a estatueta de melhor ator quase em mãos depois de quatro outras indicações na categoria). O olhar naturalista de Lubezki faz o espectador praticamente sentir o ar gelado que vem das colinas em tomadas muito abertas e quase se engasgar com o sangue e saliva que literalmente respingam na lente em planos muito fechados.

Tudo é grandioso em O Regresso. Os diálogos são relevantes, os personagens convincentes (o espetacular trabalho de maquiagem ajuda), os dilemas profundos. A maneira como esses elementos ganham forma lembra uma sinuosa coreografia entre a dramaticidade dos atores e a magnitude da natureza. E o melhor: a câmera está sempre no lugar certo para captar a dança.

Criançada de cinema

28 de janeiro de 2016 0
Crédito: Breno Dallas, Divulgação

Crédito: Breno Dallas, Divulgação

O saquinho de pipoca na mão da gurizada aí da foto já denuncia: é dia de cinema. Aproveitando a chegada do último fim de semana do projeto Cinema de Verão, quero falar de uma das importantes novidades dessa edição, levar filmes para crianças que participam de projetos sociais nos bairros. Essas pessoinhas faceiras aí em cima são alunas do Centro Assistencial e de Promoção Social Joana d’Arc, do Vila Ipê. O grupo conferiu clássicos da Disney no último fim de semana. Neste domingo, exatamente o dia de encerramento da edição 2016 do projeto, quem vai receber a tela grande é o Ponto de Cultura Teia Cultural, lá do bairro Kayser.

O Cinema de Verão sempre teve preocupação com a formação do público infantil – com ótimas sessões dedicadas aos pequenos –, mas é gratificante ver a arte mapeando a criançada de todos os cantos. A tentativa é para que não haja fronteiras ao poder de transformação do cinema.

– É urgente essa aproximação com as bordas, com a periferia, e uma ótima forma de nos reconhecermos a partir das diferenças. Incluir é estarmos juntos e aprendermos uns com os outros. A propósito, temos muito o que a aprender com essas comunidades periféricas que vivem à margem de uma sociedade egoísta e individualista. Descentralizar a cultura é fundamental nesse momento – comenta Robinson Cabral (segundo a partir da esquerda), idealizador da iniciativa.

Aproveitando a deixa, confira as sessões do Cinema de Verão que estão rolando à noite (veja abaixo), a dobradinha clássica que ocupa a Sala de Cinema neste sábado de madrugada (A Sombra de uma Dúvida e Freaks), além das charmosas sessões da Estação Férrea, com O Incrível Homem que Encolheu (sábado) e Cantando na Chuva (domingo).

❚ Quinta, dia 28: Jesse James – Sala Ulysses Geremia – 15h
❚ Quinta, dia 28: Carnaval Atlântida (Oscarito/ Grande Otelo) – Praça de Galópolis – 20h30min

❚ Sexta, dia 29: O Homem do Sputnik (Oscarito) – Praça de Forqueta – 20h30min
❚ Sexta, dia 29: A Sombra de Uma Dúvida + Freaks – Sala Ulysses Geremia – 23h59

❚ Sábado, dia 30: Alice no País das Maravilhas – Biblioteca Parque da Estação – 15h
❚ Sábado, dia 30: Peter Pan – Biblioteca Parque da Estação – 16h30min
❚ Sábado, dia 30: Ou Vai ou Racha – Biblioteca Parque da Estação – 18h
❚ Sábado, dia 30: O Incrível Homem que Encolheu – Estação Férrea – 20h30min

❚ Domingo, dia 31: Bambi – Ponto Teia Cultural – Kayser – 15h
❚ Domingo, dia 31: Branca de Neve e os Sete Anões – Ponto Teia Cultural – Kayser – 16h30min
❚ Domingo, dia 31: Cantando na Chuva – Estação Férrea – 20h30min

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La Playa

28 de janeiro de 2016 0

Tá rolando na internet um projeto audiovisual bem massa criado pelo pessoal da Zero Hora. Batizada de La Playa, a série pretende apresentar um olhar criativo sobre histórias que acabaram criando laços com os veranistas gaúchos.

No primeiro vídeo (veja aqui), os jornalistas Gustavo Foster e Felipe Martini procuram entender a origem de uma das lendas mais conhecidas de quem viaja até o litoral pela Freeway. Parece que o fantasma de uma noiva aterroriza a estrada nas proximidades da Lagoa dos Barros. A bem-humorada investigação tem relatos de moradores e até entrevista com uma oceanógrafa, que desmitifica aquelas águas. Vale a pena ainda para ver o Foster vestido de “noivinha”.

Novos vídeos serão disponibilizados nas próximas três semanas.

