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Posts do dia 2 maio 2012

Comunidade faz mais um protesto na BR

02 de maio de 2012 0

A passarela do São Ciro, sobre a BR-116, já tem uma demora de três anos e meio. Até a passarela ficar pronta, deve chegar a quatro. Tamanha demora deixa a comunidade escaldada. É muito tempo.
Para que sejamos exatos quanto a responsabilidades: governo federal e governo estadual se meteram em um imbroglio jurídicos sobre a quem cabiam as ações na BR. O famoso jogo de empurra. E, só nessa brincadeira, perderam-se perto de dois anos. Enquanto isso, pedestres morriam atropelados. E a prefeitura, a quem cabe zelar pelo trânsito nos limites do município, pois eram caxienses que estavam morrendo, não demonstrava vontade em desatar o nó, em tomar iniciativa para agilizar a prosaica passarela.
A mesma prefeitura, por meio do secretário Edson Néspolo, garante que, enfim, as obras físicas da estrutura começam esta semana. É ver para crer.
Mas as comunidades ao redor da BR, especialmente as escolares, atingidas em cheio com mortes de alunos e colegas por atropelamento, já cansaram de esperar. E, na manhã desta quarta-feira, os estudantes da Érico Veríssimo, da Melvin Jones e da Assis Mariani foram à BR e trancaram a pista (foto). É compreensível.
Será um aprendizado para os estudantes a compreensão de que um protesto não será o melhor protesto quando tranca a rodovia inteira, como foi nesta quarta. Mas os milhares de moradores que precisa atravessar a BR já foram maltratados demais.

(Foto: Roni Rigon)

Ambientes

02 de maio de 2012 0

Construímos nossos ambientes, direcionamos a fisionomia deles pela finalidade de cada um. Há para todos os gostos, estilos, propósitos, levezas, intensidades. Há ambientes propícios ao suave entretenimento, ao lazer mais reservado, ao trabalho, à descontração, ao encontro, à serenidade, até mesmo às safadezas em geral. Há outros que concentram grande carga emocional.
Igrejas, por exemplo. Igrejas enfeixam alto poder concentrador de devoção, compenetração, espiritualidade. Esse ambiente circula intenso no ar. Não pela edificação em si, mas pelas pessoas, que igrejas são as pessoas. Dos templos tradicionais, derivaram acomodações em garagens, pavilhões, até mesmo porões, em especial quando se trata de igrejas dissidentes, que o ser humano é mestre em dissidências, até mesmo na religião. Basta um fiel de alguma iniciativa ou pouca persistência não gostar da marca imprimida aos rumos de uma igreja e pronto, ele vai criar a sua. Mesmo assim, também nessas a devoção está presente, e o ambiente se enche de energia espiritual. Há os céticos por completo a essas coisas da transcendência, mas basta alguma sensibilidade para perceber esse envolvimento no ar, que, de resto, parte das expressões das pessoas.
Havia um culto religioso em um ambiente assim, no porão de uma modesta edificação no Belo Horizonte. Culto religioso é ambiente de altíssima compenetração. Repleto de preocupações, temores, humanidades, inseguranças, que assim são as pessoas, mas também repleto das seguranças da fé. Uma igreja dissidente se instalou ali, no Belo Horizonte, e as expressões estavam em curso, quando explodiu outro comportamento tipicamente humano, a vingança materializada, a raiva, a violência, as mortes, os assassinatos de um casal, dezenas de tiros, armas descarregadas em meio ao culto naquele espaço restrito, no domingo agora.
Estabeleceu-se ali esse encontro surpreendente de humanidades dilacerantes e contraditórias. Não vi, não testemunhei, mas bem posso imaginar a densidade e a tensão do ambiente no porão, no templo improvisado na periferia da cidade. Turbilhão dramático de humanidades, foi o que se viu no Belo Horizonte. Choro, desespero e drama a interromper as fortes intenções da devoção. Assim é o ser humano, para o bem, mas também para o mal, com suas dolorosas consequências.

Pintou sujeira na Praça Dante

02 de maio de 2012 17

A falta de educação dos frequentadores da Praça Dante Alighieri deixou seu rastro no início do feriado de ontem. Pela manhã, ao redor de um dos bancos, na face da Rua Sinimbu, havia sacolas de mercado abandonadas e seis garrafas de cerveja vazia deixadas na calçada e sobre a grama.
É um péssimo exemplo.
O flagrante é do fotógrafo Roni Rigon.
Não foi por falta de lixeiras ou de contêineres para o lixo seletivo que os restos de uma bebedeira foram abandonados na Praça Dante, deixando a sujeira à solta no ambiente urbano.
Quem fez era adulto o suficiente para tomar cerveja e não consegue caminhar até a lixeira mais próxima para contribuir com uma cidade limpa.
Não falta quem critique a sujeira das pombas na Praça Dante e defenda seu afastamento da área. Mas as pessoas ajudam a degradar a praça.
O que falta é educação. Será preciso um choque de bons costumes. No entanto, o que prevalece é a cultura do “não dá nada” e a falta de contribuição com a cidade.
O vereador Alaor de Oliveira (PMDB) assinou projeto, transformado em lei, que institui a Semana Municipal de Conscientização aos Bons Costumes. É hora de dar consequência e prática para uma semana como essa.

(Foto: Roni Rigon)