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Posts com a tag "ucs cinema"

Programação de volta ao UCS Cinema

06 de novembro de 2015 0
Crédito: Warner Bros.

Crédito: Warner Bros.

Parece que a UCS resolveu novamente colocar o UCS Cinema para funcionar, depois que o projeto idealizado por Robinson Cabral lotou a sala em fevereiro e foi abortado um mês depois. No material de divulgação do projeto, a UCS afirma que as sessões são possíveis pela concessão da Licença Guarda Chuva concedida pela Motion Picture Licensin Corporation (MPLC Brasil) — exatamente a mesma licença que Cabral possuía.

Bem, de uma forma ou de outra, fico feliz que as sessões voltem a acontecer. Segue a programação para novembro (com filmes sendo exibidos sempre aos sábados). A entrada é franca.

Programação

Dia 7 de Novembro
* 15: Carrossel (2015), 98min, comédia
Classificação: livre

* 18h: Os Infiltrados (2006 – na foto), 151min, mistério
Classificação:18 anos

Dia 14 de Novembro
* 15h: Operação Big Hero (2014), 105min, aventura
Classificação: livre

* 18h: Bastardos Inglórios (2009), 153min, drama
Classificação: 14 anos

Dia 21 de Novembro
* 15h: Toy Story 3 (2010), 103min, animação
Classificação: livre

* 18h: O Lobo de Wall Street (2013), 189min, drama
Classificação: 16 anos

Dia 28 de Novembro
* 15h: Valente (2012), 100min, animação
Classificação: livre

* 18h: Um Sonho de Liberdade (1994), 142min, drama
Classificação: 16 anos

 

Bad news

06 de março de 2015 0

Hoje trago notícias ruins. Infelizmente, a tão festejada programação do UCS Cinema, que voltou cheia de gás em fevereiro, terá novo hiato agora em março. A informação oficial é de que o espaço passará por reformulações técnicas, visando melhorar as sessões — que prometem ser retomadas em abril.

Esperamos que seja assim mesmo, que o fechamento seja breve e com a preocupação de otimizar o cinema. Acho que a programação — que levou centenas de pessoas às sessões de fevereiro — capitaneada por Robinson Cabral e Elisabete Souza precisa ganhar o respaldo que merece, inclusive pela UCS.

Ópera no UCS Cinema

27 de fevereiro de 2015 0

Pessoal, estarei fora por uns dias mas tenho que deixar aqui um convite bem especial. Nesta sexta, às 20h, e no sábado, às 18h, o UCS Cinema exibe o documentário Cine Ópera – Memória e Identidade. Eu tive o prazer de assisti-lo antes e posso dizer que não é só a temática (sobre o triste fim de um dos espaços culturais mais importantes que Caxias do Sul já teve) que vale a sessão. O filme dirigido por Robinson Cabral (do ótimo É Proibido Falar Italiano) é ousado no formato e faz crítica com humor e ironia.

Pintem lá, é de graça….

Ópera tragicômica

O vice-cônsul da Itália em Caxias, Massimo Menarosto, é uma caricatura do caxiense que viu um dos cinemas mais emblemáticos da cidade sucumbir a um incêndio e à má vontade política e econômica em 1994.

O personagem é o maestro a conduzir uma ópera, infelizmente trágica, que o cineasta Robinson Cabral transformou em documentário. Cine Ópera – Memória e Identidade estreia amanhã, no UCS Cinema, retomando a história de um bem patrimonial que se perdeu na paisagem, mas não na memória de quem vive em Caxias.

– Ele é um bufão, representa esse universo do italiano quase caricato – explica Cabral sobre o personagem ficcional (ou talvez não?) do vice-cônsul, que comenta e conduz a história.

Estruturado como uma ópera, o filme foi dividido em sete atos, além de epílogo e prólogo. Outra característica nada convencional para documentários produzidos por aqui são as duas horas de duração. Mas a fluidez da narrativa é garantida por outra boa sacada do diretor. Cabral decidiu usar imagens de filmes clássicos que ocuparam a telona do Ópera em algum momento de sua trajetória, subvertendo os diálogos nas legendas. Desta forma, personagens como Tarzan e Flash Gordon narram a história de forma leve, coloquial e bem-humorada.

