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Posts de junho 2009

De volta ao inferno

29 de junho de 2009 0

Novo filme de Sam Raimi estreia no Brasil em agosto/Universal
Com os bolsos cheios pela trilogia Homem-Aranha, Sam Raimi está de volta ao terror, gênero que o lançou como um dos mais talentosos e inventivos diretores de sua geração à frente de A Morte do Demônio (1982). Sente o clima de Arrasta-me para o Inferno, que estreia no Brasil em 14 de agosto.

Postado por Marcelo Perrone

Rir é o negócio

29 de junho de 2009 0

Foi divulgado hoje pela Imagem Filmes o trailer do filme que deve seguir os passos de Se Eu Fosse Você 2, Divã e A Mulher Invisível nesse ano gordo para as comédias brasileiras. Os Normais 2, que entra em cartaz no dia 28 de agosto, tem como subtítulo A Noite Mais Maluca de Todas e é dirigido por José Alvarenga (o mesmo de Divã).
O primeiro longa foi visto por 2,7 milhões espectadores. Se esse emplacar também, será um dos melhores anos do cinema nacional, em termos de número de filmes que romperam a mítica barreira do milhão de espectadores, nos últimos tempos – grande feito diante do quadro geral da nossa produção.

Postado por Marcelo Perrone

Dois mil e "Moon": Uma Odisseia no Espaço

29 de junho de 2009 0

Ainda sem previsão de estreia por aqui, a ficção científica Moon teve boa recepção pela parte mais influente e relevante da crítica dos EUA, onde o primeiro longa do inglês Duncan Jones estreou semanas atrás. O diretor é filho do grande David Bowie e sua mãe é Angela Bowie, aquela imortalizada pelos Rolling Stones em Angie, canção do disco Goats Head Soup (1973) – fato, aliás, controverso na mitologia da banda, pois a despeito do suposto triângulo amoroso protagonizado por Mick Jagger e o casal Bowie, no clima ninguém é de ninguém, que teria inspirado a música, Keith Richards sempre afirmou que, nada disso, Angie é uma homenagem a sua filha Angela, nascida em 1972 e primeiramente chamada Dandelion.
Falando em nome esquisito de filho de astro pop, o próprio Duncan já atendeu por Zowie Bowie. Mas voltando a Moon, repare no trailer abaixo que o clima do filme é total Space Oddity, como o pai já cantava em 1969. Sam Rockwell interpreta um astronauta que cumpre longa e solitária missão em uma base lunar. Às vésperas de voltar para a Terra, ele passa a ver e sentir coisas muito, muito estranhas. O clima cerebral e introspectivo de Moon fez o filme ser comparado a marcos do gênero como Solaris, de Andrei Tarkovsky, e, especialmente, 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick – observe que existe também a presença do rebelde computador falante (com a voz de Kevin Spacey), chamado GERTY, o novo HAL.
Moon foi filmado em apenas 33 dias. São grandes os elogios ao universo futurista que Duncan, diante do orçamento enxuto, criou de forma inventiva, à moda antiga, com efeitos visuais ópticos e quase nenhum tratamento digital.

Postado por Marcelo Perrone

A volta de Shyamalan?

23 de junho de 2009 1

M. Night Shyamalan não tem tido sorte com seus últimos filmes. Retumbante fracasso de público e crítica, Fim dos Tempos quase jogou o realizador indiano no limbo dos cineastas. Para tentar voltar ao topo _ lugar para onde foi alçado após O Sexto Sentido e de lá derrubado logo em seguida _ o rapaz resolveu não arriscar e apostou numa versão live action do desenho animado The Last Airbender, transmitido no Brasil como Avatar (não, não confundir com a novo longa de ficção de James Cameron, previsto para o final do ano).

Transportada para a telona com atores de carne e osso e algum CGI, a história parece seguir fiel à animação original, que narra as desventuras de Aang, garoto tido como o último de seu povo/espécie/tribo/tipo/naipe _ no caso, um dobrador de ar _ que precisa lutar contra o povo/espécie/tribo/tipo/naipe dos dobrados de fogo, que escravizou o povo/espécie/tribo/tipo/naipe dos dobradores de água, terra e também do ar.

O trailer promete um ótimo filme para uma sessão da tarde de, sei lá, 2017.

Mas não é só. Shyamalan finalmente botou no ar seu site oficial, o www.mnightshyamalan.com. Dizem que é assustador e coisa e tal. Mas é só o que eu ouvi dizer, porque não consegui ir além de uma porta que não para de bater. Se alguém conseguir, conta pra gente.

UPDATE: 18h35

Entrou no ar o site oficial do The Last Airbender. Chequem aqui.

