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Posts de junho 2008

Filmes brasileiros mais vistos do ano

26 de junho de 2008 1

Ainda no espírito melhores do semestre do post anterior, vai abaixo a relação dos filmes nacionais que levaram mais pessoas aos cinemas nestes primeiros seis meses de 2008, e suas respectivas bilheterias.

Os números são do último boletim da Filme B - não um boletim final do semestre, vale dizer, porque foi divulgado há cerca de dez dias, antes do semestre de fato terminar.

Duas curiosidades: 1) a disparidade de público de Meu Nome Não É Johnny para os demais brasileiros lançados no período e 2) a pequena bilheteria de dois excelentes documentários que incluí na lista dos melhores filmes que estrearam em Porto Alegre no período, Juízo e Condor (a qualidade de ambos merecia que fossem vistos por mais gente).

Também vale lembrar que boa parte desses filmes ainda está sendo exibida nos cinemas, ou seja, seus números devem aumentar nos próximos dias, ou semanas, ou meses. E que alguns deles já estrearam em outros Estados, mas ainda não chegaram ao Rio Grande do Sul.

Ó:

Meu Nome Não é Johnny – 2.115.000 espectadores;
Chega de Saudade – 164.770 espectadores;
Polaróides Urbanas – 85.000 espectadores;
Estômago – 69.418 espectadores;
O Banheiro do Papa – 28.139 espectadores*;
Garoto Cósmico – 26.000 espectadores;
Maré, Nossa História de Amor – 21.662 espectadores;
Juízo – 12.000 espectadores;
Bodas de Papel – 10.899 espectadores;
Falsa Loura – 6.310 espectadores;
Condor – 4.664 espectadores;
Cinco Frações de uma Quase História – 4.315 espectadores;
Cleópatra – 3.830 espectadores;
Valsa para Bruno Stein – 3.010 espectadores;
Longo Amanhecer - Cinebiografia de Furtado – 2.958 espectadores;
Serras da Desordem – 2.744 espectadores;
Fim de Linha – 1.811 espectadores;
Corpo – 1.764 espectadores;
O Tempo e o Lugar – 1.434 espectadores;
O Romance do Vaqueiro Voador – 600 espectadores;
1958 – Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil – 588 espectadores;
Otávio e as Letras – 513 espectadores;
Atabaques Nzinga – 141 espectadores.

*Filme uruguaio feito em co-produção com Brasil e França.

Postado por Daniel Feix

Os melhores do semestre

24 de junho de 2008 0

 

 

Estes dois trailers acima são de dois filmes de origens e características muito distintas. Ambos, no entanto, são excelentes, daqueles que se recomenda com o entusiasmo com o qual se recomendam as grandes obras de arte. Veja-os sem perder tempo. Eles entram em cartaz nesta sexta-feira em Porto Alegre.

O primeiro é uma sensível história sobre a visita de João Paulo II a Melo, cidade da fronteira do Uruguai com o Brasil: O Banheiro do Papa, filme dirigido pelos  estreantes uruguaios Enrique Fernández e César Charlone, este último radicado no Brasil e responsável, entre outras coisas, pela direção de fotografia dos filmes Cidade de Deus e Blindness, ambos de Fernando Meirelles.

O segundo é um suspense psicológico com uma qualidade raríssima de ver no gênero: Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto, filme dirigido com maestria pelo bom e velho Sidney Lumet, 82 anos e, no currículo, títulos como 12 Homens e uma Sentença (1957) e Serpico (1973), entre tantos outros.

Com a chegada destes dois filmes, naquele que é o último fim de semana do semestre, elaborei uma listinha com os destaques entre aquelas produções que estrearam por aqui no período. Era para ser um top 10, mas tem tanta coisa boa que quase cheguei a top 20. Mais que um esboço para um eventual ranking de melhores do ano, a ser elaborado daqui a seis meses, a idéia acabou revelando a qualidade da safra que tivemos por aqui desde janeiro.

Não há ordem de preferência. Talvez eu tenha esquecido algum; se sim, atualizo o post quando lembrar. Achei estranha a falta de argentinos e a escassez de europeus (coisa rara em se tratando do meu gosto), mas não fiquei tão preocupado com eventuais omissões, afinal, a idéia foi apenas demonstrar como tivemos bons títulos nestes meses. Os filmes de Lumet e Fernández/Charlone estão incluídos. Veja lá:


.Jogo de Cena (idem, de Eduardo Coutinho, Brasil);

.A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, de Florian Henckel von Donnersmarck, Alemanha);

.Sangue Negro (There Will Be Blood, de Paul Thomas Anderson, EUA);

.Senhores do Crime (Eastern Promises, de David Cronenberg, Canadá/EUA);

.Desejo e Reparação (Atonement, de Joe Wright, Inglaterra/EUA);

.4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (de Cristian Mungiu, Romênia);

.Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country For Old Men, de Joel e Ethan Coen, EUA);

.O Banheiro do Papa (El Baño del Papa, de Enrique Fernández e César Charlone, Uruguai/Brasil);

.Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto (Before the Devil Knows You`re Dead, de Sydney Lumet, EUA);

.Zona do Crime (La Zona, de Rodrigo Plá, México);

.A Família Savage (The Savages, de Tamara Jenkins, EUA);

.Juízo (idem, de Maria Augusta Ramos, Brasil);

.Paranoid Park (idem, de Gus Van Sant, EUA);

.Condor (idem, de Roberto Mader, Brasil);

.Controle – A História de Ian Curtis (Control, de Anton Corbijn, Inglaterra);

.Across the Universe (idem, de Julie Taymor, Inglaterra);

.Longe Dela (Away From Her, de Sarah Polley, EUA).

