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Posts com a tag "cinema nacional"

Pediu, levou

03 de dezembro de 2015 0
Crédito: Avante Filmes

Crédito: Avante Filmes

Aproveito para retomar o blog após um longo hiato (perdão por isso) para compartilhar uma notícia boa. Depois de muita mobilização nas redes sociais, com uma página criada no FaceBook especialmente solicitando a vinda do longa Beira-Mar para Caxias, o resultado foi positivo. A Sala de Cinema Ulysses Geremia estreia o filme na próxima quinta (dia 10), e terá sessão comentada com a dupla de diretores (Filipe Matzembacher e Marcio Reolon) e de protagonistas (Maurício José Barcellos e Mateus Almada) já na sexta (dia 11). Além disso, os primeiros 30 espectadores que comprarem ingressos para a sessão comentada vão ganhar um cartaz oficial do filme.

Beira-Mar foi gravado no litoral gaúcho e faz um retrato da relação de descobertas entre os amigos Martin e Tomaz. O filme foi premiado no Festival do Rio, Cine em Guadalajara (México) e For Rainbow (Ceará).

As sessões de quinta e sexta começam às 19h30min, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. No sábado e domingo, a exibição é às 20h. Ingressos custam R$ 10 e R$ 5. O filme fica em cartaz até o dia 20/12.

Para ter "Beira-Mar" em Caxias

19 de novembro de 2015 0
Crédito: Avante Filmes

Crédito: Avante Filmes

Tá rolando uma mobilização bem legal dos espectadores da Sala de Cinema Ulysses Geremia, em Caxias. A galera montou uma página no Facebook para reivindicar a estreia por aqui do longa Beira-Mar, dirigido pela dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. O filme foi rodado no litoral gaúcho e fala sobre a descoberta do amor na adolescência, além de abordar questões de gênero.

Uma mobilização bem parecida com essa aconteceu em 2014, e ajudou a garantir a vinda do longa Hoje Eu Quero Voltar Sozinho à sala Ulysses Geremia. Coincidência ou não, os dois filmes têm temáticas bem parecidas.

Bom, para ajudar a engordar o coro a favor da vinda do longa para cá, basta procurar a página “Queremos Beira-Mar em Caxias do Sul” no Face. A coordenação da sala avisa que está tentando garantir não só sessão, mas a vinda dos atores e diretores para comentar o longa por aqui. Estamos na torcida!

Discutindo film commission

24 de setembro de 2015 0
Crédito: Fernando Nipper, Divulgação

Crédito: Fernando Nipper, Divulgação

A foto acima foi registrada no set de O Tempo e o Vento e mostra o diretor assistente do filme, Federico Bonani, em ação. Na época – 2012 – ele viu a film commission de Pelotas ser fundada e ter papel fundamental nas gravações. Nesta quinta, Bonani vem a Caxias do Sul conversar com integrantes das film commissions da Serra (o recém-fundado grupo local e os já consolidados de Bento e Garibaldi). A programação faz parte da Semana do Turismo, mas
o cineasta explica que a importância de grupos que fomentam a produção audiovisual ultrapassa os limites do setor.

– É um assunto mais de desenvolvimento industrial do que de turismo. O fomento da atividade cinematográfica afeta um município em muitas instâncias, movimenta toda uma rede de serviços, cria mão de obra, desenvolve o mercado, gera carreiras – aponta.

Além da experiência com a film commission de Pelotas, Bonani coleciona outros exemplos positivos sobre o assunto. Quando esteve na Irlanda gravando a novela Eterna Magia para a Globo, a movimentação da equipe só foi possível graças ao contato com a comissão local.

– Tivemos acesso a todos os serviços que estavam disponíveis, escolhemos ruas, monumentos onde iríamos gravar. Tudo é possível desde que seja combinado – diz.

Para Bonani, a film commission do Rio de Janeiro é o exemplo mais relevante no cenário brasileiro. No Rio Grande do Sul, profissionais da área tentam viabilizar a criação de uma comissão estadual e outra em Porto Alegre. O cineasta aponta ainda para o protagonismo da Serra e suas três comissões.

– Estou indo a Caxias para incentivar o desenvolvimento de um banco de dados para que as produtoras possam acessar. Esse é o papel da film commission, favorecer as informações que as produtoras precisam saber, listando as belezas arquitetônicas, naturais, a diversidade humana, a infraestrutura logística – opina.

