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Histórias do Bom Fim

23 de julho de 2015 0
Crédito: Epifania Filmes

Crédito: Epifania Filmes

O documentário Filme Sobre um Bom Fim, do barbosense Boca Migotto, já capta o espectador desde a abertura: um áudio da icônica rádio Ipanema anuncia a canção Não Chores Lola, de Julio Reny, enquanto os olhos acompanham imagens em movimento da rua Osvaldo Aranha, marco da efervescência cultural de Porto Alegre. As cenas referenciam a abertura de outro filme, Deu Pra Ti Anos 70, lançado em 1981, justamente quando aquele cenário começava a fervilhar. “O filme (Deu pra ti..) só existe por causa do Bom Fim”, dimensiona o depoimento do diretor Nelson Nadotti, sobre o bairro que foi objeto de estudo de Boca Migotto durante quase 10 anos.

A produção faz um apanhado sobre todos os produtos culturais nascidos sob o manto underground do Bom Fim. A década de 1980 é a mais reverenciada nos depoimentos, momento em que jornalistas, cineastas, escritores, músicos e um monte de gente maluca e cheia de ideias se acotovelavam nas calçadas e botecos da Osvaldo. “As conversas eram sobre criação, sempre”, diz Wander Wildner (na foto acima).

O interessante é que o documentário consegue transcender o inevitável clima de saudosismo para fazer uma espécie de tratado sobre aquele momento histórico para as artes. Sobre cinema, por exemplo, dá para pensar numa espécie de linha evolutiva que começa com uma gurizada lotando os ciclos temáticos na sala Bristol e termina com essa mesma turma encabeçando projetos audiovisuais como o programa Quizumba, da TVE, os videoclipes (alguém lembra do icônico Surfista Calhorda?) e os filmes (Verdes Anos é um marco).

“O negócio era aprender fazendo”, comenta Carlos Gerbase, sobre o conceito da banda Replicantes que acabou se fundindo com o do próprio ambiente artístico do Bom Fim oitentista.

Assim como Tormenta, de Lucas Costanzi, Filme Sobre um Bom Fim será exibido na Mostra Gaúcha de Longas, em Gramado. A estreia nos cinemas convencionais está prevista para o dia 20 de agosto. Caxias pode ganhar sessão comentada em setembro (a gente divulga melhor quando chegar mais perto).

Doc sobre Vera Tormenta em Gramado

23 de julho de 2015 0
Crédito: Sabujo

Crédito: Sabujo

Reclusa no interior de Vacaria, uma simpática senhora conversa sobre artes plásticas, Rio de Janeiro, Paris, histórias com Jorge Amado, Ferreira Gullar e Portinari. Foi assim que o jornalista Lucas Costanzi descobriu Vera Tormenta, artista que viveu anos de efervescência cultural nos grandes centros, mas escolheu um parque natural na Serra como lar há mais de 30 anos.

– Depois de toda a turbulência dos anos 1960, dos ciclos intelectuais e artísticos, ela resolve trocar de vida e viver ao lado de um rio a 20 quilômetros da cidade mais próxima, no interior do RS. Começa a produzir a própria comida,
gerar a própria luz com as quedas d’água. Uma história digna de um filme – justifica Costanzi, sobre o documentário Tormenta, que será exibido durante o Festival de Cinema de Gramado, na Mostra Gaúcha de Longas, fora de competição.

A produção de 52 minutos tem depoimentos de nomes como Ferreira Gullar, Darel Valença Lins e Rossini Perez. O documentário foi rodado em Paris, Rio de Janeiro e, claro, Vacaria. Ex-morador da cidade, Costanzi se esbaldou nos cenários serranos, com motivações que transcendem o simples interesse estético:

– Fiz questão de gravar durante o inverno na Serra Gaúcha, para fazer um contraponto com as imagens do Rio de Janeiro que aparecem no filme e que temos em nosso imaginário. Assim conseguiria mostrar um Brasil diferente do que aparece na mídia, um Brasil que não é praia.

O diretor comenta que o roteiro do filme sofreu adaptações por conta da falta de material de áudio e vídeo sobre a fase em que Vera Tormenta foi jornalista e crítica de arte. O resgate das ilustrações assinadas pela artista, no entanto, é riquíssimo.

– Construí a personagem de Vera, quando jovem, por meio de mãos, pés, reflexos no vidro do trem. Assim o espectador é levado pela narrativa e pelas entrevistas que está escutando – diz Costanzi, que elegeu o doc Une Jeunesse Amoureuse, do francês François Caillat, como referência para o trabalho.

Dificuldades

Tormenta é a estreia de Costanzi como diretor, e as dificuldades de produção no meio audiovisual, infelizmente, também foram experimentadas.

Apesar da aprovação pela Lei Rouanet, não houve interesse por parte das empresas privadas da cidade ou da prefeitura de Vacaria em apoiar o projeto.

