
Surpreendente a seleção do documentário Brizola: Tempos de Luta, do Tabajara Ruas, paraa décima segunda edição do Cine-PE, o Festival do Recife, que acontece de 28 de abril a 4 de maio. Os oito longas-metragens concorrentes foram anunciados hoje pela organização do evento. Além do filme gaúcho, estão no páreo Bodas de Papel (SP), de André Sturm, Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife (documentário, PE), de Leo Falcão, Nossa Vida não Cabe num Opala (SP), de Reinaldo Pinheiro, O Retorno (doc., SP), de Rodolfo Nanni, Olhar de um Cineasta (doc., SC), de César Cavalcanti, Ouro Negro (RJ), de Isa Albuquerque, e Simples Mortais (DF), de Mauro Giuntini.
Brizola: Tempos de Luta, rodado em vídeo digital e finalizado apenas para distribuição em DVD, teve um lançamento discreto: foram produzidas poucas cópias, todas reservadas ou para exibições em sessões especiais ou para serem doadas a instituições culturais, e, ao menos inicialmente, não estava previsto qualquer lançamento no circuito tradicional das salas de cinema.
Mas o nome Brizola, e as próprias qualidades do filme - que, se é tradicional do ponto de vista da linguagem e exalta a figura do ex-governador, reproduz com rara felicidade alguns momentos de sua vida -, falaram mais alto. E Tempos de Luta acabou conquistando espaços maiores.
Ainda vai conquistar, na verdade - ou alguém duvida de que, tendo sido selecionado para o Cine-PE, e, além disso, tendo esgotado o número inicial de DVDs produzidos para a distribuição, a estratégia de lançamento não pode ser ampliada a ponto de o filme ganhar exibições direcionadas ao grande público e, quem sabe, o circuito comercial?
Embora bem mais jovem que os festivais de Gramado e Brasília, com os quais o Cine-PE compartilha semelhanças no que diz respeito a formato, a mostra recifense já se afirmou como uma das mais importantes do país. Tabajara deve estar vibrando - com toda a razão.
Postado por Daniel Feix




Caro Editor,
Escrevo não para fazer um comentário mas para uma correção:
O Documentário "Olhar de um Cineasta", de minha autoria, faz uma homenagem ao cineasta catarinense Marcos Farias, um dos precursores do movimento Cinema Novo, falecido em 1985.
Agradeço pela possibilidade de uma correção.
Cordialmente,
Cesar Cavalcanti
Esse sim foi político! Educação! ... a base de toda a sociedade! E quando voltou do exílio, era certa a sua eleição para presidente, mas a gloriosa "plimplim" fez uma campanha contra ele, destruindo suas pretenções! Depois, quando do falecimento de Brizola, a plimplim "honrou" muito a sua política, a seriedade e a pessoa que realmente foi Brizola! Estavam se desculpando?!... Duvido político mais correto e com amor por este chão! É um exemplo que a maioria não segue! Parabéns pelo filme!Correto!
Êta, baita chão este Rio Grande! Tenho orgulho de ser Gaúcho. Que constelação de Grandes Políticos! Mas Brizola, o nobre Brizola, esse era sem par. Quanta diferença nos caricatos de agora. Estes, pelo menos, deveriam ler as biografias Daqueles.
Caro editor. Inicialmente quer esclarecer que o Brizola em meu sobrenome não exlui o parentensco familiar com o Leonel, mas somos de gerações muito distantes.
Parabens pelo filme, uma justa homenagem a quem dedicou sua vida política em busca da enduação para o povo brasileiro, carência essa que infelizmente ainda se acerba em muitos rincões de nossa pátria.
A cultura também ganha com esse trabalho.