Postado por Gustavo Brigatti

Apenas o fim, apenas o início

18 de junho de 2009 1

Você já ouviu falar no longa brasileiro Apenas o Fim, de Martheus Souza, certo? Ainda não? Então saca só:

 

 

Matheus Souza tem 20 anos, é de Brasília e cursa cinema na PUC do Rio. Sem apoio de leis de renúncia fiscal, praticamente sem grana – diz ele que Apenas o Fim custou R$ 7 mil, grande parte disso financiada com a rifa de uma garrafa de uísque -, mas com diversos amigos dispostos a dar uma forcinha, resolveu pegar a câmera de vídeo digital da sua universidade e rodar um longa-metragem. Simples assim. Acabou ganhando os prêmios do júri popular tanto o Festival do Rio quanto a Mostra de São Paulo – um feito que já seria notável em se tratando de uma produção cara.

Dizem os resenhistas que o assistiram, ou seja, toda a crítica carioca e paulista, que o longa traz inúmeras referências do universo pop, de Cavalheiros do Zodíaco a Transformers, e do cinema, de Godard a Bergman. Quando foi exibido no evento do Rio, na sua despretensiosa première, causou furor entre o público. Aí O Globo resolveu fazer uma capa do seu Segundo Caderno com o jovem cineasta e um de seus novos admiradores, o genial e veterano Domingos Oliveira – que então proferiu a frase citada no trailer acima, frase que por sinal orgulharia qualquer realizador, de qualquer idade ou procedência.

A mim, Apenas o Fim parece ter a ver com uma ideia, assim, “as gostosas e os geeks” (já viu essa série?). Mas, bem, é bom ressaltar que não vi o filme – só sei que Érika Mader é aquele furacão revelado em Mandrake (e essa, viram?), e que Gregório Duvivier é uma revelação do próprio longa de estreia de Matheus Souza.

Já vi o trailer de Apenas o Fim nos cinemas de Porto Alegre, o que indica que o filme está a caminho do Sul – em Rio e São Paulo a estreia foi, apropriadamente, na sexta-feira passada, dia dos namorados. Tomara que chegue logo, quero finalmente poder conferir as razões do fenômeno.

Aqui, o diretor em meio a Gregório e Érika, que vivem o casal de protagonistas:

Postado por Daniel Feix

A violência na tela

14 de junho de 2009 0

Aí está, como veio do CineBancários, a programação da mostra Imagens da Violência, em cartaz a partir desta segunda (15):

O Cinebancários dá início no dia 15 de junho à mostra Imagens da Violência, que ao longo de duas semanas irá apresentar uma seleção de 11 filmes de diferentes nacionalidades. Esta programação integra a campanha Braços Dados – Jornada Contra a Violência e por Justiça Social, realizada por um fórum de diversas entidades reunidas para, num processo coletivo, promover a reflexão e a discussão sobre a relação entre a violência e a exclusão social. O ciclo Imagens da Violência se estende até o dia 28 de junho, com três sessões diárias (15h, 17h e 19h), sempre com entrada franca.

Entre os destaques da programação está a presença do cineasta João Moreira Salles, que no dia 15 abre o evento, às 18h30, debatendo com o público o seu já clássico documentário Notícias de uma Guerra Particular, que este ano comemora o décimo aniversário de lançamento. Exibido pela primeira vez na televisão em 1999, Notícias de uma Guerra Particular transformou-se num dos filmes brasileiros de maior repercussão da última década, ao traçar um amplo retrato sobre o tráfico de drogas e a ação da polícia numa favela do Rio de Janeiro. A programação também inclui dois filmes inéditos no circuito comercial porto-alegrense, o documentário Favela Rising, sobre a atuação do grupo Afro Reggae, e Violência em Família, premiado drama familiar que acompanha a rotina de pequenos crimes de uma jovem mãe solteira na Austrália.

Além de filmes de produção recente como o documentário brasileiro Falcão, Meninos do Tráfico, de MV Bill e Celso Athayde (de 2006), e o drama mexicano Zona do Crime, de Rodrigo Plá (de 2007), a mostra Imagens da Violência ainda inclui títulos clássicos, há muito não exibidos no cinema, como Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, o drama russo de guerra Vá e Veja, de Elem Klimov, e Coração Selvagem, que deu a Palma de Ouro a David Lynch no Festival de Cannes de 1990.

Abaixo, a programação completa da mostra, com informações sobre cada um dos 11 filmes e a grade de horários.

Programação

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), de Stanley Kubrick (Inglaterra, 1971, 136 minutos).
No futuro, o líder de uma gangue de delinquentes é preso e usado como cobaia num experimento para frear os impulsos destrutivos. A obra-prima de Kubrick e uma das mais profundas reflexões sobre a violência e suas motivações.

