Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de fevereiro 2009

Apostas para o Oscar

20 de fevereiro de 2009 2

Além dos meus favoritos, das preferências pessoais, a lista a seguir tem alguns palpites para prováveis vencedores da cerimônia que será realizada no domingo.
São, como o termo indica, meros palpites, porém todos têm embasamento – algumas apostas se justificam pelo que indicaram os prêmios prévios, outras pela própria composição da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Um exemplo é minha crença de que Sean Penn e Meryl Streep são dois favoritos para levar as estatuetas de melhor ator e melhor atriz: foram eles os vencedores das duas categorias no SAG Awards, o prêmio do sindicato dos atores de Hollywood, e entre os 6 mil integrantes da academia há muito mais representantes deste sindicato do que do sindicato dos produtores, dos roteiristas e dos diretores; ou seja, basta que aqueles que votaram no SAG Awards repitam seus votos no Oscar para que Penn e Meryl já saiam na frente de seus concorrentes.
Embora, no caso das categorias de interpretação, existam outros fatores a serem relevados. Um deles: Mickey Rourke e Frank Langella têm aquelas que talvez sejam suas maiores, para não dizer suas únicas chances de ganhar o prêmio. E Kate Winslet finalmente se afirmou como a grande atriz de sua geração. Dar um Oscar a ela, ainda mais que ela ainda não ganhou o seu primeiro, a esta altura, certamente tem uma certa urgência para a academia.
Isso tudo, sem dúvida nenhuma, pesa muito quando se trata de Oscar – e não pesa nada quando se trata de SAG Awards, de eleições de outros sindicatos ou de qualquer premiação concedida pela crítica.
Enfim, chega de delongas. Aí vai:

MELHOR FILME/DIREÇÃO
Quem Quer Ser um Milionário?
, de Danny Boyle, que levou todos os prêmios prévios, só não leva o Oscar se os integrantes da academia tiveram um surto de medo na hora de enviar seus votos e preferiram uma atitude mais conservadora. Até alguns anos atrás isso era algo não apenas possível, mas comum – dar prêmio de sindicato para filmes menos caretas é fácil; dar o Oscar, nem tanto. Mas agora que, entre outros exemplos, Onde os Fracos Não Têm Vez faturou no ano passado, a coisa parece ter mudado um pouquinho. Premiar O Curioso Caso de Benjamin Button, de David Fincher, por mais que o filme tenha méritos, seria um retrocesso.
Minhas preferências pessoais seriam Gran Torino, de Clint Eastwood, e O Lutador, de Darren Aronofsky, que mereciam no mínimo ser lembrados. Aliás, Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan, é outro que deveria ter sido indicado – é mais filme do que pelo menos dois dos finalistas. Mas, com Milionário, se o filme de Boyle realmente levar, o Oscar estará em boas mãos.

MELHOR ATOR
Pelos argumentos já expostos, Sean Penn, de Milk, surge como favorito, talvez no mesmo nível que Mickey Rourke. Vou torcer por este último – sua performance em O Lutador, pelo menos para mim, é absolutamente comovente. Agora, analisando friamente, Frank Langella é o cara. Seu trabalho de composição de Richard Nixon em Frost/Nixon é mais cerebral – o que talvez o afaste do Oscar – e, por isso mesmo, mais complexo. Superior.

MELHOR ATRIZ
Aqui estou prejudicado, pois não vi Anne Hathaway em O Casamento de Rachel, de Jonathan Demme. Ao que tudo indica, no entanto, ela corre por fora – quem desponta com mais chances, também pelos motivos já expostos lá em cima, são Kate Winslet (O Leitor, de Stephen Daldry) e Mery Streep (Dúvida, de John Patrick Shanley). Eu daria o prêmio, e acho que a academia o fará, à primeira. Acho que é a hora de Kate.

ATOR COADJUVANTE
Sou fã da performance de Josh Brolin como o algoz de Harvey Milk no filme de Gus Van Sant, mas aqui não tem pra ninguém. É barbada: Heath Ledger. Seu Coringa em Batman é um dos maiores vilões de todos os tempos. Uma interpretação antológica. Inalcançável. Imaginar que ele levará apenas porque a academia faria uma homenagem póstuma é de uma injustiça do tamanho do lucro que deu o filme de Nolan.

