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Posts com a tag "oscar 2014"

Assista porque...

04 de março de 2014 0

Compartilho pequenas ideias sobre cinco filmes ganhadores do Oscar. Os textos foram publicados na edição do Pioneiro desta terça.

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GRAVIDADE, DE ALFONSO CUARÓN
Prêmios: diretor, montagem, fotografia, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais e trilha sonora
Assista porque: você nunca imaginou que o espaço pudesse ser visualmente tão lindo (ainda que Kubrick já tivesse nos alertado) e sufocantemente solitário. Antes do filme começar, o letreiro na tela já avisa que “a vida é impossível no espaço”. Pudera, humanos são pequenos seres insignificantes em confronto com a imensidão cósmica. Porém, é possível agigantar-se diante de uma pequena possibilidade de permanecer vivo. Sandra Bullock vive uma astronauta que se perde da tripulação em meio a uma missão. O desespero dela está em gritos, respiração, palavras soltas sem resposta (assim como em todo o trabalho de áudio do filme). Claustrofóbicos podem não gostar do exercício, mas Gravidade te coloca praticamente dentro de um capacete de astronauta e te faz ver com o olhar de quem não tem para onde ir.

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12 ANOS DE ESCRAVIDÃO, DE STEVE MCQUEEN
Prêmios: filme, atriz coadjuvante e roteiro adaptado
Assista porque: para testar a sua capacidade de indignação frente à questão da segregação racial; para se sentir inebriado pelos olhos loucos de Michael Fassbender _ que vive um fazendeiro problemático “dono” de negros _; e para depois querer ler o livro de memórias de Solomon Northup, cuja história inspirou o filme. 12 Anos… acompanha a trajetória de um negro livre que foi vendido como escravo nos Estados Unidos do Século 19. Além da temática sempre pertinente (essas coisas não podem ser esquecidas), o filme é muito artístico, com enquadramentos ousados e experiências estéticas (tente controlar a agonia com a câmera parada que registra um homem tentando se desvencilhar de uma forca).

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CLUBE DE COMPRAS DALLAS, DE JEAN-MARC VALLÉE
Prêmios: ator, ator coadjuvante, cabelo e maquiagem
Em Caxias: ainda não estreou, mas é possível ver na Capital
Assista porque: há uma cena belíssima em que o personagem principal, vivido por Matthew McConaughey, se entrega ao próprio choro dentro do carro, e é impossível barrar a sintonia que se estabelece com aquele caubói, antes asqueroso, agora frágil e despido de suas próprias armaduras. O filme denuncia o descaso dos EUA com as pesquisas sobre a Aids na década de 1980 e mostra como um personagem real resolveu emprestar sua obstinação em prol de uma causa. As mudanças físicas de McConaughey e Jared Leto também são atrativo para quem gosta de ver corpos à serviço da arte.

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BLUE JASMINE, DE WOODY ALLEN   
Prêmios: atriz
Assista porque: é delicioso embarcar nas neuroses da socialite falida (Cate Blanchett) que tenta sobreviver ao mundo real morando de favor na casa da irmã. Entre as melhores cenas cômicas do filme está a conversa entre a personagem principal e seus dois sobrinhos em uma lancheria (“mamãe disse que você ficou louca e agora fala sozinha na rua”). Mas o trunfo do filme está justamente em conseguir dosar humor com a densa melancolia que envolve a personagem.

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ELA, DE SPIKE JONZE
Prêmios: roteiro original
Assista porque: não há quem não se sinta tocado quando uma história de amor é contada com tamanha sensibilidade. Ela é poesia sobre se apaixonar e lança olhar sobre as relações humanas num futuro próximo. Se o distanciamento é inevitável, quais serão as formas encontradas para se aproximar? A trilha merecia ter ganho Oscar (a canção original na voz de Karen O é muito doce), a estética repleta de cores quentes é belíssima e a performance de Joaquin Phoenix é inesquecível (ainda que com bigode e calça de cintura alta).

Olha que demais o 'Mr. Hublot'

04 de março de 2014 0
Crédito: Divulgação

Crédito: Zeilt Productions

Oi, já está disponível no YouTube o curta-metragem de animação que levou o Oscar da categoria no domingo. A produção francesa Mr. Hublot, assinada por Laurent Witz, bateu outros nove filmes na corrida ao prêmio, inclusive o favorito Get a Horse!, da Disney.

