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Posts com a tag "robinson cabral"

Cinema no cinema

24 de maio de 2015 0

Aí pessoal, a dica para o feriadão de Nossa Senhora de Caravaggio é ir até a Sala de Cinema Ulysses Geremia para conferir o documentário super competente Cine Ópera: Memória e Identidade, com direção de Robinson Cabral. O filme versa sobre a história trágica de um dos mais importantes cinemas que Caxias do Sul teve.

Tem sessão nesta segunda e terça, ambas às 19h30min e com entrada franca.

Aqui embaixo tem um textinho que escrevi quando o filme foi lançado, em fevereiro…

Ópera tragicômica

O vice-cônsul da Itália em Caxias, Massimo Menarosto, é uma caricatura do caxiense que viu um dos cinemas mais emblemáticos da cidade sucumbir a um incêndio e à má vontade política e econômica em 1994.

O personagem é o maestro a conduzir uma ópera, infelizmente trágica, que o cineasta Robinson Cabral transformou em documentário. Cine Ópera – Memória e Identidade estreia amanhã, no UCS Cinema, retomando a história de um bem patrimonial que se perdeu na paisagem, mas não na memória de quem vive em Caxias.

– Ele é um bufão, representa esse universo do italiano quase caricato – explica Cabral sobre o personagem ficcional (ou talvez não?) do vice-cônsul, que comenta e conduz a história.

Estruturado como uma ópera, o filme foi dividido em sete atos, além de epílogo e prólogo. Outra característica nada convencional para documentários produzidos por aqui são as duas horas de duração. Mas a fluidez da narrativa é garantida por outra boa sacada do diretor. Cabral decidiu usar imagens de filmes clássicos que ocuparam a telona do Ópera em algum momento de sua trajetória, subvertendo os diálogos nas legendas. Desta forma, personagens como Tarzan e Flash Gordon narram a história de forma leve, coloquial e bem-humorada.

A técnica valoriza a metáfora e permite, por exemplo, que dois importantes jornalistas da cidade – Luiz Carlos Corrêa e Renato Henrichs, que defendiam ideias opostas com relação ao tombamento do Ópera – se enfrentem numa luta livre. “A direita de Luiz Carlos Corrêa é muito forte”, revela o narrador da cena. Esse mosaico de imagens cinematográficas é um dos aspectos mais inovadores e positivos com relação ao filme – claro que somado à presença do gringo bonachão Massimo Menarosto.

– O artista é um gigolô, se apropria dos outros, se apropria do mundo (…). É um filme sobre um cinema, e o cinema é o que eu mais valorizo no documentário – comenta Cabral, sobre a inclusão dos clássicos (todos de domínio público).

Cabral conta que a ideia de falar sobre o Ópera surgiu depois de receber uma fita VHS do historiador Juventino Dal Bó. Ali estavam imagens internas e externas captadas em 1991, época do famoso Abraço ao Ópera, organizado pela comunidade. Depois de ver a fita, Cabral decidiu fazer um filme, batizado previamente de Ópera Maldita. No início, ele queria focar só entre 1991 e 1994, período em que o empurra-empurra de responsabilidades culminou no “misterioso” incêndio do cinema. Depois, reformulou a ideia.

– Como as pessoas iam dimensionar essa aberração do fim do Ópera se não dimensionassem o que aconteceu lá antes, a história do Theatro Apollo (que ocupava o mesmo espaço antes do Ópera)? – indaga o diretor.

Mesmo assim, o documentário não traz depoimentos com muito saudosismo, prioriza um caráter mais informativo do que emocional. Com oito entrevistas (os jornalistas André Costantin, Dynarthe de Borba Albuquerque, Ivanete Marzzaro e Marlei Ferreira; os arquitetos Carlos Alberto Sartor e Nelson Vasquez; e os historiadores Marcelo Caon e Maria Beatriz Pinheiro Machado), o longa não é panfletário, mas aponta praticamente todos os possíveis culpados da morte do Cine Ópera.

– A partir de agora o filme não é mais meu, está em que olha, na compreensão de cada um.

Ópera no UCS Cinema

27 de fevereiro de 2015 0

Pessoal, estarei fora por uns dias mas tenho que deixar aqui um convite bem especial. Nesta sexta, às 20h, e no sábado, às 18h, o UCS Cinema exibe o documentário Cine Ópera – Memória e Identidade. Eu tive o prazer de assisti-lo antes e posso dizer que não é só a temática (sobre o triste fim de um dos espaços culturais mais importantes que Caxias do Sul já teve) que vale a sessão. O filme dirigido por Robinson Cabral (do ótimo É Proibido Falar Italiano) é ousado no formato e faz crítica com humor e ironia.