ATRIZ COADJUVANTE
Penélope! Assim como no caso de Mickey Rourke, nesta categoria também não resisto a torcer por alguém – Penélope Cruz. Em Volver, de Pedro Almodóvar, ela já fez meio mundo se dobrar – e queimar a língua -, mas em Vicky Cristina Barcelona a espanhol se superou: o filme muda radicalmente com a sua entrada em cena. Exagerando: Scarlett Johansson até fica meio sem graça… por culpa de Penélope. Também sou fã da performance de Marisa Tomei em O Lutador (o que não é acima da média  esse filme?), embora se comente que Taraji P. Henson, a mãe de Benjamin Button, tenha um tantinho mais de chance. Será?

ROTEIRO ORIGINAL
Milk
ganhou o prêmio do sindicato dos roteiristas, mas, sinceramente, para quem acabou de fazer Paranoid Park, o diretor Van Sant não poderia ter ousado um pouco mais? Se não o fez, muito se deve ao roteiro. É o favorito, mas não o meu preferido. Rio Congelado e Simplesmente Feliz, que não vi, correm por fora, juntamente com Na Mira do Chefe. Entretanto, não seria surpresa se Wall-E beliscasse algo nesta categoria. Não sei, mas essa animação já levou diversas distinções – talvez no Oscar também saia com algo mais do que o prêmio de melhor animação. Quem sabe não seja roteiro original?
Eu daria o prêmio ao primeiro longa dos irmãos Coen depois da estatueta recebida no ano passado – Queime Depois de Ler, filmaço que por sinal foi completamente ignorado pela academia. Mas acho que uma surpresa como Wall-E, para lembrar que a confecção de um roteiro oferece infinitas possibilidades, seria muito bem-vinda. Agora, quanto a Milk… Sou contra.

ROTEIRO ADAPTADO
Uma das categorias de mais difícil previsão. Meu favorito é Frost/Nixon, de Ron Howard, mas tenho O Leitor na mesma conta. São duas adaptações muito interessantes – revelam visão privilegiada de seus autores sobre as possibilidades da linguagem do cinema, mesmo trabalhando a partir de uma peça teatral, no caso do filme de Howard, e com um best-seller literário, no caso do filme de Daldry. Se no entanto tivesse que apontar uma tendência, pelos prêmios prévios, pela recepção dos integrantes da academia etc., apontaria Quem Quer Ser um Milionário?. O Curioso Caso de Benjamin Button, minha última opção, talvez seja o segundo com mais chances.

OUTRAS CATEGORIAS
Acho que Batman – O Cavaleiro das Trevas e O Curioso Caso de Benjamin Button vão, merecidamente, dividir a maior parte dos prêmios técnicos – montagem e categorias de som para o primeiro, direção de arte e maquiagem para o segundo etc. Mas não me surpreenderia ver A Troca, belo melodrama de época de Clint Eastwood, abocanhando alguma(s) estatueta(s). Talvez apareça um Oscar de montagem para Quem Quer Ser um Milionário? ou Frost/Nixon, uma estatueta de direção de arte para Foi Apenas um Sonho, de Sam Mendes, entre outras surpresas, mas Batman e Benjamin Button têm chances de empilharem distinções justamente nessas categorias.
Com justiça, a melhor animação será Wall-E, apesar da ótima qualidade de Kung Fu Panda e Bolt – Supercão. Já em trilha sonora, as chances maiores são dos dois concorrentes que bisam suas indicações na categoria música: Wall-E e Milionário. Em som, edição de som e efeitos sonoros, a tendência, também com justiça, é que Batman saia premiado.

Porque este ano a festa coincidiu com o Carnaval, no Brasil o Oscar não será transmitido pela tevê aberta. Para quem quiser conferir a cerimônia, a pedida é o canal pago TNT. O tapete vermelho terá cobertura do E!.

Postado por Daniel Feix

O Che de Soderbergh

20 de fevereiro de 2009 0

Benício del Toro encarna o revolucionário

Quando diretor e ator começaram os esforços para tornar real a audaciosa obra de retratar a vida de um dos personagens mais importantes - e controversos - do século 20, Steven Soderbergh disse a Benicio del Toro que era impossível fazer Che Guevara, mas que tentassem.

Tentaram. E fizeram mais uma das tantas versões de Che.

