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Posts com a tag "produções locais"

Estreia nesta terça

15 de dezembro de 2015 0

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Nesta terça tem estreia do curta-metragem caxiense O Ajudante, dirigido por Filipe Mello. A sessão começa às 20h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia (Luiz Antunes, 312), com entrada franca. A produção de ficção científica foi custeada
O curta-metragem O Ajudante – que estreia na próxima terça, às 20h, na sala Ulysses Geremia – é resultado de ideias geradas e geridas em grupo.

O responsável é o Coletivo A+ O , que reúne oito artistas caxienses de diferentes áreas.

– Todo mundo se envolveu, as decisões tinham a opinião de todos – diz o diretor, Filipe Mello.

Em moldes parecidos, o coletivo produziu recentemente o curta Menu, que levou quatro troféus do CineSerra 2015.
A história de O Ajudante toma os rumos da ficção científica e acompanha um cientista que cria uma forma de se deslocar no tempo em busca de um amor perdido. Douglas Trancoso, Gutto Basso e Carine Panigaz integram o elenco.

O filme de 14 minutos, custeado via Financiarte, foi gravado em quatro locações diferentes. Para encontrar uma árvore adequada ao que a história pedia, por exemplo, o grupo teve que rodar bastante. A primeira escolhida era em Criúva, depois substituída por essa que aparece na foto ao lado (abaixo, com a equipe do filme à frente), em Terra de Areia.

– Descobrimos que a árvore escolhida era um bugre, e o Doug tinha alergia. Então lembrei que em Terra de Areia tinha umas figueiras enormes. Eu e a Carine ficamos um dia inteiro rodando e nos perdendo por lá até encontrar a árvore perfeita – conta Filipe.

A estreia desta terça tem entrada franca..

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Premiado no CineSerra

05 de novembro de 2015 0
Crédito: Mateus Luedke Pinto, divulgação

Crédito: Mateus Luedke Pinto, divulgação

Com menos de três minutos de duração, o curta Menu arrebatou os jurados do festival CineSerra e levou quatro importantes prêmios no âmbito regional: melhor filme de ficção, roteiro, ator (para Jean Carlo Dal’Aalba) e direção de arte (Carine Panigaz). A produção é uma parceria entre o diretor Filipe Mello e o roteirista Quim Douglas Dalberto. A dupla se conheceu depois de comandar alguns encontros de cinema.

– A conclusão destes encontros foi o coletivo A+O. Ficamos tão pilhados em fazer cinema que estamos fazendo há três anos – explica o diretor.

O filme foi gravado em 2014, mas só ficou pronto este ano. A locação tinha de ser especial, já que a produção brinca com o universo dos filmes de western.

– A ideia inicial para a locação era o interior de Vila Oliva, mas acabamos mudando para o centro de Cazuza Ferreira. Pensamos muito antes de decidir, pois sabíamos que isto seria essencial para trazermos a estética necessária – conta o diretor.

Veja o curta aqui

Do bar para a telona

29 de outubro de 2015 0
Crédito: La Fábrica

Crédito: La Fábrica

Foi num livro com receitas de drinks – assinado por um autor de nome Michael Jackson (?) – que Joe Pieta viu pela primeira vez algumas fotos de pubs europeus. Foi fisgado de cara e resolveu reproduzir aquelas ambientações na tranquila e pacata Garibaldi. Aconteceu que, a partir de 1984, a cidade passou a ser conhecida como “lá onde fica o Bar Joe”. Essa história de mais de três décadas é contada no documentário Paredes que Falam, do diretor Éverton Rigatti. A estreia será no encerramento do festival CineSerra, em sessão gratuita às 16h deste domingo, na Sala de Cinema Ulysses Geremia.

Joe é daquelas figuras que seguram o ritmo num filme documental, e Rigatti explora bem a faceta falante (e humorada) do dono do bar. As histórias são contadas em tom muito espontâneo, valorizando o clima de conversa entre personagem e diretor. Sorridente e gesticulando como um legítimo gringo, Joe aparece em cena quase sempre emoldurado pelas belas luzes e garrafas atrás do balcão – ambiente, aliás, onde a maior parte das pessoas está acostumada a vê-lo. “Sou bodegueiro, não sou star”, Joe faz questão de salientar.

Mas o filme não se resume a ouvir a história de um dos bares mais queridos da região pela boca do próprio dono e seus familiares. Rigatti e a equipe da produtora caxiense La Fábrica foram buscar outros personagens que ajudam a dimensionar a importância da existência do espaço. Há desde um remember de um dos hits mais tocados no bar – Fotografia, da banda Rebeldes – até a volta proposital da primeira banda que ocupou aquele palco – a Casa de Fundos. Para quem não está acostumado com o universo do bar, há ainda descobertas como o hilário barman Valdemar.