Pintem lá, é de graça….

Ópera tragicômica

O vice-cônsul da Itália em Caxias, Massimo Menarosto, é uma caricatura do caxiense que viu um dos cinemas mais emblemáticos da cidade sucumbir a um incêndio e à má vontade política e econômica em 1994.

O personagem é o maestro a conduzir uma ópera, infelizmente trágica, que o cineasta Robinson Cabral transformou em documentário. Cine Ópera – Memória e Identidade estreia amanhã, no UCS Cinema, retomando a história de um bem patrimonial que se perdeu na paisagem, mas não na memória de quem vive em Caxias.

– Ele é um bufão, representa esse universo do italiano quase caricato – explica Cabral sobre o personagem ficcional (ou talvez não?) do vice-cônsul, que comenta e conduz a história.

Estruturado como uma ópera, o filme foi dividido em sete atos, além de epílogo e prólogo. Outra característica nada convencional para documentários produzidos por aqui são as duas horas de duração. Mas a fluidez da narrativa é garantida por outra boa sacada do diretor. Cabral decidiu usar imagens de filmes clássicos que ocuparam a telona do Ópera em algum momento de sua trajetória, subvertendo os diálogos nas legendas. Desta forma, personagens como Tarzan e Flash Gordon narram a história de forma leve, coloquial e bem-humorada.

A técnica valoriza a metáfora e permite, por exemplo, que dois importantes jornalistas da cidade – Luiz Carlos Corrêa e Renato Henrichs, que defendiam ideias opostas com relação ao tombamento do Ópera – se enfrentem numa luta livre. “A direita de Luiz Carlos Corrêa é muito forte”, revela o narrador da cena. Esse mosaico de imagens cinematográficas é um dos aspectos mais inovadores e positivos com relação ao filme – claro que somado à presença do gringo bonachão Massimo Menarosto.

– O artista é um gigolô, se apropria dos outros, se apropria do mundo (…). É um filme sobre um cinema, e o cinema é o que eu mais valorizo no documentário – comenta Cabral, sobre a inclusão dos clássicos (todos de domínio público).

Cabral conta que a ideia de falar sobre o Ópera surgiu depois de receber uma fita VHS do historiador Juventino Dal Bó. Ali estavam imagens internas e externas captadas em 1991, época do famoso Abraço ao Ópera, organizado pela comunidade. Depois de ver a fita, Cabral decidiu fazer um filme, batizado previamente de Ópera Maldita. No início, ele queria focar só entre 1991 e 1994, período em que o empurra-empurra de responsabilidades culminou no “misterioso” incêndio do cinema. Depois, reformulou a ideia.

– Como as pessoas iam dimensionar essa aberração do fim do Ópera se não dimensionassem o que aconteceu lá antes, a história do Theatro Apollo (que ocupava o mesmo espaço antes do Ópera)? – indaga o diretor.

Mesmo assim, o documentário não traz depoimentos com muito saudosismo, prioriza um caráter mais informativo do que emocional. Com oito entrevistas (os jornalistas André Costantin, Dynarthe de Borba Albuquerque, Ivanete Marzzaro e Marlei Ferreira; os arquitetos Carlos Alberto Sartor e Nelson Vasquez; e os historiadores Marcelo Caon e Maria Beatriz Pinheiro Machado), o longa não é panfletário, mas aponta praticamente todos os possíveis culpados da morte do Cine Ópera.

– A partir de agora o filme não é mais meu, está em que olha, na compreensão de cada um.

É hoje!

06 de fevereiro de 2015 0
Crédito: Universal

Crédito: Universal

É nesta sexta que novos ventos começam a soprar lá pelas bandas do UCS Cinema. O espaço, que funcionou de 2002 a 2011 como um cinema comercial, caiu em certo ostracismo a partir de 2012, mas voltou a ser pauta com a Mostra de Cinema Brasileiro, entre 2013 e 2014. Agora, a mesma dupla competentíssima que encabeçou a mostra assume a sala para um ano de fôlego cinematográfico. A nova programação abre nesta sexta, com dois clássicos absolutos: E.T – O Extraterrestre (um dos meus filmes preferidos no mundo, hehe), às 16h, e 2001: Uma Odisseia no Espaço, às 20h. Por enquanto, as sessões infantis e adultas serão sempre na sexta e no sábado (dá uma olhadinha lá embaixo).