Não Matarás (Krótki Film o Milosci), de Krzysztof Kieslowski (Polônia, 1988, 84 minutos).
Adolescente comete crime brutal contra taxista e é condenado à morte. Impactante estudo sobre a violência e sua repressão, não menos violenta, pelo Estado.

Vá e Veja (Idi i Smotri), de Elem Klimov (Rússia, 1985, 142 minutos).
Um menino testemunha os horrores da Segunda Guerra Mundial em território soviético. Elogiada produção russa dos anos 80 que é considerada por alguns críticos o melhor filme de guerra já realizado.

Coração Selvagem (Wild at Heart), de David Lynch (EUA, 1990, 124 minutos).
Um casal de namorados é perseguido pelas estradas americanas. O mais violento filme de Lynch, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1990.

Zona do Crime (La Zona), de Rodrigo Plá (México, 2007, 97 minutos).
Três jovens invadem um condomínio de luxo, com o objetivo de assaltar uma casa. Porém o plano dá errado, o que faz com que os moradores locais persigam o único sobrevivente pela propriedade do condomínio.

Violência em Família (Suburban Mayhem), de Paul Goldman (Austrália, 2006, 95 minutos).
Impactante drama familiar australiano, ainda inédito nos cinemas de Porto Alegre. Katrina, uma mãe solteira de 19 anos, mora com seu pai e sua filha num bairro do subúrbio. Envolvida num mundo de pequenos crimes, sexo fácil, carros envenenados e manicures, a jovem cometerá um gesto que chocará toda a comunidade.

Falcão, Meninos do Tráfico, de MV Bill e Celso Athayde (Brasil, 2006, 52 minutos).
Durante seis anos o cantor de rap MV Bill e o produtor Celso Athayde percorreram comunidades pobres em todo o país. E registraram, em 90 horas de fita, a rotina, dia e noite, de meninos e jovens envolvido no tráfico de drogas. Falcão, Meninos do tráfico é o resultado disso.

Última Parada – 174, de Bruno Barreto (Brasil, 2008, 110 minutos).
Dois jovens de nomes muito parecidos e idades próximas passam a conviver com freqüência devido à chacina da Candelária. Relato ficcional que recria o trágico episódio do seqüestro do ônibus 174 no Rio de Janeiro.

Notícias de uma Guerra Particular, de João Moreira Salles e Kátia Lund (Brasil, 1999, 56 minutos).
Um amplo e contundente retrato da violência no Rio de Janeiro. Flagrantes do cotidiano das favelas dominadas pelo tráfico de drogas alternam-se a entrevistas com todos os envolvidos no conflito entre traficantes e policiais. Sessão comentada pelo diretor João Moreira Salles no dia 15 de junho, às 18:30.

O Prisioneiro da Grade de Ferro, de Paulo Sacramento (Brasil, 2004, 124 minutos).
Premiado documentário que retrata a realidade do sistema carcerário brasileiro, a partir da visão dos próprios presidiários, que receberam câmeras de vídeo portáteis do diretor, a fim de poderem registrar seu cotidiano.

Favela Rising, de Matt Mochary e Jeff Zimbalist (Brasil/Estados Unidos, 2005, 80 minutos).
Documentário sobre o grupo Afro Reggae, nascido pouco depois da chacina de Vigário Geral,  hoje um dos mais fortes projetos sociais do país.

Grade de Horários

Segunda-feira (15 de junho)
18h30 – Notícias de uma Guerra Particular, seguido de debate com o diretor João Moreira Salles

Terça-feira (16 de junho)
15h – Falcão- Meninos do Tráfico
17h – Zona do Crime
19h – O Prisioneiro da Grade de Ferro

Quarta-feira (17 de junho)
15h – Não Matarás
17h – Favela Rising
19h – Notícias de uma Guerra Particular

Quinta-feira (18 de junho)
15h – Última Parada – 174
17h – Violência em Família
19h – Vá e Veja

Sexta-feira (19 de junho)
15h – Zona do Crime
17h –Falcão- Meninos do Tráfico
19h – Notícias de uma Guerra Particular

Sábado (20 de junho)
15h – Favela Rising
17h – Última Parada – 174
19h – Laranja Mecânica

Domingo (21 de junho)
15h – Violência em Família
17h – Não Matarás
19h – Coração Selvagem

Terça-feira (23 de junho)
15h – Zona do Crime
17h – Não Matarás
19h – Vá e Veja

Quarta-feira (24 de junho)
15h – Última Parada – 174
17h – Favela Rising
19h – Laranja Mecânica

Quinta-feira (25 de junho)
15h – Notícias de uma Guerra Particular
17h – Zona do Crime
19h – O Prisioneiro da Grade de Ferro

Sexta-feira (26 de junho)
15h – Zona do Crime
17h – Violência em Família
19h – Laranja Mecânica

