Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de janeiro 2008

Paranoid Park

31 de janeiro de 2008 0

Gabe Nevins no filme de Gus Van Sant/Imovision
Paranoid Park talvez não seja o filme pelo qual o diretor Gus Van Sant será lembrado - esse posto combina mais com Elefante (2003), pela contundência com que tratou o célebre massacre de Columbine, com Gênio Indomável (1997), que revelou Matt Damon e Ben Affleck, ou com seus primeiros trabalhos, que deflagraram um grande estudo sobre a juventude, marcante pela abordagem amoral de assuntos como homossexualismo (Mala Noche, de 1985), drogas (Drugstore Cowboy, 1989) e prostituição (Garotos de Programa, 1991).

Mas Paranoid Park, em cartaz na Capital, é o seu título que melhor conjuga a complexidade do tema - de novo a adolescência - com a linguagem do cinema. É o seu filme mais maduro e, por isso, talvez o seu melhor filme.

Como os personagens de Mala Noche, Drugstore Cowboy e Garotos de Programa, Van Sant parecia ter se perdido pelo caminho. Quem sabe traumatizado pelas interferências dos produtores, que remontaram Até as Vaqueiras Ficam Tristes (1993) a sua revelia, ele assinou, entre outras produções esquecíveis, um inexplicável remake de Psicose (1998). Procurando Forrester (2000) foi tão visto quanto Gênio Indomável, mas ambos disseram nada além do que o cineasta já havia dito - e apelando para uma gramática mais óbvia, pobre.

A recuperação veio justamente quando ele voltou a focar o desajuste juvenil, sobretudo a partir de Gerry (2002). Elefante foi sensação no Festival de Cannes, onde ganhou a Palma de Ouro de melhor filme, por apresentar um assunto espinhoso a partir de uma narrativa incomum. Paranoid Park segue o mesmo caminho: o tema é o envolvimento do garoto Alex (Gabe Nevins) com um crime, mas o que chama a atenção é a forma com que a história é contada.

Intercalando presente e passado, num ritmo que segue a confusão na cabeça do protagonista, Van Sant não se limita a contar o tal crime. Prefere provocar o espectador, usando recursos que acentuam o suspense e a ambigüidade das situações.

O filme todo é movido por perguntas - teria Alex participado do crime?, como?, quando? Mas o que importa não são suas respostas objetivas, e sim o sentimento do público em relação às questões. Elefante seguia a mesma lógica, mas Paranoid Park não fala de um criminoso. Alex é um garoto comum, envolvido naquilo tudo por acaso. Entendê-lo, assim, é ainda mais difícil. O desafio maior fez crescer as possibilidades do cinema de Van Sant - e o resultado é o melhor possível.

Postado por Daniel Feix

Três vezes Bardem

30 de janeiro de 2008 0

Bardem em /Divulgação
Com as estréias amanhã de Onde os Fracos Não Têm Vez e Sombras de Goya, serão três os filmes com Javier Bardem em cartaz na Capital - mais O Amor nos Tempos do Cólera. Curiosamente, os dois trabalhos em em que o ator espanhol poderia - e deveria falar - sua língua ficaram muito fragilizados dramaticamente pelos diálogos em inglês, opção que se torna pior e mais irritante ainda com o acento hispânico aplicado em nome de, vá saber, uma maior autenticidade, mas que fazem estes dois filmes parecer ainda mais artificiais. Isso, alías, O Caçador de Pipas evitou de forma corajosa, com o custo de ganhar um circuito de exibição mais reduzido nos EUA. 

Sombras de Goya, dirigido por Milos Forman, traz Bardem, bom como sempre, no papel de um inquisidor espanhol que persegue e arruina a vida de uma bela jovem (Natalie Portman) por quem sente atração e que é falsamente acusada de heresia. Apesar do excelente elenco - Stellan Skarsgard interpreta o pintor Goya, que graças ao seu talento consegue circular sem grandes atritos entre a corte espanhola e o clero repressor, apesar de algumas obras consideradas profanas -, o longa fica no limite entre o bom registro histórico e um folhetim melodramático de época bem encenado mas sem alma.

Bom mesmo Bardem está no vigoroso Onde os Fracos Não tem Vez. Não tem lógica a sua indicação ao Oscar de coadjuvante quando seu personagem é tão importante à narrativa como o de Josh Brolin e mais presente em cena que o de Tommy Lee Jones. Bardem deveria estar concorrendo na categoria principal outra vez - em 2001, disputou com Antes do Anoitecer e perdeu para Russell Crowe, de Gladiador. No filme dos irmãos Coen indicado a oito Oscar – o dele, tudo indica, está garantido – Bardem faz do frio matador Anton Chigurh um dos grandes personagens do cinema contemporâneo, composição que, bem ao estilo dos Coen, combina violência com um bizarro senso de humor, em doses que só muito talento impede de desandar pelo excesso ou pela caricatura.