Rigatti sabe que contar a história do Bar Joe é remeter à juventude de boa parcela dos roqueiros da Serra. Na verdade, é remeter à juventude dele mesmo. Por isso o texto em off que abre o documentário é muito bem-vindo: “volto para entender quem eu sou e, nessa arqueologia pessoal, vou resgatando um pouquinho do meu passado, na história de tanta gente que fez do Bar Joe o seu lugar no mundo”. Além disso, o relato também combina com a frase de François Truffaut que fecha a produção “faço filmes para realizar meus sonhos de adolescente”.

O que o Financiarte traz

16 de outubro de 2015 2
Cinema de Verão vai ganhar versão de inverno. Crédito: Varsóvia Educação e Cultura

Cinema de Verão vai ganhar versão de inverno. Crédito: Varsóvia Educação e Cultura

Olha aí, pessoal, o Financiarte divulgou a lista de projetos contemplados nesta sexta. A área de Cinema e Vídeo, que muito nos interessa, aprovou nove propostas. Cada uma pode receber o teto máximo de R$ 35 mil.

Entre os meus destaques está a versão “invernal” da ótima e consolidada ideia Cinema de Verão. Ah, também temos a estreia de Mateus Frazão como contemplado neste edital. Fiquei feliz porque lembro do ótimo curta Ia Dizer que Voltei, que ele produziu com amigos de forma independente. Agora, com direito a verba, pode vir coisa bem bacana por aí (aliás, já curti o nome: Jazigo). A iniciativa Cinema para Todos também me deixou curiosa, só pode ser coisa boa…

A lista de aprovados está em ordem alfabética pelos nomes dos proponentes.

Cinema e vídeo

:: Dinarte Paz – Noites de Distância
:: Elisabete de Souza da Silva – Cinema para todos (circuito de cinema inclusivo)
:: Filipe Traslatti de Mello – Review
:: Leandro Daros – Curta-metragem Um Cara de Confiança!
:: Mateus Frazão da Silva – Jazigo
:: Quim Douglas Dalberto – Descaso Destino
:: Ramon Osmaischi – Ao sabor do vento (videoclipe da banda Cão Sem Dono)
:: Robinson Padilha Cabral – Cinema de Inverno
:: Samuel Angelo Bovo – Passos

Baseado na literatura

05 de outubro de 2015 0
Crédito: Grupo Sala 2

Crédito: Grupo Sala 2

A Sala de Cinema Ulysses Geremia exibe, nesta terça, a comédia Como Matar um Suicida. A produção foi filmada de forma independente aqui na região mesmo, sob o comando do grupo Sala 2 Caxias em Ação. O filme é inspirado em conto de Uili Bergamin, patrono da Feira do Livro 2015.

O roteiro mostra as desventuras de um político interiorano às voltas com duas namoradas. A direção é de Celso Perotto.

A sessão começa às 19h30min, com entrada franca.

Bocheiros no Prime Box Brazil

02 de outubro de 2015 0

Crédito: Porthus Junior, BD 26/05/2013

bocheirosblog

Gravada em 2013 aqui na Serra, mais especificamente na cinematográfica Santa Tereza, a série Bocheiros será exibida no canal Prime Box Brazil. Os episódios vão ao ar sempre às terças, com estreia na semana que vem, às 21h30min (reprises quartas, às 12h, e sábados, às 19h35min). A comédia, com direção de Boca Migotto, mostra dois times rivais às voltas com um campeonato de bocha, um dos esportes mais populares das canchas do
interior. No elenco, nomes como Nelson Diniz e Girley Paes (na foto ao lado).

Dá uma olhada no making of aqui:

Selecionados do CineSerra

25 de setembro de 2015 0
Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

Oi pessoal, estão saindo do forno os nomes das produções selecionadas para o festival CineSerra 2015. No total, foram 79 inscrições, das quais foram escolhidos 22 trabalhos no certame estadual (12 filmes de ficção, quatro documentários e seis videoclipes) e 26 no certame regional (nove filmes de ficção, seis documentários e 11 videoclipes), num total de 48 obras integrando a mostra competitiva.

O festival CineSerra será realizado entre 22 de outubro e 1 de novembro, em cidades como Caxias, Garibaldi, Bento Gonçalves, Flores da Cunha e Gramado. Outras informações no www.cineserra.blogspot.com.br.