A técnica valoriza a metáfora e permite, por exemplo, que dois importantes jornalistas da cidade – Luiz Carlos Corrêa e Renato Henrichs, que defendiam ideias opostas com relação ao tombamento do Ópera – se enfrentem numa luta livre. “A direita de Luiz Carlos Corrêa é muito forte”, revela o narrador da cena. Esse mosaico de imagens cinematográficas é um dos aspectos mais inovadores e positivos com relação ao filme – claro que somado à presença do gringo bonachão Massimo Menarosto.

– O artista é um gigolô, se apropria dos outros, se apropria do mundo (…). É um filme sobre um cinema, e o cinema é o que eu mais valorizo no documentário – comenta Cabral, sobre a inclusão dos clássicos (todos de domínio público).

Cabral conta que a ideia de falar sobre o Ópera surgiu depois de receber uma fita VHS do historiador Juventino Dal Bó. Ali estavam imagens internas e externas captadas em 1991, época do famoso Abraço ao Ópera, organizado pela comunidade. Depois de ver a fita, Cabral decidiu fazer um filme, batizado previamente de Ópera Maldita. No início, ele queria focar só entre 1991 e 1994, período em que o empurra-empurra de responsabilidades culminou no “misterioso” incêndio do cinema. Depois, reformulou a ideia.

– Como as pessoas iam dimensionar essa aberração do fim do Ópera se não dimensionassem o que aconteceu lá antes, a história do Theatro Apollo (que ocupava o mesmo espaço antes do Ópera)? – indaga o diretor.

Mesmo assim, o documentário não traz depoimentos com muito saudosismo, prioriza um caráter mais informativo do que emocional. Com oito entrevistas (os jornalistas André Costantin, Dynarthe de Borba Albuquerque, Ivanete Marzzaro e Marlei Ferreira; os arquitetos Carlos Alberto Sartor e Nelson Vasquez; e os historiadores Marcelo Caon e Maria Beatriz Pinheiro Machado), o longa não é panfletário, mas aponta praticamente todos os possíveis culpados da morte do Cine Ópera.

– A partir de agora o filme não é mais meu, está em que olha, na compreensão de cada um.

"Nebraska" é um dever

20 de fevereiro de 2015 0

Nesta sexta e sábado tem programa imperdível no UCS Cinema. A sala exibe o delicioso longa Nebraska, de Alexander Payne, e com os sensacionais Bruce Dern e June Squibb no elenco. A comédia concorreu em seis indicações no Oscar 2014, e nem passou perto dos cinemas de Caxias na época de sua estreia nacional. Vale muito ver!

Sexta, a sessão começa às 20h, e no sábado tem repeteco às 18h. Entrada é franca.

Crédito: Sony Pictures

Crédito: Sony Pictures

Tem cara de filme europeu, com humor peculiar e melancolia na verve (o que faz o espectador questionar diversas vezes se o filme se enquadra realmente no gênero comédia). Com grande parte do elenco já passado da faixa dos 60 anos, pode-se dizer que a escolha por filmar em preto e branco favoreceu os contrastes das marcas de expressão de cada personagem. A história é deliciosamente divertida, ao mesmo tempo que te joga num canto escuro da falta de perspectivas. Casar dois elementos assim é só para os bons.

Grande Hotel no carnaval

13 de fevereiro de 2015 0

Para convidar a todos a ver ou rever O Grande Hotel Budapeste na telona…
Lembrando que também tem A Invenção de Hugo Cabret, sexta e sábado, às 16h.

Crédito: Fox Filmes

Crédito: Fox Filmes

Campeão de indicações ao Oscar 2015 — ao lado de Birdman —, a comédia O Grande Hotel Budapeste não passou pelas salas blockbusterianas de Caxias em 2014.

