Neste segunda-feira, publicamos no Segundo Caderno dicas de filmes que ficaram inéditos nos cinemas locais. Aqui segue uma versão bem mais ampla da lista.
Os critérios e caminhos tortos que regem a decisão de lançar um filme no cinema ou jogá-lo direto nas prateleiras das locadoras já foram mais lógicos e claros. Apelo popular, números de bilheteria em outros países, consagração da crítica, nome de peso nos créditos, por exemplo, eram elementos que ajudavam a balizar as escolhas das distribuidoras. Agora, também tem peso relevante o achatamento de um circuito exibidor cada vez mais voltado para blockbusters e shopping centers (mais da metade das salas de cinema do Brasil estavam ocupadas por apenas dois filmes, Os Vingadores e Battleship — e está chegando Homens de Preto 3).
Assim, muitos filmes bons ou pelo menos dignos de atenção ficaram inéditos nos cinemas da Capital. Zero Hora tem destacado de tempos em tempos alguns títulos lançados direto em DVD. Aqui, você pode conferir alguns dos vários casos de uma safra mais recente que bem poderiam ser vistos na tela grande — no lugar de tantas bombas que ganham esta chance. Menos mal que estão disponíveis para fazer, com atraso, a sessão de cinema em casa.
O Abrigo
Impactante drama apocalíptico que venceu a Semana da Crítica no Festival de Cannes em 2011— seu diretor, Jeff Nichols, disputa agora a Palma de Ouro com o novo filme, Mud. Ambos são estrelados por Michael Shannon. Em O Abrigo, ele vive um homem que surta diante do que imagina ser o iminente fim do mundo e se lança a construir um bunker para nele se proteger com a família.
A Menina que Brincava com Fogo
Produção sueca que adapta o segundo capítulo da aclamada trilogia policial Millennium — o primeiro, Os Homens que Não Amavam as Mulheres, chegou aos cinemas brasileiros e ganhou remake americano. A hacker Lisbeth Salander (Naomi Rapace), de volta a Estocolmo, e o jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist) investigam uma rede de tráfico de mulheres que conta com a cumplicidade de autoridades corruptas. De Daniel Alfredson.
Uma Vida Melhor
Dirigido por Chris Weiz, este drama familiar colocou o ator mexicano Demián Bichir nas listas das principais premiações da temporada, incluindo uma consagradora indicação ao Oscar. Ele vive um imigrante ilegal que trabalha duro nos EUA e cumpre uma comovente odisseia para se aproximar do filho adolescente e manter o rapaz afastado das tentações da marginalidade.
Nosso Dia Chegará
O grande cinesta Costa-Gavras tem dois herdeiros seguindo seus passos: a filha, Julie, e, mais recentemente, o filho, Romain Gavras, autor desta curiosa abordagem sobre o proconceito e a intolerância na sociedade francesa. Dois desajustados anarquistas (Olivier Barthelemy e Vincent Cassel) decidem rebater com violência as hostilidades que sofrem por serem... ruivos.
Sentidos do Amor
Título nacional enganoso para Perfect Sense, trama em que o romance até existe, mas tem tom apocalíptico. Chefe de cozinha (Ewan McGregor) se envolve com médica (Eva Green) que depara com estranhos casos: pacientes perdendo progressivamente sentidos como olfato, audição e paladar. O fenômeno é global, sem causa conhecida, e desencadeia uma onda de medo e paranoia. De David Mackenzie.
A Tempestade
Esta que é considerada a última peça de William Shakespeare já ganhou diferentes adaptações no cinema. O diferencial nesta versão é ter uma mulher como protagonista, agora chamada Próspera (vivida pela oscarizada Helen Mirren). Nobre exilada em uma ilha, ela atrai para lá os inimigos com o fim de consumar sua vingança. De Julie Taymor (do musical beatle Across the Universe).
50%
Jonathan Levine mantém no tom certo de drama e emoção um filme com um tema que costuma descambar no melodrama lacrimoso. Teve duas indicações ao Globo de Ouro. O enredo é inspirado na história real do roteirista Will Reiser, que enfrentou a luta contra o câncer com apoio de um grande amigo, o ator Seth Rogen, que revive sua própria história em parceria com Joseph Gordon-Levitt.
Cyrus
Comédia romântica que vai um pouco além dos chichês do gênero, assinada pelos irmãos Jay e Mark Duplass. John C. Reilly vive John, sujeito divorciado que engata um novo romance. Mas sua namorada (Marisa Tomei) é mãe de um rapaz um tanto esquisito de 22 anos (Jonah Hill), a quem ela trata como um bebezão, que decide entrar em guerra territorial com John.
Toda Forma de Amor
Oscar de ator coadjuvante para Christopher Plummer, que, aos 82 anos, tornou-se o mais velho intérprete a ganhar a estatueta. Ele dá um show nesse visualmente inventivo drama, como pai que assume ser gay quando fica viúvo e decide aproveitar ao máximo o final da vida, servindo de exemplo para o filho depressivo (papel de Ewan McGregor) seguir em frente e dar uma sacudida na sua. De Mike Mills.