Confira os selecionados

CERTAME ESTADUAL
Categoria: Ficção e Documentário (16 selecionados)

• Huski, de Filipe Ferreira (Porto Alegre) – Ficção
• Cadernos de Guerra, Alan Mendonça Furtado (Porto Alegre, Flores da Cunha, Otávio Rocha) – Ficção
• Poeira, de Paulo Tavares (Santa Maria e Toropi) – Ficção
• Pra ficar na história – Villa Fitarelli, de Boca Migotto (Porto Alegre) – Documentário
• Descompasso, de Rodolfo de Castilhos Franco (Porto Alegre) – Ficção
• Bed Death, de Rafael Syd (Ivoti e Porto Alegre) – Ficção
• Através da Porta, de Márcio Kinzeski (Capivari do Sul) – Ficção
• Frequências do Interior, de Neli Mombelli (Santa Maria) – Documentário
• Luz Natural, de Ulisses da Motta Costa (São Leopoldo) – Ficção
• Gotas de Fumaça, de Ane Siderman (Porto Alegre) – Ficção
• Abelardo, de Ane Siderman (Uruguaiana) – Documentário
• Caçador, de Rafael Duarte e Taísa Ennes Marques (Canoas, São José dos Ausentes) – Ficção
• Memórias em Sal de Prata, de Boca Migotto (Porto Alegre) – Documentário
• A Brincadeira, de Guilherme Petry (Porto Alegre) – Ficção
• Nem Isso, de Luiz Alberto Cassol (Porto Alegre) – Ficção
• Entre Nós, de Maciel Fischer (Pelotas) – Ficção

Categoria: Videoclipe (6 selecionados)
• Hibria – “Shall I Keep on Burning”, direção de Deivis Horbach (Porto Alegre)
• Hibria – “Pain”, direção de Deivis Horbach (Porto Alegre)
• Daydream XI – “Keeping the Dream Alive”, direção de Ulisses da Motta (Porto Alegre)
• General Bonimores – “Vintém”, direção de Carlos Teston (Passo Fundo)
• Los Marias – “Polegar Solitário”, direção de Carlos Teston (Passo Fundo)
• King Jim – “Pra sempre”, direção de João Divino e Pia Azevedo (Porto Alegre)

CERTAME REGIONAL
Categoria: Ficção e Documentário (15 selecionados)

• Memórias do Vale dos Vinhedos, de Michel Marchetti da Rosa (Bento Gonçalves) – Documentário
• O Aviador, de Giancarlo Duarte e Marcelo Sanguitão (Bento Gonçalves) – Documentário
• Portas de Bronze, de Ruy Fritsch (Caxias do Sul) – Documentário
• Doce, de Shaiane Silveira (Caxias do Sul) – Ficção
• E se…, de Roberto Nichetti (Caxias do Sul) – Ficção
• A estranha na cantina, de Fernanda Pertile (Caxias do Sul) – Ficção
• Consertam-se gaitas, de Ana Cristina Paulus, Boca Migotto e Felipe Gue Martini (Bento Gonçalves) – Documentário
• Como matar um suicida, de Celso Perotto (Caxias do Sul) – Ficção
• Retratos, de Cíntia Dutra (Caxias do Sul) – Ficção
• Cine Operário, de Rafael Moschen e Maicon Firmiano (Caxias do Sul) – Ficção
• Menu, de Filipe Mello (Caxias do Sul) – Ficção
• Do interior, de Filipe Mello (Caxias do Sul) – Documentário
• Heureca, de Lucas de Souza (Bento Gonçalves) – Ficção
• A vida é delas, de Adriane Amantino, Camila Ruzzarin e Maiara Calgaro (Caxias do Sul) – Documentário
• Gigi amoroso, de Marco Antônio Zamboni Zalamena (Bento Gonçalves) – Ficção

Categoria: Videoclipe (11 selecionados)
• Libertino – “Rock in Cabaret”, direção de Fernando Menegatti (Bento Gonçalves)
• Spangled Shore – “The Song Can Kill You”, direção de Daniela Rossi (Caxias e Santa Tereza)
• Zava – “A Verdade”, direção de Samuca Bovo (Caxias do Sul)
• Rutera – “Cheia de Onda”, direção de Danni Rossi e Gabriela Demore (Caxias do Sul)
• Siane Salvador – “Oásis Íntimo”, direção de Alex Milesi (Caxias do Sul)
• Velho Hippie – “Flor Lilás”, direção de Daniel Vargas (Caxias do Sul)
• Franciele Duarte – “Eu vou ficar aqui”, direção de Filipe Mello (Caxias do Sul)
• J L MC – “Nessa Avenida”, direção de Filipe Mello (Caxias do Sul)
• Apenados Pics – “Hip Hop Além das grades”, direção de Apenados Pics (Caxias do Sul)
• Rafa Schuler – “Besame Mucho”, direção de Lissandro Stallivieri (Caxias do Sul)
• 3 Versus – “É assim que vai ser”, direção de Lissandro Stallivieri (Caxias do Sul)

