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Noite de Zé do Caixão

13 de novembro de 2015 0
Crédito: Ana Ottoni, Divulgação

Crédito: Ana Ottoni, Divulgação

Para um Brasil que não se liga em cinema ou cultura pop, Zé do Caixão pode ser só aquele cara estranho de unhas compridas. Mas uma produção televisiva que estreia nesta adequada sexta-feira 13) promete revelar muito mais sobre o icônico personagem da cinematografia brasileira e sobre o homem por baixo da capa preta: José Mojica Marins.

A série Zé do Caixão é uma produção do canal pago Space e vai contar com seis episódios — sempre às 22h30min. O roteiro é baseado na biografia Maldito – A Vida e o Cinema de José Mojica Marins, dos jornalistas André Barcinski e Ivan Finotti (por causa da série, o livro ganhou uma belíssima edição de luxo da editora DarkSide Books).

O espetacular Matheus Nachtergaele foi o escolhido para dar vida a Zé do Caixão, sob a direção de Vitor Mafra, ambos grandes fãs da filmografia do cara. Confira abaixo, a entrevista que Mafra concedeu à coluna.

A série carrega o papel importante de tentar expandir a imagem do artista José Mojica Marins para além do estereótipo. Como você colocou isso em prática?
Mafra
: Mojica vai muito além do Zé do Caixão que as pessoas conhecem, é um cineasta genial e incrivelmente prolífico. Dirigiu mais de 30 filmes, algo que já seria admirável por si só. Em sua filmografia, obras-primas do terror e do fantástico andam lado a lado com westerns e pornochanchadas. A gama de estéticas que Mojica percorreu em seus filmes é imensa, tudo isso sendo um autodidata cujo pai administrava um cinema de bairro. Lá Mojica entrou em contato com o cinema americano do pós-guerra e também aprendeu uma coisa muito importante: sacar o gosto do público. A série conta as desventuras do cineasta durante a filmagem de seis filmes célebres de sua carreira. E como Mojica passou grande parte de sua vida filmando, poderemos, assim, compreendê-lo melhor como pessoa.

Qual foi a principal dificuldade em transportar para a tevê o universo completamente maldito das produções assinadas pelo Zé?
Uma coisa crucial foi a reprodução das cenas dos filmes de Mojica. Tivemos uma preocupação de ter o máximo de exatidão possível, mas mesmo assim quis deixar a minha marca. Foi como tentar samplear o cinema de Mojica para reapresentá-lo de uma forma remixada para as novas gerações. Minha ideia é seduzir o espectador para que ele procure os filmes originais.

Qual foi a contribuição de Matheus Nachtergaele ao trabalho?
Imensa. Acho que o Matheus sempre foi apaixonado por esse projeto e o encheu de detalhes, de camadas sem fim. Da imitação perfeita da coreografia corporal e da fala até nuances extremamente sutis da psique de Mojica. Foi incrível dirigir o Matheus; além da incrível qualidade, é um ator disponível e muito generoso.

Que qualidades de José Mojica Marins como diretor te inspiram?
Além de ser muito criativo, ele tem crença infinita nas possibilidades da linguagem cinematográfica. Para ser mais claro, na força da montagem, na manipulação do som, nos enquadramentos pungentes. Mojica é um artífice do cinema, com todas as forças. Isso qualquer diretor deve admirar, não tem como…

Doc sobre Caio na TV

07 de novembro de 2015 0
Crédito: Besouro Filmes

Crédito: Besouro Filmes

Neste sábado, o ótimo documentário Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes ganha espaço no canal pago Prime Box Brazil. O filme, dirigido por Cacá Nazario e Bruno Polidoro, lança olha poético sobre a vida e obra do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu. A sessão será às 20h.

Aqui tem um textinho que escrevi na época do lançamento da produção em Caxias, em abril do ano passado.

Através de Caio

“Eu ia como sempre sair caminhando sem saber aonde ir, sem saber onde parar, onde pôr as mãos os olhos”.
O trecho de um dos textos de Caio Fernando Abreu que surge na tela em algum momento do documentário Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes tem muito a ver com a própria estética da produção, em cartaz hoje, amanhã e quarta, na Sala de Cinema Ulysses Geremia, em Caxias. A câmera passeia por paisagens tranquilas ou bagunçadas, onde há paz em luzes brilhantes, tormento em céus cinzentos ou dúvida em densas escuridões. É como se ela agora tomasse o lugar dos olhos de Caio, e o espectador passasse a experimentar o mundo com ele. O filme dirigido por Cacá Nazario e Bruno Polidoro revela um enfoque sensível e poético sobre a obra do escritor gaúcho, morto em 1996.