Postado por Daniel Feix

Videoarte na sala de cinema

24 de junho de 2008 0

É excelente o trabalho do uruguaio radicado em Madri Martín Sastre, 32 anos. Usa o registro do humor escrachado, raro em se tratando de videoarte, e trabalha muitíssimo bem aspectos técnicos de seus filmes como a montagem e a fotografia, coisa igualmente difícil de se ver na arte contemporânea, aproximando-os da linguagem do cinema. É um videomaker, uma referência para as artes visuais, mas, diante dos parâmetros atuais, em que o desenvolvimento das novas tecnologias aproximou as duas artes, a ponto de bienais estarem recheadas de produções audiovisuais e cinemas projetarem em suas nobres telas vídeos montados na casa de seus autores, pode ser considerado também um autor de cinema.

Não à toa uma compilação de títulos de curta-metragem assinados por ele passa, nesta quinta-feira, numa sala de cinema – a Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre -, dentro da programação do projeto Beleza Imperfeita: Em Busca de uma Nova Estética, que por sinal está exibindo diversos filmes legais, alguns inéditos, no mesmo espaço do centro da cidade. A entrada é franca e a sessão, que inicia às 19h, será seguida de debate com o artista.

Um pouquinho mais dele: Sastre nasceu em Montevidéu, em 1976, e é um dos mais influentes artistas da sua geração, tendo participado das bienais de Veneza, São Paulo, Genebra, Havana, Praga e Mercosul, entre outras, e recebido o prêmio de melhor artista jovem da ARCO, em Madri. Sua obra audiovisual parte do fascínio pelo mundo pop para estabelecer uma relação de extrema ironia com o star system, produzindo imagens iconoclastas em que ele próprio, por vezes, figura como celebridade. Sastre também criou a Fundação Martín Sastre para Artistas Pobres da América Latina, que destina bolsas a artistas latino-americanos na Europa, sob o lema “adopt a poor artist”.

Seus vídeos serão exibidos em DVD, com legendas em espanhol. Confere abaixo as sinopses, enviadas pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura, prestando atenção nas viagens do sujeito.


Videoart: The Iberoamerican Legend
(2004, 13min.)

> 2492: recém-descongelado, Martín Sastre narra a queda de Hollywood diante da ascensão do “entretenimento ultra-real” (11 de setembro) e dos “sonhos ibero-americanos mais baratos” (versões latinas para sucessos do cinema, estrelados por personagens como Hello Kitty e ele mesmo)

Montevideo: The Dark Side of the Pop (2004, 13min.)

> 2092: uma espiã européia procura Martín Sastre em uma desértica Montevidéu, e o encontra entre louças Limoges e outras lembranças de família. “Precisamos de você”, apela. Abraçado a um exemplar de Artforum, Sastre dança em um parque de diversões e celebra sua entrada no circuito A da arte

Bolivia 3: Confederation Next (2004, 12min.)

> 2876: o continente americano converteu-se no império Bolívia 3 e reivindica o controle da ficção no mundo.

Latins do it Better (2008, 3min.)

> Um encontro inusitado entre “Irmã” Hello Kitty e Madonna em Londres.

Nadia Walks With Me (2003, 15min.)

> O fantasma de um adolescente romeno chamado Pepsi, que sonhava em ser famoso e perfeito como a ginasta Nadia Comaneci, vaga pelas ruas de Madri.

Diana: The Rose Conspiracy (2005, 20min.)

> Um adolescente descobre que a Princesa Diana não morreu e leva uma nova vida numa favela em Montevidéu.

Freaky Birthday: When Robbie Became Martin (2006, 3min.)

> O videomaker Martín Sastre e o pop star britânico Robbie Williams descobrem que nasceram no mesmo dia. Diante de seu bolo de aniversário, decidem trocar de corpo.

The E! True Hollywood Story (2000, 11min.)

> Tomando como referência mais de 30 espisódios do programa The E! True Hollywood Story, Martín Sastre conta sua vida como o faria o canal E! Entertainment Television, especializado na vida das celebridades.

Postado por Daniel Feix

Oscar tem novas regras para filmes estrangeiros

22 de junho de 2008 0

A ausência de grandes filmes produzidos fora dos EUA na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro nos últimos anos deixou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood cabreira. Lembra que Fale com Ela, de Amodóvar, não foi indicado pela Espanha para representar o país na corrida pela estatueta? E lembra que, este ano, filmes que chamaram a atenção do mundo inteiro como a animação francesa Persépolis e o drama romeno 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias também não foram lembrados? Pois buscando “corrigir” eventuais omissões como essas, a Academia criou um comitê executivo que será responsável por indicar três dos nove filmes pré-selecionados para disputar o troféu da categoria.

