Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

A última grande diva

23 de março de 2011 6

Elizabeth Taylor (1932 – 2011) é possivelmente a última grande diva da era de ouro de Hollywood – as décadas de 1940 e 1950, com respingos nos já turbulentos 1960, época em que Liz Taylor protagonizou seus maiores filmes.

Dois deles são Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, o genial longa de estreia de Mike Nichols, no qual protagoniza um duelo de arrepiar com Richard Burton, com quem mantinha um casamento turbulento no filme e também na vida real, e Cleópatra, de Joseph L.Mankiewicz, um dos títulos aos quais terá sua imagem eternamente associada.

Abaixo, uma singela homenagem com dois trechos de ambos. Primeiro, a sua entrada triunfante em Roma como a celebre rainha do Egito e, depois, numa das várias sequências que evidenciam o seu show de interpretação no longa de Mankiewicz – num momento em que a tensão apenas está começando a aparecer.

Adendo pós-fechamento corridíssimo da edição impressa do Segundo Caderno de ZH, que virou do avesso com a notícia da morte de Elizabeth Taylor:

Seguem outros dois trechos dos mais aclamados longas protagonizados pela grande atriz. Primeiro, Gata em Teto de Zinco Quente, filmaço – incrivelmente – desaprovado pelo dramaturgo Tenessee Williams, autor do texto original. Neste drama familiar, Liz encarna Maggie, mulher que vive um casamento infeliz com o alcóolatra Brick (Paul Newman), ex-astro do futebol americano que a culpa por seu fracasso profissional. Dá uma olhada na cena abaixo, infelizmente sem legendas em português, e confira o talento da dupla, dois dos rostos mais bonitos da história do cinema.

Na sequência, a famosa cena da dança no melodrama Um Lugar ao Sol, primeiro papel “adulto” de destaque da atriz, depois de ser revelada nos filmes com a cadela Lassie dos anos 1940. Aqui, ela interpreta a garota por quem o personagem de Montgomery Clift, um jovem pobre que ascende socialmente, acaba se apaixonando.

Comentários (6)

  • Neil Ferreira diz: 23 de março de 2011

    Talvez agora, com a morte da grande atriz, o que todos lamentamos o fato, pois a mesma representou uma geração hollyudiana” da supremacia cultural americana. Agora, quem sabe, a próxima versão de Cleopatra, tenha uma protagonista afrodescendente, negra mesmo! Afinal, o Egito foi o territorio dos africanos civilizados e representa um dos maiores marcos da historia, da historia negra e nao da historia dos olhos clarinhos e rostos de maçã!

  • Paulo Kun diz: 23 de março de 2011

    Neil. E os racistas são os brancos.Sem comentário!!!!!!!!!!!!

  • Luiz Sandrin diz: 23 de março de 2011

    Gostaria que me ajudasse a encontrar o livro de história que relata e correta origem de Cleopatra. O que eu li dizia que ela foi descendente de Alexandre o Grande da Macedonia, branca, portanto. Devo incinerá-lo? Onde encontrar um que me conte a história correta?
    Luiz

  • Marcela Mendes diz: 23 de março de 2011

    Bobagem! Cleópatra era descendente de europeus da região da Macedônia…

  • pedro vargas diz: 24 de março de 2011

    Realmente o filme Cleópatra foi um épico que marcou época, mas além de Quem Tem Medro de Wirginia Wolf, onde Liz arrasa interpretando com outro monstro sagrado, Burton, ela fez um dos maiores filmes da época, que é muito pouco lembrado, Assim Camina a Humanidade, contracenando com Rock Hudson e James Dean. Uma verdadeira obra de arte, merecedora de comentários e de ser remasterizada.

  • fabiana fernandes diz: 24 de março de 2011

    Infelizmente morre a ultima grande “diva” do cinema mundial. Além de Cleópatra, ela protagonizou outros grandes filmes onde demonstrou toda sua arte de contracenar. Em “Quem Tem Medo de Virginia Wolf”, com Burton, ela arrasa quarteirão e em “Gata em Teto de Zinco Quente” demonstra toda sua veia interpretativa, ao interpretar uma esposa amargurada, decepcionada e sofredora. Mas uma das grandes interpretações de Liz, também foi no épico “Assim Caminha a Humanidade” contracenando com seu grande amigo Rock Hudson e o lendário James Dean. Imperdível. Vale a pena assistir este filme que retrata a vida de pessoas no Texas que com a descoberta e exploração do petróleo ascenderam de posição social (o ex-empregado interpretado por James Dean, do patrão criador de gado interpretado por Rock Hudson e sua mulher, interpretado pela Liz Taylor), seus desejos íntimos, suas aspirações, suas ascenções e quedas.

Envie seu Comentário