Postado por Marcelo Perrone

Oscar na mão

28 de janeiro de 2008 0

 O Sindicato dos Atores dos EUA anunciou na noite de domingo os seus melhores do ano em cinema e TV. No cinema, a lista consolidou ainda mais o favoritismo dos três nomes que estão ganhando todas as premiações prévias e já podem contar com o Oscar na estante - se a Academia não aprontar uma de suas sandices históricas: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro), Julie Christie (Longe Dela) e Javier Bardem, como coadjuvante (Onde os Fracos Não Têm Vez). A categoria de atriz coadjuvante é que está um pouco mais embolada. Domingo, deu Ruby Dee (O Gângster), que interrompeu a série de vitórias de Cate Blanchett, como um dos Bob Dylan de I%27m Not There. Cate está fantástica, como de hábito, e é a favorita, mas ainda sou mais Tilda Swinton em Conduta de Risco.

 

Postado por Marcelo Perrone

Grandes momentos do cinema

26 de janeiro de 2008 0

 

A cena de hoje é uma entre as tantas espetaculares que tornaram antológica a atuação de Marlon Brando em Uma Rua Chamada Pecado (1951), adaptação de Elia Kazan para a peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Wiliams - esse título em português é tão sem noção que já não incomoda mais. Bom, o filme ganhou quatro dos 12 Oscar que disputou, três deles para seu elenco principal: Vivien Leigh (atriz), Kim Hunter (atriz coadjuvante) e Karl Malden (ator coajuvante). Mas Brando ficou sem a sua estueta - perdeu para Humphrey Bogart, por Uma Aventura na África.

Era apenas seu segundo filme. Brando mostrou uma forma de interpretação nunca antes vista, com uma entrega total e passional a seu personagem, o bruto pavio curto Stanley Kowalski. Influenciou toda uma geração de atores, entre eles James Dean. Era o início da popularização do %22método%22, estilo de interpetação nascido no Actor%27s Studio, de Nova York, escola de atores a qual Kazan foi um dos fundadores - Brando já havia sido dirigido por ele na versão teatral, em 1947.

A cena abaixo traz o intenso Kowalski  tentanto se reconciliar com a mulher, Stella (Kim), depois que a chegada da irmã dela, Blanche DuBois (Vivien), carregou a casa de enorme tensão, sobretudo sexual. À época, a censura impôs cortes ao filme (tem estupro e referência a abuso de menores). Esta seqüência, de forte apelo erótico, foi uma das mutiladas. Felizmente, a ediçao em DVD duplo traz a versão completa do filme e muitos extras sobre os bastidores da polêmica realização desse clássico do cinema.

 

Postado por Marcelo Perrone

Heath Ledger

23 de janeiro de 2008 0

Ledger como Coringa/Warner
É o tipo de marketing extra que ninguém deseja, mas a precoce morte do jovem ator Heath Ledger, além da estupidez e do choque, certamente terá efeito sobre aquele que deve ser um dos grandes lançamentos de 2008, O Cavaleiro da Trevas, segundo filme do Batman assinado por Christopher Nolan, que estréia em 18 de julho. Pelos trailers, Ledger parece encarnar um Coringa que vai rivalizar com aquele criado por Jack Nicholson para o Batman de Tim Burton - por conta da tragédia e do perfil trágico do histriônico personagem, prato cheo para um bom ator brilhar, a dimensão desse último trabalho deverá ser histórica.

Antes, em março, chega ao Brasil outro filme de Ledger que terá lançamento póstumo (esse só aqui), Não Estou Lá, de Todd Haynes, criativa biografia de Bob Dylan em que vários atores vivem facetas do músico em diferentes épocas - com o nome de Robbie Clark, Legder interpreta um astro musical que vira ator.

A morte de um jovem astro do cinema com carreira ascendente tem como precedentes mais conhecidos James Dean, em 1955 (Assim Caminha a Humanidade teve lançamento póstumo), num acidente de carro, e River Phoenix, em 1993, de overdose. Ledger deixa inacabado The Imaginarium of Doctor Parnassus, de Terry Gilliam, com quem fez Irmãos Grimm logo após concorrer ao Oscar com O Segredo de Brokeback Mountain.

Postado por Marcelo Perrone

E tome listas

22 de janeiro de 2008 0

O site Rotten Tomatoes, uma das boas fontes de pesquisa de resenhas cinematográficas, divulgou sua lista de melhores do ano. Como a premiação é por gênero, o resultado pode contemplar muita gente boa. Para comprovar o peso e a qualidade das criticas do site, nas três primeiras categorias listadas abaixo venceram concorrentes ao Oscar de melhor filme. Longe Dela tem a favorita para a estatueta de melhor atriz, Julie Christie. Ratatouille desponta entre as animações,  Sicko, de Michael Moore, concorre entre os documentários, e o longa alemão A Vida dos Outros ganhou o Oscar de filme estrangeiro em 2007.