Antes, a instituição indicava as nove produções selecionando-as exclusivamente entre as que foram oficialmente eleitas como as representantes de seus respectivos países. Agora, a instituição se limitará a indicar seis produções, deixando as outras três vagas para serem preenchidas por esse comitê, que terá liberdade para incluir filmes ignorados pelos seus países de origem. Seria o caso, por exemplo, além de Fale com Ela, de Tropa de Elite, que no Brasil foi preterido como representante oficial do país por O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. Os cinco finalistas saem tradicionalmente dessa lista de nove, divulgada alguns dias antes do anúncio oficial dos concorrentes (que na próxima edição está marcado para 22 de janeiro, com a premiação acontecendo em 22 de fevereiro).

É um aprimoramento da regra. Ainda assim, é errado dizer que a nova diretriz vai ajudar a impedir injustiças. Já está mais do que na hora de encararmos o Oscar como mais um prêmio, nada além disso, e não uma instituição a declarar que um filme é melhor que o outro, uma instituição a indicar o que é justo e o que não é. Um prêmio é apenas uma distinção, que pode ser dada a um ou a outro, dependendo dos critérios que se usa.

Postado por Daniel Feix

Nova lista do AFI

19 de junho de 2008 0

Toda temporada, o American Film Institute elege os 100 melhores filmes norte-americanos dos últimos 100 anos. A lista de 2008 saiu ontem com uma novidade: os títulos foram divididos em dez categorias diferentes, correspondentes a seus respectivos gêneros. Sucedeu que:

1. produções que sempre apareciam nas cabeças, como …E o Vento Levou, aparecem diluídas em meio a diversas outras, e não à sua frente;

2. o filme americano historicamente mais importante do século 20, Cidadão Kane, de Orson Welles, que sempre é o primeiro nesse tipo de lista, sequer apareceu este ano;

3. grandes títulos de guerra, de Stanley Kubrick, de Sam Peckimpah, de Terrence Malick, de David Lean, de Francis Coppola, de Clint Eastwood, entre vários outros, também ficaram de fora porque este não foi um gênero contemplado pela lista do AFI;

4. cineastas acabaram lembrados com trabalhos que talvez não sejam os seus melhores, a exemplo de Robert Altman e, principalmente, Billy Wilder;

5. filmes críticos de Hollywood e do espírito americano, que nem sempre aparecem, como as obras-primas Dr. Fantástico, de Kubrick, e Crepúsculo dos Deuses, de Wilder, sumiram de vez;

6. injustiças como, em se tratando de comédia, a ausência de Quanto Mais Quente Melhor, de Wilder, e a presença, por exemplo, de Harry e Sally, de Rob Reiner (qual é melhor?), ficaram acentuadas.

Confere abaixo o ranking completo.

Desenhos animados:
1. Branca de Neve e os Sete Anões (1938)
2. Pinóquio (1940)
3. Bambi (1942)
4. O Rei Leão (1994)
5. Fantasia (1942)
6. Toy Story (1995)
7. A Bela e a Fera (1991)
8. Shrek (2001)
9. Cinderela (1950)
10. Procurando Nemo (2003)

Comédias românticas:
1. Luzes da Cidade (1931), de Charles Chaplin
2. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), de Woody Allen
3. Aconteceu Naquela Noite (1934), de Frank Capra
4. A Princesa e o Plebeu (1953), de William Wyler
5. Núpcias de Escândalo (1941), de George Cukor
6. Harry e Sally (1989), de Rob Reiner
7. A Costela de Adão (1949), de George Cukor
8. Feitiço da Lua (1987), de Norman Jewison
9. Ensina-me a Viver (1971), de Hal Ashby
10. Sintonia de Amor (1993), de Nora Ephron

Faroeste:
1. Rastros de ódio (1956), de John Ford
2. Matar ou Morrer (1952), de Fred Zinnemann
3. Os Brutos Também Amam (1953), de George Stevens
4. Os Imperdoáveis (1992), de Clint Eastwood
5. Rio Vermelho (1948), de Howard Hawks
6. Meu Ódio Será Tua Herança (1969), de Sam Peckinpah
7. Butch Cassidy (1969), de George Roy Hill
8. Jogos e Trapaças (1971), de Robert Altman
9. No Tempo das Diligências (1939), de John Ford
10. Dívida de Sangue (1965), de Elliot Silverstein

Esportivos:
1. Touro Indomável (1980), de Martin Scorsese
2. Rocky (1976), de John G. Avildsen
3. Ídolo, Amante e Herói (1942), de Sam Wood
4. Momentos Decisivos (1986), de David Anspaugh
5. Sorte no Amor (1988), de Ron Shelton
6. Desafio à Corrupção (1961), de Robert Rossen
7. Clube dos Pilantras (1980), de Harold Ramis
8. Correndo pela Vitória (1979), de Peter Yates
9. A Mocidade É Assim Mesmo (1944), de Clarence Brown
10. Jerry Maguire (1996), de Cameron Crowe

Mistério:
1. Um Corpo que Cai (1958), de Alfred Hitchcock
2. Chinatown (1974), de Roman Polanski
3. Janela indiscreta (1954), de Alfred Hitchcock
4. Laura (1944), de Otto Preminger
5. O Terceiro Homem (1949), de Carol Reed
6. O Falcão Maltês (1941), de John Huston
7. Intriga Internacional (1959), de Alfred Hitchcock
8. Veludo Azul (1986), de David Lynch
9. Disque M para Matar (1954), de Alfred Hitchcock
10. Os Suspeitos (1995), de Bryan Singer