Neste fim de semana, o UCS Cinema traz a oportunidade de conferir essa obra do diretor Wes Anderson, que acompanha a aventura de um gerente de hotel e seu ajudante na busca por uma herança. As sessões gratuitas serão sexta, às 20h, e sábado, às 18h.Em nove atos (lembrando as categorias indicadas), nós garantimos que a experiência vale a pena.

DIRETOR
Wes Anderson poderia integrar o elenco de qualquer um de seus filmes facilmente, ou seja, é um pouquinho esquisito à primeira vista. Mas isso não teria importância alguma se, mais do que combinar ternos retrô com um corte de cabelo “Ronnie Von das antigas”, ele não possuísse a capacidade intensa de imprimir em suas obras uma maneira igualmente peculiar de olhar ao redor. Reconhecido por títulos como Os Excêntricos Tenenbaums, Viagem a Darjeeling e Moonrise Kingdom, entrar no mundinho do diretor é ser brindado com muitas cores (numa estética por vezes meio Bollywood) e grandes aventuras conduzidas por pessoas estranhas.

FILME
Se Boyhood (aquele longa que Richard Linklater filmou ao longo de 12 anos) impressiona pela forma, O Grande Hotel Budapeste é grandioso pela estética. Prepare-se para engolir ar de boca aberta com tomadas impressionantes, iscas certeiras para quem curte arquitetura, design e fotografia. Mas o longa de Anderson traz ainda uma grande aventura com mocinhos e vilões ao melhor estilo sessão da tarde. Some a isso o humor peculiar do diretor e ótimas atuações (elenco tem gente grande como Edward Norton, Adrien Brody, Willem Dafoe e a afinadíssima dupla de protagonistas Ralph Fiennes e Tony Revolori).

FOTOGRAFIA
Imagine que você passou num antiquário e encontrou um álbum de fotografias de pessoas distintas, todas alinhadas (ok, nem sempre) em roupas extravagantes e feitas sob medida. Ao redor delas, estão composições cenográficas que enchem os olhos, grande linhas que se cruzam, cores quentes e modernidades dos anos 1930. Imaginou? Pois é mais ou menos assim que O Grande Hotel Budapeste se parece. Lugares como a recepção e o elevador do hotel lembram cabines fotográficas das quais o espectador é convidado a participar. A cada tomada, Wes Anderson compõe seu álbum, e nada fica fora de lugar.

ROTEIRO ORIGINAL
Anderson baseou sua história em livros do escritor austríaco Stefan Zweig. A trama carrega a mão em detalhes pitorescos _ tipo toda a família da idosa que morre deixando como herança o não menos peculiar quadro O Menino e a Maçã. Na trama, a cumplicidade entre o gerente do hotel M. Gustave e o cativante lobby boy Zero (quem narra a maior parte da história) é um capítulo à parte. Os feitos da dupla carregam uma singeleza quase infantil. Talvez toda a graça da história esteja exatamente nessa mistura entre aventura juvenil com alguma malícia bem-humorada.

FIGURINO
Em O Grande Hotel Budapeste, todo mundo se veste como se tivesse assaltado o guarda-roupa de um vovô estiloso. Desde os funcionários do hotel até os policiais e, principalmente, os familiares da falecida Madame D (e ela própria, claro), todos carregam cores, tecidos ou acessórios que enchem os olhos. O longa desfila personagens caricatos, como se tivessem saído da lista de suspeitos do jogo Detetive, é só escolher o seu preferido.

MAQUIAGEM E CABELO
Nos anos 1930, década que abriga a maior parte do longa, bigodes eram muito mais legais do que são hoje em dia. O personagem do lobby boy Zero, inclusive, pinta seu próprio moustache com um lápis preto — um estilo só. As poucas mulheres em cena também carregam maquiagens impressionantes e até o batom preto ganha vida. Mas nada com relação à maquiagem e cabelo se compara ao penteado “bolo de casamento” de Madame D. (interpretada por uma irreconhecível Tilda Swinton).

