A partir desta sexta, então, o público brasileiro pode assistir nos cinemas ao filme selecionado para representar o país na corrida do Oscar 2009.
Deixa eu aproveitar a estréia de Última Parada 174, o 18º longa de Bruno Barreto, que por sinal ainda não vi, para dar uns pitacos que julgo ser relevantes.
No total, 67 países indicaram representantes para aquela que é - é bom que isso fique ressaltado -, para os norte-americanos, a categoria menos importante da premiação da sua academia de cinema.
Grande coisa que o número seja recorde: diferentemente dos anos anteriores, quando uma comissão formada pela academia fazia uma pré-seleção com 9 filmes, em 2009 essa comissão selecionará apenas 6 longas.
Os outros 3 títulos que vão completar a lista dos pré-selecionados serão indicados por outra comissão, formada justamente para "corrigir" algumas possíveis distorções.
Uma delas: a não-indicação de Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, por parte do Brasil. Caso essa segunda comissão julgue que uma produção como Linha de Passe deva estar entre os nove, mesmo que ela não tenha estado entre as 67 indicações de cada país, Linha de Passe lá estará.
É o mesmo caso de dois filmes argentinos que acabaram ficando de fora da corrida, ambos colocados em segundo e terceiro lugares na votação da comissão que indica o representante do país vizinho: Ninho Vazio, o novo Daniel Burman, e A Mulher sem Cabeça, o novo Lucrécia Martel. Não vi o segundo, mas vi o primeiro, e asseguro que é tão bom - embora bem diferente - quanto o escolhido, Leonera, de Pablo Trapero, que também já assisti e que, garanto, é um belíssimo filme.
É dos nove pré-selecionados que saem os cinco finalistas - escolhidos por uma terceira comissão nomeada pela academia dos EUA.
A lista completinha dos 67 que disputam seis vagas entre as nove destinadas aos pré-selecionados (!) vai abaixo. Com um destaque especial para aqueles que, pelo que tem se falado após pré-estréias, exibições em festivais internacionais etc., são os filmes que mais chamaram a atenção até aqui: Gomorra (de Matteo Garrone, Itália) e Entre les Murs (de Laurent Cantet, França).
Afeganistão: Opium War, de Siddiq Barmak
África do Sul: Jerusalema, de Ralph Ziman
Albânia: The Sorrow of Mrs. Schneider, de Piro Milkani and Eno Milkani
Alemanha: Der Baader Meinhof Komplex, de Uli Edel
Argélia: Masquerades, de Lyes Salem
Argentina: Leonera, de Pablo Trapero
Áustria: Revanche, de Gotz Spielmann
Azerbajão: Fortress, de Shamil Nacafzada
Bangladesh: Aha!, de Enamul Karim Nirjhar
Bélgica: Eldorado, de Bouli Lanners
Bósnia: Snow (Snijeg), de Aida Begic
Brasil: Última Parada 174, de Bruno Barreto
Bulgária: Zift, de Javor Gardev
Canadá: The Necessities of Life, de Benoit Pilon
Cazaquistão: Tulpan, de Sergey Dvortsevoy
Chile: Tony Manero, de Pablo Larrain
China: Dream Weavers - Beijing 2008, de Gun Yu
Cingapura: My Magic, de Eric Khoo
Colômbia: Dog Eat Dog (Perro Come Perro), de Carlos Moreno
Coréia do Sul: Crossing (Keurosing), de Kim Tae-gyun
Croácia: No One`s Son (Niciji Sin), de Arsen A. Ostojic
Dinamarca: Worlds Apart (To Verdener), de Niels Arden Oplev
Egito: The Island (El Gezira), de Sherif Arafa
Eslováquia: Blind Loves (Slepe lasky), de Juraj Lehotsky
Eslovênia: Rooster`s Breakfast (Petelinji Zajtrk), de Marko Nabersnik
Espanha: The Blind Sunflowers, de Jose Luis Cuerda
Estônia: I Was Here (Mina Olin Siin. Esimene Arest), de Rene Vilbre
Filipinas: Ploning, de Dante Nico Garcia
Finlândia: The Home of Dark Butterflies (Tummien Perhosten Koti), de Dome Karukoski
França: The Class (Entre les Murs), de Laurent Cantet
Geórgia: Mediator, de Dito Tsintsadze
Grécia: Correction (Diorthosi), de Thanos Anastopoulos
Holanda: Dunya and Desie, de Dana Nechustan
Hong Kong: Painted Skin (Wa Pei), de Donnie Yen
Hungria: Iska`s Journey, de Csaba Bollok
Islândia: White Night Wedding (Bruoguminn), de Baltasar Kormakur
Índia: Stars on Earth (Taare Zameen Par), de Aamir Khan
Irã: The Song of Sparrows, de Majid Majidi
Israel: Waltz With Bashir, de Ari Folman
Itália: Gomorra, de Matteo Garrone
Japão: Departures (Okuribito), de Yojiro Takita
Jordânia: Captain Abu Raed, de Amin Matalqa
Quirquistão: Blue Heavens (Tengri), de Marie Jaoul de Poncheville
Letônia: Defenders of Riga (Rigas Sargi), de Aigars Grauba
Líbano: Under the Bombs, de Philippe Aractingi
Lituânia: Loss (Nereikalingi zmones), de Maris Martinsons
Luxemburgo: Nuits d`Arabie, de Paul Kieffer
Macedônia: I`m From Titov Veles (Jas Sum Od Titov Veles), de Teona Strugar Mitevska
México: Arrancame la Vida, de Roberto Sneider
Morrocos: Goodbye Mothers, de Mohamed Ismail
Noruega: O`Horten, de Bent Hamer
Palestina: Salt of This Sea (Milh Hadha al-Bahr), de Annemarie Jacir
Polônia: Tricks (Sztuczki), de Andrzej Jakimowski
Portugal: Our Beloved Month of August (Aquele Querido Mês de Agosto), de Miguel Gomes
Reino Unido: Hope Eternal, de Karl Francis
República Checa: Karamazovs (Karamazovi), de Petr Zelenka
Romênia: The Rest Is Silence, de Nae Caranfil
Rússia: Mermaid (Rusalka), de Anna Melikyan
Sérvia: The Tour (Turneja), de Goran Markovic
Suécia: Everlasting Moments, de Jan Troell
Suíça: The Friend, de Micha Lewinsky
Tailândia: Love of Siam (Rak haeng Siam), de Chookiat Sakveerakul
Taiwan: Cape No. 7, de Wei Te-sheng
Turquia: Three Monkeys (Uc Maymun), de Nuri Bilge Ceylan
Ucrânia: Illusion of Fear, de Aleksandr Kiriyenko
Uruguai: Kill Them All (Matar a Todos), de Esteban Schroeder
Venezuela: The Color of Fame (El Tinte de la Fama), de Alejandro Bellame Palacios
Postado por Daniel Feix