O fracassado (nas bilheterias) projeto Grindhouse, de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, pelo menos aqui foi lembrado. O filme foi desmembrado para exibição internacional, no Brasil já passou a parte do Rodriguez, Planeta Terror, e À Prova de Morte, do Tarantino, está sendo prorrogado cada vez mais – agora deve ser em abril.

Veja os vencedores:

Suspense: Onde os Fracos não Têm Vez

Romance: Desejo e Reparação

Comédia: Juno

Drama: Longe Dela

Animação: Ratatouille

Ação e Aventura: O Ultimato Bourne

Musical: Once

Documentário: Sicko – S.O.S. Saúde

Terror: Grindhouse

Infantil: Encantada

Ciência-Ficção e Fantasia: Harry Potter e a Ordem da Fênix

Filme de Língua Estrangeira: A Vida dos Outros (Alemanha)

Prêmio Tomate Podre ( pior filme): Minha Mãe Quer que Eu Case

Postado por Marcelo Perrone

O melhor do pior

22 de janeiro de 2008 0

Lindsay em /divulgação
Ficar de fora da festa do Oscar é frustrante, mas é melhor ser esquecido do que figurar na lista do Framboesa de Ouro, que todo ano, em paralelo à festa da Academia de Hollywood, promove a jocosa e divertida eleição dos piores da temporada. Para completar um 2007 de escândalos, bebedeiras, prisões, internações e baixarias diversas, Lindsay Lohan viu seu literalmente pavoroso filme de terror Eu sei quem me Matou liderar a lista de indicações do Framboesa de Ouro 2008 - ela aparece em dose dupla (termo bem apropriado, aliás), no papel de gêmeas. Curiosamente, outro bem votado por seus papéis múltiplos, Eddie Murphy, teve seu costrangedor Norbit indicado ao Oscar de maquiagem - quando parecia que o cara ia se emendar com Dreamgirls...

Confira a lista dos melhores entre os piores:

Pior Filme

%22Bratz%22

%22Acampamento do Papai%22

%22Eu Sei Quem me Matou%22

%22Eu os Declaro Marido e... Larry!%22

 %22Norbit%22

Pior Diretor

Dennis Dugan (%22Eu os Declaro Marido e... Larry!%22)

Roland Joffe (%22Captivity%22)

Brian Robbins (%22Norbit%22)

Fred Savage (%22Acampamento do Papai%22)

Chris Siverston (%22Eu Sei Quem me Matou%22)

 Pior Ator

Nicolas Cage (%22Motoqueiro Fantasma%22, %22A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos%22 e %22O Vidente%22)

Jim Carrey (%22O Número 23%22)

Cuba Gooding, Jr. (%22Acampamento do Papai%22 e %22Norbit%22)

Eddie Murphy (%22Norbit%22)

 Adam Sandler (%22Eu os Declaro Marido e... Larry!%22)

 Pior Atriz

 Jessica Alba (%22Awake%22, %22Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado%22 e %22Maldita Sorte%22)

Logan Browning, Janel Parrish, Nathalia Ramos & Skyler Shaye (%22Bratz%22) Elisha Cuthbert (%22Captivity%22)

Diane Keaton (%22Minha Mãe Quer Que Eu Case%22)

Lindsay Lohan  (como Audrey, %22Eu Sei Quem Me Matou%22)

Lindsay Lohan (como Dakota, %22Eu Sei Quem me Matou%22)

Pior Ator Coadjuvante

 Orlando Bloom (%22Piratas do Caribe%22)

Kevin James (%22Eu os Declaro Marido e... Larry!%22)

 Eddie Murphy (%22Norbit%22)

Rob Schneider (%22Eu os Declaro Marido e... Larry!%22)

Jon Voight (%22Bratz%22, %22A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos%22, %22September Dawn%22 e %22Transformers%22)

Pior Atriz Coadjuvante

Jessica Biel (%22Eu os Declaro Marido e... Larry!%22 e %22O Vidente%22)

Carmen Electra (%22Deu a Louca em Hollywood%22)

Eddie Murphy (%22Norbit%22)

Julia Ormond (%22Eu Sei Quem me Matou%22)

Nicolette Sheridan (%22Operação Limpeza%22)

Pior Par

Jessica Alba com Hayden Christensen (%22Awake%22) ou com Dane Cook (%22Maldita Sorte%22) ou com  Ioan Gruffudd (%22Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado%22)

Qualquer combinação de dois personagens descerebrados (%22Bratz%22)

Lindsay Lohan & Lindsay Lohan (%22Eu Sei Quem me Matou%22)

Eddie Murphy & Eddie Murphy (%22Norbit%22)

Adam Sandler & Kevin James ou Jessica Biel (%22Eu os Declaro Marido e... Larry!%22)

Pior Refilmagem ou Paródia

%22Uma Casa de Pernas Para o Ar%22 (Refilmagem/Paródia de %22Lar, Meu Tormento%22, de 1948)

%22Bratz%22 (Uma paródia de si mesmo!)

