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O que se passa na cabeça

15 de janeiro de 2016 0

Dia desses, escrevi aqui sobre o que se passa na cabeça de quem resolve sair pela noite para, deliberadamente, desmantelar imagens de santos religiosos. Tem a ver com intolerância, com o menosprezo ao outro, mas a ideia daninha cintilou, em dado momento, na mente de algum protagonista.
Também por vezes já se tentou especular sobre o que se passa na mente desses que estacionam sobre calçadas, uma vez que faz parte das regras da boa convivência a convenção de que calçada é para os pedestres e a rua é para os carros. E mais, faz parte do mundo jurídico a definição de que estacionar sobre calçadas é infração de trânsito. O raciocínio é a necessidade momentânea individual que não se submete às regras estabelecidas por todos para, afinal de contas, viver com um pouquinho mais de organização e qualidade de vida. “É só um pouquinho!”. Ora bolas. É um desrespeito.
Agora vem o pior. O que se passa na cabeça de alguns empresários que despejam diretamente nos arroios de Caxias do Sul os resíduos industriais que produzem, altamente tóxicos e poluidores? Será que não pensam? Pensam sim. Pensam em seus interesses, antes e acima de qualquer coisa.
Tratar um efluente custa algum dinheiro, mais do que fazer uma tubulação clandestina para pintar o Tega, o Dal Bó, com as cores do arco-íris ou torná-los espumantes o ano todo. A Secretaria do Meio Ambiente identificou 14 dessas empresas que, ao longo de 2015, poluíram os mananciais da cidade. Certamente são mais. É preciso identificá-los, sem trégua. Lupa neles. Multa neles. A prefeitura investe milhões para retirar a carga orgânica, o esgoto, dos arroios, mas vêm esses assim chamados empresários usar o Tega, o Dal Bó e outros arroios como se fossem seus. Rasgam o patrimônio ambiental que é de todos, agridem a natureza, em nome de seus próprios interesses.
Há um batalhão desses intolerantes, outro dos que só pensam em si. É uma sina. Resta combater esses batalhões, o que só se consegue quando a fiscalização e a penalização apertam de verdade, são rigorosas, quando há um ambiente de respeito, do qual estamos tristemente distantes. Um outro ambiente se faz aos poucos, com outros batalhões, os dos que respeitam as pessoas, a natureza, o que é de todos. Recuar mais está fora de cogitação.

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