– Não é um filme sobre o Caio, ou para o Caio, é um filme através do Caio – argumenta Polidoro, caxiense também responsável pela direção de fotografia do documentário.

Para colocar a ideia em prática, a dupla esteve em lugares como Paris, Londres, Berlim, Amsterdã, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Santiago (terra natal do escritor). Nessas cidades, Nazario e Polidoro caminharam com a câmera na mão para dar ao filme um olhar inquieto, em movimento, ainda que por vezes contemplativo. Os passeios estéticos se completam com o objeto que mais poderia falar sobre Caio Fernando Abreu: sua própria obra.

– Os textos vão sempre projetando para frente. É como se a obra do Caio fosse um mapa. Eu, que trabalho com direção de fotografia, vejo que os textos pensam cenários, propõem desenhos de luz. Foram muito estimulantes para mim – revela Polidoro, lembrando do trecho “ acendes o abajur do canto da sala depois de apagar a luz mais forte”, no conto Natureza Viva.

O roteiro foi dividido em sete momentos, ou sete ondas, que conduzem 74min. Estão presentes a onda da solidão, do espanto, do amor, da melancolia, do transbordamento, do irremediável e para além dos muros. Há poucos depoimentos na produção, mas há muita palavra. Amigos e familiares do escritor usam a proximidade com a história de Caio para conferir mais emoção aos textos e cartas que leem. Entre os escolhidos estão gente como Adriana Calcanhotto, Maria Adelaide Amaral, Marcos Breda, Grace Gianoukas, Reinaldo Moraes e Luciano Alabarse. Há ainda a participação de tradutores do escritor, provando que Caio é sempre Caio, ainda que em alemão ou francês.

A diversidade de vozes do filme versa sobre a universalidade da literatura tão íntima praticada pelo escritor.

– É como se ele escrevesse individualmente para cada um dos leitores – lembra Polidoro.

Muito mais do que simples homenagem ao escritor, Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes se transformou em mais um lugar para Caio Fernando Abreu viver. No filme, a escritora Maria Adelaide Amaral revela que, para Caio, “um novo lugar era sempre uma nova possibilidade de afeto”.

Halloween na TV

30 de outubro de 2015 0

Para quem vai curtir um Dia das Bruxas de boinhas no sofá, alguns filmes que estarão nos especiais de terror da televisão…

Nesta sexta:

Na Universal, às 20h, Horror em Amityville (2005, de Andrew Douglas)

No TCM, às 22h, O Chamado (2003, de Gore Verbinski)

No Telecine Cult, às 22h, A Profecia (1976, de Richard Donner)

Sábado:

No Telecine Premium, às 22h, Ouija – O Jogo dos Espíritos (2014, de Stiles White)

No Universal, às 21h45min, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (2000, de Tim Burton)

No TCM, às 22h, O Exorcista (1974, de William Friedkin)

Estreia gaúcha no Canal Brasil

20 de outubro de 2015 0
Crédito: Fabio Rebelo, Divulgação

Crédito: Fabio Rebelo, Divulgação

Tem produção da Casa de Cinema de Porto Alegre estreando nesta terça, no Canal Brasil. Fora de Quadro é uma série com 13 episódios, roteirizada e dirigida pela dupla Janaína Fischer e Marcio Schoenardie. Os bastidores de uma produção de tevê servem como pano de fundo para a comédia.

As peculiaridades desse ambiente (já mostradas em produções de sucesso como 30 Rock) aqui ganha o olhar deslumbrado de Lica (Duda Meneghetti), uma novata no mundo dos set de filmagem. O elenco ainda tem nomes como Áurea Baptista, Álvaro RosaCosta, Eduardo Mendonça, Pitti Sgarbi e Thiago Prade.

Fora de Quadro vai ao ar às terças, às 20h30min, no Canal Brasil. A série foi rodada este ano, em Porto Alegre, e tem financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual.

Dica para esta sexta

08 de maio de 2015 0
Crédito: Bruno Polidoro

Crédito: Bruno Polidoro

O Canal Brasil exibe nesta sexta, às 21h05min, o curta-metragem Linda, uma História Horrível. Dirigida por Bruno Gularte Barreto, a produção é adaptada do conto homônimo do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu. O texto perfeito foi mantido quase na íntegra — ainda bem — e ganhou sensibilidade estética à altura. Na história, um filho (Rafael Régoli) visita a mãe (Sandra Dani) que não via há tempos. A melancolia do lar habitado somente pela solitária senhora e sua cadela, Linda, é retratada com luzes penumbrosas e muita fumaça de cigarro. A bela fotografia é assinada pelo caxiense Bruno Polidoro.

