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O Caxias precisa ficar desnorteado

07 de abril de 2015 5

Fracassos se oferecem como momentos de profunda introspeção. Podem ser individuais ou coletivos, pontuais ou prolongados. Esses últimos, mais especificamente, são fruto da falta de planejamento, do afrouxamento dos controles, da incapacidade de correção de rumos. Quando eles chegam, são relativamente anunciados, era uma consequência possível e previsível. Já os fracassos individuais podem ter causas episódicas, circunstanciais, até mais acidentais. Nos coletivos, essas causas são entrelaçadas, o que torna mais aguda a falta de planejamento e de providências. É o caso do Caxias, fulminado por um fracasso retumbante que começou cedo e só culminou agora, para tristeza profunda de seu apaixonado torcedor.
Fracassos desnorteiam. Nem pode ser diferente, e é preciso desnortear para que seja possível readquirir o norte sem a contaminação do fracasso recente. O Brasil já levou os 7 a 1, o Juventude fez uma viagem da Série A à Série D sem escalas. O momento é de escombros no Centenário. E agora, estrago consumado, é produtivo que assim seja.
É preciso consternar-se com o fracasso, sim. É direito adquirido. Sangrar, até chorar. Olhar em volta, ruminar, buscar e oferecer apoio aos parceiros de sempre, alcançados pelo infortúnio. Respirar fundo. Curtir o momento. As grandes perdas são momentos intensos, únicos. Devem, sim, ser curtidas. Mas também é preciso logo retomar a visão. E se alguma coisa tem utilidade no fracasso, é o efeito gerador da reação, que ele favorece. Limpar a área, começar de novo, começar do zero, vacinar-se contra os mesmos erros são algumas das possibilidades oferecidas por um fracasso.
Essa é a tarefa do Caxias a partir de agora. Talvez não necessariamente de imediato. Nem precisa ser. Ainda há muita poeira em meio aos escombros, ainda é compreensível que o momento seja de recolhimento, de prostração, de perplexidade, de dor. É preciso respeitar as etapas. Só é intransferível: daqui a pouco, é preciso fazer tudo o que não foi feito com a competência que se exige. No caso do Caxias, ao que parece, exige pensar bem antes, traçar uma estratégia sobre o que se quer para o futebol, como vai ser, e fazer como foi pensado. Chega de improvisação, que vem de há muito tempo. Sangrar agora, sim. Mas fazer bem feito logo depois.

Comentários (5)

  • Gustavo diz: 7 de abril de 2015

    Parabéns, Ciro! Fizestes um diagnóstico correto. Chegou o momento da instituição Caxias decidir se deve seguir adiante ou não. Existir por existir não faz mais sentido.

  • Felipe S. diz: 7 de abril de 2015

    sugestão para reflexão : Washinton cerqueira é um profissional competente ? Não estou questionando o jogador que já se aposentou, mas sim o politico e dirigente de futebol. como politico foi o vereador mais votado nas ultimas eleições. qual a sua primeira ação como vereador ? Abrir espaço para seu suplente que não foi eleito e assumiu a secretaria municipal de esportes. Como secretario teve algum projeto que mereça destaque ? Não, mas ganhou as manchetes por tentar interferir em favor das casas noturnas e contra as blitz, que alias fez dele proprio uma vitima. Qual foi a atitude dele quando foi pego pela blitz ? Aplicar o velho carteiraço. E como se fosse vitima de alguma especie de complô, negou e mentiu. Como secretario viajou pelo pais a pretexto de divulgar Caxias do Sul para a Copa do Mundo. Pouca gente sabe porem que em sua viagens pagas pelo municipio viajavam amigos. Quem pagava ? Ainda como secretario participou de varios jogos festivos. Quem pagava ? Quando estava em Caxias dificilmente era encontrado na SMEL. Sem falar que houve até desentendimento com pessoas antigas da SMEL, o que gerou até exoneração do funcionario ( parece que até ação judicial ). Como vereador, alguem conhece algum projeto aprovado de autoria de Washington ? Deve ser poruq não há. Por fim qual a relação entre Washington e o rebaixamento do Caxias ? Toda, pois afinal de contas foi ele que montou o grupo de jogadores e bancou Paulo Turra até a hora em que não adiantava mais.

  • Marcelo Maldonado diz: 7 de abril de 2015

    Parabéns pelo belo texto.
    Será que as pessoas que ocasionaram todo esse fracasso e frustraram um torcida tão apaixonada vão entender?
    Abraço

  • carlos fantinel diz: 7 de abril de 2015

    Falou tudo. Felipe. Ciro também…

  • Luciano diz: 8 de abril de 2015

    “Talvez não necessariamente de imediato. Nem precisa ser. Ainda há muita poeira em meio aos escombros, ainda é compreensível que o momento seja de recolhimento, de prostração, de perplexidade, de dor.”

    Caro Ciro. Faltam 38 dias para o início da Série C. Precisa ser de imediato. O grupo precisa ser montado de forma URGENTE, com um bom comandante e um preparador físico competente para que a equipe tenha uma boa base física.

    Se a ação não for IMEDIATA, o próximo passo é a Série D.

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