Discutindo film commission

24 de setembro de 2015 0
Crédito: Fernando Nipper, Divulgação

Crédito: Fernando Nipper, Divulgação

A foto acima foi registrada no set de O Tempo e o Vento e mostra o diretor assistente do filme, Federico Bonani, em ação. Na época – 2012 – ele viu a film commission de Pelotas ser fundada e ter papel fundamental nas gravações. Nesta quinta, Bonani vem a Caxias do Sul conversar com integrantes das film commissions da Serra (o recém-fundado grupo local e os já consolidados de Bento e Garibaldi). A programação faz parte da Semana do Turismo, mas
o cineasta explica que a importância de grupos que fomentam a produção audiovisual ultrapassa os limites do setor.

– É um assunto mais de desenvolvimento industrial do que de turismo. O fomento da atividade cinematográfica afeta um município em muitas instâncias, movimenta toda uma rede de serviços, cria mão de obra, desenvolve o mercado, gera carreiras – aponta.

Além da experiência com a film commission de Pelotas, Bonani coleciona outros exemplos positivos sobre o assunto. Quando esteve na Irlanda gravando a novela Eterna Magia para a Globo, a movimentação da equipe só foi possível graças ao contato com a comissão local.

– Tivemos acesso a todos os serviços que estavam disponíveis, escolhemos ruas, monumentos onde iríamos gravar. Tudo é possível desde que seja combinado – diz.

Para Bonani, a film commission do Rio de Janeiro é o exemplo mais relevante no cenário brasileiro. No Rio Grande do Sul, profissionais da área tentam viabilizar a criação de uma comissão estadual e outra em Porto Alegre. O cineasta aponta ainda para o protagonismo da Serra e suas três comissões.

– Estou indo a Caxias para incentivar o desenvolvimento de um banco de dados para que as produtoras possam acessar. Esse é o papel da film commission, favorecer as informações que as produtoras precisam saber, listando as belezas arquitetônicas, naturais, a diversidade humana, a infraestrutura logística – opina.

O encontro, com entrada franca, é aberto a interessados e começa às 17h, na Sala de Cinema Ulysses Geremia.

Clipes saindo do forno

17 de setembro de 2015 1
Crédito: Maicon Damasceno

Crédito: Maicon Damasceno

Esta quinta-feira é dia de estreia para a banda caxiense de thrash metal Keep Them Blind. Os guris gravaram um clipe nas ruínas de uma fábrica desativada, sob o olhar atento das lentes de Maicon Damasceno. O resultado carrega simetria de linhas como as que aparecem na foto acima. Confira o clipe aqui embaixo.

Outra produção “videoclíptica” local que recém saiu do forno é o fofinho Sobre as Loucuras que Fiz, do músico Marcelo Franar. A direção é de Lê Daros.

Olhar crítico à colheita

17 de setembro de 2015 0
Crédito: Karinny Matias

Crédito: Karinny Matias

O trabalho dos agricultores na colheita da uva, emoldurado pelas impressionantes paisagens da Serra, já serviu de matéria-prima para muitos audiovisuais feitos por aqui. Mas, para o diretor Boca Migotto, encher os olhos não é exatamente o maior objetivo do documentário À Sombra das Videiras, que estreia em Bento nesta sexta. Produzido por alunos do Núcleo Audiovisual Cenecista em parceria com profissionais da cidade – como o diretor de fotografia André Majola –, o filme de 20 minutos propõe olhar um pouco mais focado à reflexão.

– A maioria dos patriarcas das famílias de agricultores da Cooperativa Aurora tem mais de 60 anos, e os filhos não estão interessados em continuar o trabalho. Acho que o filme discute como a região está se preparando para dar conta da colheita – explica o diretor, que esteve em Caxias no sábado lançando o doc Filme Sobre Um Bom Fim.

Gravado entre dezembro de 2014 e fevereiro deste ano, À Sombra das Videiras acompanhou a rotina de três famílias do
distrito bento-gonçalvense de Faria Lemos e a relação desses “nativos” com quem vem de fora para trabalhar na colheita.

– A gente quis fazer uma coisa mais cinema direto, acompanhando os personagens sem muita entrevista – explica o diretor.

O filme, que tem verba do Fundo Municipal de Cultura, será exibido às 19h30min desta sexta, na Fundação Casa das Artes. A entrada é gratuita.