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Um fenômeno chamado cinema uruguaio

16 de setembro de 2009 4

O Segundo Caderno desta quinta-feira fala de Gigante, o premiado filme uruguaio dirigido pelo argentino Adrián Biniez, que estreia nesta sexta em Porto Alegre.

Pois a gente promete lá no jornal e cumpre aqui no blog: segue, abaixo, a listinha de alguns dos principais longas uruguaios desta década, que inclui este pequeno grande filme sobre a paixão de um segurança (Horacio Camandule) pela faxineira (Leonor Svarcas) de um supermercado de Montevidéu.

Dá para entender como um país menos populoso e mais pobre que o Rio Grande do Sul - e sem um Prêmio RGE e mecanismos de renúncia fiscal - consegue acertar sempre nos filmes que lança? Apesar de produzir pouco, e sem muitos recursos, consegue nos presentear com trabalhos tão precisos do ponto de vista técnico e do uso dos elementos da linguagem cinematográfica?

Recomendo todos:

25 Watts (2001)

Filme que apresentou às plateias o trabalho da dupla de diretores e roteiristas Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll, e também do ator Daniel Hendler (depois reconhecido nos filmes do argentino Daniel Burman), conta um dia atribulado da rotina caótica de três jovens pela periferia de Montevidéu (o filme também é protagonizado por Jorge Temponi e Alfonso Tort). Exibido no Festival de Gramado, ganhou prêmios nas mostras de Roterdan, Lima, Havana, Valencia e Bogotá.

 

Coração de Fogo (2002)

Melhor longa latino-americano pelos júris oficial e popular no Festival de Gramado, eleito melhor longa estrangeiro no Goya (o Oscar espanhol), também fez sucesso nas salas porto-alegrenses. Escrito e dirigido por Diego Arsuaga, conta a história de um professor, um garoto e dois velhos trabalhadores da companhia estatal ferroviária (os veteranos, grandes atores Hector Alterio e Federico Luppi) que juntos resolvem sequestrar o trem que havia sido vendido para servir de cenário para um filme de Hollywood.

 

Whisky (2004)

O mais premiado dos longas uruguaios desta década (Cannes, Goya, Guadalajara, Tóquio, Huelva etc.) marca a volta dos diretores de 25 Watts, agora abordando o dia a dia de um senhor dono de uma fábrica de meias (Andrés Pazos) que tem sua pacata rotina alterada pela visita de um irmão bem-sucedido que mora no Brasil (Jorge Bolani). Para demonstrar que sua vida não está de todo ruim, ele convence uma funcionária (Mirella Pascual) a se passar por sua namorada.

 

O Banheiro do Papa (2007)

Coprodução entre Uruguai e Brasil e direção de Enrique Fernández e César Charlone, recupera, lembrando os grandes filmes neorrealistas italianos, a tragicômica história da passagem do papa João Paulo II pela pequena cidade de Melo (URU), na fronteira com Aceguá (RS). A comunidade inteira se prepara para recebê-lo, e faturar com quem viajar para vê-lo (o protagonista é um homem, interpretado por César Troncoso, que resolve construir um banheiro público nas redondezas). Foi premiado, além de Gramado, na Mostra Internacional de São Paulo e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, o nosso Oscar.

 

Gigante (2009)

Dirigido pelo argentino Adrián Biniez, levou o Urso de Prata, além do Prêmio Alfred Bauer pela inovação artística e do troféu de melhor longa de diretor estreante no Festival de Berlim. A história é a da paixão de Jara (Horacio Camandule), o doce mas problemático segurança de um supermercado da periferia de Montevidéu, por Julia (Leonor Svarcas), a faxineira do estabelecimento. Com ares de comédia romântica, o filme teve o roteiro e a interpretação do protagonista reconhecidos também pelos júris oficial e da crítica em Gramado.

 

Hiroshima (2009)

Pablo Stoll perdeu a companhia de Juan Pablo Rebella, que morreu precocemente suicidando-se em 2006, por isso tocou sozinho o roteiro e a direção de seu terceiro longa, que é apenas o segundo título de ficção a ser finalizado este ano no Uruguai. O filme, que gerou grande expectativa da crítica internacional, vai contar a vida de um jovem que dribla seus problemas de expressão por meio da música, montando uma banda de rock da qual vira vocalista (o título seria uma referência ao nome do grupo musical, pelo que apurei). Ainda não há data prevista para a estreia, nem mesmo no país de origem.

Também, muito infelizmente, não encontrei trailers disponíveis deste filme.

Postado por Daniel Feix

Comentários (4)

  • Constantin Sokolski diz: 16 de setembro de 2009

    Realmente uma produção invejável de bons filmes para um país de 3,2 milhões de habitantes.
    Assisti Whisky e El Bano del Papa. São excelentes.

  • Filipe Bueno diz: 17 de setembro de 2009

    Vou conferir Gigante… Se for bom como Whisky e O Banheiro do Papa, maravilha!

  • Victor Guimarães diz: 17 de setembro de 2009

    Como esta gente gosta de fazer filme de gente f*dida!!!

  • Dudley26Dina diz: 10 de novembro de 2010

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