Sábado (27 de junho)
15h – Falcão- Meninos do Tráfico
17h – Não Matarás
19h – Coração Selvagem

Domingo (28 de junho)
15h – Violência em Família
17h – Última Parada – 174
19h – Vá e Veja

Postado por Daniel Feix

Rock no cinema

14 de junho de 2009 0

Aí está, como veio da coordenação de cinema e vídeo da secretaria da Cultura de Porto Alegre, a programação da mostra Microfonia, apenas com filmes sobre rock, em cartaz a partir desta terça-feira (16) na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro:

A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro recebe a partir desta terça-feira, dia 16 de junho, a mostra Microfonia, reunindo uma série de filmes sobre rock. A principal atração da mostra é o lançamento local do longa brasileiro Guidable: A Verdadeira História do Ratos de Porão, de Fernando Rick e Marcelo Appezzato, no sábado, dia 20, com a presença do diretor Fernando Rick.

Na programação, além de uma série de documentários independentes sobre a cena rock no Brasil e no exterior, alguns títulos marcantes da contracultura na década de 1960, como Faster, Pussycat, Kill! Kill!, de Russ Meyer, e Psych-Out, de Richard Rush (com um jovem Jack Nicholson no elenco).

A mostra Microfonia estende-se até domingo, 21 de junho, em três sessões diárias, às 15h, 17h e 19h. Abaixo, a programação completa, com informações sobre cada um dos filmes programados.

Programação

Guidable: A Verdadeira História do Ratos de Porão, de Fernando Rick e Marcelo Appezzato (Brasil, 2008, 121 minutos).
Registro oficial, e sem censura, de quase três décadas do Ratos de Porão, uma bandas  mais antigas e importantes da cena hardcore mundial. O filme também é um importante registro audiovisual do início do movimento punk no Brasil, com muitas cenas raras e inéditas.

Psych-Out, de Richard Rush (EUA, 1968, 101 minutos).
Um dos vários drug movies produzidos nos anos 1960, ao lado de outros como The Trip e Hallucination Generation, explorando o recém-chegado movimento hippie diretamente das ruas de Haight-Ashbury na São Franscisco da segunda metade da década de 60. Trilha sonora dos The Seeds e Strawberry Alarm Clock.

Wild Zero, de Tetsuro Takeuchi (Japão, 2002, 98 minutos).
Imagine uma mistura de Rock’n’Roll High School, Plan 9 from Outer Space e Night of the Living Dead, filmado no Japão com os membros da banda Guitar Wolf! Uma viagem cinematográfica que mistura alienígenas e zumbis, cerveja e rock nipônico, nesta aventura bem humorada.

Faster, Pussycat, Kill! Kill!, de Russ Meyer (EUA, 1965, 83 minutos).
Filme mais popular de Russ Meyer, o papa do gênero sexplotation, um sucesso de bilheteria nos drive ins americanos nos anos 60.Três sedutoras e furiosas gogo girls andam pelo deserto americano com seus carros velozes causando a discórdia por onde passam.

Einsturzende Neubauten-1/2 Mensch, de Sogo Ishii (Alemanha, 1986, 48 minutos).
Uma das bandas pioneiras do chamado som industrial toca em seu cenário perfeito: uma fábrica abandonada. O experimentalismo e minimalismo musical da banda somado às imagens do diretor fazem deste documentário uma obra primitiva e ainda atual.

Curupira: Onde o Pai Cura e o Filho Pira, de Kaly, Ramiro e Deborah (Brasil, 2007, 40 minutos).
O documentário conta a história do lendário Curupira Rock Club. Localizado em Guaramirim, interior de Santa Catarina, o Curupira é um dos bares independentes mais antigos do Brasil em atividade. Fundado em 1992, pelo lendário Ivair, o local reuniu ao longo de sua história as principais bandas independentes do Brasil.

Eu Sou um Pequeno Panda, de Gurcius Gewdner (Brasil, 2008, 10 minutos).
Aprenda a lutar contra o preconceito e vencer na vida através do Industrial Noise nesta tocante fábula familiar, recheada de amor não correspondido, solidão e intolerância. Estrelando Mulamba, Mini Mulamba, Lurdes Etezilda Etezinho, Isis Elefantisis Felitisis, Zimmmer, Suzuki Bata e Cinzinha Cinzão, que fugiu de casa logo após as gravações, com overdose de remédios, jurando voltar um dia e matar o diretor e a roteirista devido as enormes pressões psicológicas de seu personagem reacionário fascista.

Hated: GG Allin and The Murder Junkies, de Todd Philips (EUA, 1993, 60 minutos).
Um pouco da vida e obra de GG Allin. Entrevistas com ex-colegas de escola, professores, amigos e inimigos intercaladas com cenas de shows e a absurda aparição no programa de auditório Geraldo. Um registro essencial de um lado da música e da vida que muitos querem esquecer.