%22Deu a Louca em Hollywood%22 (Paródia de todos os filmes que parodia)

%22Eu Sei Quem me Matou%22 (Paródia de %22Hostel%22, %22Jogos Mortais%22 e %22The Patty Duke Show%22 - comédia familiar de 1963)

%22Who%27s Your Caddy?%22 (Paródia de %22Clube dos Pilantras%22)

Pior Prelúdio ou Seqüência

%22Aliens Vs Predador 2%22

%22Acampamento do Papai%22 %22

A volta do Todo Poderoso%22

%22Hannibal - A Origem do Mal%22

 %22O Albergue: Parte II%22

Pior Roteiro

%22Acampamento do Papai%22

Deu a Louca em Hollywood%22 

%22Eu Sei Quem me Matou%22

%22Eu os Declaro Marido e... Larry!%22

%22Norbit%22 

 Pior Desculpa para um Filme de Terror

Aliens Vs Predador 2%22

%22Captivity%22

 %22Hannibal - A Origem do Mal%22

%22O Albergue: Parte II%22

 %22Eu Sei Quem me Matou%22

Postado por Marcelo Perrone

Os estrangeiros na festa

22 de janeiro de 2008 0

Conheça os filmes estrangeiros que tiraram o Brasil da disputa do Oscar:

Die Fälscher, Stefan Ruzowitzky (Áustria) - Em um campo de concentração nazista, prisioneiros judeus são obrigados a fazer moeda falsa para os nazistas, vivendo o dilema de colaborar com o inimigo para sobreviver.

Beaufort, de Joseph Cedar (Israel ). Depois de 18 anos de ocupação, tropas israelenses deixam base militar no Líbano que foi um dos símbolos do sangrento conflito no Oriente Médio. O filme acompanha esse processo pelo ponto de vista de um jovem oficial.

Mongol, de Sergei Bodrov (Cazaquistão). Cinebiografia de Genghis Khan, o implacável guerreiro que conquistou parte do mundo no século 13.

Katyn, de Andrzej Wajda (Polônia). O aclamado cineasta autor de Cinzas e Diamantes, Danton e o Homem de Mármore relembra um massacre ocorrido na Polônia, em 1939, logo após a invasão da Alemanha que deu início à II Guerra.

12, de Nikita Mikhalkov (Rússia). O diretor que já venceu com O Sol Enganador (1994) refilmou o clássico drama de tribunal americano 12 Homens e uma Sentença (1957), de Sidney Lumet - já refilmado nos EUA -, sobre um grupo de jurados que entra em conflito sobre o veredito que pode condenar homem à morte.

 

Postado por Marcelo Perrone

Sai ou não sai?

22 de janeiro de 2008 0

Diablo Cody, roteirista de
 Sem surpresa alguma, fora a ausência de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias da disputa de filme estrangeiro (eu acreditava que depois de ficar entre os nove finalistas ia dar Brasil), a sorte está lançada para os concorrentes ao Oscar. Quem acompanha esse blog sabe há tempos que Onde os Fracos não Têm Vez, do irmãos Coen, e Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson, seriam os campeões de indicações - tiveram oito cada - conforme todas as principais premiações prévias dos críticos.

Desejo e Reparação deve ter como consolação prêmios técnicos como fotografia, figurino e direção de arte, fora o de roteiro adaptado - que ao contrário de tantas versões literárias que andam pipocando por aí honra o belo Reparação de Ian McEwan. Se ganhar melhor filme, é zeeeebra. O Pequena Miss Sunshine da temporada é Juno, filme indie que fez de sua roterista, a ex-stripper Diablo Cody, a nova queridinha dos cinéfilos modernos.

Bom vamos ver agora se sai a festa. Depois que a greve dos roteiristas iniciada em novembro cancelou o Globo de Ouro, com reforço do sindicato dos atores nos piquetes, ninguém pode bater o martelo. O pessoal da Academia de Hoolywood garante que sai de qualquer jeito. A ver.

Como não acredito em melhor prêmio de melhor filme desmembrado do de direção, aposto nos Coen. Gostei bastante de Onde os Fracos não Têm Vez, síntese do que os manos fizeram de melhor, com pitadas de  Arizona Nunca Mais e Fargo, e que apresenta o matador vivido por Javier Bardem como um dos grandes personagens do cinema recente. E por mim o visceral Senhores do Crime, mais um grande filme de David Cronenberg, teria mais que a merecida indicação de Viggo Mortensen a melhor ator - mas pelo jeito Daniel Day Lewis já pode separar o lugar na estante para mais uma estatueta.  