A competência da dupla de protagonistas dá o tom certo à história. Rafael e Sandra, premiados como Melhor Ator e Melhor Atriz na Mostra Gaúcha do Festival de Cinema de Gramado 2014, imprimem nos pequenos detalhes grandes trunfos de interpretação. Olhares, entonação das vozes, trejeitos, tudo está na medida.

Ah, e preste atenção ainda na bem escolhida trilha que entra no desfecho do filme: Redoma, de Felipe Catto.

Curtas na tevê

03 de abril de 2015 0
Crédito: Nicol Alexander

Crédito: Nicol Alexander

O Canal Brasil estreia nesta sexta, às 18h15min, o programa Pausa pro Café. A iniciativa é bem legal porque abre espaço para bons curtas-metragens nacionais produzidos, principalmente, em cursos de formação cinematográfica. Muitos filmes competentes saem do meio acadêmico, a maioria sem grandes recursos envolvidos, mas com muita criatividade.

O programa também vai trazer entrevistas com esses jovens (ou nem tanto) cineastas. Iniciativa louvável do Canal Brasil!

O primeiro episódio (com reprises no sábado, às 12h30min, e na segunda, às 7h) é sobre o filme Circuito Fechado, de Nicol Alexander. Confere aí embaixo.

Doc feito pelo Foo Fighters

29 de novembro de 2014 0

Gente, olha que legal… Esta é uma dica para quem tem o canal BIS em sua programação de tevê. Neste domingo rola a estreia do documentário Sonic Highways, produzido pelo Foo Fighters enquanto a banda gravava o disco homônimo. O filme remonta a história dos estúdios mais importantes dos EUA e das bandas e movimentos que ajudaram a montar o mapa da música americana.

Serão oito episódios exibidos a partir deste domingo, sempre às 20h30min. Cada um mostra o trabalho da banda em uma das cidades eleitas para fazerem parte da viagem.

Cores necessárias

13 de novembro de 2014 0
Crédito: Pop Art Produções

Crédito: Pop Art Produções

Vejam que legal esta iniciativa do Canal Brasil e do jornalista e deputado federal Jean Wyllys. Estreia nesta quinta-feira, às 23h30min, o programa Cinema em Outras Cores. A atração vai exibir (semanalmente) 13 curtas-metragens que discutem temas ligados às causas das minorias.

A curadoria da programação é do próprio Jean Wyllys e a estreia é com O Bolo (2011), que explora a temática da maconha. Sinopse: após comer o bolo de aniversário de seu patrão, a doméstica evangélica Dirce (Fabíula Nascimento) é tomada por desejos estranhos e vê sua sensualidade aflorar. Ela não sabe que na receita foi utilizado um ingrediente especial.

O Cinema em Outras Cores prevê ainda a exibição de curtas como Quem Tem Medo de Cris Negão? e Eu Não Quero Voltar Sozinho.

Para este sábado à noite

17 de agosto de 2013 0

hobbit

Duas dicas para quem vai ficar em casa na noite deste sábado. A primeira é conferir pela televisão a entrega de kikitos do Festival de Cinema de Gramado. A cerimônia de premiação terá início às 21h e a TVCOM (canal da NET) exibe tudo a partir das 20h45. Também haverá transmissão pela TVE, às 21h mesmo. Eu não estive por lá, mas já comentei aqui que um dos mais comentados entre os longas nacionais foi Tatuagem, de Hilton Lacerda.

Outra boa pedida para quem vai ficar por casa é conferir a estreia do Telecine Premium, às 22h deste sábado. O filme chega na telinha é O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. O filme de Peter Jackson não me surpreendeu muito no cinema — acho que fui com muita sede ao pote depois de ter assistido a trilogia Senhor dos Anéis 183681736 vezes, hehe. É verdade que a história tem um tom menos pesado que a trilogia anterior, dizem que J.R.R. Tolkien a escreveu para o público infantil, mas a aventura vale para conhecer cenários grandiosos, anões divertidos, trolls e o Bilbo jovem. Saudosista que sou, também adorei a aparição do “precioso” Gollum.

