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Posts com a tag "éverton rigatti"

Do bar para a telona

29 de outubro de 2015 0
Crédito: La Fábrica

Crédito: La Fábrica

Foi num livro com receitas de drinks – assinado por um autor de nome Michael Jackson (?) – que Joe Pieta viu pela primeira vez algumas fotos de pubs europeus. Foi fisgado de cara e resolveu reproduzir aquelas ambientações na tranquila e pacata Garibaldi. Aconteceu que, a partir de 1984, a cidade passou a ser conhecida como “lá onde fica o Bar Joe”. Essa história de mais de três décadas é contada no documentário Paredes que Falam, do diretor Éverton Rigatti. A estreia será no encerramento do festival CineSerra, em sessão gratuita às 16h deste domingo, na Sala de Cinema Ulysses Geremia.

Joe é daquelas figuras que seguram o ritmo num filme documental, e Rigatti explora bem a faceta falante (e humorada) do dono do bar. As histórias são contadas em tom muito espontâneo, valorizando o clima de conversa entre personagem e diretor. Sorridente e gesticulando como um legítimo gringo, Joe aparece em cena quase sempre emoldurado pelas belas luzes e garrafas atrás do balcão – ambiente, aliás, onde a maior parte das pessoas está acostumada a vê-lo. “Sou bodegueiro, não sou star”, Joe faz questão de salientar.

Mas o filme não se resume a ouvir a história de um dos bares mais queridos da região pela boca do próprio dono e seus familiares. Rigatti e a equipe da produtora caxiense La Fábrica foram buscar outros personagens que ajudam a dimensionar a importância da existência do espaço. Há desde um remember de um dos hits mais tocados no bar – Fotografia, da banda Rebeldes – até a volta proposital da primeira banda que ocupou aquele palco – a Casa de Fundos. Para quem não está acostumado com o universo do bar, há ainda descobertas como o hilário barman Valdemar.

Rigatti sabe que contar a história do Bar Joe é remeter à juventude de boa parcela dos roqueiros da Serra. Na verdade, é remeter à juventude dele mesmo. Por isso o texto em off que abre o documentário é muito bem-vindo: “volto para entender quem eu sou e, nessa arqueologia pessoal, vou resgatando um pouquinho do meu passado, na história de tanta gente que fez do Bar Joe o seu lugar no mundo”. Além disso, o relato também combina com a frase de François Truffaut que fecha a produção “faço filmes para realizar meus sonhos de adolescente”.

Estreia no CineSerra

08 de outubro de 2015 0
Crédito: La Fábrica

Crédito: La Fábrica

A coluna festeja o filme escolhido para encerrar a programação do festival CineSerra, em Caxias. Será a primeira vez que o público poderá ver o doc Paredes que Falam, sobre o lendário Bar do Joe (esse moço sorridente da foto), em Garibaldi. A direção é de Éverton Rigatti, da produtora La Fábrica:

– Não tenho dúvida que o CineSerra já é um dos principais festivais do interior do Estado, abrindo um espaço importante para a divulgação da produção independente. Fazer a estreia lá será uma honra muito grande.

O festival começa no dia 22 de outubro. A sessão do documentário é no dia 1º de novembro, às 16h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia.

De volta ao Joe

13 de setembro de 2014 0

joe1

Muito massa a iniciativa do pessoal da produtora La Fábrica, que está produzindo um documentário sobre a história do icônico Bar do Joe, de Garibaldi. Eles “intimaram” a primeira banda que tocou no palco do bar a se reunir novamente para um show. Os caras do Casa de Fundos (assim era chamada a banda) toparam e começaram a ensaiar há alguns dias. A esperada volta ao palco do Joe, quase 30 anos depois da primeira vez, será neste sábado, tudo com registro do diretor Éverton Rigatti e equipe, claro.

Vai ser no mínimo interessante né…

PS: pessoal, estou saindo de férias e ficarei uns dias sem aparecer por aqui. Nos vemos a partir do dia 29/09. Abraço!

No interior do Maranhão

21 de maio de 2014 0
Éverton (de azul à esquerda), Seu Zequinha (segurando a claquete) e Milton (de vermelho, à direita), com a equipe que trabalhou nas gravações no Maranhão. Crédito: Chica's Produtora

Éverton (de azul à esquerda), Seu Zequinha (segurando a claquete) e Milton (de vermelho, à direita), com a equipe que trabalhou nas gravações no Maranhão
Crédito: Chica’s Produtora

Além de estar à frente do documentário sobre a história do Bar do Joe, em Garibaldi (falamos sobre essa produção aqui no blog, lembram?), o realizador audiovisual Éverton Rigatti embrenhou-se recentemente em outro projeto bem legal. Ele foi até a cidade de Icatú, no interior do Maranhão, para trabalhar como diretor de fotografia do documentário Bendito de São Benedito.

O filme acompanha o personagem José Tomás dos Santos, mais conhecido como Zequinha de Militão, de 92 anos, figura importante para as expressões populares do lugar. O filme será exibido nas cidades sede da Copa do Mundo.

Rigatti contou para o blog como foi a experiência de quatro dias na cidade.

— Foi uma experiência incrível tanto no sentido da produção em si, trabalhando com uma equipe super profissional e bastante jovem, quanto na questão de conhecer culturas de um Brasil que nos parece tão diferente. Os maranhenses são um povo extremamente acolhedor e vou guardar para sempre o carinho com que fomos tratados por lá — comenta Rigatti, da produtora caxiense La Fábrica.

A direção do filme fica por conta do maranhense Milton Martins, que conheceu Rigatti durante especialização em cinema na Universidade de Caxias do Sul.

Doc com ligação emocional

27 de março de 2014 0
Crédito: Éverton Rigatti

Crédito: Éverton Rigatti

Gente, o meu colega Carlinhos Santos já adiantou na coluna 3por4, mas eu não podia deixar de falar por aqui sobre o documentário que está sendo preparado sobre o Bar do Joe. A produção é da La Fábrica, comandada por Éverton Rigatti. Cabe lembrar aqui que ele foi premiado no Cineserra 2013 com o troféu de Melhor Diretor pelo doc De Outros Tempos, sobre o carnaval do Bloco da Velha.

Pois bem, sei que Éverton gosta de carnaval, mas agora foca atenções em outra paixão: o Bar do Joe. Uma das ideias do filme é captar histórias das pessoas que têm ligação emocional com o bar, que está completando 30 anos de trajetória. Ligação emocional, aliás, também não falta ao diretor, que é garibaldense como o bar. Dá uma olhadinha no que ele contou ao blog:

- Me dei conta que além de toda a importância cultural do Joe, do envolvimento dele com as bandas do rock gaúcho, lá no seu auge dos anos 80-90, o filme não deixa de ser uma busca por fragmentos da minha adolescência vivida no bar. Ele sempre foi o nosso ponto de referência, o nosso lugar na cidade. Ele tinha também aquela coisa de emancipação, no momento em que tu começavas a frequentar o bar tu estavas entrando para a vida adulta. Sem contar que ali, no auge daqueles anos mágicos, rolavam shows memoráveis. Lembro que o domingo à noite era um dos dias mais concorridos, vinha gente de Caxias, Bento, Carlos Barbosa. Então o Joe tem para as várias gerações que por ali passaram, essa magia toda de festa, de tempos bons. E é exatamente isso que eu quero explorar no doc.

O filme vai contar ainda com os olhares de Flora Simon, como diretora de fotografia, e Pedro Nora Ferreira, como assistente de direção. Aguardando este trabalho ansiosa por aqui!