Confira os principais indicados

MELHOR FILME

Onde os fracos não têm vez, de Joel e Ethan Coen

Desejo e reparação, de Joe Wright

Juno, de Jason Reitman

Conduta de risco, de Tony Gilroy

Sangue negro, de Paul Thomas Anderson.

 

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Beaufort, de Joseph Cedar (Israel)

Die Fälscher, de Stefan Ruzowitzky (Áustria);

Katyn, de Andrzej Wajda (Polônia)

Mongol, de Sergei Bodrov (Cazaquistão)

12, de Nikita Mikhalkov (Rússia)

 

MELHOR DIRETOR

Paul Thomas Anderson, por Sangue negro

Ethan Coen e Joel Coen, por Onde os fracos não têm vez

Tony Gilroy, por Conduta de risco

Jason Reitman, por Juno

Julian Schnabel, por %22O escafandro e a borboleta

 

MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett, por Elizabeth: A Era de Ouro

Julie Christie, por %22Longe dela

Marion Cotillard, por %22Piaf - Um hino ao amor

Laura Linney, por The Savages

Ellen Page, por Juno

 

MELHOR ATOR

George Clooney, por Conduta de risco

Daniel Day-Lewis, por Sangue negro

Johnny Depp, por Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet

Tommy Lee Jones, por No vale das sombras

Viggo Mortensen, por Senhores do crime

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:

Cate Blanchett, por Não estou lá

Ruby Dee, por O gângster

Saoirse Ronan, por Desejo e reparação

Amy Ryan, por Medo da verdade

Tilda Swinton, por Conduta de risco

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Casey Affleck, por O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford

Javier Bardem, por Onde os fracos não têm vez

Philip Seymour Hoffman, por Jogos do poder

Hal Holbrook, por Na natureza selvagem

Tom Wilkinson, por Conduta de risco

 

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO

Persépolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud

Ratatouille, de Brad Bird

Tá dando onda, de Ash Brannon e Chris Buck.

 

MELHOR LONGA DOCUMENTÁRIO

No end in sight, de Charles Ferguson

Operation homecoming: Writing the wartime experience, de Richard Robbins

Sicko - SOS Saúde, de Michael Moore

Taxi to the dark side, de Alex Gibney

War dance, de Andrea Nix Fine e Sean Fine. 

 

MELHOR FOTOGRAFIA

O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford

Desejo e reparação

O escafandro e a borboleta

Onde os fracos não têm vez

Sangue negro.

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Diablo Cody, por Juno

Lancy Oliver, por Lars and the real girl

Tony Gilroy, por Conduta de risco

Brad Bird, por Ratatouille

Tamara Jenkins, por The Savages

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Christopher Hampton, por Desejo e reparação

Sarah Polley, por Longe dela

Ronald Harwood, por O escafandro e a borboleta

Joel e Ethan Coen, por Onde os fracos não têm vez;

Paul Thomas Anderson, por Sangue negro.

 

MELHOR EDIÇÃO

O ultimato Bourne

O escafandro e a borboleta

Na natureza selvagem

Onde os fracos não têm vez

 Sangue negro

 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

O gângster

Desejo e reparação

A bússola de ouro

Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet

Sangue negro

 

MELHOR TRILHA SONORA

Desejo e reparação

Na natureza selvagem

Conduta de risco

Ratatouille

Os indomáveis

 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Raise It Up, de O som do coração

Happy working song, de Encantada

So close, de Encantada

That%27s how you know, de Encantada

Falling slowly, de Once

Postado por Marcelo Perrone

Oscar 3

21 de janeiro de 2008 0

Roman Polanski nos anos 70

A greve dos roteiristas pode trazer conseqüências para o Oscar, como ocorreu com o Globo de Ouro? É possível, mas não muito provável, diz a imprensa norte-americana. Um pouco por conta da grande diferença de importância que há entre as duas premiações, outro tanto porque alguns acontecimentos, como o anúncio de que o Sindicato dos Diretores não permaneceu ao lado do Sindicato dos Roteiristas, tiram um pouco da força dos grevistas.

Foi o apoio dos atores à causa o principal motivador do cancelamento da cerimônia de entrega do Globo de Ouro. No momento em que esse apoio, em vez de crescer, ganha um banho de água fria, a probabilidade de ele ocasionar novos estragos cai drasticamente. Ainda assim, dada a abrangência do movimento, é possível que o Oscar 2008 seja um pouco diferente daquilo a que estamos acostumados.