É muito bem feitinho e cuidadoso, cheio de detalhes. E a história é linda (cachorreiros de plantão, peguem um lencinho, já aviso).

Se foi mais um Oscar

03 de março de 2014 0

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Para variar tô atrasada, mas ainda vale algumas considerações sobre o Oscar 2014..

Ah, e justifico minha demora dizendo que o Pioneiro desta terça traz um caderno especial sobre a premiação, com alguns pitacos meus, inclusive.

* adorei o sorrisão simpático do estreante Barkhad Abdi (Capitão Phillips), mesmo depois de perder a estatueta de coadjuvante para Jared Leto (de Clube de Compras Dallas)
* achei prudente o próprio Leto lembrar da “real life” na Venezuela e Ucrânia enquanto festejava seu prêmio
* fui contagiada pela emoção de Lupita Nyong’o recebendo o troféu de atriz coadjuvante por 12 Anos de Escravidão e mandando um recado para as crianças: “não importa de onde você é, seus sonhos são válidos”- Foto
* quase tive um treco com a musa master Karen O dando uma suavizada na ostentação do Oscar e entoando a belíssima canção The Moon Song, da trilha de Ela
* me peguei torcendo por todos os candidatos a melhor ator, mas curti a escolha por Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)
* não curti ver mais uma música da Disney vencendo canção original. A melodia é linda e tudo, mas nem preciso dizer qual era minha favorita né (volte duas casas)
* foi massa ver Cuarón entrar para a história como o primeiro latino a vencer o Oscar de melhor diretor, ainda que isso me pareça meio tardio
* achei a Ellen Degeneres meio decepcionante (às vezes parecia que ela não sabia o que falar), mas tive que rir quando a apresentadora surgiu vestida de fada
* achei de bom tamanho o prêmio de roteiro original ao meu queridinho Ela, de Spike Jonze
* senti orgulho de Steve McQueen quando ele dedicou o prêmio de melhor filme por 12 Anos de Escravidão a todos que “merecem não só sobreviver, mas viver”.

Para quem ainda não viu os vencedores, aí vai:

Melhor filme: 12 Anos de Escravidão
Melhor diretor: Alfonso Cuarón – Gravidade
Melhor ator: Matthew McConaughey – Clube de Compras Dallas
Melhor atriz: Cate Blanchett – Blue Jasmine
Melhor ator coadjuvante: Jared Leto – Clube de Compras Dallas
Melhor atriz coadjuvante: Lupita Nyong’o – 12 Anos de Escravidão
Melhor canção original: Let it Go – Frozen: Uma Aventura Congelante
Melhor roteiro original: Ela
Melhor roteiro adaptado: 12 Anos de Escravidão
Melhor documentário em longa-metragem: A Um Passo do Estrelato
Melhor documentário em curta-metragem: The Lady in Number 6: Music Saved My Life
Melhor longa estrangeiro: A Grande Beleza
Melhor fotografia: Gravidade
Melhor figurino: O Grande Gatsby
Melhor montagem: Gravidade
Melhor maquiagem e cabelo: Clube de Compras Dallas
Melhor trilha sonora: Gravidade
Melhor design de produção: O Grande Gatsby
Melhor longa de animação: Frozen – Uma Aventura Congelante
Melhor animação em curta-metragem: Mr. Hublot
Melhor curta-metragem: Helium
Melhor edição de som: Gravidade
Melhor mixagem de som: Gravidade
Melhores efeitos visuais: Gravidade

Oscar: quem leva melhor filme?

28 de fevereiro de 2014 0

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Gente, o caderno Sete Dias desta sexta traz pequenas avaliações de cada uma das nove produções que concorrem a melhor filme no Oscar 2014, neste domingo.

Compartilho com vocês minhas breves impressões por aqui também. Meu preferido ainda é Ela (permaneço tentando digerir todas as sensações que o longa de Spike Jonze me provocou), mas acredito que 12 Anos de Escravidão ficará com a estatueta (e gostei bastante desse também).