Fantasia:
1. O Mágico de Oz (1939), de Victor Fleming e King Vidor
2. O Senhor dos Anéis: A sociedade do Anel (2001), de Peter Jackson
3. A Felicidade não se Compra (1947), de Frank Capra
4. King Kong (1933), de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
5. Milagre na Rua 34 (1947), de George Seaton
6. Campo dos Sonhos (1989), de Phil Alden Robinson
7. Harvey (1950), de Henry Koster
8. Feitiço do Tempo (1993), de Harold Ramis
9. O Ladrão de Bagdá (1924), de Raoul Walsh
10. Quero Ser Grande (1988), de Penny Marshall

Ficção Científica:
1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick
2. Guerra nas Estrelas (1977), de George Lucas
3. E.T. (1982), de Steven Spielberg
4. Laranja Mecânica (1971), de Stanley Kubrick
5. O Dia em que a Terra Parou (1951), de Robert Wise
6. Blade Runner (1982), de Ridley Scott
7. Alien: O Oitavo Passageiro (1979), de Ridley Scott
8. O Exterminador do Futuro 2 (1991), de James Cameron
9. Vampiros de Almas (1956), de Don Siegel
10. De Volta para o Futuro (1985), de Robert Zemeckis

Gângsteres:
1. O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola
2. Os Bons Companheiros (1990), de Martin Scorsese
3. O poderoso Chefão 2 (1974), de Francis Ford Coppola
4. Fúria Sanguinária (1949), de Raoul Walsh
5. Bonnie e Clyde (1967), de Arthur Penn
6. Scarface (1932), de Howard Hawks
7. Pulp Fiction (1994), de Quentin Tarantino
8. O Inimigo Público (1931), de William A. Wellman
9. Alma no Lodo (1931), de Mervyn Leroy
10. Scarface (1983), de Brian de Palma

Tribunais:
1. O Sol É para Todos (1962), de Robert Mulligan
2. 12 Homens e uma Sentença (1957), de Sydney Lumet
3. Kramer vs. Kramer (1979), de Robert Benton
4. O Veredicto (1982), de Sydney Lumet
5. Questão de Honra (1992), de Rob Reiner
6. Testemunha de Acusação (1957), de Billy Wilder
7. Anatomia de um Crime (1959), de Otto Preminger
8. A Sangue Frio (1967), de Richard Brooks
9. Um Grito no Escuro” (1988), de Fred Schepisi
10. Julgamento em Nuremberg (1961), de Stanley Kramer

Épico:
1. Lawrence da Arábia (1962), de David Lean
2. Ben-Hur (1959), de William Wyler
3. A Lista de Schindler (1993), de Steven Spielberg
4. …E o Vento Levou (1939), de Victor Fleming
5. Spartacus (1960), de Stanley Kubrick
6. Titanic (1997), de James Cameron
7. Nada de Novo no Front (1930), de Lewis Milestone
8. O Resgate do Soldado Ryan (1998), de Steven Spielberg
9. Reds (1981), de Warren Beatty
10. Os Dez Mandamentos (1956), de Cecil B. DeMille

Postado por Daniel Feix

Cyd Charisse (1921 - 2008)

17 de junho de 2008 0

Cyd Charisse era uma das tantas bailarinas coadjuvantes relegadas aos planos secundários da fábrica de musicais da MGM quando surgiu a grande chance de sua vida. Ao ser convidada por Gene Kelly, em cima da hora, para um número que este improvisara em Cantando na Chuva (1952), o maior entre os grandes musicais do cinema, Cyd apresentou ao mundo o talento de bailarina clássica, a imensa beleza e o par de pernas que entrou para a história como um dos mais perfeitos e cobiçados que já desfilaram em Hollywood.

A morte da grande diva dos musicais foi anunciada hoje. Cyd Charisse tinha 87 anos e ficará eternizada por momentos como esse, dançando com Gene Kelly o pra lá de sexy segmento Broadway Melody em Cantando na Chuva.

 

Postado por Marcelo Perrone

Notas de Buenos Aires

16 de junho de 2008 0

Alguns comentários cinematográficos sobre a semana que passei em Buenos Aires, que muito infelizmente terminou neste sábado:

Impressionante como as produções argentinas encontram espaço de exibição nos cinemas. Salas de calçada, sobretudo na região central da cidade, chegam a preencher a maior parte da sua programação com filmes locais. No Complexo Tita Merello, onde vi Cordero de Dios (2008), interessante título assinado por Lucía Cedrón, por exemplo, cinco dos seis filmes em cartaz eram argentinos – três deles com quatro estrelas numa escala de cinco na cotação dos críticos do La Nación, o que é um indício de que à programação da sala não falta qualidade.

O preço do ingresso nos cinemas de shopping, em Buenos Aires, não é barato, mas nas salas de calçada os bilhetes são bem acessíveis. No Cine Monumental, que tem várias salas espalhadas pelo centro, por exemplo, havia a seguinte promoção: mesmo em sextas, sábados, domingos e feriados, quem comprasse um ingresso, ganhava o segundo de graça. O preço do bilhete? Dez pesos, ou seja, pouco mais de R$ 5. Quando vi Leonera (2008), do Pablo Trapero (de A Família Rodante), que esteve no Festival de Cannes deste ano, havia gente de todas as idades na sala, incluindo estudantes – e olha que se tratava de um drama super pesado, sobre gravidez na prisão, e de uma sessão que iniciava às 23h15min de domingo.