O encontro, com entrada franca, é aberto a interessados e começa às 17h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia.

Sobre "Que Horas Ela Volta?"

27 de agosto de 2015 0

Em Caxias, infelizmente, nem sinal do filme nacional mais comentado do momento: Que Horas Ela Volta?. Eu assisti no Festival de Gramado e fui arrebatada. Abaixo, falo um pouco sobre o longa de Anna Muylaert. A Regina Casé, estrela da produção, também conversou com o blog. Dá uma olhada…

Crédito: Pandora Filmes

Crédito: Pandora Filmes

A tua piscina tá cheia de ratos

Falar sério sem ser didático ou propor reflexão sem perder a leveza, eis uma das tarefas mais difíceis do cinema ou das artes em geral. Justamente por isso, essa é a característica mais importante do longa Que Horas Ela Volta?. Dirigido por Anna Muylaert (do premiado Durval Discos), o filme cativa pelo humor irresistível, pela construção engenhosa de cada personagem, pelos diálogos realistas e, de quebra, faz um tratado sobre as relações de poder cotidianas. Colecionando prêmios desde que iniciou o circuito de festivais internacionais, o longa chega nesta quinta-feira às telonas do Brasil, país que serve justamente como um dos objetos de estudo de seu roteiro.

Na trama, Val (Regina Casé) é uma doméstica pernambucana que mora na casa dos patrões em São Paulo. Longe da família há mais de 10 anos, ela recebe uma ligação inesperada da filha, Jéssica (Camila Márdila), que pretende prestar vestibular na capital paulista, justamente para a mesma instituição que o filho dos patrões de Val, Fabinho (Michel Joelsas). A presença da garota no ambiente de trabalho da mãe vai estremecer a base de todos os moradores da casa.

Foi Val quem criou Fabinho enquanto a mãe dele, a fashionista Barbara (Karine Teles), trabalhava fora. O afeto entre a empregada e o menino fica visível desde a primeira cena. Aliás, a família inteira é dependente dos cuidados da empregada: os patrões não levantam da mesa nem para buscar um copo de água, ao mesmo tempo que o menino corre para o quartinho de Val em busca de cafuné quando não consegue dormir. A muitos quilômetros dali, Jéssica acabou sendo criada sem a presença da mãe, e desenvolveu uma personalidade muito diferente da dela. Val mostra-se completamente submissa aos donos da casa, mas a filha traz uma alma curiosa e libertária. “Eles não são meus patrões”, sentencia a menina num emblemático diálogo com a mãe.

A câmera quase sempre imóvel dá um proposital ar de retrato ao filme. Parece que a diretora quer mesmo que o espectador possa se colocar naquelas situações _ muitas tão corriqueiras, afinal. O longa vai desenhando um documento, uma espécie de RG de nós mesmos. As humilhações pelas quais Val e a filha são submetidas envergonham também o espectador, que sai do cinema mergulhado em reflexões sobre temas grandiosos como liberdade, autonomia, igualdade, etc.

Mas em meio a essa enxurrada de sentimentos, também brotam gargalhadas fáceis. A simplicidade e espontaneidade de Val garantem ótimos momentos. É hilária, por exemplo, a cena em que ela teoriza sobre as pessoas que guardam a forma do gelo vazia no congelador. Na cadeira do cinema, nos sentimos como cúmplices silenciosos da vida dessa simples mulher e suas inquietações. A construção da personagem é competente: sem exageros no tom cômico e abusando de detalhes (muitos silenciosos) que aproximam o espectador.

Regina Casé e Camila Márdila, que dividiram prêmio de melhor atriz em Sundance, estão completamente entrosadas em cena e é a relação entre as duas, afinal, que mais emociona no filme. Destaque também para as belíssimas participações de Karine Teles e Lourenço Mutarelli como os patrões de Val (ambos retratam de maneira muito especial os traços de rejeição de seus personagens). Mas o elenco talvez seja somente a cereja desse bolo doce e e indigesto (no melhor sentido que esse termo possa ganhar ao se falar de arte). O comovente roteiro de Anna Muylaert traz reflexões universais sem obviedades, e fala de abismo social sem eleger mocinhos e bandidos. Como se não bastasse, o filme ainda faz uma interpretação simbólica e poética do verso “a tua piscina tá cheia de ratos”, de Cazuza.