E vocês, o que acham? Quem levará o Oscar mais disputado da noite?

12 Anos de Escravidão
* Direção: Steve McQueen
* Indicações: filme, ator, diretor, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, figurino, roteiro adaptado, edição, desenho de produção
É um dos mais bem cotados para levar a estatueta de melhor filme. Isso porque simplesmente desempenha lindamente um papel necessário na arte: colocar o dedo na ferida. A trama é baseada no livro de memórias de Solomon Northup, um negro livre que foi vendido como escravo nos Estados Unidos do século 19. A atuação de Chiwetel Ejiofor no papel principal é espetacular (e promete dar trabalho a Leonardo DiCaprio, outro favorito por O Lobo de Wall Street). A temática histórica conta pontos a favor, 12 Anos… realmente cumpre o ofício de lembrar ao mundo sobre o lento e doloroso processo até a libertação total dos negros nos EUA. A câmera parada em alguns longos takes de sofrimento causa angústia no espectador, o que pode torná-lo um filme difícil e talvez afastar um pouquinho a chance da estatueta.

Gravidade
* Direção: Alfonso Cuarón
* Indicações: filme, atriz, diretor, fotografia, montagem, trilha sonora original, direção de arte, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais
Cinema para ser sentido, uma verdadeira experiência para quem teve a oportunidade de ocupar a cadeira em frente à telona e embarcar nesta viagem ao espaço. Além de devolver o gênero da ficção científica para a luz, Gravidade conduz um flerte muito bem-sucedido com o 3D, apontando para um caminho mais relevante das tecnologias digitais. A Academia deve valorizar isso. Cuarón é o favorito na categoria diretor (que conquistou no Globo de Ouro) e pode ser o primeiro latino-americano a levar este troféu para casa. O longa promete abocanhar ainda muitos prêmios técnicos.

Trapaça
* Diretor: David O. Russell
* Indicações: filme, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, diretor, roteiro original, figurino, montagem, direção de arte
Não é segredo para ninguém que O. Russell é um dos novos queridinhos da Academia e Ana Maria Bahiana lembra que, além disso, Trapaça presta homenagem “ao cinema dos anos 1970, que é a idade de ouro de Hollywood da geração de muitos entre os votantes”. O elenco é um trunfo do filme (Christian Bale é quem está melhor, menos exagerado), e está contemplado com indicações nas quatro principais categorias de interpretação. Se ganhar melhor filme, será injustiça ao menos com Scorsese, que colocou no páreo um filho legítimo do estilo que Trapaça referencia.

Capitão Phillips
* Diretor: Paul Greengrass
* Indicações: filme, ator coadjuvante, roteiro adaptado, montagem, edição de som, mixagem de som
Com Tom Hanks como protagonista e o famigerado heroísmo americano servindo de pano de fundo, Capitão Phillips tinha muitas ferramentas para ser, tipo, uma bomba. Porém, a trama foi conduzida de maneira a expandir esse olhar, revelando intensidade na luta pela sobrevivência de dois capitães, iguais na coragem ainda que separados pelo abismo social. É possível que a Academia valorize isso. Hanks está muito bem, mas não levou indicação de ator, ao contrário de seu parceiro de cena, Barkhad Abdhi, com boas chances para levar de coadjuvante. O cara nasceu na Somália, fez sua estreia cinematográfica em Capitão Phillips, e ganhou um BAFTA por ela, só para constar.

Clube de Compras Dallas
* Direção: Jean-Marc Vallée
* Indicações: filme, ator, ator coadjuvante, roteiro original, montagem, maquiagem
Todos sabem que a Academia ama uma mudança física radical em protagonistas. Se juntarmos a isso, novamente (como em 12 Anos de Escravidão), o fator dedinho na ferida na história dos EUA (aqui, denunciando o descaso com as pesquisas sobre a Aids na década de 1980), e um roteiro competente, Clube de Compras Dallas pode crescer na corrida pelo melhor filme. A virada espetacular do personagem _ que passa de caubói homofóbico para “empresário” engajado na causa dos soropositivos sem perder a verdade _ foi o terreno certeiro para que Matthew McConaughey brilhasse. Ele promete dar trabalho aos demais concorrentes pela estatueta de ator.