El Nido Vacío, o novo do Daniel Burman (de Esperando o Messias e As Leis de Família), o primeiro dele que não é autobiográfico, é um belíssimo filme. Não tem feito sucesso nos comentários de leitores nos sites dos jornais, nem a bilheteria exitosa de Leonera – que conquistou os argentinos e que, aliás, é co-produzido pela Videofilmes e tem no elenco Rodrigo Santoro e, por isso, deve chegar logo ao Brasil. Mas, para a crítica, El Nido Vacío tem merecido os mais rasgados elogios. Acho impressionante a maturidade e o domínio da linguagem com que Burman conduz a trama sobre a crise pessoal e criativa de um escritor de 50 e poucos, 60 anos (Oscar Martínez) e de sua mulher (Cecilia Roth) quando os filhos chegam à idade adulta e saem de casa. Com um humor finíssimo, o cineasta provoca o público ao questionar se o que é mostrado faz parte da história real do casal ou da ficção que o protagonista pode estar escrevendo – e o efeito no espectador é o daqueles que só as grandes obras de arte conseguem provocar.

As Crônicas de Nárnia e Sex and the City, os dois blockbusters da semana por lá, ocupam uma quantidade incalculável de salas, como acontece em todos os locais. A diferença é que Buenos Aires preservou os cinemas de calçada, ou pelo menos alguns deles, principalmente nos bairros centrais. São eles que garantem espaço de exibição para a grande produção nacional e que, além disso, dão condições de acesso a quem não pode pagar os R$ 20, 30, 40, até 50 que um casal paga (com pipoca e estacionamento) para uma única sessão em uma sala de shopping. As grandes filas estão nos grandes centros comerciais, em filmes como esses dois citados. Mas quem quer algo diferente, em Buenos Aires, mesmo em comparação não com Porto Alegre, mas com Rio de Janeiro e São Paulo, me parece, tem um pouco mais de opções.

Abaixo, o trailer de El Nido Vacío:

 

Aqui, o de Leonera

 

E, aqui, o de Cordero de Dios

 

Postado por Daniel Feix

Melhor na TV ou no cinema?

12 de junho de 2008 4

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois do gritedo de Sex and the City, pelo menos dois outros filmes baseados em seriados de TV estão prestes a estrear por aqui até julho: Agente 86 e Arquivo X: Eu Quero Acreditar (Eu é que quero acreditar que colocaram um título imbecil destes, que pelo menos desta vez não é outro batismo nacional sem noção – o original é X-Files: I Want to Believe).

Bom, daí que vem a idéia da boa e velha lista. Quais adaptações de seriado deram certo no cinema e quais deram com os burros n’água?

Aqui vai minha seleção, que, espero, dê início a mais listas para movimentar esse blog – se lembrar de mais pelo caminho, vou ampliando. Criem suas próprias categorias. Nessas, eu não considerei um aspecto interessante. Tem seriados que chegaram ao cinema com sua cara original (mesmo elenco, etc), outros que apenas pegaram emprestado o nome e o espírito da coisa toda e uns que repaginaram totalmente a matriz. Como vocês são espertos não preciso explicar quais são uns e outros.

 

Filmes que ficaram tão bons quanto a série (ou melhor)

 

Os Simpsons

Miami Vice

O Fugitivo

Todos do Monty Python 

Jornada nas Estrelas (pelos menos os três primeiros)

Cidade dos Homens

A Família Adams (os dois primeiros)

Os Intocáveis

Missão Impossível

Mr. Bean (em As Férias de Mr. Bean)

Os Trapalhões (todos com o quarteto clássico: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias)

  

Filmes que ficaram pior que a série

 

Os Vingadores (vale pela Uma Thurman de couro preto coladinho)

Sex and the city

Casseta e Planeta (os dois)

A Feiticeira

As Loucas Aventuras de James West (candidado a pior de todos ever)

Perdidos no Espaço

Os Normais

Starsky & Hutch

S.W.A.T.

 

Filmes que ficaram nem pior nem melhor

 

Arquivo X – O Filme

Os dois d’As Panteras

A Grande Família

Postado por Marcelo Perrone

Excesso de etiqueta

10 de junho de 2008 2

Para não dizer que Sex and The City - O Filme não passou por aqui, seguem impressões rápidas.

1) O grau de interesse e prazer diante de um filme desses, acredito,  é inversamente proporcional ao nível de testosterona no corpo do espectador.

2) A começar pelo exagero da duração (quase 2h30), tudo é excessivo. As referências à moda, por exemplo, que no seriado (do que sei sobre) eram acessórios importantes do enredo, no filme tornaram-se uma overdose de grifes e merchandising. Mais para o brega de perua nova rica e deslumbrada largando pré-datado na Daslu do que para o chique de ricaças descoladas gastando o cartão de crédito em Nova York. E fora o gritedo.

3) A trama, em resumo, é sobre quatro amigas diante do casamento. A que vai  se casar, a que tem um casamento feliz, a do casamento em crise e a que acha que a vida a dois não é pra ela. Espremendo, até que sai um olhar interessante sobre a importância de se ter e cultivar amigos e a chegada da maturidade. Mas me pareceu pouco. Vou ali rever a Batalha de Ardennes no Band of Brothers pra relaxar.

