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Nossos problemas de estimação

26 de março de 2010 2

DA COLUNA COTIDIANO

Ambulantes, flanelas, filas duplas, perturbação do sossego, problemas crônicos de uma cidade. E ainda tem as calçadas precárias e a falta de bicos de luz nos postes. Até parecem problemas de estimação, pela falta de jeito que demonstramos no trato desses assuntos, cultivados com esmero pela negligência ou, para dizer o mínimo, pela falta de ânimo com que são enfrentados.

“Ah, deixa lá, sempre estarão aí os ambulantes, os nossos flanelas, fila dupla é problema de cidade grande, perturbação do sossego, deixa que se entendam…” E outro problema de indignar o mais pacato dos cidadãos: queixar-se, só com o bispo. Você tenta acionar os telefones de emergência e, no geral, bate cabeça. “Não tem viatura”, “não é com a gente”, “não tem como.” Haja paciência.

Então não queremos mesmo resolver nossos problemas que estão aí todo dia. São nossos problemas íntimos, já familiares, ora, então deixa eles aí. O problema é que esses problemas íntimos se traduzem em desrespeito. E desrespeito ninguém merece.

O centro da cidade quase sempre está cheio de ambulantes irregulares. Um problema delicado, pois tem desdobramentos sociais. Claro que não é simples resolver, baixar a fiscalização e pronto. Eles vão voltar, mas precisa haver uma forma de enfrentamento pensada, planejada. Com os flanelas, a mesma coisa. Esses, de tão à vontade que se sentem, emitem até recibo. Filas duplas e perturbação do sossego são problemas decorrentes da falta de educação, combinada com falta de fiscalização.

Onde a infração é escrachada, quase um deboche, a fiscalização precisa pegar para valer. Tem gente que fica ruborizada quando se fala assim, “fiscalização pegar para valer”. Parece que se está cometendo um crime, fiscalizar e autuar, mas é isso mesmo. E quando há espaço para o bom senso, quando a situação é discutível, então que se pondere, mas que se solucione o problema pontualmente.

O que não pode é a fiscalização negligenciar, o serviço de atendimento ao cidadão empurrar com a barriga, como é habitual, tristemente. Nossos problemas de estimação deveriam merecer tratamento de choque, diferenciados, bem pensados, mas são tratados com uma negligência alarmante, como se estivéssemos condenados a eles. E, é lógico, não estamos. Falta ânimo no serviço público, justo na hora de defender o cidadão.

Postado por Ciro Fabres, Caxias do Sul

Comentários (2)

  • Angelo Demore diz: 27 de março de 2010

    isso sem falar nos malandros de carros de som azuretando os normais desta cidade,Agradeço ao proprietario duma saveiro vermelha por acordar-me DIARIAMENTE as 7 da manha com seu som de “bom gosto” estremecendo os vidros da minha casa na rua 13 de maio…..ah, minha filha de 10 anos tambem agradece.

  • Claudio diz: 27 de março de 2010

    Ao invés da prefeitura gastar tanto dinheiro público com o corte de árvores e eventos que estão atrasando a cidade tipo os rodeios(que um dia a justiça há de dar fim) porque não constrói escolas para educação das pessoas? Não só das crianças mas para os adultos e velhos que acham que as arvores não tem função ecológica. Se o futuro está na mão da educação,não deveriam dar o exemplo ao invés de patrocinarem com nosso dinheiro tanta barbaridade? Fora o barulho e a sujeira que fazem nos pavilhões.

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