Entrevista: Regina Casé

Cinecessário: O que foi mais complicado ou delicado na composição da Val?
Regina: O meu maior desafio foi ter que abrir mão de toda e qualquer vaidade e me colocar numa situação de total abandono físico e emocional para viver a personagem.

Há uma carga materna muito forte na personagem, e esse é um papel que você também desempenha na vida real. É possível reconhecer traços da mãe Regina na Val?
Muitos. Desde o carinho, até a canção de ninar que eu canto no filme, que é a mesma que eu canto para os meus filhos e que é a mesma que a minha mãe e a minha avó cantavam pra mim.

Como atriz, a escolha por personagens periféricas, pessoas simples, reflete sua histórica conexão com esse público?
Não foi uma escolha minha, foi algo que aconteceu naturalmente, o que muito me honra. Representar as pessoas do povo, aquelas que trabalham duro, é muito importante principalmente por saber que nesses anos todos elas praticamente me elegeram como sua porta-voz.

“Que Horas Ela Volta?” foi vendido para mais de 20 países, que tipo de retrato do Brasil você acredita que o filme está levando para fora?
Acho que eles se interessaram tanto pelo filme, porque mesmo num contexto muito diferente, essas mudanças profundas nas relações inter classes estão acontecendo no mundo todo.

E aqui no Brasil, qual das reflexões de “Que Horas Ela Volta?” você gostaria que fosse melhor absorvida pelo público?
Gostaria que pensassem que apesar de complexa, essa relação mesmo que permeada por muito afeto sempre esconde muita coisa atrás de frases como: “Ela foi uma segunda mãe para os meus filhos” ou “Ela é praticamente da nossa família”. Eu mesma durante o filme refleti o tempo todo sobre essa questão.

Você tem carreira premiada no cinema, nos palcos e na tevê. Em qual desses formatos se sente mais realizada?
Há muitos anos, tenho me dedicado de corpo e alma à TV. Atuar nesses dois filmes, “Made In China” e “Que Horas Ela Volta”, fez crescer uma vontade avassaladora de voltar a ser atriz, me dedicar mais aos trabalhos de atuação. Ai meu Deus! Não sei como vou resolver isso. kkkk

Conversa com Cuoco

13 de agosto de 2015 0
Crédito: Fabio Rebelo

Crédito: Fabio Rebelo

O último grande papel de Francisco Cuoco no cinema foi ainda nos anos 1990 (no longa Gêmeas, de Andrucha Waddington). O veterano ator é muito mais conhecido no Brasil por conta de sua extensa carreira televisiva (e pelo icônico vozeirão), mas agora está de volta às telonas no filme Real Beleza, de Jorge Furtado (em cartaz em Caxias, no GNC, e em Bento, no Movie Arte).

Do alto de seus 81 anos, Cuoco está naquela fase em que os trabalhos precisam lhe tocar a alma para valerem a pena. Foi o que aconteceu com o longa gaúcho, filmado em partes na Serra.

– É um cinema de gente grande, que leva a uma reflexão sem ser chato. A gente acaba tendo muitas comédias sem consequências, só pra desopilar, pra rir, mas eu prefiro não fazer. Esse é um filme que você eventualmente leva com você, em pensamentos, interrogações, questionamentos e sai melhorado depois de ver – justificou o ator, em conversa com a coluna por telefone.

Em Real Beleza, Cuoco vive Pedro, um apaixonado pelas artes (música, literatura, fotografia, etc.) que está lidando com a cegueira e outras perdas mais lentas.

– Era impossível recusar um personagem que, através da leitura, da idade e tudo, criou uma sabedoria, uma certa coisa que se aproxima da genialidade. É um pouco como um pedacinho da alma de um García Márquez, de um Saramago. Um personagem lindo – disse.

Entre as diferentes formas de belezas que o filme de Furtado aborda, Cuoco aponta as abstratas como suas preferidas.

– Quando o ser humano tem a capacidade de enxergar os seus semelhantes de uma maneira a aceitar os modos, aceitar os pensamentos, as propostas, acho uma forma de beleza estupenda. Isso, de uma maneira direta ou indireta, aparece no filme – refletiu.