 

Postado por Marcelo Perrone

Leve sua paixão no peito

08 de junho de 2008 0

São muitos os sites e lojas que vendem camisetas para os cinéfilos, mas poucos são tão originais quanto esse, o britânico Last Exit to Nowhere. A grande bossa dessas camisetas é que elas não são nada óbvias, como as que reproduzem um cartaz, uma cena ou uma marca facilmente reconhecível do filme favorito. Estas fazem referência a algum elemento da trama, tipo um produto fictício citado, a escola onde estuda um personagem, um restaurante, a academia de polícia local, etc. Ou seja, é pra quem é do ramo. Usada por um cinéfilo vai atrair direto a atenção de um outro cinéfilo, o que pode ser uma boa para engatar um papo mole, decobrir paixões em comum, essas coisas. 

Para comprar aqui do Brasil, inluindo despesas postais, cada uma deve sair por uns R$ 80 (mas não sei se rola algum imposto e tal)

Vou colocar aqui algumas delas. Tentem adivinhar a que filmes se referem. Respostas abaixo.

1

 

 

 

 

 

 

 

 

2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 6

 

                                                       

 

 

 

 

 

 

 

7

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Repostas:

1)Barton Fink; 2) Blade Runner; 3) 2001: Uma Odisséia no Espaço; 4) Laranja Mecânica; 5 ) O Poderoso Chefão; 6) De Volta para o Futuro; 7)O Iluminado; 8) Tubarão; 9) Rocky; 10) Blade Runner; 11) E Aí meu Irmão, Cadê Você; 12) Alien

Postado por Marcelo Perrone

Irmãos na dor e no amor

08 de junho de 2008 2

Louis Garrel e Romain Duris/Imovision

Por Roger Lerina

Em seu terceiro longa, o diretor e roteirista Christophe Honoré – considerado um dos talentos mais promissores do atual cinema francês – confirma as expectativas depositadas em seu trabalho desde sua estréia no começo da década. No filme Em Paris, Honoré conjuga com segurança emoção e razão para contar uma história de coração partido que se desdobra em calorosa crônica familiar. Como em Canções de Amor (2007), a música cumpre Em Paris a função de embalar os personagens em seus encontros com a desilusão amorosa, a alegria de viver e a dor da morte.

Honoré escalou dois dos novos astros franceses para viver a dupla de irmãos protagonistas: Romain Duris (de Albergue Espanhol e Exílios) e Louis Garrel (de Os Sonhadores e Amantes Constantes). Eles vivem Paul e Jonathan, jovens irmãos que se reencontram na apartamento parisiense do pai (Guy Marchand) por causa da depressão do mais velho, que sofre com o fim do relacionamento com Anna (Joana Preiss). Em Paris divide-se em duas partes: na primeira, apresentada por Jonathan dirigindo-se diretamente ao espectador, são mostrados fragmentos da vida de Paul e Anna, em cenas cotidianas mas carregadas de significado, que indicam tanto o desgaste do romance quanto a intesidade do sentimento que une o casal; depois, a narrativa concentra-se inteiramente durante um dia às vésperas do Natal, quando Paul vai buscar o apoio do pai e do irmão caçula para sair da depressão em que está afundado.

Em contraposição à desilusão existencial do mano, Jonathan exulta em energia juvenil, aproveitando a vida como um flâneur, desfrutando os prazeres do sexo casual com belas garotas, das leituras estimulantes e da cinefilia – o personagem de Garrel é uma homenagem explícita do cineasta ao herói hedonista interpretado pelo ator Jean-Pierre Léaud nos filmes de François Truffaut. É entre um princípio vital, ainda que um tanto disfuncional, e a irrevogável presença da finitude das coisas que a família de Paul e Jonathan encontra seu ponto de equilíbrio – da mesma forma que Em Paris encontra seu tom.

Postado por Roger Lerina

Reencontro com Hal Hartley

04 de junho de 2008 0

No embalo da grande mão que o Daniel deu com esse servição da mostra dos indies americanos no Cine Santander, vou aproveitar para  rever os filmes do Hal Hartley, especialmentre Confiança e Simples Desejo. À época que esses filmes passaram em Porto Alegre (começo dos anos 90, vi na Paulo Amorim), gostei muito de ambos e os vi mais de uma vez. Mas será que eles resistem à (minha) revisão? É que aos poucos fui pegando implicância com o Hal Hartley e gostando cada vez menos de seus filmes posteriores, até achar que ele ficou perdido lá nos anos 90, girando sem sair do lugar com sua new nouvelle vague.

Falando em nouvelle vague, aqui está uma seqüência antólogica de Simples Desejo, a dança de Martin Donovan ( ator favorito de Hartley), Elina Löwensohn e Bill Sage ao som de Sonic Youth (Kool Thing), referência explicíta a Bande à Part, de Jean-Luc Godard. A boa trilha do filme tem ainda canções do Yo la Tengo.

 

 

Postado por Marcelo Perrone

Melhores posters do cinema

04 de junho de 2008 0

Dica da Grazi Badke, a garota Remix: clicando exatamente aqui você confere uma tentativa de classificação dos cartazes mais legais da história do cinema.

E aí, concorda com as principais escolhas? Eu, apesar de simpatizar com esse tipo de iniciativa, nem tanto.

