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O desamparo de Cristiano, um cidadão como os demais

09 de abril de 2015 0

A coluna recebeu o desabafo de um morador do bairro Colina do Sol. Seu nome é Cristiano Lucena dos Santos da Fonseca, e ele trabalha no estoque de uma loja de ferramentas. Tais características não deixam dúvidas: é uma pessoa comum. Vejam o que ele conta:
“Preciso de uma vaga em uma escolinha infantil para minha filha, pois minha esposa e eu trabalhamos e, ainda assim, não temos condições de pagar uma escolinha particular. Há algum tempo, protocolei um pedido de vaga na Secretaria da Educação, mas não conseguimos. Fui informado que deveria procurar a Defensoria Pública. Passei a semana tentando ligar para a Defensoria por várias vezes seguidas, sem que ninguém atendesse. Depois de me informar com um e com outro, fui lá na sexta-feira, pois neste dia tenho um horário de trabalho menor. Depois de chegar lá às 8 horas e descobrir que abria às 9, esperei na fila. Descubro, então, pelo atendente que na sexta só recebem urgências. Perguntei se o telefone estava com problema. O rapaz me disse que não. Achei no mínimo um deboche, pois órgão público tem que ser acessível.” Cristiano Lucena dos Santos da Fonseca.
A situação é frequente. Cristiano não deixou um telefone ou um e-mail para conferir o desfecho da história. Não importa. Ele passou pela situação que descreveu desanimado, frustrado e com uma ponta de tristeza. Assim como ele, muitas pessoas tropeçam desorientadas no serviço público todo dia. Mas não só no serviço público. Nas empresas privadas também. Há, sim, bons e até ótimos funcionários. Mas a sensação é de que existe um exército de servidores _ é o que todos deveriam ser _ que não se comovem e não facilitam a vida do cidadão. E as repartições nas quais trabalham _ as empresas privadas também _ reproduzem ou veem cristalizadas essa cultura de desinformação e desinteresse. O que custa à Defensoria Pública informar bem claro a quem precisa do serviço que às sextas-feiras só são atendidas urgências? E o telefone, por que ninguém atende?
Além de tudo a que é submetido, insegurança, ônibus lotados, serviços precários, taxas e filas de todo o tipo, a pessoa comum sente-se desamparada. É uma história triste e deplorável. Quem se habilita a modificar esse cenário? Mudá-lo depende de uma postura respeitosa diante das pessoas e da vida.

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