– Para mim, a dificuldade maior é ver uma região como a de Vacaria, com um potencial enorme, mas que não sabe explorar os recursos, as pessoas e as qualidades que têm, que se fecha para o resto do Brasil. É ótimo que se tenha o Rodeio Internacional, que a música nativista e as danças gaúchas sejam difundidas e representadas. Mas não é só disso que vive uma cidade – critica o diretor.

"Consertam-se Gaitas" em Gramado

30 de junho de 2015 0
Crédito: Maísa Marson, Divulgação

Crédito: Maísa Marson, Divulgação

O curta Consertam-se Gaitas é o representante da Serra no Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas que ocorre dentro do Festival de Gramado 2015. O documentário, dirigido por Ana Cris Paulus, Boca Migotto e Felipe Gue Martini, mostra as histórias de cinco amigos que comandam a Arcari Conserto de Acordeões, em Bento. O trabalho, mantém viva uma tradição “gaiteira” na cidade, que já já foi sede da uma fábrica de acordeões Todeschini. A realização é do Núcleo Audiovisual Cenecista, Epifania e Som de Cinema.

Os concorrentes foram divulgados na manhã desta terça — dá uma olhada na lista completa aqui embaixo. O 43º Festival de Cinema de Gramado ocorre entre 7 a 15 de agosto.

PRÊMIO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA – MOSTRA GAÚCHA DE CURTAS

“Arte da Loucura”, de Karine Emerich e Mirela Kruel (Porto Alegre)
“Atrás da Sombra”, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes (Porto Alegre)
“Bruxa de Fábrica”, de Jonas Costa (São Leopoldo)
“Consertam-se Gaitas”, de Ana Cris Paulus, Boca Migotto e Felipe Gue Martini (Bento Gonçalves)
“Da Vida Só Espero a Morte”, de Júlia Ramos (Porto Alegre)
“De Que Lado Me Olhas”, de Carolina de Azevedo e Elena Sassi (São Leopoldo)
“Kaali”, de Gabriel Motta Ferreira (Porto Alegre)
“Nes Pas Projeter”, de Cristian Verardi (Porto Alegre)
“O Corpo”, de Lucas Cassales (Porto Alegre)
“O Sonho, o Limiar e a Porta que Metamorfoseia”, de Gustavo Spolidoro (Porto Alegre)
“Pele de Concreto”, de Daniel de Bem (Porto Alegre)
“Plano”, de Virginia Simone, Carlos Dias e Matheus Walter
“Quanto Mais Suicida, Menos Suicida”, de Maurício Canterle Gonçalves (Santa Maria)
“Rito Sumário”, de Alexandre Derlam (Porto Alegre)

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS BRASILEIROS
“Bá”, de Leandro Tadashi (SP)
“Como São Cruéis os Pássaros da Alvorada”, de João Toledo (MG)
“Dá Licença de Contar”, de Pedro Serrano (SP)
“Enquanto o Sangue Coloria a Noite, Eu Olhava as Estrelas”, de Felipe Arrojo Poroger (SP)
“Haram”, de Max Gaggino (BA)
“Heroi”, de Pedro Figueiredo (SP)
“Macapá”, de Marcos Ponts (MA)
“Miss & Grubs”, de Camila Kamimura e Jonas Brandão (SP)
“Muro”, de Eliane Scardovelli (SP)
“O Corpo”, de Lucas Cassales (RS)
“O Teto Sobre Nós”, de Bruno Carboni (RS)
“Quando Parei de Me Preocupar Com Canalhas”, de Tiago Vieira (SP/GO)
“S2”, de Bruno Bini (MT)
“Sêo Inácio (ou O Cinema Imaginário)”, de Helio Ronyvon (RN)
“Virgindade”, de Chico Lacerda (PE)

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS BRASILEIROS
“Ausência”, de Chico Teixeira (SP)
“Introdução à Música do Sangue”, de Luiz Carlos Lacerda (RJ)
“O Fim e os Meios”, de Murilo Salles (RJ)
“O Outro Lado do Paraíso”, de André Ristum (DF)
“O Último Cine Drive-In”, de Iberê Carvalho (DF)
“Ponto Zero”, de José Pedro Goulart (RS)
“Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert (SP)
“Um Homem Só”, de Cláudia Jouvin (RJ)

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS ESTRANGEIROS
“Ella”, de Libia Stella Gómez (Colômbia)
“En La Estancia”, de Carlos Armella (México)
“La Salada”, de Juan Martin Hsu (Argentina)
“Ochentaisiete”, de Anahi Hoeneisen e Daniel Andrade (Equador)
“Presos”, de Esteban Ramírez Jímenez (Costa Rica)
“Venecia”, de Kiki Alvarez (Cuba)
“Zanahoria”, de Enrique Buchichio (Uruguai)

 

 

Sexta de Gramado

08 de agosto de 2014 0

Começa nesta sexta-feira o 42º Festival de Cinema de Gramado. Já falei por aqui que abertura contará com o filme Isolados, terror protagonizado por Bruno Gagliasso com participação de José Wilker, em sua última incursão pelo cinema. A sessão ocorre às 19h, e vai contar com uma homenagem a Wilker, que teve uma ligação muito forte com a história do festival. A filha do ator, Mariana Vielmont de Almeida, também roteirista de Isolados, estará presente.

