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Posts do dia 3 maio 2012

Ainda bem que tem o Hulk

03 de maio de 2012 15


Os Vingadores
é o tipo de filme que prescinde das críticas para atrair multidões ao cinema. Era tanta a expectativa dos fãs para ver reunidos Capitão América, Hulk, Thor e Homem de Ferro, e foi tão maciça a estratégia de lançamento (ocupa quase a metade das salas do Brasil), que a aventura com os personagens da Marvel se tornou a terceira maior estreia no país _ nos três primeiros dias de exibição, contabilizou 1,5 milhão de espectadores.

Eu fui um deles, no duplo papel de crítico e fã. Minhas duas identidades saíram mais frustradas do que felizes. Ok, Os Vingadores tem aquilo que se espera de um filme que reúne super-heróis, ou seja, o conflito de egos, a divergência de ideias, superbrigas emolduradas por frases de efeito. Mas as, digamos, discussões morais são rasas como um gibi de antigamente, e as cenas de ação são apenas sujas e ruidosas, nada inventivas.

A trama é ao mesmo tempo banal _ a turma de superpoderosos precisa juntar forças para salvar a Terra _ e complexa (vai um martelo Mjolnir para quem explicar direito o Tesseract). É bacana e até empolgante a maneira como os Vingadores são recrutados pela S.H.I.E.L.D. do coronel Nick Fury (Samuel L. Jackson interpretando seu papel de sempre, só que com tapa-olho). Mas o sexteto formado é desparelho: o Gavião Arqueiro é um herói de segundo escalão, e, fator Scarlett Johansson à parte, a Viúva Negra não combina com aquele universo. Prova é o confronto com os Chitauri, espécie de Orcs versão alienígena _ todo mundo lutando com raios repulsores, escudo indestrutível, martelo mágico, flechas explosivas e, hã, gigantescos punhos verdes; e Natasha Romanoff com uma reles pistolinha…

As pessoas têm dito que Os Vingadores é engraçado. E é mesmo, há diálogos e tiradas impagáveis, especialmente quando saem da boca do Tony Stark vivido por Robert Downey Jr. Mas “engraçado” não deveria ser o principal adjetivo para classificar um filme com personagens tão épicos e/ou trágicos como o Capitão América (o cara passou 70 anos congelado!), Hulk (a versão moderna de Jekyll and Hyde) e Thor (um deus nórdico, ora).

Entre mortos e feridos (e há de serem muitos naquele combate final pelas ruas e pelos céus de Nova York), salvam-se:

_ Como era esperado, depois do filme do Thor, o Loki encarnado por Tom Hiddleston é um belo vilão, malicioso e imprevisível;

_ A superluta na floresta envolvendo Thor, Homem de Ferro e Capitão América;

_ Hulk (enfim) esmaga! Não só Mark Ruffalo faz o melhor Dr. Banner do cinema, como também o Hulk fabricado de Os Vingadores é o mais real (no corpo computadorizado) e o mais fiel (no espírito do personagem) às HQs. É a entrada do Golias Esmeralda em ação que torna o filme mais agradável, mais emocionante, mais vibrante, mais divertido _ duas cenas, uma com Thor, a outra com Loki, são hilariantes.

Resumindo: vai faltar pipoca nos cinemas, mas que venha a gravidade e a tensão de O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Faltam 87 dias.