The Ruttles: All You Need is Cash, de Eric Idle e Gary Weis (Inglaterra, 1978, 76 minuos).
Falso documentário fazendo sátira aos Beatles, realizado por quem realmente entende de sátira: Eric Idle, ex-integrante do seminal grupo inglês Monty Phyton. O filme contou com aprovação de George Harrison, que já havia sido produtor executivo do Phyton em A Vida de Brian, além de grande fã do grupo. Destaque para as paródias de clássicos dos fab-four como Get Up and Go (Get Back) e Yellow Submarine Sandwich (Yellow Submarine).

Vivendo de Rock no Espírito Santo, de Mila Néri (Brasil, 2007, 20 minutos).
Depoimentos dos personagens mais atuantes da cena musical underground no estado do Espírito Santo, a partir do questionamento: “É possível viver de rock no Espírito Santo?”.

Psycho Carnival – Insane History, de Cleiner Micceno (Brasil, 2007, 98 minutos).
Documentário que retrata porque Curitiba é a Meca do psychobilly nacional, mostrando desde bandas dos primórdios como Missionários e Cervejas até chegar aos dias de hoje, com a cena atual.

Repolho – Música sem Parar, de Silvia Biehl, (Brasil, 2004, 26 minutos).
Partindo de depoimentos de membros da banda Repolho, produtores, parceiros, críticos musicais e de pessoas que escutam a banda pela primeira vez, esse documentário tenta apresentar e manter o imaginário constituído em torno do grupo em seus vários anos de estrada.

Sons de uma Noite de Verão: A Retomada do Ska no Brasil, de Daniel Pereira e Felipe Machado (Brasil, 2007, 70 minutos).
Documentário que compila os melhores momentos, entrevistas e depoimentos do projeto Sons de Uma Noite de Verão, promovido pelo SESC Pompéia e Radiola Records em janeiro/2006. Participam grupos como Slackers, Desorden Público, Chris Murray, Victor Rice, Firebug, Kongo, Djangos, Móveis Coloniais de Acaju e Trenchtown Rockers.

The Decline of Western Civilization: Juventude Decadente, de Penelope Spheeris (EUA, 1981, 100 minutos).
Documentário da cineasta Penelope Spheeris sobre o surgimento do punk rock na costa oeste americana. Diferente do que acontecia na costa leste, mais especificamente em Nova York, o punk californiano era mais agressivo e rápido, dando origem ao hardcore. O filme conta com apresentações de bandas pioneiras no estilo como X, Black Flag, Circle Jerks, Fear, Catholic Dicipline, Germs e Alice Bag Band.

Montevideo Unde, de Martín Recto (Uruguai, 2008, 50 minutos).
A recente cena uruguaia de música independente é retratada neste documentário, que conta com as bandas Dante Infierno, Motosierra, Hablan Por La Espalda, Santa Cruz e La Hermana Menor. Uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais sobre a cena rock latino-americana.

O Rock Sergipano: Esse Ilustre Desconhecido, de Werden Tavares (Brasil, 2008, 27 minutos).
Vídeo-documentário que traz um recorte do cenário rock de Sergipe. É uma rápida leitura do movimento cultural local a partir dos anos 80 até meados de 2004.

13º Goiania Noise, de Sérgio Valério (Brasil, 2008, 23 minutos).
Cria da gravadora Monstro Discos, a última edição do maior festival de rock independente nacional é retratada neste documentário, com depoimento de bandas participantes e dos produtores.

Grade de horários

Terça-feira (16 de junho)
15h – O Rock Sergipano: Esse Ilustre Desconhecido + Montevideo Unde
17h – Psycho Carnival – Insane History
19h – Psych-Out

Quarta-feira (17 de junho)
15h – Wild Zero
17h – Curupira: Onde o Pai Cura e o Filho Pira + 1/2 Mensch
19h – Eu Sou Um Pequeno Panda + Hated:GG Allin and The Murder Junkies

Quinta feira (18 de junho)
15h – Psycho Carnival- Insane History
17h – Vivendo de Rock no Espirito Santo + The Ruttles: All you need is cash
19h – Sons de uma noite de verão: a retomada do ska no brasil + 13°Goiânia Noise

Sexta feira (19 de junho)
15h – Repolho – Música sem Parar + 13°Goiânia Noise
17h – Psych-Out
19h – Projeto Raros Especial (Faster, Pussycat! Kill! Kill!)

