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Os filmes do CineEsquemaNovo

24 de março de 2011 4

Além do 7º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional (leia mais sobre ele dois posts abaixo), outra mostra muito legal, embora de perfil bastante diferente, está por ser realizada na capital gaúcha: o CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre. O evento, que também está chegando à sétima edição, anunciou 12 longas-metragens brasileiros concorrentes, que serão exibidos entre 23 e 30 de abril na Sala P.F.Gastal, no CineBancários, no Cine Santander e no Atelier Subterrânea. Quem for vê-los terá a chance de conferir algumas das propostas mais radicais – e interessantes – na investigação da linguagem cinematográfica no país atualmente. Abaixo, o videorrelise com trechos de todos estes longas e, na sequência, algumas palavrinhas sobre cada um deles. Mais abaixo ainda, a lista dos 27 títulos da mostra competitiva de curtas ou médias-metragens. Programação e outras informações? Aqui, no site oficial do CEN.

Os longas selecionados:

> A Alegria, de Felipe Bragança e Marina Meliande (100min, RJ). Passou nos festivais de Cannes e Roterdã e encerra a trilogia de longas da dupla de jovens realizadores sobre a juventude brasileira contemporânea, que conta também com A Fuga da Mulher Gorila, já exibido em Porto Alegre.

> Álbum de Família, de Wallace Nogueira (70min, BA). Versão estendida, inédita nos cinemas, de uma produção financiada pelo programa DocTV em que o diretor revê o pai após oito anos de separação para um exame das fotografias familiares do passado.

> Baptista Virou Máquina, de Carlos Dowling (60min, PB). Espécie de filme musical composto a partir do disco da banda paraibana de jazz experimental Burro Morto. “Não se engane, não é um longo videoclipe, há narrativa ali”, diz um dos organizadores do CineEsquemaNovo Gustavo Spolidoro.

> Chantal Akerman, de Cá, de Gustavo Beck e Leonardo Luiz Ferreira (62min, RJ/SP). Uma entrevista com a artista belga, que, inspirada nos seus filmes, apresentada num plano único e com a câmera posicionada distante da entrevistada. Ferreira é jornalista e crítico de cinema, e Beck esteve no CEN 2009 com o muito interessante documentário A Casa de Sandro.

> Desassossego, de Felipe Bragança e Marina Meliande (63min, RJ/SP). Foi exibido no Festival de Roterdã. Trata-se de uma colagem de diversos pequenos filmes que jovens realizadores fizeram a partir de uma carta aleatória. A dupla de realizadores coordenou o projeto e montou o longa, mas não interferiu em cada um de seus fragmentos.

> Ex Isto, de Cao Guimarães (86min, MG/SP). Belo filme de um dos principais cineastas brasileiros revelados nesta década, em que, inspirado em Catatau, de Paulo Leminski, ele se afasta ainda mais do registro documental e se aproxima da ficção. Encerrou o Festival de Gramado 2010, em exibição hors-concours.

> Luz nas Trevas, de Helena Ignez e Ícaro Martins (83min, SP). Prêmio da crítica no Festival de Locarno, foi realizado a partir de originais deixados pelo cineasta Rogério Sganzerla de um filme que marcaria a volta d’O Bandido da Luz Vermelha. Aqui, o lendário personagem do clássico marginal é vivido por Ney Matogrosso que, da cadeia, observa a ascensão do filho no mundo do crime. Segue, com competência, o espírito anárquico do título anterior.

> Luzeiro Volante, de Tavinho Teixeira (65min, PB/CE). Outro filme apresentado pelos organizadores como inédito, é um road movie pelo Brasil “com imagens incríveis do país, a começar pelo belo início na Usina de Itaipu”, garante Spolidoro. Tavinho Teixeira é ator do outro paraibano da mostra, Baptista Virou Máquina.

> Mulher à Tarde, de Affonso Uchoa (82min, MG). Foi exibido pela primeira vez no ano passado na 10ª Mostra do Filme Livre, de onde saiu com o Troféu Livre. Em Tiradentes, este ano, foi premiado pelo júri jovem. Uchoa é videoartista e anuncia seu filme de um jeito conciso: “Três mulheres em uma casa. Por uma tarde”. O título do longa é sensacional.

> O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges (71min, MG). Eleito o melhor filme no Festival de Brasília, também foi exibido em Roterdã. “Dá um passo adiante com relação às demais propostas de construir ficções a partir de imagens documentais”, define Spolidoro. Como curta-metragista, Borges já tinha uma carreira promissora – foi inclusive premiado em edições anteriores do CEN.

> Os Monstros, de Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti (81min, CE). Mais um filme advindo do coletivo cearense Alumbramento – os quatro atores-diretores são os mesmos do premiado Estrada para Ythaca e, ao que parece, aqui dão prosseguimento à caminhada em que interpretam a si próprios e na qual o destino importa menos do que as descobertas do meio do caminho.

> Pacific, de Marcelo Pedroso (71min, PE). A ideia é ótima: o diretor participa de um grande cruzeiro, faz amigos e, ao final da viagem, recolhe o que estes amigos, ou os tripulantes, filmaram em seus celulares e câmeras particulares. A união de todos esses fragmentos é Pacific.

João Miguel em Ex Isto, de Cao Guimarães

Os curtas selecionados:

> 1976: Lugar Sagrado, de Carlosmagno Rodrigues e Alfonso Pafyeze (5min, MG)
> A Banda dos 7, de Sara Ramo (20min, MG)
> A Felicidade dos Peixes, de Arthur Lins (24min, PB)
> A Janela (ou Vesúvio), de João Toledo (8min, MG)
> As Aventuras de Paulo Bruscky, de Gabriel Mascaro (20, PE)
> As Corujas, de Fred Benevides (20min, CE)
> Balanços e Milkshakes, de Erik Ricco e Fernando Mendes (9min, MG)
> Cachoeira, de Sérgio José de Andrade (13min, AM)
> Caos, de Fábio Baldo (15min, SP)
> Cat Effekt, de Gustavo Jahn e Melissa Dullius (40min, RUS/BRA)
> Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo, de Rodrigo John (7min, RS)
> Como É Bonito o Elefante, de Juruna Mallon e Lucas Barbi (8min, RJ/MG/FRA)
> Dia 1 P.M., de Aly Muritiba (10min, BA)
> Handebol, de Anita Rocha da Silveira (19min, RJ)
> Mens Sana in Corpore Sano, de Juliano Dornelles (21min, PE)
> Meu Avô, o Fagote, de Tatiana Devos Gentile (26min, RJ)
> My Way, de Camilo Cavalcante (6min, PE)
> Náufragos, de Gabriela Amaral Almeida e Matheus Rocha (15min, BA/SP)
> Número Zero, de Cláudia Nunes (22min, GO)
> O Sarcófago, de Daniel Lisboa (19min, BA)
> Orawa, de Felipe Barros (3min, SP)
> Permanências, de Ricardo Alves Júnior (34min, MG)
> Quatorze, de Leonardo Amaral (10min, MG)
> Raimundo dos Queijos, de Victor Furtado (16min, PE)
> Último Retrato, de Abelardo de Carvalho (9min, RJ)
> Walter, de Pedro Henrique Ferreira (24min, RJ)
> Wannabe, de Mauricio Ramos Marques (20min, PR)

Ney Matogrosso em Luz nas Trevas, de Helena Ignes e Ícaro Martins

Comentários (4)

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