EDIÇÃO
Algumas cenas de O Grande Hotel parecem congeladas, convidando o espectador a se deliciar com o quadro pintado por Anderson na telona — em grande parte desses momentos a gente se pega rindo sem saber de quê, culpa dos personagens pitorescos do filme. Outras sequências, como as que se passam na cabine de um trem, investem numa edição mais rápida, deixando o filme dinâmico e sem cansar quem assiste.

DESIGN DE PRODUÇÃO
Antigamente chamada de direção de arte, essa categoria tem caráter um pouco mais técnico. Mas, conferindo O Grande Hotel, é impossível não se impressionar com o requinte estético de cada cena. Só para citar um exemplo, você vai querer sair do cinema e entrar na primeira confeitaria, tamanha a gostosura dos takes envolvendo os doces da fictícia marca Mendl’s. Também há muito apuro com relação à arquitetura, design, moda, etc. A enorme sala de banho azul, o elevador vermelho, o minúsculo quarto de Zero, tudo parece exatamente trabalhado sob a medida do bom gosto artístico.

TRILHA SONORA
Harpa, cravo, violão, violinos e referências que remetem à Grécia, à Índia, ao folclore celta, ao renascentismo, etc. Pode parecer estranho, mas tudo isso nas mãos do mestre Alexandre Desplat ganhou unidade e ficou incrível. O cara é tão bom que concorre ao Oscar na mesma categoria também pela trilha de O Jogo da Imitação.

É hoje!

06 de fevereiro de 2015 0
Crédito: Universal

Crédito: Universal

É nesta sexta que novos ventos começam a soprar lá pelas bandas do UCS Cinema. O espaço, que funcionou de 2002 a 2011 como um cinema comercial, caiu em certo ostracismo a partir de 2012, mas voltou a ser pauta com a Mostra de Cinema Brasileiro, entre 2013 e 2014. Agora, a mesma dupla competentíssima que encabeçou a mostra assume a sala para um ano de fôlego cinematográfico. A nova programação abre nesta sexta, com dois clássicos absolutos: E.T – O Extraterrestre (um dos meus filmes preferidos no mundo, hehe), às 16h, e 2001: Uma Odisseia no Espaço, às 20h. Por enquanto, as sessões infantis e adultas serão sempre na sexta e no sábado (dá uma olhadinha lá embaixo).

A dupla a quem me referia antes, Robinson Cabral e Elisabete Souza, descolou uma licença que permite a exibição de cópias originais de filmes das distribuidoras associadas a MPLC Brasil (Motion Picture Licensing Corporation). A lista é enorme e envolve todas as principais distribuidoras. A ideia é fazer uma programação cheia de qualidade, com filmes importantes que muitas vezes nem passaram pelos cinemas daqui ou ficaram muito pouco. Também devem rolar clássicos imprescindíveis à formação de qualquer cinéfilo que se preze, além de possíveis ciclos temáticos, parcerias com diretórios acadêmicos, produções locais, etc e etc.

A iniciativa é louvável e quase ia esquecendo que as sessões são todas gratuitas. Não dá mesmo para perder. Só para dar um exemplo do quão valiosa está a programação de fevereiro: filmes como o ótimo Nebraska e o campeão de indicações do Oscar 2015, O Grande Hotel Budapeste, nem passaram nos cinemas de Caxias, foram direto para as locadoras. Agora, será possível vê-los na telona do UCS Cinema!!!

Convido a todos a dar nova vida ao UCS Cinema. A experiência da sala escura sempre vale a pena, ainda mais quando a programação é boa assim…

Veja a programaçãozinha “mais ou menos” de fevereiro, hehe

* E.T. – O Extraterrestre (Steven Spielberg, 1982, 115min): hoje e amanhã, às 16h
* 2001 – Uma Odisseia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968, 141min): hoje, às 20h, e amanhã, às 18h
* A Invenção de Hugo Cabret (Martin Scorsese, 2012, 128min): dias 13 e 14, às 16h
* O Grande Hotel Budapeste (Wes Anderson, 2014, 100min): dia 13, às 20h, e dia 14, às 18h
* Os Croods (Chris Sanders e Kirk DeMicco, 2013, 98min): dias 20 e 21, às 16h
* Nebraska (Alexander Payne, 2013, 115min): dia 20, às 20h, e dia 21h, às 18h
* Frankenweenie (Tim Burton, 2012, 87min): dias 27 e 28, às 16h
* Cine Ópera: Memória e Identidade (Robinson Cabral, estreia, 120min): dia 27, às 20h, e dia 28, às 18h

Aproveite o finde

24 de janeiro de 2015 0

E quais clássicos a programação do Cinema de Verão nos traz neste fim de semana?