Sábado (20 de junho)
15h – Eu Sou Um Pequeno Panda + Hated:GG Allin and The Murder Junkies
17h – Lançamento curtas da Colateral Flmes
19h – Pré-estreia de Guidable: A Verdadeira História do Ratos de Porão, com a presença do diretor Fernando Rick

Domingo (21 de junho)
15h – Montevideo Unde + Curupira: Onde o Pai Cura e o Filho Pira
17h – Guidable: A Verdadeira História do Ratos de Porão
19h – The Decline of Western Civilization: Juventude Decadente

Postado por Daniel Feix

O filão é a comédia popular

11 de junho de 2009 0

Impressionantes os números das comédias populares nacionais lançadas nos cinemas este ano.

Se Eu Fosse Você 2 não só foi mais visto pelo público do que o primeiro filme da série como superou o fenômeno 2 Filhos de Francisco e alcançou o terceiro posto entre os filmes que mais ingressos venderam na história do cinema nacional, com mais de 6 milhões de bilhetes comercializados (os dois primeiros seguem sendo Dona Flor e Seus Dois Maridos, com mais de 10 milhões, e A Dama do Lotação, com 6,5 milhões).

Divã também alcançou um feito: em oito semanas de exibição, já acumula 1,6 milhão de espectadores nos cinemas, o que não é pouco, ao contrário.

E agora é A Mulher Invisível, que estreou seis dias atrás e, só no primeiro fim de semana em cartaz, foi visto por mais de 277 mil. Apenas para efeito de comparação: no primeiro fim de semana, Divã foi visto por 151 mil…

Como a edição impressa de ZH publicou dias atrás, não é de hoje que o público brasileiro gosta do gênero: boa parte dos sucessos da fase atual do nosso cinema, a chamada “retomada” da produção, que teve início em meados da década de 1990, é formada por comédias populares. Além dos citados, já ultrapassaram a casa do milhão de espectadores, nesse período, o primeiro Se Eu Fosse Você (3,6 milhões), Lisbela e o Prisioneiro (3,1 milhões), Os Normais (2,9 milhões), Sexo, Amor e Traição (2,2 milhões), O Auto da Compadecida (2,1 milhões), A Grande Família (2 milhões), Deus É Brasileiro (1,6 milhão), Carlota Joaquina (1,2 milhão) e A Dona da História (1,2 milhão).

Estranhamente, ainda não são tantas as produções que exploram o filão previstas para estrear nos próximos meses. Nos registros da Filme B, fonte mais confiável de dados sobre o cinema nacional, há a previsão da estreia nacional (o que pode incluir ou não as salas de Porto Alegre) de Os Normais 2, de José Alvarenga Jr., em 28 de agosto, e a de O Bem Amado, de Guel Arraes, em 1º de janeiro de 2010. Fora isso, apenas títulos de outros gêneros estão anunciados para entrar em cartaz nos próximos meses no país.

Ou seja: ou os produtores nacionais ainda não perceberam o potencial do filão, ou perceberam há pouco, e ainda não tiveram tempo de incrementar essa fila das estreias nacionais com novas comédias populares. De uma coisa eu não tenho mais dúvida: as comédias populares vão fazer de 2009 um ano diferente no estabelecimento da relação do cinema nacional com o público, vão fazer de 2009 um ano de referência para, pode ter certeza, boa parte da produção nacional futura – depois dos resultados desta temporada, não tenho dúvidas de que serão inúmeros os novos filmes do gênero, grande parte com o dedo de Daniel Filho e José Alvarenga Jr., os dois nomes por trás de Se Eu Fosse Você e Divã.

Abaixo, este blog adianta alguma coisinha das duas próximas comédias populares citadas. Primeiro, uma espécie de trailer, ou teaser, ou chamadinha de Os Normais 2. Depois, uma imagem curiosa: nas filmagens do novo O Bem Amado, Marco Nanini, que já havia interpretado o lendário personagem Odorico Paraguassu no teatro, e agora o faz no cinema, discursa para o povo nas ruas de Marechal Deodoro, cidadezinha histórica do interior de Alagoas onde o longa foi rodado. O detalhe é que esse discurso, certamente uma cena do filme, foi captado ou por um transeunte curioso ou por alguém da equipe, com uma câmera portátil, e depois postado no YouTube. Como o longa ainda não tem trailer ou qualquer outro trechinho liberado para o público, apesar de já ter sido rodado, é esse take que compartilho com vocês.

 

 

 

Postado por Daniel Feix

Yes, nós temos jeitinho

07 de junho de 2009 0

Você tem uma pequena produtora de filmes em Hollywood. Ao seu redor, mamutes da indústria do cinema lidam com cifras, astros, fama, prestígio e reconhecimento que definitivamente estão fora de alcance. Mesmo assim, você quer faturar algum, mesmo à margem do esquema. O que fazer?