Filmes revisitados

28 de janeiro de 2016 1
Crédito: Divulgação

Crédito: Divulgação

Depois de muito se falar parece que finalmente ganhou data de estreia o remake de Plano 9 do Espaço Sideral, clássico cult de Ed Wood. O diretor John Johnson marcou a data de 16 de fevereiro para mostrar o filme aos americanos, no formato de Video-On-Demand. A produção começou em 2009.

E parece que 2016 apostará fichas em muitos outros sucessos do passado revisitados. Uma das novidades a chegar logo é Leatherface, filme que narra a origem de um dos serial killers mais amados do cinema (nascido no icônico longa O Massacre da Serra Elétrica, de 1974). O novo longa está sendo vendido pelos diretores franceses Julien Maury e Alexandre Bustillo como um road-movie sangrento.

Este ano também deve marcar o início das filmagens da sequência de Blade Runner, dirigida pelo ótimo Denis Villeneuve. O elenco terá repeteco de Harrison Ford, com reforço de Ryan Gosling.

E até O Exorcista – um dos territórios mais sagrados do terror – surgiu na pauta essa semana. Tudo porque a Fox anunciou uma possível série inspirada no livro de William Blatty, que originou o clássico dirigido por William Friedkin.
Vamos ver o que vem por aí…

Sangue...

28 de janeiro de 2016 0
Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

Essa é para quem não tem nojinho de sangue na tela. O diretor porto-alegrense Fernando Mantelli decidiu disponibilizar o curta de terror Quiropterofobia (2009) em sua página do vimeo. Mas é só por uma semana.

O filme, que recebeu alguns prêmios e chegou a ser chamado de O Albergue brasileiro, pode ser assistido até este fim de semana. A produção traz Nelson Diniz (foto) na pele de um macabro assassino que mantém dois homens e uma mulher num cativeiro.

Dá uma olhada

Lataria de cinema

24 de janeiro de 2016 0
Crédito: Facebook CineKombi de Patarriba

Crédito: Facebook CineKombi de Patarriba

Caxias tem sua própria CineKombi a rodar pelos bairros (lembram que já falamos dela aqui?), mas a Serra está recebendo outro carango equipado para mostrar filmes ao ar livre. O projeto é capitaneado pela dupla de atrizes Naiara Alice Bertoli e Talita Corrêa, do grupo catarinesne As Cercanas de Patarriba.

A ideia surgiu em 2014, quando as gurias resolveram dar um novo uso para a Kombi guerreira que as transportava entre uma peça e outra no interior. A lataria do veículo passou a servir de telão para projeções de filmes de animação independente. Deu tão certo que elas conseguiram aprovação num edital de circulação por meio do Ministério da Cultura. Assim, o Cinekombi visita 16 cidades do Rio Grande do Sul.

A tour começou pelo município de André da Rocha, semana passada, e já passou por Nova Prata e Veranópolis. A Kombi segue pela Serra até a próxima quinta (veja abaixo). Os filmes exibidos são assinados pelos artistas Rodrigo Amboni (SC), Jackson Abacatu e Cata Preta (MG) e Rodrigo John (RS). Além das projeções dos curtas, o projeto também prevê o que as meninas chamam de desmontagens – vídeos gravados com os próprios realizadores falando sobre o processo de criação de cada obra.

– É uma ideia de desconstruir, mostrar o que existe por trás do filme, num investimento na formação da linguagem – comenta Naiara.

O CineKombi pretende levar cinema para pequenas cidades do interior, seguindo a lógica da descentralização da cultura tão defendida pela dupla d’As Cercanas de Patarriba.

– No cinema convencional, as pessoas não se comunicam. Levar filmes para espaços abertos valoriza a reunião, a troca, as pessoas compartilham – defende ela.

Todas sessões têm entrada franca. Interessados em exibir produções audiovisuais independentes na Kombi, podem entrar em contato pelo Facebook do grupo As Cercanas de Patarriba.

25/01: Bento Gonçalves – Via del Vino
26/01: Garibaldi – Praça Loureiro da Silva
27/01: Carlos Barbosa – Rua Coberta
28/01: São Vendelino – Centro de Eventos Celestino Schneider

Cinema de Verão te convida

22 de janeiro de 2016 0
Cidadão Kane, de Orson Welles. Crédito: Divulgação

Cidadão Kane, de Orson Welles. Crédito: Divulgação

Vergonha me define, hehehe. Estive de férias, estive cheia de trabalho, enfim, sumi daqui por uns dias e acabei deixando passar várias coisas legais que aconteceram na região. Maaaas (sempre tem um mas) ainda dá tempo de badalar por aqui a terceira edição do lindo projeto Cinema de Verão, que este ano está com uma programação super supimpa.

Só para dar uma ideia, nesta sexta tem Mazzaropi em Forqueta e duas obras icônicas na Sala de Cinema Ulysses Geremia (a maestria de Hitchcock e a coragem punk de Ed Wood. Sim, o melhor e o pior filme da história, juntos, hehe). Ah, e por falar em Forqueta, lembrei da emocionante primeira sessão do Cinema de Verão da qual participei, justamente na charmosa pracinha do bairro. Relembre aqui.

