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Festival Lume: primeiras impressões

15 de julho de 2011 1

Lola, de Brillante Mendoza

Mal passou das 10h e já faz 30º em São Luís, capital do Maranhão, onde estou para acompanhar o primeiro Festival Lume de Cinema, uma das melhores novidades do calendário cinematográfico brasileiro. A primeira sessão foi ontem, no Teatro Arthur Azevedo, o segundo mais antigo do Brasil. Estava cheio em seus cerca de 1 mil lugares, dizem – cheguei atrasado e vou ter de me contentar em ver daqui a pouco, sem o devido glamour, o longa de abertura, Lola, do cultuado cineasta filipino Brillante Mendoza, que já foi premiado em Berlim e Cannes.

Vou falar mais ao longo dos próximos dias sobre a programação, os convidados e, sobretudo, o que é este festival internacional encravado nesta ilha de aproximadamente 1 milhão de habitantes localizada no extremo norte do Brasil. Adiantando: Lume é o nome de uma produtora (aqui o site) fundada por Frederico Machado, garoto de 30 e poucos anos, muitas ideias e vasta cultura cinéfila. Nos últimos anos, ela, a Lume, se tornou a principal distribuidora de DVDs do país no segmento clássicos e raridades. Com menos recursos, já superou de longe suas principais “concorrentes”. E agora entra no mercado de distribuição de filmes para o cinema, dando a largada nesta atividade com um evento que será anual e que tem tudo para ser referência entre os festivais brasileiros.

Brillante Mendoza está em pessoa aqui. Marquei uma conversa reservada com ele para amanhã, o que por si só já valeria a viagem. Mas tem muito mais. Hoje, por exemplo, vou ver Submarino, do dinamarquês Thomas Vinterberg (o mesmo de Festa de Família, um dos principais títulos do Dogma 95, lembra?), que esteve na seleção oficial do Festival de Berlim – Lola esteve na do Festival de Veneza. Há também produções nacionais, entre as quais o longa gaúcho A Última Estrada da Praia, estreia em longa-metragem do diretor Fabiano de Souza. As sessões das mostras competitivas serão todas no Teatro Alcione Nazaré, outro templo sagrado da cultura local. O Arthur Azevedo volta a sediar apenas o encerramento do festival, no dia 23, sábado da semana que vem.

Comentários (1)

  • Swee diz: 17 de julho de 2011

    C’est fantastique, mon chere!

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