A dupla a quem me referia antes, Robinson Cabral e Elisabete Souza, descolou uma licença que permite a exibição de cópias originais de filmes das distribuidoras associadas a MPLC Brasil (Motion Picture Licensing Corporation). A lista é enorme e envolve todas as principais distribuidoras. A ideia é fazer uma programação cheia de qualidade, com filmes importantes que muitas vezes nem passaram pelos cinemas daqui ou ficaram muito pouco. Também devem rolar clássicos imprescindíveis à formação de qualquer cinéfilo que se preze, além de possíveis ciclos temáticos, parcerias com diretórios acadêmicos, produções locais, etc e etc.

A iniciativa é louvável e quase ia esquecendo que as sessões são todas gratuitas. Não dá mesmo para perder. Só para dar um exemplo do quão valiosa está a programação de fevereiro: filmes como o ótimo Nebraska e o campeão de indicações do Oscar 2015, O Grande Hotel Budapeste, nem passaram nos cinemas de Caxias, foram direto para as locadoras. Agora, será possível vê-los na telona do UCS Cinema!!!

Convido a todos a dar nova vida ao UCS Cinema. A experiência da sala escura sempre vale a pena, ainda mais quando a programação é boa assim…

Veja a programaçãozinha “mais ou menos” de fevereiro, hehe

* E.T. – O Extraterrestre (Steven Spielberg, 1982, 115min): hoje e amanhã, às 16h
* 2001 – Uma Odisseia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968, 141min): hoje, às 20h, e amanhã, às 18h
* A Invenção de Hugo Cabret (Martin Scorsese, 2012, 128min): dias 13 e 14, às 16h
* O Grande Hotel Budapeste (Wes Anderson, 2014, 100min): dia 13, às 20h, e dia 14, às 18h
* Os Croods (Chris Sanders e Kirk DeMicco, 2013, 98min): dias 20 e 21, às 16h
* Nebraska (Alexander Payne, 2013, 115min): dia 20, às 20h, e dia 21h, às 18h
* Frankenweenie (Tim Burton, 2012, 87min): dias 27 e 28, às 16h
* Cine Ópera: Memória e Identidade (Robinson Cabral, estreia, 120min): dia 27, às 20h, e dia 28, às 18h

Documentário 'Cine Ópera'

04 de dezembro de 2014 2

opera1

Oi gente, vocês viram que já está rolando o trailer do documentário Cine Ópera? Produzido por Robinson Cabral, o filme conta a história do espaço que, por muitos anos, foi reduto de cinéfilos em Caxias. Eu nunca estive no Ópera, mas vendo esse trailer senti uma saudade daquele espaço… engraçado isso, né? O filme promete ser emocionante, recheado de depoimentos de frequentadores e remontando a história do prédio onde, hoje, funciona um nada artístico estacionamento rotativo.

No próximo dia 24, completam 20 anos do incêndio que destruiu o Ópera. O documentário de Robinson Cabral, porém, será lançado somente em fevereiro de 2015, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. A produção também vai virar webserie com prólogo, 7 atos e epílogo.

Ah, quem tiver histórias boas para contar envolvendo o Cine Ópera ainda pode procurar a produção do documentário pelo blog http://cineopera.blogspot.com.br. O filme tem financiamento da Lei Rouanet e patrocínio da Visate.

Vejam aqui o trailer e impressionem-se com as belas imagens do cinema, integrantes do acervo do projeto Imagens da Cidade, iniciativa da UCS.

Agnolino para todos

26 de novembro de 2014 0
Crédito: Marcelo Casagrande

Crédito: Marcelo Casagrande

Está marcada para esta quinta, a partir das 20h, a disponibilização do filme É Proibido Falar Italiano no YouTube. Sim, o queridão do Seu Agnolino Capobanda (interpretado pelo talentoso Joanin Andrighetti) vai dar o ar da graça na internet, a um clique do acesso de todos.

A produção levou três troféus no Cineserra 2013: melhor roteiro, melhor ator (para o Seu Joanin), e direção (para Robinson Cabral). Além disso, Seu Agnolino já havia circulado pelo Brasil e até pela Europa em outros festivais e sessões especiais.

Com humor e sensibilidade, o falso documentário relembra um período bem real, quando imigrantes italianos tiveram de deixar de falar em dialeto. Recentemente, essa herança oral foi reconhecida como referência cultural brasileira. Avançamos, felizmente.

Você vai poder acessar o filme por meio deste link. Depois passa por aqui para contar o que achou.