De qualquer forma, as conseqüências da paralisação, como já se sabe, já podem ser sentidas pela indústria. Uma delas: poucas vezes se viu o uma edição do festival de Sundance tão freqüentada por representantes dos grandes estúdios. Não é para menos, afinal, com as dificuldades para encontrar quem escreva suas próximas produções, os grandes estúdios estão apelando para o mercado alternativo - e Sundance é, por excelência, a vitrine dos independentes norte-americanos. Com dificuldades para terminar os filmes que estão em pré-produção, produtores apelam para títulos já finalizados, mesmo que à margem da indústria.

Alguns dos principais destaques do festival, até aqui, no entanto, são documentários - o que não resolve o problema dos estúdios, pois documentário, salvo raríssimas excessões, não leva o grande público às salas de cinema. U2 3D, de Catherine Owens e Mark Pellington, por exemplo, sobre a banda irlandesa liderada por Bono Vox. E Roman Polanski: Wanted and Desired, da diretora Marina Zenovich, sobre o envolvimento do famoso diretor com uma menor de 13 anos, nos anos 70, que o levou a deixar os Estados Unidos para não ir para a cadeia.

Mas outros destaques entre os 122 filmes que compõem a lista de Sundance devem surgir - e este blog certamente voltará a falar sobre eles.

Postado por Daniel Feix

Oscar 2

21 de janeiro de 2008 0

Daniel Day-Lewis, em Sangue Negro
A maior parte dos filmes que serão anunciados amanhã como concorrentes ao Oscar 2008 ainda não estreou por aqui. Mas alguns dos possíveis indicados já puderam ser vistos nos nossos cinemas. Entre eles, podem ser destacados pelo menos dois candidatos à estetueta de Melhor Ator, Tommy Lee Jones (de No Vale das Sombras, de Paul Haggis) e George Clooney (de Conduta de Risco, de Tony Gilroy), e uma forte concorrente ao prêmio de Melhor Atriz, Marion Cotillard (a protagonista de Piaf, de Olivier Dahan).

Os principais papões nas duas principais categorias de atuação, no entanto, conforme a infinidade de prêmios prévios, recém-entregues por associações como a National Board of Review e a imprensa estrangeira de Hollywood (que organiza o Globo de Ouro), são Daniel Day-Lewis (de Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson) e Julie Christie (de Longe Dela, de Sarah Polley). Como coadjuvantes, há quem aposte todas as suas fichas em Javier Bardem (de Onde os Fracos não Têm Vez, de Joel e Ethan Coen) e Cate Blanchett (de Eu Não Estava Lá, de Todd Haynes).

Entre os candidatos a Melhor Filme e Melhor Diretor, os principais nomes são esses acima (destacadamente, Onde os Fracos não Têm Vez e Sangue Negro), e mais Sweeney Todd, de Tim Burton, e Desejo e Reparação, de Joe Wright, os dois principais vencedores do Globo de Ouro deste ano. Há quem também aposte em O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford, de Andrew Dominic, que ainda pode levar Brad Pitt a uma indicação na categoria Melhor Ator. E, como normalmente aparecem surpresas, não se pode descartar O Escafandro e a Borboleta, de Julian Schnabel, que foi preterido pelos franceses em detrimento a Persépolis e que, por isso, pode receber indicações em outras categorias que não a de Melhor Filme Estrangeiro.

Uma boa idéia dos principais filmes da lista do Oscar está nesta compilação elaborada pelo site imdb.com. Ali estão todos os vencedores das principais prévias - além do National Board os Review, tem a lista da New York Film Critics Circle, a da San Francisco Film Critics Circle, a da National Society of Film Critics etc. Os títulos são em inglês, mas a maior parte das traduções são ao pé da letra, então não há maiores dificuldades para compreender os filmes mencionados.

O anúncio dos indicados está previsto para às 11h30min desta terça-feira, horário de Brasília, e terá transmissão ao vivo pelo canal E! - Entertainment Television.

Postado por Daniel Feix

Oscar 1

21 de janeiro de 2008 0

Cena de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias

No final da manhã desta terça-feira, pelo horário de Brasília, serão anunciados os concorrentes ao Oscar 2008. As chances de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ser indicado ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro são bem grandes, como todos sabem - não apenas porque ele está entre os nove pré-selecionados da categoria, mas especialmente porque entre os outros oito não estão os dois até então tidos como favoritos, o francês Persépolis e o romeno 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias. Mas é sempre bom não esquecermos de que se trata de um mero prêmio, que tem uma importância diferenciada mas que, apesar disso, não passa de um mero prêmio.

O Oscar tem uma capacidade de envolvimento das pessoas que transcende o próprio cinema - até os brasileiros que não viram O Ano, ou que o viram mas não fazem noção de quais são seus concorrentes, certamente torcerão para o filme em caso de indicação. Daí a importância de esclarecer: também o Oscar não passa de um mero prêmio. Vencê-lo significa obter uma distinção, receber uma homenagem, e não ganhar um campeonato, ou mesmo uma competição.