O pessoal da The Asylum tem a resposta desde 1997, quando decidiram apostar na lógica do “primo pobre”. Numa definição livre, esse princípio rege que, se o sujeito não tem dinheiro para comer Cheetos, ele vai acabar comprando Isoporzitos.

E é basicamente o que eles fazem. Perto do lançamento de uma produção milionária, eles soltam _ direto em DVD, claro _ um filme com o mesmo princípio e um nome que lembra muito (mas muito, muito mesmo) o original.

Então, quando você for ao cinema assistir a O Exterminador do Futuro – A Salvação, eles estarão lançando The Terminators. Saca só:


O fino da bossa, diz aí? E pra que esperar por Transformers – Revenge of Fallen, se logo logo sai Transmorphers – Fall of Man?


No entanto, a The Asylum também presta relevantes serviços públicos. Dá uma olhada no trailer de Street Racer. Te desafio a encontrar alguma diferença entre ele e qualquer filme da franquia Velozes & Furiosos:

Sim, os caras são profissionais. E tem mais, no site oficial ou pelo YouTube. Pelas mãos dessa turma já passaram tudo que é blockbuster _ transformados no que se convenciou chamar de knockbuster _ lançados nos últimos quatro ou cinco anos.

Claro que não cabem comparações estéticas. Só que estética é grana, nada mais. Se o princípio é o que vale _ ou pelo menos o que deveria importar _ então não há muita diferença entre um filme de robôs de milhões ou de milhares de dólares. A bobagem é a mesma, só muda o embrulho. E o embrulho, vocês sabem, tem a mesma importância que o nosso quociente de auto-enganação.

E como não gosto de me enganar, não vejo a hora de poder botar os olhos nesse incrível Mega Shark vs Giant Octopus:

Valeu, Asylum!

Postado por Gustavo Brigatti

Exterminador de Fadas

06 de junho de 2009 0

Eu devia ter ouvido o Roger.

Mas, sabem como é, teimosia rima perfeitamente bem com nostalgia, estava uma tarde bonita de sexta-feira, meu humor estava ótimo e então… eu decidi ir ao cinema. Depois de meses sem frequentar a câmara escura, desembolsei suados R$ 13 para assistir a O Exterminador do Futuro – A Salvação.

E definitivamente, eu deveria ter ouvido o Roger.

O filme é como essas animações da Disney ou Dreamworks, tipo Shrek e Toy Story, sabem? Elas precisam tanto satisfazer a criançada _ seu público alvo _ como os pais _ que levam os pirralhos ao cinema e não querem morrer de tédio.

Então eles fazem assim: entre uma piada velha ou cena boba que arranca frouxos de riso da piazada, eles colocam alguma elemento que tira um sorriso de canto dos adultos. Esse elemento pode ser um rock clássico, um personagem vestindo uma fantasia que lembre um seriado antigo, ou até aquele bordão que virou moda junto com os ternos de ombreira.

E A Salvação é justamente isso. É um ótimo filme de ação, cheio de excelentes cenas de perseguição e combates, feitas para encher os olhos e mentes de quem nunca ouviu falar da história criada por James Cameron na década de 80 e adora a estética EXPLODA TUDO QUE PUDER do Michael Bay.

Em contrapartida, para não catapultar os fãs da saga da família Connor para fora da sala, o diretor McG lançou mão de sacadas que atingem diretamente a memória afetiva dessa turma _ eu incluído. E daqui pra frente, se você tem problemas em saber partes do filme, pode parar de ler, porque entrego algumas coisas.

Por exemplo, os bordões. Um Kyle Reese ainda adolescente usa o mesmo “venha comigo se quiser viver” para o personagem Marcus que falaria no futuro (ou passado?) para Sarah Connor. “Eu voltarei” é como John Connor se despede de sua amada, tal qual ameaça o primeiro exterminador.

Ainda no primeiro filme, no final, mesmo partido ao meio o robô continua no encalço de Sarah e Kyle, obedecendo ao seu programa de extermínio. A mesma cena se repete, mas com John.

E tem mais. Em uma cena em que John precisa capturar um exterminador em forma de moto, ele atrai o bicho colocando para tocar You Could Be Mine, canção do Gun´n´Roses que foi tema do segundo filme e que nele é tocada justamente quando o exterminador do bem salva o pequeno John pilotando uma Harley-Davidson

Dá pra dizer ainda do afeto de um humano por uma máquina. A bela Blair Williams se apaixona pelo meio-humano meio-exterminador Marcus, tal qual Sarah Connor considerou o T-800 do segundo capítulo da saga o melhor pai que John jamais teve.

No embate final com o T-800, John utiliza o mesmo expediente de congelamento com nitrogênio e aço derretido que anos antes quase destruiu o T-1000 do segundo filme. Em ambos os casos, não funcionou.

