
Sem surpresa alguma, fora a ausência de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias da disputa de filme estrangeiro (eu acreditava que depois de ficar entre os nove finalistas ia dar Brasil), a sorte está lançada para os concorrentes ao Oscar. Quem acompanha esse blog sabe há tempos que Onde os Fracos não Têm Vez, do irmãos Coen, e Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson, seriam os campeões de indicações - tiveram oito cada - conforme todas as principais premiações prévias dos críticos.
Desejo e Reparação deve ter como consolação prêmios técnicos como fotografia, figurino e direção de arte, fora o de roteiro adaptado - que ao contrário de tantas versões literárias que andam pipocando por aí honra o belo Reparação de Ian McEwan. Se ganhar melhor filme, é zeeeebra. O Pequena Miss Sunshine da temporada é Juno, filme indie que fez de sua roterista, a ex-stripper Diablo Cody, a nova queridinha dos cinéfilos modernos.
Bom vamos ver agora se sai a festa. Depois que a greve dos roteiristas iniciada em novembro cancelou o Globo de Ouro, com reforço do sindicato dos atores nos piquetes, ninguém pode bater o martelo. O pessoal da Academia de Hoolywood garante que sai de qualquer jeito. A ver.
Como não acredito em melhor prêmio de melhor filme desmembrado do de direção, aposto nos Coen. Gostei bastante de Onde os Fracos não Têm Vez, síntese do que os manos fizeram de melhor, com pitadas de Arizona Nunca Mais e Fargo, e que apresenta o matador vivido por Javier Bardem como um dos grandes personagens do cinema recente. E por mim o visceral Senhores do Crime, mais um grande filme de David Cronenberg, teria mais que a merecida indicação de Viggo Mortensen a melhor ator - mas pelo jeito Daniel Day Lewis já pode separar o lugar na estante para mais uma estatueta.
Confira os principais indicados
MELHOR FILME
Onde os fracos não têm vez, de Joel e Ethan Coen
Desejo e reparação, de Joe Wright
Juno, de Jason Reitman
Conduta de risco, de Tony Gilroy
Sangue negro, de Paul Thomas Anderson.
MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Beaufort, de Joseph Cedar (Israel)
Die Fälscher, de Stefan Ruzowitzky (Áustria);
Katyn, de Andrzej Wajda (Polônia)
Mongol, de Sergei Bodrov (Cazaquistão)
12, de Nikita Mikhalkov (Rússia)
MELHOR DIRETOR
Paul Thomas Anderson, por Sangue negro
Ethan Coen e Joel Coen, por Onde os fracos não têm vez
Tony Gilroy, por Conduta de risco
Jason Reitman, por Juno
Julian Schnabel, por %22O escafandro e a borboleta
MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett, por Elizabeth: A Era de Ouro
Julie Christie, por %22Longe dela
Marion Cotillard, por %22Piaf - Um hino ao amor
Laura Linney, por The Savages
Ellen Page, por Juno
MELHOR ATOR
George Clooney, por Conduta de risco
Daniel Day-Lewis, por Sangue negro
Johnny Depp, por Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet
Tommy Lee Jones, por No vale das sombras
Viggo Mortensen, por Senhores do crime
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Cate Blanchett, por Não estou lá
Ruby Dee, por O gângster
Saoirse Ronan, por Desejo e reparação
Amy Ryan, por Medo da verdade
Tilda Swinton, por Conduta de risco
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Casey Affleck, por O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford
Javier Bardem, por Onde os fracos não têm vez
Philip Seymour Hoffman, por Jogos do poder
Hal Holbrook, por Na natureza selvagem
Tom Wilkinson, por Conduta de risco
MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Persépolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
Ratatouille, de Brad Bird
Tá dando onda, de Ash Brannon e Chris Buck.
MELHOR LONGA DOCUMENTÁRIO
No end in sight, de Charles Ferguson
Operation homecoming: Writing the wartime experience, de Richard Robbins
Sicko - SOS Saúde, de Michael Moore
Taxi to the dark side, de Alex Gibney
War dance, de Andrea Nix Fine e Sean Fine.
MELHOR FOTOGRAFIA
O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford
Desejo e reparação
O escafandro e a borboleta
Onde os fracos não têm vez
Sangue negro.
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Diablo Cody, por Juno
Lancy Oliver, por Lars and the real girl
Tony Gilroy, por Conduta de risco
Brad Bird, por Ratatouille
Tamara Jenkins, por The Savages
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Christopher Hampton, por Desejo e reparação
Sarah Polley, por Longe dela
Ronald Harwood, por O escafandro e a borboleta
Joel e Ethan Coen, por Onde os fracos não têm vez;
Paul Thomas Anderson, por Sangue negro.
MELHOR EDIÇÃO
O ultimato Bourne
O escafandro e a borboleta
Na natureza selvagem
Onde os fracos não têm vez
Sangue negro
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
O gângster
Desejo e reparação
A bússola de ouro
Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet
Sangue negro
MELHOR TRILHA SONORA
Desejo e reparação
Na natureza selvagem
Conduta de risco
Ratatouille
Os indomáveis
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Raise It Up, de O som do coração
Happy working song, de Encantada
So close, de Encantada
That%27s how you know, de Encantada
Falling slowly, de Once
Postado por Marcelo Perrone