Em Real Beleza, Pedro parece buscar na arte o combustível para manter a jovialidade da alma. Para o intérprete, esse é um exercício constante e bastante ligado à inquietude:

– Nesta atividade ou em qualquer outra é importante ter essa chama que não se apaga, continuar trabalhando, buscando e achando que você é uma obra-aberta, acho isso bonito e é assim que me sinto, uma obra aberta para aprender. Aprender e tentar ser a condução de coisas que eu seja capaz.

Dia de "Real Beleza"

06 de agosto de 2015 2

Estreia nesta quinta o novo filme de Jorge Furtado, com cenas gravadas em Garibaldi. Real Beleza está em cartaz no GNC e Cinépolis.

Crédito: Fabio Rebelo

Crédito: Fabio Rebelo

O título é Real Beleza, e no enredo há aspirantes a modelo e um fotógrafo de moda. Mas, longe do que possa parecer logo de cara, a beleza não é tratada com obviedades no novo filme de Jorge Furtado. O tema assume papel fundamental na história, e se projeta em diferentes e tocantes formatos. Ao espectador cabe o delicioso exercício de encontrar esses pequenos exemplares de sublimação envoltos num drama romântico competente.

Furtado lembra que Saneamento Básico (2007), seu último longa de ficção, terminava justamente com uma frase de Dostoiévski contendo a deixa perfeita para o filme que chega nesta quinta aos cinemas: “a beleza salvará o mundo”. Longe da comédia, seu ambiente mais confortável, o diretor porto-alegrense busca agora novos elementos dramáticos para construir um filme calcado na maturidade dos diálogos — e dos silêncios.

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A história acompanha o fotógrafo João (Vladimir Brichta), que viaja ao Rio Grande do Sul buscando um novo rosto capaz de “salvar” sua carreira decadente como fotógrafo de moda. Ele encontra na adolescente Maria (vivida pela estreante Vitória Strada) o perfil de modelo que procurava, e logo se depara com a beleza inesperada da mãe da garota, Anita (Adriana Esteves, em delicada atuação). João aguarda o pai da menina, Pedro (Francisco Cuoco), voltar de viagem para tentar convencê-lo de que a carreira de modelo é a mais acertada para Maria. Enquanto espera, acaba se envolvendo com Anita.

O roteiro se aproxima um pouco de As Pontes de Madison (dirigido e estrelado por Clint Eastwood em 1995), por conta do fotógrafo da cidade grande que se encanta pela dona de casa e pelos cenários do interior. Mas Real Beleza transcende o foco da paixão fugaz entre um casal para criar um triângulo onde cabem temas mais universais (a certeza da finitude é apenas um deles). Furtado se afasta dos enredos espetaculares — como de O Homem que Copiava ou Saneamento Básico — para se debruçar sobre uma história aparentemente simples, com narrativa mais lenta e suave.

O roteiro envolve os personagens em amostras de beleza que vão da música (clássica) à literatura (poesia). Outra esperteza da história é colocar o personagem de Francisco Cuoco na condição de um homem praticamente cego. Enquanto João sobrevive justamente do olhar clínico de fotógrafo, Pedro está num processo inverso, de guardar apenas na memória toda as belezas que já viu ou sentiu. Adriana Esteves mostra interpretação competente, longe de qualquer exagero ou afetação. Há ainda um nu frontal completamente corajoso por parte dela e do filme.

Real Beleza usa a metáfora da busca pelo que é bonito — aliás, tão emergente nos nossos dias — para conduzir o espectador ao prazer da descoberta, seja passeando por uma foto de Cartier-Bresson ou por um poema de Fernando Pessoa.

Em Garibaldi: As cenas ambientadas na casa onde João e Anita vivem um rápido romance foram gravadas em Três Coroas. Já as sequências que mostram a cidade onde o fotógrafo está hospedado foram todas captadas em Garibaldi. A escola mostrada no filme também é na cidade. Ivane Favero, secretária de Turismo e presidente da film commission de Garibaldi, inclusive aparece numa das cenas de Maria em sala de aula. O público daqui também vai reconhecer a bela ponte de ferro que liga os munícipios de Canela e São Francisco de Paula, no Passo do Inferno. As gravações por aqui ocorreram em 2013.