Mas a cereja do bolo é Arnold Schwarzenegger revivendo seu mítico personagem, o T-800 primordial, com direito ao mesmo olhar de “isso fez cosquinha” quando John Connor o acerta no rosto com um bastão de ferro.

É, o número de “citações” é tamanho que acaba colocando em dúvida o quanto McG estava disposto a alterar de alguma forma a mitologia criada por Cameron na construção de uma obra original. E acabou confundindo homenagem com preguiça. Ou medo.

Pelo menos os brinquedos, como os espalhados na página, ficaram legais.

Postado por Gustavo Brigatti

Grandes momentos do cinema - David Carradine

05 de junho de 2009 0

   Sou novo demais para dizer, como ouvi hoje, que vibrei com a série de tevê Kung Fu (1972-1975) durante a minha adolescência. Mas tenho outros momentos da carreira de David Carradine (1936-2009) para lembrar.
   Um deles é O Ovo da Serpente (1977), filme de ninguém menos que Ingmar Bergman, em que Carradine divide a cena com ninguém menos que Liv Ullmann. Aliás, há coisa mais consagradora do que ser um astro pop da indústria do entretenimento e, ao mesmo tempo, protagonizar um longa do grande mestre sueco ao lado de sua maravilhosa atriz-fetiche?
   Mas devo confessar que o momento que talvez de fato vá ficar na minha memória é a sua interpretação de Bill no díptico que Quentin Tarantino dirigiu homenageando o cinema popular asiático. Por sinal: recomendo muito a caixa de Kill Bill (2003-2004), esta que está em algumas prateleiras anunciando os dois longas e mais alguns extras, entre os quais um documentário curto sobre a première mundial, dois making ofs e até uma cena não aproveitada na montagem final (comprei em Londres por 8 Pounds, está em promoção por aí).
   Não sei quanto a vocês, mas acho os dois Kill Bill – especialmente o primeiro – das produções mais divertidas, espirituosas e bem realizadas dos últimos tempos. A cena abaixo eu recomendo que não seja vista por quem não viu os filmes – e, evidentemente, pretende algum dia vê-los. Não vou dizer por que, mas se trata de uma cena fundamental. E muito surpreendente. Tanto que até hoje, uns, sei lá, cinco anos depois, recordo direitinho da sensação de surpresa que tive ao assisti-la pela primeira vez. Surpresa boa, que tem a ver com o prazer que o cinema proporciona.
   Enfim. David Carradine morreu. De um jeito estúpido. Diferentemente de Bill:

Postado por Daniel Feix

A polêmica Do Começo ao Fim

01 de junho de 2009 2

   Como cantava Carmen Miranda, a maior estrela brasileira da história do cinema, “Taí” o polêmico teaser de Do Começo ao Fim, novo longa do cineasta Aluizio Abranches (de Um Copo de Cólera e Três Irmãs).
   Não é exatamente o trailer de cinema: a peça tem quatro minutos de duração, ou seja, é um pouco mais longa do que os trailers tradicionais, e ficou pronta bem antes da conclusão propriamente dita do longa, justamente para ser usada para vender o projeto junto a patrocinadores e distribuidores.
   Dá para ver bem que, ainda que o diretor fale em delicadeza no trato do tema, a polêmica é das grandes: a história gira em torno da relação incestuosa entre dois meio-irmãos (vividos por Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcellos).
   Abranches diz que o teaser vazou, que não queria a sua propagação, fala que “é cedo”, que “o filme ainda vai demorar a chegar aos cinemas” – mesmo que a previsão da Downtown, que comprou os direitos de exibição, seja lançar Do Começo ao Fim ainda em 2009. Mas sinto cheiro de jogada de marketing – será mesmo involuntário?
   O assunto não é fácil, portanto, prepare-se antes de apertar o play:

   E abaixo, conforme também anunciamos no Segundo Caderno da edição impressa de ZH, disponibilizamos o trailer de A Festa da Menina Morta, o primeiro e excelente longa dirigido pelo ator Matheus Nachtergaele.
   O filme, estrelado por Daniel de Oliveira, também fala de um incesto – desta vez entre o protagonista e seu pai, interpretado por Jackson Antunes. Mas, e isso é bem importante destacar, aborda o assunto de um jeito lateral, por assim dizer – esse é apenas um aspecto formador da personalidade do personagem principal, e não o tema central do drama.
   A Festa da Menina Morta tem sessão de pré-estreia seguida de debate com Nachtergaele hoje (terça-feira), às 19h30min, no Cine Santander, e entra em cartaz no circuito na semana que vem.
   Recomendo com o maior dos entusiasmos. É, sem dúvida, um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos. Aperte o play aqui embaixo e, depois, não perca tempo: vá ao cinema!

Postado por Daniel Feix