Às 21h30min, começa a Mostra Competitiva com o filme A Despedida, de Marcelo Galvão. O cineasta que levou o principal prêmio em 2012, com Colegas, volta agora com uma história baseada em fatos reais sobre um homem de 92 anos de idade que decide se despedir de tudo o que é mais importante em sua vida, inclusive a mulher que ama. No elenco, Juliana Paes e Nelson Xavier são um casal.

Confere algumas fotos do longa. Fotos de Midori De Lucca.

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Escolhidos para escolher

04 de agosto de 2014 0

Foram divulgados nesta segunda-feira os jurados que escolherão os vencedores nas mostras competitivas do 42º Festival de Gramado. Na categoria Longas Brasileiros participam Cesar Charlone (cineasta), Enéas de Souza (crítico), Estrella Araiza (agente de vendas e distribuidora), Luiz Alberto Cassol (cineasta e cineclubista) e Werner Schünemann (ator). Os responsáveis por escolher o melhor Longa Estrangeiro serão Alberto Ramos Ruiz (crítico, pesquisador e programador), Antonio Pitanga (ator), Orlando Margarido (jornalista e crítico), Martha Ligia Valencia (crítica, colunista e professora) e Paula Astorga Riestra (fundadora do Festival Internacional de Cinema do México). Já o Júri da Crítica é formado por Diego Lerer (Argentina), Hélio Nascimento (RS), Jaqueline Chala (RS), Marcelo Müller (RS) e Ricardo Daehn (DF).

Ainda há grupos para definir os premiados nas categorias Curtas Brasileiros e Curtas Gaúchos, além da comissão de seleção de curtas brasileiros e gaúchos.

'Isolados' na abertura

23 de julho de 2014 0

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Lembram que falei aqui do filme Isolados né? Pois bem, o longa de Tomas Portella foi o eleito para abrir a programação do 42º Festival de Cinema de Gramado. A escolha também presta uma homenagem a José Wilker, que integrava a curadoria do festival. Isolados é o último filme feito pelo ator que morreu em abril.

Também já foram divulgados os homenageados deste ano. Flávio Migliaccio receberá o Troféu Oscarito por sua extensa contribuição ao cinema (são mais de 40 filmes). Já Rodrigo Santoro vai levar para casa o Troféu Cidade de Gramado, Walter Carvalho receberá o Troféu Eduardo Abelin e o ator franco-argentino Jean Pierre Noher o Kikito de Cristal.

O Festival de Gramado ocorre de 8 a 16 de agosto. E aí, concordaram com as escolhas?

Selecionados em Gramado

02 de julho de 2014 0
Crédito: Adriana Franciosi, Agência RBS

Crédito: Adriana Franciosi, Agência RBS

Aí pessoal, confiram os curtas e longas selecionados para o 42º Festival de Cinema de Gramado. A programação ocorre de 8 a 16 de agosto.

Não identifiquei nenhuma produção aqui da região nas listas, uma pena. Apenas o longa Os Senhores da Guerra, de Tabajara Ruas, que teve imagens captadas em Bento Gonçalves e arredores.


Longas estrangeiros em competição

Algunos Dias Sin Musica (Argentina/Brasil)
El Critico (Argentina)
El Lugar Del Hijo (Uruguai)
Esclavo de Dios (Venezuela)
Las Analfabetas (Chile)

Longas brasileiros em competição
A Despedida (SP)
A Estrada 47 (RJ)
A Luneta do Tempo (RJ)
Esse Viver Ninguém Me Tira (DF)
Infância (RJ)
O Segredo dos Diamantes (MG)
Os Senhores da Guerra (RS)
Sinfonia da Necrópole (SP)
Mostra Competitiva de Curtas Nacionais
O Que Fica (SP)
História Natural (PE)
Carranca (BA)
La Llamada (SP)
A pequena vendedora de fósforos (RS)
Max Uber (MG)
Sem Título #1: Dance of Leitfossil (SP)
Compêndio (SP)
Carta a Uma Jovem Cineasta (SC)
O Clube (RJ)
Contínuo (PB)
Castillo y el Armado (RS)
Brasil (PR)
Se Essa Lua Fosse Minha (RS)
O Coração do Príncipe (SP)

Mostra Gaúcha – Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema
A Pequena Vendedora de Fósforos
Bacon ou Rúcula
Caçador
Casa de Pompas
Castillo y el Armado
Descompasso
Domingo de Martas
Espelhos
Gildíssima
Hotel Farrapos
Linda, uma história horrível
O Encontro
O que ficou Para Trás
O Relâmpago e a Febre
Os Meninos Perdidos
Servido com Candura
Sioma – O Papel da Fotografia