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Salve Geral deve estrear em outubro

18 de setembro de 2009 0

A notícia é do início desta tarde: Salve Geral (foto) é o filme escolhido para representar o Brasil na corrida do Oscar 2010.

O longa do carioca Sérgio Rezende, 58 anos e também diretor de O Homem da Capa Preta (1986) e Zuzu Angel (2006), entre outros, entra em cartaz hoje em um único cinema do país, localizado em Taubaté (SP). Isso apenas para preencher o requisito de ter estreado antes do prazo e assim poder concorrer à indicação – artifício antes usado por diversos outros longas, entre eles Abril Despedaçado (de Walter Salles, 2001) e o próprio Tropa de Elite (de José Padilha, 2007).

A estreia de verdade estava prevista para o dia 2 de outubro, com entre 150 e 200 cópias espalhadas por todo o país. “Estava” porque, agora, tem tudo para ser incrementada, ou seja, ganhar ainda mais cópias e talvez mais prazo para que se possa organizar melhor a campanha de lançamento e conseguir mais espaço nas salas brasileiras. Mas deve ocorrer ainda em outubro, até para não ficar tão distante da notícia divulgada hoje.

 

Sérgio Rezende é um realizador de obra irregular. Seus filmes mais pretensiosos talvez não sejam os seus melhores. Entre 1999 e 2000, por exemplo, ele dirigiu e roteirizou um longa ambicioso, Mauá, o Imperador e o Rei, e outro cuja produção pode, sem qualquer demérito, muito pelo contrário, ser chamada de “menor”: Quase Nada. Alcançou resultado melhor com o segundo, a despeito da diferença de tempo, esforço e dinheiro investido em ambos.

Uma comparação entre Guerra de Canudos (1997), um filme “maior”, e Lamarca (1994), realizado com menos recursos e todas as dificuldades decorrentes da fase mais obscura da produção nacional, após o fim da Embrafilme durante o governo Fernando Collor, proporciona conclusão semelhante.

Salve Geral (2009), que ainda tem o subtítulo O Dia em que São Paulo Parou, é inspirado nos ataques de uma facção criminosa contra policiais nas ruas e dentro do sistema penitenciário realizados em um mesmo dia de maio de 2006. O longa fala de como a tragédia coletiva acabou refletida em um drama pessoal: o da viúva de classe média Lúcia (Andreia Beltrão), uma professora de piano que tenta a todo custo tirar seu filho de 18 anos da cadeia. Ele havia sido preso por se envolver num incidente que resultou em uma morte.

Quer dizer: lá vamos nós de novo exportar a violência urbana das nossas grandes cidades. O que, a bem da verdade, significa que nossos filmes não estão deslocados da nossa realidade – e isso é bom. Vamos ver se, como alguns dos outros títulos recentes, Salve Geral é um bom filme – e se de fato tem alguma chance de disputar a estatueta.

Segue o trailer:

Postado por Daniel Feix

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