O UCS Cinema vai receber, às 18h, sessão da obra indispensável de John Ford, No Tempo das Diligências. O western, com o icônico John Wayne no elenco, acompanha nove pessoas que se arriscam numa perigosa jornada em cima de carruagens através do Arizona, território indígena. Mas o grupo contará com a ajuda do cowboy Ringo Kid (adoro esses nomes dos heróis do faroeste).

Antes disso, também no UCS Cinema, tem A Branca de Neve e Os Sete Anões. O filme começa às 16h, mais direcionado à garotada que passeia com os pais ali pela universidade num dia de sol como este sábado.

Já às 20h30min tem Em Busca do Ouro, de Charles Chpaplin, na praça de Santa Lúcia do Piaí. As sessões no interior são sempre emocionantes. Aproveite para dar uma voltinha por essa encantadora localidade e ainda dar boas risadas com esse clássico da comédia.

No domingo, a área em frente ao Centro de Cultura Ordovás será ocupada pelos espectadores do filme Uma Noite no Rio, com Carmen Miranda como protagonista. Boa chance para descobrir qual visão sobre o Rio de Janeiro era exaltada na época. A sessão está marcada para as 20h30min.

Compareçam, levem a cadeira, é tudo de graça.

PS: bom saber que a sessão do Pesadelo Coletivo em parceria com o Cinema de Verão, ocorrida na madrugada de sexta para sábado, teve ingressos esgotados. É isso aí, pessoal!

2015 em Caxias

28 de dezembro de 2014 0

Devo desculpas pelo sumiço aqui né, pois bem, mas vamos ao que interessa. Quero falar do que vem por aí em Caxias do Sul. Logo nos primeiros meses de 2015, devem rolar pelo menos três projetos cinematográficos bem bacanas na cidade.

Dá uma olhada:

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Cinema de Verão
: em sua segunda edição, a programação que leva cinema clássico às praças de Caxias deve ampliar gêneros e públicos, porém, sem perder a essência que fez tanto sucesso em 2014. Além das sessões em bairros e localidades do interior, haverá cinema no “pátio” do Centro de Cultura e no UCS Cinema, que promete ressuscitar de vez em 2015 (leia mais abaixo). A programação está demais (veja aqui) e tem até parceria com o Pesadelo Coletivo da Sala de Cinema Ulysses Geremia, com exibição dos clássicos Frankenstein, O Lobisomem, Drácula e A Múmia. O projeto ocorre de 19 de janeiro a 1 de fevereiro.

UCS Cinema: agora vai! Depois do aprendizado na Mostra de Cinema Brasileiro, Robinson Cabral e Elisabete Souza assumem de vez a gestão da programação do UCS Cinema em 2015. Por ali, pretendem exibir clássicos (foco na formação do espectador), ciclos temáticos, além de sessões infantis e adultas com filmes recentes que não chegaram aos cinemas de Caxias. A ideia é valorizar a experiência da sala escura. Cabe aos caxienses valorizar a ideia e abraçar de vez esse espaço tão bacana que é o UCS Cinema.

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Cine Como Le Gusta: deve ser festejada a volta das atividades promovidas por este que é um dos principais cineclubes da região. Eles serão responsáveis por exibir em Caxias os filmes da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul. A programação será de 8 de janeiro a 31 de março, e terá filmes como A Vizinhança do Tigre (Affonso Uchoa), Cabra Marcado pra Morrer (Eduardo Coutinho), Pelas Janelas (Carol Perdigão, Guilherme Farkas, Sofia Maldonado e Will Domingos),  Que Bom te Ver Viva (Lúcia Murat), Rio Cigano (Júlia Zakia), e Sophia (Kennel Rógis). Informações aqui.