 

De volta aos clássicos

25 de janeiro de 2014 0

nosferatu-murnau1

Será lançado nesta segunda-feira um projeto com o qual estou muito animada. É o Cinema de Verão, que levará clássicos do cinema mudo parta espaços públicos, em sessões gratuitas. A iniciativa é louvável, simplesmente por oportunizar o acesso a títulos de importância inquestionável para um público geralmente acostumado a outro tipo de linguagem audiovisual. A iniciativa ocupará o Sesc, a praça Dante, além de praças dos bairros Ana Rech, Galópolis, Desvio Rizzo, Santa Lúcia do Piaí, Fazenda Souza, Reolon e Vila Ipê.

Estava conversando com o Robinson Cabral, que é o idealizador dessa baita iniciativa, e ele me contou qual seu filme preferido da lista de clássicos escolhidos para serem exibidos:

- Sem sombra de dúvida é o Nosferatu. Esse filme foi um dos que me levou a querer fazer cinema. Sou louco pela montagem dele. Adoro!

Eu também amo esse filme, Robinson!

Bem, fiquem ligados então na programação. Tudo começa nesta segunda, às 20h, ali na praça Dante Alighieri, com exibições de curtas dos imprenscindíveis irmãos Lumière e do mestre dos efeitos visuais George Méliès. A partir da terça, as exibições seguem assim:

* Luzes da Cidade, de Charles Chaplin (1931), dia 28, às 20h, na praça de Ana Rech

* Em Busca do Ouro, de Charles Chaplin (1925), dia 29, às 20h, na praça de Galópolis

* Metrópolis, de Fritz Lang, dia 30, às 20h, no teatro do Sesc

* O Nascimento de uma Nação, de David W. Griffith (1915), dia 31, às 20h, no teatro do Sesc

* Um Homem com uma Câmera, de Dziga Vertov (1929), dia 1 de fevereiro, às 20h, no teatro do Sesc

* Fausto, de F.W. Murnau (1926), dia 2, às 20h, no teatro do Sesc

* Vida de Cachorro, de Charles Chaplin (1918), às 20h, dia 3 na praça de Forqueta, e dia 4 na Lagoa do Desvio Rizzo

* Sherlock Holmes Jr., de Buster Keaton (1924), às 21h, dia 3 na praça de Forqueta, e dia 4 na Lagoa do Desvio Rizzo

* Tempos Modernos, de Charles Chaplin (1936), dia 5, às 20h, na praça do Reolon

* Nanook, o Esquimó, de Robert J. Flaherty (1922), dia 6, às 20h, no teatro do Sesc

* Um Cão Andaluz, de Luis Bruñuel (1929), dia 7, Às 20h, no teatro do Sesc

* A Idade de Ouro, de Luis Bruñuel (1930), dia 7, às 20h30min, no teatro do Sesc

* O Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein (1925), dia 8, às 20h, no teatro do Sesc

* Nosferatu, de F.W. Murnau (1922), dia 9, às 20h, no teatro do Sesc

* O Garoto, de Charles Chaplin (1921), dia 10, às 20h, na praça do Vila Ipê

* O Circo, de Charles Chaplin (1928), dia 11, às 20h, na praça de Santa Lúcia do Piaí

* A General, de Charles Chaplin (1927), dia 12, às 20h, na praça de Fazenda Souza

Reconhecimento merecido

27 de novembro de 2013 0
Reprodução

Reprodução

Tem produção daqui ultrapassando as fronteiras locais, que maravilha. O ótimo clipe da canção Milonga para los Perros (dos caxienses do Projeto CCOMA) está trazendo para casa o prêmio de Melhor Videoclipe Nacional, conquistado na quarta edição do FEST CLIP, realizada em Santa Gertrudes, interior paulista. Sem dúvida, é uma valorização da identidade cultural que pulsa nesse trabalho..prêmio bem merecido!

O clipe foi gravado em Cazuza Ferreira, no interior de São Francisco de Paula, sob a direção de Robinson Cabral. Eu gosto particularmente dos rostos das pessoas e desse ambiente meio terra de ninguém que Cazuza tem. Parabéns!

Quem ainda não viu, vale a pena…

E por falar no Robinson Cabral, outra notícia boa. O filme Proibido Falar Italiano, dirigido e escrito por ele, está participando do sexto Festival de Curtas-metragens de Direitos Humanos da cidade de São Paulo. O diretor deve pintar por lá em dezembro. O filme vai concorrer nas seguintes categorias: melhor curta-metragem, melhor roteiro, visão social, melhor curta educativo e melhor curta pelo júri popular. Certamente, os paulistas vão se encantar com as histórias do Seu Agnolino. Boa sorte!