O Lobo de Wall Street
* Direção: Martin Scorsese
* Indicações: filme, ator, ator coadjuvante, roteiro original, montagem, maquiagem
As três horas de duração podem ter o tornado levemente indigesto e a Academia tende a levar isso em conta. Porém, Scorsese celebra estilo próprio abusando de temas recorrentes em sua obra: personagens psicóticos, abuso de drogas, sexo e violência. Com atuações memoráveis (DiCaprio tem boas chances a melhor ator) se apropria de uma história real e naturalmente fantástica para conduzir um passeio divertido, ao mesmo tempo que denso, pelos entremeios do sucesso e da degradação. Que atire a primeira pedra quem não adora o clássico “altos e baixos”, ingrediente fundamental nas cinebiografias.

Ela
* Diretor: Spike Jonze
* Indicações: filme, roteiro original, canção original, trilha sonora original, direção de arte
Uma obra-prima que provavelmente se distancia do prêmio por conta de sua linguagem quase cult (ou seria ao contrário, já que a Academia tem se esforçado recentemente para fugir um pouco das escolhas mais tradicionais?). De qualquer forma, é preciso concordar que a produção tem nível extraordinário de sensibilidade, fugindo das recorrentes histórias baseadas em fatos reais para pensar nas possibilidades que nos aguardam logo ali no futuro. Não bastassem os diálogos surpreendentes, Jonze presenteia o espectador com cores que falam, e cenários que recriam a beleza do amor ou da solidão. Ah, faltou indicação para Joaquin Phoenix, que está ótimo.

Nebraska
* Direção: Alexander Payne
* Indicações: filme, ator, atriz coadjuvante, diretor, roteiro original, fotografia
Tem cara de filme europeu, com humor peculiar e melancolia na verve (o que faz o espectador questionar diversas vezes se o filme se enquadra realmente no gênero comédia). A escolha por filmar em preto e branco pode afastar os mais ortodoxos, mas com grande parte do elenco já passado da faixa dos 60 anos, pode-se dizer que a escolha estética favoreceu os contrastes das marcas de expressão de cada personagem. A história é deliciosamente divertida, ao mesmo tempo que te joga num canto escuro da falta de perspectivas. Casar dois elementos assim é só para os bons.

Philomena
* Direção: Stephen Frears
* Indicações: filme, atriz, roteiro adaptado, trilha sonora original
Provavelmente o longa com menos chance na corrida pela estatueta de melhor filme, principalmente por conta de sua simplicidade estética. A história, entretanto, surpreende por trazer à tona um humor de fino trato e discussões profundas _ o debate sobre a fé é um dos mais importantes. Judi Dench faz um trabalho incrível ao viver uma senhora que aceita a ajuda de um jornalista rabugentão na busca pelo filho perdido. Só a profundeza do olhar da personagem já mereceria um Oscar.

'Nebraska' é sensacional

20 de fevereiro de 2014 2

Olha, assisti Nebraska ontem e estou ainda digerindo todos aqueles turbilhões de sentimentos que o diretor Alexander Payne e roteiro de  Bob Nelson me sugeriram. As seis indicações ao Oscar (filme, diretor, roteiro original, fotografia, ator – para o veterano Bruce Dern, e atriz coadjuvante – para a impressionante June Squibb) me pareceram completamente cabíveis porque é simplesmente lindo, tocante, e hilário (me refiro a aquele riso que surge de uma forma tão natural quanto as próprias desgraças da vida).

Os atores são demais, a maior parte deles já na terceira idade e, justamente por isso, a fotografia em preto e branco parece ter sido a escolha perfeita. Aqueles rostos cheios de marcas ficaram muito mais expressivos com a luz estourada do P&B. O roteiro é cheio de elementos, mas a relação entre pai e filho é o principal deles — e é impossível não se identificar com a dupla. Nebraska é aquele tipo de filme em que o espectador sente a melancolia da história, ao mesmo tempo que se diverte com personagens ora completamente fantásticos (aquela dupla de primos do David parece ter saído de um circo freak), ora extremamente reais (quem convive ou já conviveu com idosos se identifica completamente com as situações mostradas: tombo, dentadura perdida, teimosia, surdez, sono incontido).