Documentário musical

08 de agosto de 2014 0

Para quem ficar por Caxias, uma boa pedida é curtir uma porção de bicho-grilismo na Mostra de Cinema Brasileiro. Nesta sexta, às 20h, e no sábado, às 18h, a sessão é com o documentário Os Doces Bárbaros, no UCS Cinema. Entrada franca.

O longa de Jom Tob Azulay mostra as canções e os bastidores da turnê encabeçada por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa, em 1976.

Confere um trechinho:

Ah, a sessão infantil, às 16h desta sexta e sábado, tem o filme O Garoto Cósmico em cartaz. O filme de Alê Abreu mostra a aventura de três amigos no circo do mestre Giramundos, perdido no infinito do universo.

Compromisso para o sábado

17 de maio de 2014 0

Passando para lembrar que neste sábado tem Edifício Master no UCS Cinema, às 18h. Até o final de maio, a Mostra de Cinema Brasileiro ainda vai exibir outros dois filmes de Eduardo Coutinho, dá uma olhadinha na programação completa no site e confere minha pequena homenagem à obra-prima do cineasta morto em fevereiro.

ESPETACULAR É A VIDA

Mostra de Cinema Brasileiro exibe o filme ‘Edifício Master’, obra-prima de Eduardo Coutinho

A pessoa que senta ao seu lado no ônibus, que toma café na mesma lancheria, aquela que está na sua frente na fila do banco ou a que tromba com você diariamente no elevador. Todas podem ser espetaculares, donas de histórias dignas de roteiros dos mais diversos gêneros – da comédia pastelão ao drama mais comovente.

O cineasta Eduardo Coutinho (morto em fevereiro) sabia disso, e calcou seu trabalho na premissa de dar voz aos homens e mulheres comuns que cruzam os caminhos uns dos outros diariamente. Neste sábado, um dos trabalhos mais importantes e premiados do diretor, Edifício Master (2002), será exibido no UCS Cinema dentro da programação da Mostra de Cinema Brasileiro.

Para fazer esse trabalho, a equipe de Coutinho alugou um apartamento no prédio carioca que dá nome ao filme e passou a realizar entrevistas com moradores em busca de histórias e personagens interessantes. O resultado é um desfile de vozes milagrosamente comuns a conduzir desfechos dos mais inesperados.

O filme mostra uma sequência de moradores recebendo Coutinho e equipe em seus apartamentos. O documentarista não esconde a voz, característica própria de suas produções. Pelo contrário, conduz as conversas de forma franca e até mesmo troca de papel, quando um de seus entrevistados lhe devolve a pergunta (“não tem emprego para uma pessoa igual a mim, o senhor quer me dar um emprego?”). Nos entremeios das entrevistas, a câmera vira olhos e ouvidos do edifício, mostrando os longos corredores, as janelas, e a sinfonia de abre e fecha dos elevadores, vozes, latidos e carros ao longe.

Todos os personagens são inesquecíveis, alguns mais que outros (mas isso depende de quem vai fazer você se identificar mais). Há o senhor Henrique, que todos os dias canta My Way, de Frank Sinatra – Coutinho fez questão de gravá-lo em ação, emocionado mais uma vez pelas palavras da música. Há a Dona Esther, que colocou uma calça para se jogar da janela do apartamento, mas desistiu depois de lembrar dos carnês da C&A e do Ponto Frio. E há o Sérgio, com sua filosofia de vida ímpar: “uso muito Piaget, quando não dá certo parto para Pinochet”.

Edifício Master é essencial e ensina a olhar para a vida que passa ao seu lado.

PROGRAME-SE
O que: exibição do documentário Edifício Master, de Eduardo Coutinho
Quando: neste sábado, às 18h
Onde: UCS Cinema
Quanto: entrada franca
Duração: 111 min