Como todos os outros prêmios, o Oscar está sujeito a todas as variáveis possíveis, que vão da subjetividade de cada jurado ao contexto em que os troféus são entregues, passando, é claro, pelas sempre presentes questões políticas e também pela própria metodologia de escolha. Nesse caso específico, faz uma boa diferença, além de os vencedores serem definidos na votação de um colégio eleitoral imenso (toda a academia norte-americana de cinema), o fato de os votos serem enviados sem a precedência de reuniões, debates ou encontros entre os votantes. Outra particularidade: ao menos no cinema, em todo o planeta, provavelmente não haja colégio eleitoral mais conservador que o do Oscar.

Além disso, antes de confundirmos as coisas e acharmos que vamos entrar em uma disputa, como se o prêmio fosse uma copa do mundo de futebol (coisa que aconteceu, por exemplo, quando A Vida É Bela, de Roberto Benigni, foi transformado em %22inimigo%22 ao %22derrotar%22 Central do Brasil, de Walter Salles Jr., em 1999), nunca é demais lembrar que, ao contrário do que muita gente pensa, o Oscar vai trazer poucas conseqüências práticas para o cinema brasileiro. Obviamente, caso O Ano saia com o troféu, esta será uma das maiores distinções da nossa cinematografia. Mas as portas que precisavam ser abertas, os preconceitos que precisavam ser derrubados, a visibilidade de que precisávamos, tudo isso já foi obtido desde os anos 90, a partir de filmes como Carlota Joaquina, de Carla Camuratti, e, principalmente, já nos anos 2000, com Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, entre outros títulos. Nossos problemas dizem respeito à distribuição, ao financiamento e à qualidade técnica. Eles serão superados, ou não, independentemente do reconhecimento do Oscar.

De qualquer forma, por ser um filme tão bonito, tão delicado, e com uma temática tão próxima da nossa realidade, vale uma boa corrente positiva para O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias.

Postado por Daniel Feix

Grandes momentos do cinema

17 de janeiro de 2008 0

A cena de hoje é o plano-seqüência que encaminha o desfecho de Profissão: Repórter (1975), dirigido por Michelangelo Antonioni e protagonizado por Jack Nicholson, como um jornalista que decide deixar sua vida pra trás trocando de identidade com um morto (resumo que não dá a dimensão merecida ao que se vê). Nunca viu? Tem em DVD. Além de beleza da encenção, o plano de seis minutos de duração ambientado no interior da Espanha é exemplo de um virtuosimo técnico e narrativo que diz tudo o que precisa dizer quase em total silêncio, recurso que o mestre italiano dominava como poucos. Para quem quiser saber mais sobre essa obra-prima tem o site oficial (em inglês). 

Postado por Marcelo Perrone

Prá frente, Brasil

15 de janeiro de 2008 1

E não é que o que parecia improvável aos de pouca fé tem chance de acontecer. A Academia de Artes e Ciências de Hollywood anunciou esta tarde a lista dos nove longas pré-qualificados a disputar uma das cinco vagas na disputa pelo Oscar de filme estrangeiro - concorriam 63 títulos. E o nosso O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias está entre eles.Os indicados em todas as categorias do Oscar serão conhecidos na próxima terça, dia 22.

Surpresa não foi a inclusão do belo filme de Cao Hamburguer, mas a ausência de dois filmes que eram os grande favoritos a estar entre os cinco e a ganhar a estatueta: a animação francesa Persépolis e o drama romeno 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, vencedor da Palma de Ouro em Cannes.

O Brasil permanece na briga ao lado da Áustria (The Counterfeiters, de Stefan Ruzowitzky), Canadá (A Era da Inocência, de Denys Arcand, que já ganhou a estatueta com As Invasões Bárbaras), Israel (Beaufort, de Joseph Cedar), Itália (A Desconhecida, exibido há pouco por Porto Alegre sem empolgar,de Giuseppe Tornatore, que já ganhou o Oscar com Cinema Paradiso), Cazaquistão (Mongol, de Sergei Bodrovo), Polônia (Katyn, de Andrzej Wajda), Rússia (12, de Nikita Mikhalkov, vencedor com O Sol Enganador) e Sérvia (Armadilha, de Srdan Golubovic).

Ficaram de foram também outras produções badaladas no circuito dos grandes festivais, como Do Outro Lado (Alemanha), de Fatih Akin, XXY, de Lucía Puenzo (Argentina)  e Luz Silenciosa (México), de Carlos Reygadas.

Se O Ano  passar nessa peneira, que ficou mais larga, considerando que tem no bolo três que já ganharam o Oscar, quem quem sabe agora...