Dos anos 90

30 de junho de 2013 9

Crédito: Miramax

Gente, felizes daqueles que podem usufruir das maravilhas da TV paga… Olha só que ideia boa do canal TCM. Eles elegeram o mês de agosto para homenagear o cinema noventista. Até o dia 31 a emissora exibe (sempre às 22h) um título que marcou aquela década. Claro que, na minha opinião, faltaram vários (como foram esquecer do Trainspotting, um dos meus filmes mais preferidos), mas tem ótimos títulos para rever (e alguns nem tanto, como assim Babe – O Porquinho Atrapalhado???).

Mas vamos a alguns dos que eu destacaria…

Os Imperdoáveis (eu adoro western, prefiro os mais antigos, mas esse cumpre muito bem o papel. Como não amar Clint Eastwood, gelado até o osso, com um cano na mão, proclamando a célebre frase: “eu já matei tudo que anda ou se arrasta, agora estou aqui para matar você”. Demais!)

Cães de Aluguel (TCM podia ter escolhido Pulp Fiction, que foi mais marcante na década de 1990. Mas Cães de Aluguel veio antes e levou ao grande público o estilo nonsense de Tarantino. Os diálogos são maravilhosos e o sangue jorra solto _ lembram da cena final, uma pintura, hehe. Gosto muito deste filme e não é comum vê-lo passar na TV, então, aproveitem)

Os Bons Companheiros (clássico é clássico, e este filme é daqueles que eu poderia assistir por mais umas 820381238 vezes. Deve ser mesmo o melhor filme de gângster da década, me corrijam se eu estiver errada… É Scorsese em ótima forma e sempre vale a pena ver, sem contar que tem De Niro no elenco…)

Filadelfia (pra não dizer que só falei de tiros, hehe. Esse é um drama bem massa. Faz um tempão que assisti, mas lembro que era bem competente na abordagem da temática da Aids. Tom Hanks ganhou Oscar e Urso de Prata pela atuação)

Tá bom, chega de blá, blá, blá, confira a lista completa da programação e não esqueça de comentar que filme acrescentaria para homenagear a década de 1990.

01/08 – ATÉ O LIMITE DA HONRA (G.I. Jane, 1997)
02/08 – ARMAGEDDON (Idem, 1998)
03/08 – CÃES DE ALUGUEL (Reservoir Dogs,1992)
04/08 – A LISTA DE SCHINDLER (Schindler’s List, 1993)
05/08 – OS IMPERDOÁVEIS (Unforgiven, 1992)
06/08 – QUERO SER JOHN MALKOVICH (Being John Malkovich, 1999)
07/08 – MÁQUINA MORTÍFERA 3 (Lethal Weapon 3, 1992)
08/08 – UM SONHO DE LIBERDADE (The Shawshank Redemption,1994)
09/08 – MATRIX (The Matrix,1999)
10/08 – O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO (My Best Friend’s Wedding,1997)
11/08 – MAGNÓLIA (Magnolia, 1999)
12/08 – O FUGITIVO (The Fugitive, 1992)
13/08 – A FAMÍLIA ADDAMS (The Addams Family,1991)
14/08 – SOLDADO UNIVERSAL (Universal Soldier, 1992)
15/08 – A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA (American History X, 1998)
16/08 – O SHOW DE TRUMAN: O SHOW DA VIDA (The Truman Show, 1998)
17/08 – O HOMEM DA MÁSCARA DE FERRO (The Man in the Iron Mask, 1998)
18/08 – BABE – O PORQUINHO ATRAPALHADO (Babe, 1995)
19/08 – CIDADE DOS ANJOS (City of Angels, 1998)
20/08 – A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO (The Hand That Rocks the Cradle, 1992)
21/08 – O CORVO (The Crow, 1994)
22/08 – DAYLIGHT (Idem,1996)
23/08 – MARTE ATACA! (Mars Attack!, 1996)
24/08 – FILADELFIA (Philadelphia, 1993)
25/08 – OS BONS COMPANHEIROS (Goodfellas, 1990)
26/08 – CAINDO NA REAL (Reality Bites, 1994)
27/08 – OS DONOS DA RUA (Boyz’n the Hood, 1991)
28/08 – WATERWORLD – O SEGREDO DAS ÁGUAS (Waterworld, 1995)
29/08 – QUEIMA DE ARQUIVO (Eraser, 1996)
30/08 – DE OLHOS BEM FECHADOS (Eyes Wide Shut, 1999)
31/08 – SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS (Seve