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O dia de passe livre

26 de março de 2010 5

DA COLUNA COTIDIANO

Já nem é mais surpresa a popularidade com que circula a ideia de que o dia de passe livre é o responsável por algumas das mazelas da cidade. Então se acabe com ele, simples assim. Porque há vandalismo nos dias de passe livre ou aumento da insegurança ao comércio, pela maior circulação de pessoas, porque fica mais desconfortável andar de ônibus, ora, retire-se o bode da sala, acabe-se com o passe livre, e pronto. Tudo deve se resolver em um passe de mágica, é de se imaginar.

O dia de passe livre voltou a ficar na alça de mira por conta desse exame das gratuidades no transporte coletivo. E recebe esse empurrão adicional de gente que prefere desprezar sua utilidade para um batalhão de gente, a quem a possibilidade de se deslocar gratuitamente de ônibus pelo menos um dia por mês adquire grande importância.

Como já se disse outras vezes aqui mesmo neste espaço, nem todos dão ao dia de passe livre uma utilidade nobre e valem-se dele para transformar em atos as suas más intenções. Mas assim é a vida, em toda atividade, em toda iniciativa, haverá os ruins. E combater vandalismo e ações contra o comércio, e reduzir a insegurança nas ruas da cidade, isso se faz de outra forma que não eliminando o dia de passe livre.

Ora, o passe livre é uma conquista da cidade e um instrumento de inclusão social. Tem gente que tem o dinheiro contado, para quem o valor de uma passagem, ida e volta, vale dois ou três litros de leite. E se a filharada vai junto, então, isso se multiplica. Claro que tem um custo o benefício, que terá de ser coberto de alguma forma, que terá de sair de algum lugar, mas é aí que entram as decisões políticas.

Por ora, o passe livre não vai acabar. Não há condições políticas para isso. Deve ser mantido como está. Precisa de revogação de lei pela Câmara e os vereadores não cometerão tamanha insensatez.

O que fica constrangedor, no entanto, é essa falta de percepção social de muita gente, escorregando para o preconceito. Esse pessoal que vem dos cantos da cidade e entope os ônibus, e entope as paradas, francamente, é melhor que fiquem por lá, pode-se concluir da defesa do fim do passe livre. E não digam que há exagero nessa conclusão, mas esse é o raciocínio que está contido nessa má vontade com o passe livre, se é que tem gente que não se dá conta.

Postado por Ciro Fabres, Caxias do Sul

Comentários (5)

  • Claudio diz: 27 de março de 2010

    Sra. vereadora Denise Pessoa: poderia entrar com um projeto proibindo rodeios nesta cidade de tantas farsas e desmandos? Poderiam desmanchar a cancha e replantar as árvores. Os presidiários e os políticos poderiam ajudar na mão de obra. Seria um favor a população, e uma forma digna de ganhar seu salário. Abraços.

  • Denise Pessôa diz: 26 de março de 2010

    Parabéns Ciro pela visão ampliada que demonstra na sua análise. Passe livre deve ser visto sim como inserção social!

  • Ângelo Demore diz: 27 de março de 2010

    Comentario dsnescessario dona Juliana, ou a senhora acha que só a classe média branca trabalha e paga impostos?????? Racismo é crime !!!!! SABIA DISSO???

  • Gustavo diz: 26 de março de 2010

    Sou favoravel a acabar com o passe livre e o `custo` seja descontado da passagem. Alguem paga por este `beneficio` e nao é a Visate, é o passageiro que vai todo dia trabalhar usando este serviço de pessima qualidade. Que seja miseros centavos a menos na passagem, ja valeria a pena. UM dia do mes com passe livre não é inclusão p** nenhuma, passagem mais barata sim.

  • Marcos diz: 29 de março de 2010

    Pode atè ser um motivo de inserção social,mas,tem que ser usado com educação e respeito.
    Se as pessoas q usam o onibus no dia de passa livre,não sabem se portar como pessoas civilizadas,que fiquem em suas casas e bairros,atè aprenderem.
    Os estragos que eles fazem tambem são incluidos na tarifa.

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