Uma bela versão cinematográfica, na minha opinião. Pelo menos a primeira parte, à qual tive a oportunidade de assistir em um antigo cinema de calçada de Buenos Aires em novembro do ano passado. No Brasil, Che, o Argentino deve chegar em março (a estreia está prevista para o dia 27). Talvez por isso pouco se questionou na imprensa daqui sobre a ausência da dupla entre os indicados ao Oscar.

Boicote?

Quando Benicio e Laura Bickford, mesma produtora de Traffic, procuraram grana nos Estados Unidos, esbarraram em obstáculos como a dificuldade em vender filmes legendados para a televisão norte-americana. Ou seja, teríamos de engolir Che Guevara, Fidel Castro e cia. falando em inglês - como o elenco dos recentes O Leitor e Menino do Pijama Listrado, ambos situados na Alemanha. Certamente não é o único argumento, mas já vale. Ponto para Soderbergh e produção.

O dinheiro acabou vindo da França e da Espanha, de onde também vieram elogios e distinções para a direção e para a interpretação de Benicio, que merecia sem dúvida alguma estar entre os indicados ao Oscar. Premiado como melhor ator no Festival de Cannes e no Goya, Benicio ressuscitou brilhantemente Che Guevara, fruto da sua extensa pesquisa sobre a vida do revolucionário e das entrevistas com amigos e familiares.

Quem não sabe da origem dos recursos, como muitos fãs do mito - especialmente, na terra natal do nosso personagem -, já vai para o cinema com preconceito. Ou nem vai, achando que “a história de Che foi comprada por Hollywood”, como ouvi pelas ruas porteñas. Para estes, a primeira parte do filme não dará a dimensão do herói para quem hay que endurecerse sin perder la ternura. Faltarão, para os que mantêm na parede o pôster do fotógrafo Alberto Korda, cornetas e tambores - e por que não confetes - nas cenas do protagonista. A ausência de trilha sonora, aliás, é um dos elementos que empresta um ar de documentário ao trabalho de Soderbergh, assim como os trechos reproduzidos em preto-e-branco do seu marcante discurso na Onu.

Já para os historiadores críticos de Che, sobrará o carisma do guerrilheiro. Reivindicarão mais cenas que dêem vida às palavras lançadas na Onu, quando ele enfatiza que “fuzilam, sim, e seguirão fuzilando”. (E estariam fuzilando até hoje não tivesse morrido em 1967 o cérebro da revolução, expressão sugerida pela repórter que entrevista Che em uma das primeiras cenas do filme?)

Benicio, também produtor do longa, encarna um Che mais humano que o mito. Um soldado que tem limitações de saúde e um poder incrível de liderança. Alguém que tinha de fato um ideal muito bonito, mas valeu-se de meios no mínimo controversos para chegar lá. O problema é que justamente essa complexidade falta na produção de Soderbergh.

A parte inicial da produção de quatro horas começa no primeiro encontro entre Fidel e Che, no México, quando o revolucionário aceita seguir com o comandante rumo à Sierra Maestra. A tomada de Havana marca o fim deste primeiro filme. Apesar do diretor apresentar um esboço de um ditador violento que defendia o fuzilamento, é o líder carismático e grande estrategista que predomina em Che, o Argentino.

Na continuação, A Guerrilha, Che ruma para seu destino fatal, em uma missão na Bolívia cujo fracasso era anunciado, mas não o impediu de seguir sua luta. Quem já assistiu diz que os capítulos mais violentos desse período que começa com a revolução estão omitidos, concluindo assim a versão do revolucionário de Soderbergh, que se aproxima mesmo daquele velho pôster empoeirado.

Aqui, o trailer que anuncia tanto Che, o Argentino quanto A Guerrilha:

Postado por Marcela Donini

Vingança é questão de tempo e lugar

12 de fevereiro de 2009 0

O longa Vingança, dirigido pelo gaúcho Paulo Pons, é uma das atrações na seção Panorama, a mais importante entre as mostras paralelas do 59º Festival de Berlim. Já em negociações para ser exibido na Alemanha, na França e no Canadá, Vingança provocou discussões no debate promovido logo depois da sua exibição na mostra, segunda -feira à noite. O motivo seria um possível tratamento irônico dado a personagens gaúchos, o que é negado pelo diretor. Para Pons, o tema do longa é a vingança, e esse é o tema do texto que o historiador Mário Maestri escreveu para o Primeira Fila. Confira:

