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Terra Deu, Terra Come

14 de março de 2011 1

Quartel do Indaiá, região de Diamantina, Minas Gerais. Dezessete horas de velório, choro, riso, farra, reza, silêncios, tristeza. No cortejo do corpo de João Batista, 120 anos, muita cantoria com os versos dos vissungos, tradição herdada da África. O mestre de cerimônias é o garimpeiro Pedro de Alexina, homem de 80 e tantos anos de idade e um dos últimos conhecedores dos cânticos pronunciados no dialeto banguela. Com uma canequinha esmaltada, ele joga as últimas gotas de cachaça sobre o cadáver já assentado na cova:

- O que você queria taí! Nós não bebeu ela não, a sua taí. Vai e não volta pra me atentar por causa disso, não. Faz a sua viagem em paz.

Terra Deu, Terra Come. Um baita de um documentário – falso documentário, na verdade – dirigido pelo mineiro Rodrigo Siqueira, 37 anos. Como bem definiram respectivamente Eduardo Coutinho e João Moreira Salles, “um filme extraordinário”, “uma trapaça maravilhosa”. Desta terça-feira (15/03) até o dia 24, em três sessões diárias (15h, 17h e 19h), no Cine Santander (Praça da Alfândega, s/nº, Porto Alegre).

Comentários (1)

  • Pedro Henrique Gomes diz: 15 de março de 2011

    Outra notícia muito boa! Eu, que perdi o filme em Gramado, não perco por nada.

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