Postado por Marcelo Perrone

O rei do pedaço (2)

15 de janeiro de 2008 0

Ver um astro do porte de Will Smith se comportando como aquele recém-chegado que busca se enturmar logo entre estranhos é bastante curioso e surpreendente. Um dos raros astros de Hollywood capaz de engordar bilheterias em milhões de dólares graças ao seu nome estampado no cartaz de um filme - e por isso mesmo disputado por todos os grandes produtores -, Smith encerra hoje no Rio de Janeiro a maratona de divugação de Eu Sou a Lenda, ficção científica que estréia nesta sexta no Brasil.

Esse clima de despedida, em meio ao sucesso que o filme está fazendo nos EUA, deixou o astro ainda mais descontraído do que o habaitual. O show de bom humor começou no final da manhã, na entrevista coletiva no hotel Copacabana Palace. Com frases decoradas em português (%22Bom dia%22, %22Estou muito feliz por estar aqui no Brasil%22), cumprimentou os jornalistas bem no estilo %22abraço nos mano, beijo nas mina%22. Durante a entrevista, atazanou com brincadeiras o produtor e roteirista Akiva Goldsman e o diretor Francis Lawrence, que integram a equipe de mais de 30 pessoas que o acompanham, entre eles o filho Trey, de 15 anos. Sempre alternando conversa séria com tiradas espirituosas, Smith disse que seu alto astral é herança da criação da mãe e da avó, que é apaixonado por Bob Marley (presença de destaque na trilha sonora de Eu Sou a Lenda) e que é um estusiasta da revolução tecnológica.

No começo da tarde, Smith participou de rodadas de entrevistas com grupos de sete jornalistas, cumprimentando com aperto de mão um a um, e aprofundou mais temas como as mudanças que a internet provocou nas vidas das pessoas e na indústria cultural.

- A indústria musical quase desapareceu porque não soube lidar com a internet. O cinema está aprendendo a usar seu potencial a favor. Por exemplo, fizemos 100 teasers diferentes e cerca de 80 trailers de Eu Sou a Lenda exclusivos para a internet. Produzimos trailers diferentes para países da Ásia, da Europa, da América Latina, de acordo com as preferências de cada cultura. Isso era impensável anos atrás. E uma dica: num dos primeiros teasers tem uma cena com um final alternativo. Eu passo horas diante da internet, menos na época de Willd, Wild West (As Loucas Aventuras de James West, filme que foi malhado por público e crítica) - concluiu, como sempre provocando graça.

Fã de golfe, lamentou não ter a habilidade de seu ídolo, Tiger Woods:

- Pena que eu não posso usar efeitos especiais quando jogo.

Sobre Bob Marley:

- Sou apaixonado pelo disco Legend, e acho que as idéias dele tem tudo a ver com as dos personagem do filme. Também gosto muito do Michael Jackson. Como ele conseguiu fazer nove hits número 1 em apenas um disco, Thriller? E domingo pela manhã sempre ouço Take Five (faixa do clássico álbum de jazz Time Out, de Dave Brubeck).

Sobre o possível cancelamento do Oscar pela greve dos roteiristas, a exemplo do Globo de Ouro:

- Espero que se resolva o impasse até lá. Acho que os grandes prejudicados com um cancelamento são aqueles que concorrem em categorias que não as principais. Concorrer ao Oscar ajuda a tornar conhecido, por exemplo um concorrente a melhor curta. Veja o caso de Tsotsi (longa sul-africano que venceu o Oscar de filme estrangeiro em 2006), que se beneficiou muito do prêmio. E tem técnicos,carpinteiros, pessoal que corre o risco de perder emprego.

Smith também se disse encantado com a atriz brasileira Alice Braga, que contracena com ele.

- Depois que vi Cidade de Deus disse que queria trabalhar com ela e não descansei até conseguir. Ela trouxe autenticidade ao filme com seu rosto angelical, como mulher cheia de fé e esperança. Pena que ela está em Toronto trabalhando em um novo filme e não pode estar aqui comingo. Aproveito e mando um beijo para a Alice e sua família.

Por fim o astro comentou seus novos projetos:.

- Em Hancock eu faço um super-herói alcóolatra, em depressão. É uma comédia com humor negro. A direção é de Peter Berg (O Reino) e tem a Charlize Theron no elenco. Em Seven Pounds volto a trabalhar com o diretor Gabriele Muccino ( de À Procura da Felicidade). É um drama denso sobre um homem responsável por um acidente que mata sete pessoas e busca reparar o sofrimento que provocou. Adoro trabalhos que enfatizem a saga de um homem traumatizado, que tenta resolver uma necessidade primal pela sobrevivência.

E %22The Trial of Chicago 7%22, novo filme de Steven Spielberg?

- Desse não posso falar nada. Ele ainda não deixa. É um projeto secreto (risos).

Postado por Marcelo Perrone