A procura de reparação de uma ofensa, pela vingança, foi ato universal, registrado no Código de Amurabi, através do princípio “Olho por olho, dente por dente”, quase dois mil anos antes de nossa era. Nas sociedades arcaicas, essa forma de reequilíbrio era garantido pelos membros da família do agredido. Nas sociedades patriarcais, a virgindade foi e é em geral bem precioso. A perda da virgindade, por violência ou sedução, exige, portanto, reparação, garantida pela pai, irmãos, familiares da ofendida. Não apenas no Brasil, era costume difundido que, nesse caso, no meio rural, o ofensor morresse portando o veículo de sua ofensa na boca! Temos no Sul o famoso caso do padre Sório, morto desse modo devido, segundo parece, à sua grande dedicação às jovens paroquianas!

Em países como o Brasil ou a Itália, esses valores e hábitos, praticados até há algumas décadas, encontram-se tendencialmente em extinção, mesmo nas cidades menores, devido às transformações sociais profundas – dissolução da família ampliada, extensão do aparato judiciário, etc. Eles se mantém ainda em importantes regiões do mundo, não raro como tradições costumeiras – regiões da África, da Ásia, etc. Não há dúvida que o princípio da justa reparação habita o imaginário de multidões de populares no Brasil e alhures, podendo ensejar retaliação diante da constatação da falência da Justiça.

No Rio de Janeiro, a queima de ônibus por populares não raro se deve à procura de reparação e prevenção, por parte de membros da comunidade, à morte de vizinhos por agentes da polícia. Simplifica-se comumente esses atos apresentando-os como promovidos pelo tráfico. A reação na Alemanha ao filme em questão talvez se deva ao fato da visão desses atos na tela, não como simbolização de tempos e costumes passados, mas como possibilidades reais e materiais de um presente que avança cada vez mais recuando.

Mário Maestri, doutor em História e professor de pós-graduação da Universidade de Passo Fundo (UPF)

Veja o trailer do filme:

Postado por Renato Mendonça

20 anos, mas já?

07 de fevereiro de 2009 0

O Segundo Caderno de ZH deste sábado traz um reportagem sobre os 20 anos do lançamento do curta Ilha das Flores, um dos mais premiados, aclamados, vistos, revistos, discutidos, dissecados, teorizados e imitados filmes do cinema nacional. O foco da matéria nem é a obra em si, já devidamente reverenciada em uma outra grande reportagem publicada quando dos seus 15 anos.
A idéia foi lembrar um pouco a catarse daquela noite histórica de 15 de junho de 1989 – parece que foi ontem -, quando o filme foi exibido pela primeira vez, no Festival de Gramado. A reportagem foi antecipada para este sábado porque a RBS TV vai exibir o filme na série Curtas Gaúchos. Confira abaixo a íntegra de um depoimento exclusivo do diretor de Ilha das Flores, Jorge Furtado, gentilmente cedido por Gilberto Perin, coordenador de especiais da RBS TV.

Postado por Marcelo Perrone

Astros fora de órbita (3)

05 de fevereiro de 2009 0


Que Obama nada. Só o que se fala na América é do chilique do Christian Bale que você viu abaixo. Direto de Los Angeles, nosso chapa Tiago Rech manda mais duas novas. A camiseta da foto (a ser usada por quem não pretende pisar num set com o Batman irado novamente) e este duelo entre Bale e o apresentador de TV nervosinho Bill O` Reilly. Do it!

Postado por Marcelo Perrone

Astros fora de órbita (2)

04 de fevereiro de 2009 0

Depois do chilique do Christian Bale abaixo, pintou essa entrevista saia-justa do Benicio del Toro a uma emissora de TV hispânica de Miami. Como vocês sabem, a cidade é o grande reduto de exilados cubanos que, para ser ameno, odeiam Fidel Castro. Também sabem que Benicio é o protagonista de Che, a cinebiografia de Che Guevara assinada por Steven Soderbergh, que destaca o papel no mítico líder revolucionário na revolução cubana que levou Castro ao poder, em 1959. Logo, podem imaginar que a promoção do filme por lá tinha chances de render polêmica.
Essa constrangedora situação que vocês verão logo a seguir tem pelo menos duas ponderações. A apresentadora é claramente anticastrista e se armou – com a fúria e o faro dos bons repórteres, para uns, ou a deselegância e a arrogância dos maus repórteres, para outros – para ir no cangote do entrevistado, afirmando, por exemplo, que o filme enaltece a figura de um assassino. Até comparou Che com Hitler. Benicio, por sua vez, parece sonado, para lá de Sierra Maestra, e não consegue articular quase nada, muito menos o seu ponto de vista sabidamente pró-Che para gerar um interessante debate ideológico. Como o ator entende bem o espanhol – nasceu em Porto Rico – ou ele entrou em choque diante de uma inesperada agressividade da apresentadora ou estava mesmo em outra dimensão.