Crimes de Amor
Último filme realizado pelo diretor francês Alain Corneau ( 1943 – 2010) autor de filmes como Noturno Indiano e Todas as Manhãs do Mundo. Suspense ambientado no mundo corporativo. Jovem executiva (Ludivine Sagnier) planeja uma rocambolesca e ardilosa vingança contra a chefe (Kristin Scott Thomas) que, não satisfeita em roubar suas ideias, a humilha publicamente.
The Sunset Limited
Depois do ótimo Três Enterros, o ator Tommy Lee Jones voltou à direção neste projeto feito para a TV. Ele protagoniza com Samuel L. Jackson a adaptação de uma peça do escritor Cormac McCarthy (de Onde os Fracos não Têm Vez). Na história, ex-presidiário negro evita que um professor branco cometa suicídio, aproximação que faz os dois homens debaterem sobre profundas questões existenciais.
Pusher e Medo X
Não são lançamentos recentes, mas entram na lista por serem dirigidos pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn, autor do, esse sim, recente e badalado Drive. Pusher (1996) é o primeiro título de uma vilonta trilogia ambientada no submundo criminoso de Copenhague. Medo X (2003) mostra a jornada de um homem (John Turturro) obcecado em encontrar o assassino de sua mulher.
Órfãos de Guerra
De Roger Spottiswoode, se passa no mesmo cenário e aborda tema parecido com o longa que está chegando aos cinemas Flores do Oriente, de Zhang Yimou. Jonathan Rhys Meyers vive jornalista inglês que viaja à China no final dos anos 1930 e acaba testemunhando os massacres cometidos pelos invasores japonesas, às vésperas da II Guerra.
Stake Land – Anoitecer Violento
Um dos destaques do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre (Fantaspoa), em 2011, mostra uma trama apocalíptica que tem como cenário os EUA devastados por um ataque de vampiros. O clima e o visual lembram o seriado The Walking Dead – os vampiros são parecidos com os zumbis, mas muito mais ágeis, espertos e mortais. Os protagonistas são um caçador de vampiros duro na queda (Nick Damici) e um garoto (Connor Paolo) que vira seu companheiro de jornada. De Jim Mickle.
Jane Eyre
Adaptação de Cary Fukunaga para o clássico romance de Charlotte Brontë ambientado no século 19. Conta, em meio a muitas reviravoltas, a história romântica e trágica de uma órfã que ascende socialmente até se ver diante de uma conturbada paixão. O casal protagonista é vivido por Mia Wasikowska (A Alice de Tim Burton) e Michael Fassbender, um dos astros do momento (de Shame).
Dublê do Diabo
O diretor Lee Tamahori teve um começo promissor nos anos 1990, à frente de filmes vigorosos como O Amor e a Fúria e O Preço da Traição, mas perdeu o gás. Esse novo trabalho não teve grande repercussão, apesar do tema. É inspirado na história real do iraquiano Latif Yahia, militar obrigado a servir de dublê de corpo de Uday Hussein, filho de Saddam, conhecido pela vida de prazeres luxuosos, exóticos e sádicos que levava até cair a casa dos tiranos. Dominic Cooper interpreta os dois personagens.
Sob o Domínio do Medo
Entra na lista mais por curiosidade, pela coragem de refazerem um dos melhores e mais polêmicos filmes do diretor Sam Peckinpah, de 1971 – sobre como um homem comum (Dustin Hoffman) podia virar uma violenta fera quando provocado ao extremo. Agora, James Marsden e Kate Bosworth vivem o casal que se muda para uma idílica casa de campo e se vê na mira de sádicos caipiras locais – um deles é vivido por Alexander Skargard, o vampiro Eric do seriado de TV True Blood. De Rod Lurie.








Já assisti a maioria destes filmes, quase todos ótimos. Destaco "O Dublê do Diabo", filme incrível, inacreditáveis as loucuras que Uday fazia. "Stake Land" não chega a ser ótimo, mas tb não é tão clichê qto outros filmes de zumbi. "Jane Eyre", maravilhoso, melhor q a outra versão, um dos melhores filmes q vi ano passado. "Toda a forma de amor" é de uma sensibilidade sem tamanho, daqueles filmes que mexem com a gente. "Crimes de amor", sem comentários, adoro a Kristin, mas o destaque vai pra assistente dela, atuação ótima. Em "Tempestade" me perdi um pouco, não consegui gostar mto. "Sob o domínio do medo", tão bom qto a versão com Dustin Hoffman, talvez a primeira versão dêum ar mais nostálgico, mas esta última não fica pra trás em qualidade.
Gente, obrigada por postarem sobre esses filmes, ás vezes acho que ninguém sabe sobre eles, é bom q outras pessoas possam compartilhar e assistir essas grandes obras.