Liberdade pede carona

30 de julho de 2015 0
Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

As “regrinhas” da Good Machine, produtora que levantou o cinema independente americano na década de 1990, vieram bem a calhar durante o processo de criação do longa Dromedário no Asfalto. Atuante nome do cenário audiovisual gaúcho, o diretor Gilson Vargas vem a Caxias falar sobre essa experiência e exibir o filme que chega hoje aos cinemas do país (depois de circular por festivais no ano passado). Um desses importantes preceitos colocados em prática por ele foi “o orçamento é a estética”.

– Tem muita gente querendo fazer cinema hollywoodiano com orçamento de cinema independente uruguaio, não dá certo. Dromedário é o resultado do que a gente queria que ele fosse desde o início – comenta Vargas, cineasta influenciado por nomes como Jim Jarmusch e Hal Hartley.

O diretor também vai falar sobre os conceitos gerais de um road movie, ou os chamados filmes de jornada. No caso de Dromedário, a jornada na tela é do personagem Pedro (Marcos Contreras), que sai de Porto Alegre em busca do pai no Uruguai.

– Esse gênero seduz demais. Até brinquei dizendo que vou pegar o carro e sair de Porto Alegre numa pequena jornada até Caxias (risos), para entrar no clima – diz ele.

Brincadeiras à parte, Vargas e equipe pegaram mesmo muita estrada para filmar Dromedário. Foram mais de 10 mil quilômetros rodados em lugares como Cidreira, Pinhal, Mostardas, Chuy, Punta del Diablo. Com um grupo enxuto formado por amigos, o diretor também aprendeu com esse filme umas regrinhas – para além da Good Machine – que vão de encontro com o tema do longa: afeto.

– Vejo que é cada vez mais importante fazer cinema com pessoas que a gente gosta e admira. Cinema autoral tem a ver com trabalhar com as pessoas certas, que vão além do vínculo profissional – ensina.

A sessão do filme seguida de bate-papo com Gilson Vargas é na sala Ulysses Geremia, às 15h30min do sábado. Ingressos custam R$ 15, à venda na hora.

Com calma

Liberdade foi também conceito guia para Dromedário.

– Filme de estrada tem que absorver o entorno, o que não está previsto pode ser muito melhor do que você imaginou na frente do computador – diz Vargas.
A autonomia artística foi tão grande que, mesmo depois do primeiro corte na montagem, a equipe decidiu voltar para a estrada e filmar mais.

Mais um da Serra

18 de junho de 2015 0
Crédito: Fabio Rebelo, Divulgação

Crédito: Fabio Rebelo, Divulgação

Estou bem curiosa sobre o filme que Jorge Furtado rodou recentemente tendo a Serra Gaúcha como um dos cenários (ele já esteve por aqui em outras produções como a série Decamerão e o longa Saneamento Básico). O novo trabalho, batizado de Real Beleza, teve várias diárias em Garibaldi e estreia neste sábado, em Fortaleza. O longa está competindo no 25º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema.

A história acompanha o fotógrafo João (Vladimir Brichta), que procura candidatas a modelo em cidades do interior gaúcho. Ele conhece a bela Maria (Vitória Strada) e acaba se envolvendo com a mãe dela, Anita (Adriana Esteves). João quer levar as duas embora, mas precisa lidar com o pai da menina, Pedro (Francisco Cuoco).

O filme deve chegar aos cinemas convencionais em 6 de agosto.

Johnny se despede da Serra

28 de maio de 2015 0
Crédito: Selton Mello, Divulgação

 Johnny Massaro e a luz cinematográfica da Serra gaúcha. Crédito: Selton Mello, Divulgação

Esta é a última semana de gravações do longa O Filme da Minha Vida aqui na Serra. O ator carioca Johnny Massaro conversou com o Pioneiro sobre a experiência de passar um mês e meio no interior do Rio Grande do Sul vivendo sob a pele de Tony, protagonista do longa dirigido por Selton Mello — a chegada do filme aos cinemas está prevista para o primeiro semestre de 2016.

A história narra um drama familiar e o processo de amadurecimento de Tony. Maturidade, aliás, também tem sido o foco de Johnny Massaro como ator. Com apenas 23 anos, ele vem chamando a atenção em produções televisivas como Meu Pedacinho de Chão e Amorteamo, ambas exemplo de apuro estético na telinha.