No fim de semana vai ter sessão na Biblioteca Parque — animações — e ao ar livre na Estação Férrea — por lá vai rolar O Dia em que a Terra Parou e Ciadão Kane, tá bom para vocês?

Só queria dizer que ir ao cinema pode ser ainda mais espetacular quando a experiência é coletiva, de emoções compartilhadas. E tem outra: além de conferir filmes ótimos (escolhidos pelo curador e idealizador do projeto, Robinson Cabral), o Cinema de Verão é uma baita oportunidade para aproveitar essas maravilhas de dias e noites quentes, muito raros em Caxias.

Vamos todo mundo? É de graça!

❚ Sexta, dia 22: O Gato de Madame (Mazzaropi) – Praça de Forqueta – 20h30min
❚ Sexta, dia 22: Um Corpo Que Cai + Plano 9 do Espaço Sideral – Sala Ulysses Geremia – 23h59

❚ Sábado, dia 23: Você Já Foi à Bahia? – Biblioteca Parque da Estação – 15h
❚ Sábado, dia 23: A Bela Adormecida – Biblioteca Parque da Estação – 16h30min
❚ Sábado, dia 23: O Meninão (Jerry Lewis) – Biblioteca Parque da Estação – 18h
❚ Sábado, dia 23: O Dia em que a Terra Parou – Estação Férrea – 20h30min

❚ Domingo, dia 24: Dumbo – CAPS Joana D’Arc – Vila Ipê – 15h
❚ Domingo, dia 24: Pinóquio – Caps Joana D’Arc – Vila Ipê – 16h30min
❚ Domingo, dia 24: Cidadão Kane – Estação Férrea – 20h30min

❚ Segunda, dia 25: Aviso aos Navegantes (Oscarito/ Grande Otelo) – Praça Dante Alighieri – 20h30min
❚ Terça, dia 26: Roma Cidade Aberta – Sala Ulysses Geremia – 19h30min
❚ Terça, dia 26: Os Três Cangaceiros (Roland Golias/ Grande Otelo) – Rua Coberta de Ana Rech – 20h30min

❚ Quarta, dia 27: Nunca Fui Santa (Marilyn Monroe) – Sala Ulysses Geremia – 19h30min
❚ Quarta, dia 27: Entrei de Gaiato (Zé Trindade/ Dercy Gonçalves) – Lagoa do Desvio Rizzo – 20h30min

❚ Quinta, dia 28: Jesse James – Sala Ulysses Geremia – 15h
❚ Quinta, dia 28: Carnaval Atlântida (Oscarito/ Grande Otelo) – Praça de Galópolis – 20h30min

❚ Sexta, dia 29: O Homem do Sputnik (Oscarito) – Praça de Forqueta – 20h30min
❚ Sexta, dia 29: A Sombra de Uma Dúvida + Freaks – Sala Ulysses Geremia – 23h59

❚ Sábado, dia 30: Alice no País das Maravilhas – Biblioteca Parque da Estação – 15h
❚ Sábado, dia 30: Peter Pan – Biblioteca Parque da Estação – 16h30min
❚ Sábado, dia 30: Ou Vai ou Racha – Biblioteca Parque da Estação – 18h
❚ Sábado, dia 30: O Incrível Homem que Encolheu – Estação Férrea – 20h30min

❚ Domingo, dia 31: Bambi – Ponto Teia Cultural – Kayser – 15h
❚ Domingo, dia 31: Branca de Neve e os Sete Anões – Ponto Teia Cultural – Kayser – 16h30min
❚ Domingo, dia 31: Cantando na Chuva – Estação Férrea – 20h30min

Caiu fora

18 de dezembro de 2015 3
Crédito: Pandora Filmes

Crédito: Pandora Filmes

O espetacular longa brasileiro Que Horas Ela Volta? está oficialmente fora da corrida pelo Oscar 2016 na categoria Filme em Língua Estrangeira. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta quinta a lista dos filmes que passarão para a próxima fase. Uma injustiça tremenda a obra de Anna Muylaert não estar entre os escolhidos. O elogiadíssimo argentino O Clã também ficou de fora. O favorito continua sendo o húngaro Filho de Saul.

Veja quem continua na disputa

The Brand New Testament (Bélgica), de Jaco Van Dormael
Embrace of the Serpent (Colômbia), de Ciro Guerra
A War (Dinamarca), de Tobias Lindholm
The Fencer (Finlândia) de Klaus Härö
Cinco Graças (França), de Deniz Gamze Ergüven
Labyrinth of Lies (Alemanha), de Giulio Ricciarelli
Son of Saul (Hungria) de László Nemesreland
Viva (Irlanda), de Paddy Breathnach
Theeb (Jordânia), de Naji Abu Nowar