Desconheço esse filme de 1933 dirigido pelo polonês Phil Goldstone que levou o primeiro lugar e, apesar de gostar do poster, acho que há diversos outros melhores. E digo o mesmo, com ainda mais ênfase, desse de Beleza Americana (1999), de Sam Mendes, que ficou em segundo lugar.

Entre os primeiros colocados, sou mais esse de Metrópolis (1927), do Fritz Lang, que está em 17º lugar, e esse de Chinatown (1974), do Roman Polanski, apontado como o 20º melhor.

Não lembro exatamente de cabeça de muitos outros que não foram citados, mas me parece que, nessa lista, faltam cartazes com desenhos ou monstagens de caráter modernista, como esse abaixo de A Caixa de Pandora (1929), de G.W. Pabst:

Ou como esse, de O Gabinete do Dr. Caligari (1920), clássico do expressionismo alemão (que por sinal originou dezenas de posters que entrariam nessa lista tranqüilamente) dirigido por Robert Wiene:

E, também, aqueles mais provocativos, como os dos filmes de Luis Buñuel, a exemplo desse, de O Discreto Charme da Burguesia (1972):

Postado por Daniel Feix

Independentes clássicos no Santander

04 de junho de 2008 0

Em cartaz a partir desta sexta-feira, como se poderá ler na edição impressa do Segundo Caderno de quinta, a mostra Os Independentes Clássicos vai levar ao Cine Santander um pouco do que de melhor fizeram três grandes cineastas norte-americanos: Hal HartleyDavid Lynch e Gus Van Sant.

De Hartley (48 anos, link para sua página no IMDB aqui), poderemos ver Simples Desejo (1992), Flerte (1995) e O Livro da Vida (1998). Seus filmes ocupam a grade do Cine Santander desta sexta até o próximo dia 11.

De Lynch (62 anos, link para sua página no IMDB aqui), que terá seus filmes exibidos do dia 12 até o dia 19, estarão em cartaz O Homem Elefante (1980), Veludo Azul (1986), Coração Selvagem (1990), História Real (1999) e Cidade dos Sonhos (2001).

E de Van Sant (55 anos, link para sua página no IMDB aqui), que encerra o ciclo com exibições entre 20 e 30 de junho, veremos Mala Noche (1985), Gênio Indomável (1997), Psicose (1998) e Paranoid Park (2007).

Imperdível.

Confira, abaixo, a ficha técnica dos filmes, incluindo as sinopses e os dias e horários de exibição, enviada pela equipe do Cine Santander.

> Simples Desejo, de Hal Hartley

Simple Men, Itália, Reino Unido-Estados Unidos, 1992, 35mm, cor, 105min. Sinopse: Dennis, um tímido universitário, quer encontrar o pai, desaparecido há 20 anos. Para isso, ele conta com a ajuda de seu irmão mais velho, Bill, que não passa de um frio e cínico criminoso. Exibições: 6 e 7 de junho, às 15h; 8 a 10 de junho, às 19h; 11 de junho, às 17h.

> Flerte, de Hal Hartley

Flirt, Estados Unidos-Alemanha-Japão, 1995, 35mm, cor, 85min. Sinopse: uma mesma história contada de três formas diferentes em Nova York, Berlim e Tóquio. Exibições: 6 e 7 de junho, às 17h; 8 a 10 de junho, às 15h.

> O Livro da Vida, de Hal Hartley

The Book of Life, França-Estados Unidos, 1998, 35mm, cor, 63min. Sinopse: Jesus retorna à Terra em 31 de dezembro de 1999, para iniciar o apocalipse. Porém, após recuperar o livro da vida, ele fica em dúvida se deve seguir adiante. Exibições: 6 e 7 de junho, às 19h; 8 a 10 de junho, às 19h; 11 de junho, às 15h.

> O Homem Elefante, de David Lynch (cópia em DVD)

The Elephant Man, Reino Unido-Estados Unidos, 1980, 35mm, PB, 124min. Sinopse: na Inglaterra vitoriana, um jovem cirugião encontra um homem que sofre de rara deformação sendo exibido como atração circence. Ele resgata o homem para estudá-lo e acaba surpreendendo-se com sua gentileza, passividade e inteligência fora do comum. Exibições: 12 a 14 de junho, às 16h45min; 18 e 19 de junho, às 19h.

> Veludo Azul, de David Lynch (cópia em DVD)

Blue Velvet, Estados Unidos, 1986, 35mm, cor, 120min. Sinopse: um rapaz simplório envolve-se em uma perigosa investigação sobre os negócios de um traficante de drogas, que mantém uma relação sadomasoquista com uma bela cantora de cabaré. Exibições: 15 e 16 de junho, às 19h; 17 de junho, às 14h; .

> Coração Selvagem, de David Lynch (cópia em DVD)

Wild at Heart, Estados Unidos, 1990, 35mm, cor, 124min. Sinopse: dois jovens amantes vivem uma complexa relação amorosa. Fugindo da perseguição da mãe dela, eles se lançam em uma exótica e perturbadora viagem pelo sul dos EUA. Exibições: 15 e 16 de junho, às 16h45min.