É uma questão que sempre gera debates calorosos. Veja as duas partes da entrevista e tire suas conclusões.
 

Postado por Marcelo Perrone

Astros fora de órbita (1)

04 de fevereiro de 2009 4

Bah, mas essa é de murchar os pneus do batmóvel. Lembram que na época do lançamento do Batman – O Caveleiro das Trevas o ator Christian Bale foi preso por causa de um barraco familiar? Ele teria dado uma bifas na própria mãe e na irmã, e na época sua versão foi a de ser vítima de uma armação por causa de grana.

Hmmm, pode ser. Mas vejam essa que tá circulando na rede. O cara subiu nas tamancas no set do Exterminador do Futuro 4 (Terminator: Salvation) depois que um integrante da equipe técnica atrapalhou uma cena sua. Mesmo para quem não está em dia com o inglês dá para tem uma noção do piti pela quantidades de “fucks” que ele berra contra o pobre sujeito.

Clique na imagem para ouvir o áudio:

E conferiam a versão remix do chilique que acaba de chegar via nosso amigo Tiago Rech, direto de Los Angeles. Valeu Rooney!

Postado por Marcelo Perrone

Família Cruise a 50 reais

04 de fevereiro de 2009 0

Tem que se tirar o chapéu para a criatividade e a cara-dura desses dois cariocas aí da foto, Alexandre e Matias. Eles decidiram faturar um extra com o movimento em frente ao hotel Copacabana Palace, no Rio, onde Tom Cruise, sua mulher, Katie Holmes, e a filha do casal, Suri, ficararam hospedados nos últimos dias.

 
Aos locais e turistas gringos que passavam pelo local, eles ofereciam placas personalizadas das três celebridades (sim, a pequena de dois anos é tratada como uma) nas cores do Brasil e com o nome do filme estrelado por Cruise, Operação Valquíria, a R$ 50 cada. As vendas, segundo a dupla, não foram lá um grande sucesso mas deram para o gasto. Até o meio da tarde de ontem os “homenageados”  ainda não tinha visto as lembrancinhas.

Falando nisso, estive no Rio acompanhando a função da família Cruise. Parte da cobertura está em zerohora.com/estilodevida, tem mais em ZH de amanhã, e em breve,o Segundo Caderno trará matérias sobre o filme propriamente dito (que, aliás, é bom).

Postado por Marcelo Perrone

Uma palavrinha

02 de fevereiro de 2009 1

A internet, já disse o cartunista Arnaldo Branco, criou uma nova categoria de indivíduo: o valente anônimo, o sujeito que usa da não-identidade do mundo virtual como escudo para deixar vazar os impulsos mais baixos que a sociedade do convívio diário reprime.

Não é nossa função ser psicólogo, e, portanto, quando entra aqui algum “valente anônimo” para, em vez de discutir cinema, dar vazão ao confuso aluvião psíquico que lhe oprime a consciência, o comentário é sempre liberado — desde que o sujeito não esteja incitando ao crime ou xingando a mãe de alguém.

Agora, chateia quando algum se acha espertinho demais para os pobres obtusos jornalistas que atualizam esse blog falando de filmes — oh, audácia — e resolve assinar um comentário falso com o nome de um dos colaboradores do blog e acha que ninguém aqui vai perceber.

Não adianta procurar, o comentário foi apagado porque — surpresa! — alguém percebeu antes mesmo que ele fosse para o ar. Ninguém é obrigado a declinar seu nome neste espaço, mas tente não usar o nome de um terceiro sem pedir permissão — principalmente se o terceiro em questão for um de nós, não somos tão toscos quanto o engraçadinho autor da piada pensa.

Sem mais para o momento, obrigado

Postado por Carlos André Moreira