Enfim, Nebraska é um road movie simples, e sensacional, daqueles que a gente sente vontade de ter feito.

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Estrangeiro de peso

16 de outubro de 2013 0
Crédito: Califórnia Filmes

Crédito: Califórnia Filmes

Lembram que falei aqui do novo filme dos Coen né? Pois Inside Llewyn Davis vai abrir a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, nesta quinta. Ai, tô torcendo para que o longa chegue logo por aqui.

Bom, mas ainda falando da mostra, até o dia 31 de outubro serão exibidos 17 produções da pré-lista de candidatos a Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2014. No total, 76 países participam desta seleção. Os cinco indicados serão anunciados no dia 16 de janeiro e o vencedor só no dia 2 de março, durante a cerimônia do Oscar.

Mas dá uma olhada no representante de Hong Kong: The Grandmaster, do reconhecido diretor Wong Kar-wai. Para quem curte artes marciais é um prato cheio pois o filme conta a história real do cara que treinou o Bruce Lee. Particularmente, curto uma lutinha e achei o visual lindo (reparem naquelas cenas na água que aparecem nesta versão internacional do trailer). Mais uma belezinha do cinema oriental…

Dá uma olhada nos outros 16 filmes que serão exibidos lá em SP:

Boy Eating Birds Food, de Ektoras Lygizos (Grécia)
Child´s Pose, de Calin Peter Netzer (romênia)
Circles, de Srdan Glolubovic (Sérvia)
Ilo Ilo, de Anthony Chen (Singapura)
In Bloom, de Nana Ekvtimishvili e Simon Gross (Geórgia)
My Dog Killer, de Mira Fornay (Eslováquia)
The Rocket, de Kim Mordaunt (Austrália)
Two Lives, de Georg Maas (ALemanha)
Paradjanov, de Serge Avedikian, Olena Fetisova (Ucrânia)
Wakolda, de Lucía Puenzo (Argentina)
De volta a 1942″, de Feng Xaiogang (China)
Wajma, de Barmak Akram (Afeganistão)
Grigris, de Mahamat-Saleh Haroun (Chade)
O Caderno Grande, de Janos Szasz (Hungria)
Omar, de Hany Abu-Assad (Palestina)
Jovem Infrator, Kang Yi-kwan (Coréia do Sul)

O 'Som' ecoa longe

20 de setembro de 2013 3

Foi anunciado nesta sexta O Som ao Redor como o escolhido do Brasil para concorrer ao Oscar 2014. Fiquei feliz com a decisão porque o longa de Kléber Mendonça Filho é muito bem executado, criativo e, agora, eleva ainda mais o patamar do tão comentado cinema pernambucano. Lembremos ainda que este ano o Festival de Gramado também concedeu o kikito de melhor filme a outro título produzido por lá: Tatuagem.

Havia 14 filmes nacionais na disputa pela indicação, mas o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Leopoldo Nunes, resumiu os critérios de escolha da seguinte forma:

_ Tem de ser um filme de excelência, de originalidade. É levado em conta muito mais a criatividade e originalidade do que orçamento e sucesso que obteve nas bilheterias de seu país.

Estamos na torcida e, para comemorar, algumas fotos do longa:

Crédito: Vitrine Filmes

Crédito: Vitrine Filmes

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Uma pintura

17 de setembro de 2013 0

Renoir, taí um legítimo filme de arte, hehe. Redundâncias à parte, o longa que aborda a vida do impressionista Auguste Renoir foi indicado pela França para o próximo Oscar. E tem gente apostando alto no trabalho do diretor Gilles Bourdos. A produção é de 2012, mas eu ainda não assisti, estou curiosa. Se vocês já viram me contem se é mesmo uma pintura…

Se ainda não viram, olhem este trailer e confiram a fotografia belíssima, inspirada, lógico, nas obras do pintor.

Ambientado em 1915, o longa traz Renoir (vivido por Michel Bouquet) já no fim da vida e narra as relações entre ele,  o filho Jean (Vincent Rottiers), e a jovem Andrée (Christa Théret), que se torna modelo de seus quadros. O último francês a vencer o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro foi Indochina, de Regis Wargnier (1993).