> História Real, de David Lynch

The Straight Story, Estados Unidos-França, 1999, 35 mm, cor, 112 min. Sinopse: ao descobrir que está com câncer, um velho fazendeiro resolve fazer uma longa viagem para reencontrar o irmão. Ele cruza o interior dos Estados Unidos dirigindo um lento trator e conhecendo diferentes pessoas no caminho. Exibições: 12 a 14 de junho, às 14h30min; 17 de junho, às 16h45min; 18 e 19 de junho, às 14h45min.

> Cidade dos Sonhos, de David Lynch

Mulholland Dr., França-Estados Unidos, 2001, 35mm, cor, 145min. Sinopse: a ingênua Betty chega do Canadá em Hollywood para se tornar atriz. Ela cruza com Rita, que acaba de sofrer um acidente e sequer se lembra do seu próprio nome. Betty tenta ajudá-la a descobrir quem é. Outros personagens como um promissor cineasta, um misterioso cowboy, um diabólico mendigo, compõe a misteriosa Hollywood, que se torna palco de um verdadeiro delírio sobre a vida e o cinema, sua natureza de representação e seu efeito mágico sobre nós. Exibições: 12 a 14 de junho, às 19h; 15 e 16 de junho, às 14h15min; 18 e 19 de junho, às 16h15min.

> Mala Noche, de Gus Van Sant (cópia em Betacam)

Mala Noche, Estados Unidos, 1985, 16 mm, pb, 75 min. Sinopse: em Portland, EUA, o caixa de armazém Walt se apaixona loucamente por Johnny, imigrante ilegal mexicano, heterossexual, menor de idade e que não sabe uma só palavra de inglês. Exibições: 20 e 21 de junho, às 19h; 22 de junho, às 17h.

> Gênio Indomável, de Gus Van Sant (cópia em DVD)

Good Will Hunting, Estados Unidos, 1997, 35 mm, cor, 126 min. Sinopse: um jovem e rebelde faxineiro é descoberto como gênio matemático por um professor da universidade onde trabalha. Envolvido em uma briga de bar, é forçado a fazer terapia para livrar-se de uma ordem de prisão. Assim ele conhece um terapeuta que o admira e compreende o que é lutar por seu espaço na vida. Exibições: 20 de junho, às 16h45min; 21 de junho, às 14h30min.

> Psicose, de Gus Van Sant (cópia em DVD)

Psycho, Estados Unidos, 1998, 35mm, cor, 105min. Sinopse: Marion Crane rouba a firma em que trabalha e foge para recomeçar sua vida. Uma tempestade a faz parar no Bates Motel, onde é recebida pelo estranho, porém afável, Norman Bates. Quando Marion desaparece, sua irmã e o amante decidem investigar. Refilmagem do clássido de Alfred Hitchcock. Exibições: 20 de junho, às 14h45min; 22 de junho, às 15h.

> Paranoid Park, de Gus Van Sant

Paranoid Park, França-Estados Unidos, 2007, 35 mm, cor, 85 min. Sinopse: um jovem de 16 anos resolve ir sozinho ao Paranoid Park, o paraíso dos skatistas. Lá ele acidentalmente mata um guarda de segurança e decide não dizer nada a ninguém. A sua vida, antes bastante normal, entra numa espiral de acobertamento e culpa. Exibições: 21 de junho, às 17h; 22 de junho, às 19h; 23 a 30 de junho, às 15h, às 17h e às 19h.

Postado por Daniel Feix

Grandes momentos do cinema - edição Sydney Pollack

02 de junho de 2008 0

Sydney Pollack (1934-2008) morreu na semana passada, aos 73 anos. Suas aparições recentes corroboram a afirmação de que o cinema perdeu um grande ator, como já se disse neste blog. Conduta de Risco e em Um Lugar na Platéia, dois filmes lançados no ano passado, são amostras exemplares de sua capacidade de interpretar em registros, em papéis, em projetos completamente distintos.

Para lembrar que Pollack também foi um grande diretor, seguem, abaixo, trailers dos principais filmes que ele assinou – sobretudo entre os anos 1970 e 1980, época de ouro de sua atuação como realizador de cinema. Embora não se trate de um realizador exatamente da mesma geração, parece-me correto dizer que Pollack está entre aqueles cineastas que colaboraram para que o foco da crítica, quando o assunto era o, digamos, cinema autoral, voltasse para Hollywood, depois de todo o encantamento provocado pelo Neo-Realismo italiano, pela Nouvelle Vague francesa e pelos outros movimentos das décadas de 1950 e 1960. Fala-se sempre em Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Roman Polanski etc., mas foram muitos os diretores contemporâneos a eles que devolveram a Hollywood aquele vigor perdido no período imediatamente anterior.

Talvez entre as produções dirigidas por Pollack mais lembradas pelo público estejam A Firma (1993) e a refilmagem do clássico Sabrina (1995), mas insisto: seus filmes para serem revistos, antes de quaisquer outros, seus grandes momentos no cinema, como diretor, são esses abaixo. O quarto, Entre Dois Amores, levou o Oscar de melhor filme e melhor direção em 1986.

A Noite dos Desesperados (They Shoot Horses, Don`t They?, 1970):

 

Mais Forte que a Vingança (Jeremiah Johnson, 1972):

Três Dias do Condor (Three Days of the Condor, 1975):

Entre Dois Amores (Out of Africa, 1985):

Tootsie (Tootsie, 1982):

Ausência de Malícia (Absence of Malice, 1981):

 

Postado por Daniel Feix