Confira a entrevista:

O que o personagem Tony tem de mais cativante para você, como intérprete?

Johnny: O Tony é, na definição do próprio Skármeta (autor do livro no qual o roteiro se baseia), um protagonista coadjuvante, ou seja, ele se coloca fora do círculo dos acontecimentos ao mesmo tempo que é o mais afetado por ele. Nesse sentido, é cativante entender sua humildade, simplicidade e delicadeza. Ao mesmo tempo, o filme fala sobre seu amadurecimento, da passagem do menino para o homem, e isso é bastante desafiador porque precisei deixar bem claro os degraus dessa transição.

Foi muito desafiador contracenar com Vincent Cassel?

Trabalhar com o Vincent foi delicioso, aprendi e me diverti muito no pouco tempo em que estivemos juntos.

O que mais chamou sua atenção na Serra?

Meu pai é gaúcho e parte da minha família ainda mora aqui, então vim algumas vezes quando era criança, acho que por isso reconheço inconscientemente as cores, comidas, sons, etc. O que me chama a atenção, para além das belezas naturais e da educação das pessoas, é perceber que realmente existem muitos “brasis” no Brasil e que essa é nossa maior riqueza.

O Filme da Minha Vida marca seu primeiro protagonista num longa, ao mesmo tempo, na tevê você vem conquistando espaço de destaque em produções elogiadas. Como avalia esse momento da carreira?

Eu sou extremamente grato pelas oportunidades que venho tendo e tenho um respeito absoluto por cada uma delas, afinal cada trabalho é um voto de confiança, então procuro no mínimo dar o meu máximo. Só desejo continuar tendo boas oportunidades e bons encontros.

XXXX

Crédito: Kity Féo

Rafa, à esquerda de Selton, com figurino do filme. Crédito: Kity Féo

Enquanto o longa de Selton Mello não estreia, muitos moradores da Serra que participaram da produção como figurantes (cerca de 500) seguram a expectativa para se ver na telona. O caxiense Rafa Moschen, 23 anos, é um deles. Ele já tinha feito alguma coisa de audiovisual à frente da produtora Vaca Filmes, mas diz que O Filme da Minha Vida será sua estreia “séria”como ator.

– Meu personagem é um dos irmãos do Paco (Selton Mello), eles são os irmãos Moleiro. Ele é bem tímido, um cara mais contido, muito diferente dos irmãos, fanfarrões, gritalhões e tal. Meu personagem contracena mais com os irmãos, que são sensacionais, com o Selton e também com o Johnny Massaro – conta o jovem ator.

Rafa fez bonito num teste e logo foi chamado. Bacana ver que muita gente como ele acabou se aproximando do cinema por ter as gravações acontecendo aqui perto.

– Queria estar no meio, ver como funcionava uma produção de cinema desse porte – diz o ator.

No Fantaspoa

18 de maio de 2015 0

Em Porto Alegre está rolando o Fantaspoa, aquele festival mega massa com filmes de terror, horror, ficção científica e afins. Nesta segunda-feira, a partir das 19h, o Cine Bancários exibe sessão comentada do longa Deserto Azul. Participam do debate o diretor Eder Santos e o produtor André Hallak. Não assisti, mas fiquei bem curiosa só olhando a descrição: “a brasilian sci-fi”.

O filme, exibido no Festival do Rio 2014, tem sinopse enigmática: “a jornada pelo Deserto Azul vem revelar a oportunidade de entender o propósito da vida e os significados da existência humana”. O elenco tem nomes como Odilon Esteves, Maria Luisa Mendonça, Chico Diaz e Angelo Antonio.

Trailer aqui embaixo:

Outra sessão que promete, entre as tantas que estão rolando pelo Fantaspoa, é a da compilação 13 Histórias Estranhas. Será a estreia do longa que reúne o que? Sim, 13 histórias estranhas, hehe. Cada pedacinho do longa foi comandado por um diretor diferente (em alguns casos, duplas de diretores). Participam gentes finas como Ricardo Ghiorzi e Petter Baiestorf. Aliás, sabiam que são sete filmes terror/fantasia nacionais estreando nessa edição do Fantaspoa? Belo número né, foi o diretor barbosense Felipe M. Guerra que contabilizou. Aliás, ele também dirige um episódio do 13 Histórias…

Dá uma curtida no trailer: