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Até a volta, amigos do blog

18 de janeiro de 2012 0

Amigos do blog, foi um ano complicado para o blogueiro. Tarefas adicionais e circunstanciais que se somaram às habituais, sustos como o que nos acometeu no início do ano, reflexo da insegurança urbana, algumas interrupções eventuais. Mesmo assim, procuramos manter a continuidade do blog, ainda que, em alguns momentos, o volume de posts diários tenha se reduzido um pouco.
Mesmo assim, a continuidade foi mantida, o que é gratificante pelo debate promovido acerca dos problemas da cidade, o que é atestado pelo volume e pela qualidade dos comentários nos últimos posts.
Agora é chegada a hora de recarregar as energias, o que será valioso, e nunca foi tão importante.
Com o último post, sobre a Festa da Uva, encerramos temporariamente nossa participação e entramos em férias.
O cronograma prevê o retorno em 15 de fevereiro para retomar o tradicional debate do blog. E 2012 é ano eleitoral.
Obrigado a todos pela companhia até aqui.

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Tem de invadir a cidade

18 de janeiro de 2012 0

A sensação que fica é de que a Festa da Uva, pouco a pouco, está se transformando em um estorvo, desculpem a franqueza. Pronto, falei. Ela não é assumida pela cidade, ou por uma parte da cidade, como deveria. Porque ela não é levada à cidade, não é despertada na cidade com o entusiasmo que se esperava para a época.
O sintoma central dessa sensação é que boa parte dos caxienses resmunga fortemente contra os desfiles no Centro, porque atravancam as ruas, porque isso e porque aquilo, e a organização até se curvou a esse clamor nesta edição: eliminou os desfiles diurnos e os tornou menores. É um recuo preocupante. Há inclusive quem queira confinar o desfile e a Festa dentro do parque de exposições, ou, no máximo, na Perimetral Norte. Será um equívoco monumental.
O fato é que essas idéias que carregam uma má vontade ou, no mínimo, uma visão reducionista da Festa e de sua integração com a cidade transpiram ora aqui, ora ali. O que é desconfortante. O movimento precisa ser justo o contrário: mais e mais cheiro de festa sair do parque e inundar a cidade. A Festa da Uva precisa ser uma festa de Caxias e para Caxias, e os visitantes serão consequência.
A Festa da Uva como conceito é uma programação essencial, decisiva até, que deve ser valorizada sempre a partir de seu caráter comunitário. Em alguns momentos, e não são poucos, ela consegue ser popular, em especial nos shows de pagode e sertanejo universitário ou quando é facilitada a presença do público. E, quando isso acontece, quando a população invade os Pavilhões, isso contagia, pois o encontro de milhares de pessoas se dá em torno da Festa.
Mas onde está esse entusiasmo tão necessário de que se falou antes? As ruas de Caxias, os bairros precisariam estar, desde bem antes, encharcados de Festa da Uva, imersos na cultura, no ambiente, no significado. Não são só fôlderes e cartazes em postes e algumas reformas estruturais no parque. Tudo isso é necessário e obrigatório, mas é preciso muito mais, e é justamente essa motivação central que parece escassa, porque chega cada vez com menos força à cidade. Falta um mês, era para os bairros estarem envolvidos, para programações tomarem conta das ruas maciçamente, para o visual e o aroma da cidade estarem alterados. A cidade deveria estar vibrando. Está longe disso.

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Alagou até na frente da casa do prefeito

12 de janeiro de 2012 9

E o alagamento provocado pelo temporal do fim da tarde desta quinta-feira pegou para valer em vários endereços da cidade.
Inclusive na esquina da Ernesto Alves com a Do Guia Lopes, na frente da casa do prefeito José Ivo Sartori (PMDB).
O flagrante foi registrado por Renata Armiliato.

(Foto: Renata Armiliato, Divulgação)

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E ficou por isso mesmo

11 de janeiro de 2012 28

Nem era para virar crônica. Cheguei a pensar em deixar pra lá, pois julguei uma eventual abordagem desgastada e nem um pouco surpreendente. Mas os dias se passaram e o assunto revelou-se nem tão óbvio assim. Ao contrário, não se tocou mais no assunto. Vergonha, certamente. Constrangimento. Não creiamos que seja indiferença, não, isso não.
O destino pregou uma peça em Caxias, cidade que se orgulha de sua condição empreendedora e moderna, de seu PIB avassalador. Pois o destino traiçoeiro atirou nos braços da cidade uma mãe crackeira (foto acima) como a primeira mãe do ano. Assunto por demais surrado, que evitei o que pude para não perturbar espíritos, mas não teve jeito. Como a cidade não mais falou sobre o caso, como não houve cartas, nem dele se tratou nas redes sociais, como o Ministério Público não reagiu e não cobrou nada de ninguém, e boa parte dele está de férias, como de férias estão os vereadores, como as igrejas e ONGs também não se manifestaram, nem os órgãos competentes ou nada competentes da administração pública, então revisei minha posição e julguei oportuno tratá-lo com o propósito de ser inconveniente. A inconveniência tem seu lado importante, para não deixar a dormência tomar conta do corpo coletivo.
A cidade está repleta de pessoas como a mãe crackeira. Farrapos humanos, zumbis que cruzam por nós, frangalhos completos, que nosso jeito coletivo de ser produziu, que consomem droga e se prostituem nas ruas. Era para a cidade debater o caso o ano inteiro, ainda mais em ano eleitoral. Mas não, a mãe crackeira foi varrida rapidinho para baixo do tapete.
O que fazer? Pegar essa gente, o poder público, Executivo, Legislativo e Judiciário, todos eles, com a parceria de todas as entidades que se jactam de fazer o bem, e dar a esses farrapos modernos tratamento por imersão, de choque. Mas não há política firme, a não ser iniciativas que nem bem são tentadas com a desculpa de que os zumbis não querem ser ajudados.
A mãe crackeira como primeira mãe do ano! Que oportunidade o destino ofereceu a Caxias para examinar suas vísceras. Mas a cidade, como de costume, vai dar de ombros e deixar pra lá. E por favor, já é hora de parar com as inconveniências. Francamente!

(Foto: Maicon Damasceno)

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Soberanas a rigor em Marrecas

11 de janeiro de 2012 0

Agora foram as soberanas da Festa da Uva que visitaram a rigor o canteiro de obras da Barragem do Marrecas. A rainha Roberta Veber Toscan e as princesas Aline Casagrande e Kelin Zanette acompanharam o prefeito José Ivo Sartori e técnicos do Samae em visita guiada à imprensa para atualizar informações sobre a barragem.
As soberanas receberam capacetes, mas não puderam usá-los por causa das coroas e tiaras qe compõem a apresentação.
A barragem está pronta e, na próxima terça-feira, o Tribunal Regional Federal julga representação do município em ação da qual são partes o Ibama e três organizações ambientais. Caso a supressão de milhares de araucárias para a formação do lago prossiga impedida, no pior cenário para o município, Caxias passará a ter um elefante branco dentro de seus limites, pelo menos temporariamente. Por quanto tempo, não se sabe.

(Foto: Luiz Chaves, Divulgação)

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Uma casa na Matteo

11 de janeiro de 2012 3

Uma casa de madeira inteira foi transportada em um caminhão na madrugada desta quarta-feira. Era por volta da 1h30min da manhã quando o jornalista Pietro Rubin foi surpreendido pela cena e faz a imagem acima na Rua Matteo Gianella, no bairro Pio X.
A casa era transportada no sentido Centro-bairro. Não havia apoio da fiscalização de trânsito no ponto da Matteo onde foi feita a foto.
Como a Matteo Gianella é uma via estreita, um eventual tráfego na madrugada tornou-se inviabilizado nos dois sentidos. O transporte foi auxiliado unicamente por um carro batedor, que seguia à frente, mais a orientação de uma pessoa a pé.
Essas cenas não são raras em Caxias, mas certamente devem exigir a orientação da fiscalização de trânsito.

(Foto: Pietro Rubin)

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Pedágio urbano, você concorda?

10 de janeiro de 2012 56

Os municípios poderão cobrar pedágio para diminuir o trânsito de automóveis em regiões urbanas congestionadas. Como no caso de Caxias do Sul da Rua Dr. Montaury da foto acima. E outras vias, que o congestionamento no centro da cidade não dá sinais de que vai acabar. Isso porque, só em 11 meses de 2011, 15 mil veículos foram jogados nas ruas de Caxias, e outros tantos virão. Não tem jeito, as cidades vão entupir.
Por isso, surge a autorização para a cobrança de pedágio urbano, que já é lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff agora, dia 4 de janeiro. A receita gerada deve ser destinada obrigatoriamente ao transporte coletivo, como a concessão de subsídio público à tarifa, diz a lei.
Mas calma: pedágio urbano não está nos planos de Caxias, ao menos por enquanto. As medidas restritivas ao tráfego, porém, são inexoráveis, inevitáveis. Já é assim em grandes cidades da Europa, onde vigora o pedágio urbano e os centros ficam mais abertos às pessoas. E São Paulo implantou o rodízio de placas.
Certamente se argumentará que o transporte coletivo precisa funcionar, e a tese é correta, mas também se pode deixar o carro a algumas quadras do núcleo duro do Centro e caminhar um pouco. Alguém lembrará que falta tempo, na vida moderna, para essas distensões cotidianas, mas isso é questão de hábito e comportamento. Quem quiser que corra sempre.
Mais cedo ou mais tarde, Caxias precisará restringir pra valer o tráfego de veículos na região central. Talvez ainda não seja agora, mas se viesse uma medida mais forte, como rodízio ou pedágio, ajudaria a tornar a cidade mais humana, devolvendo o centro às pessoas e abrindo espaço para os ônibus. E será preciso realçar. Não ficaria proibido trafegar no Centro, mas precisaria pagar pedágio.
Você topa? Ou entende que aí já é demais?

(Foto: Porthus Junior, Banco de Dados)

Você também pode votar na enquete:
 Você concorda com a cobrança de pedágio urbano para desestimular o tráfego de veículos em áreas centrais?

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Ambiente quase nenhum

10 de janeiro de 2012 9

Não se trata de material de publicidade, mas sim da criação de um ambiente. O material de publicidade da Festa da Uva começou a aparecer (foto acima), ainda que tímida e tardiamente, mas distribuir fôlderes e colar cartazes é simples, o básico e o mínimo.
Criar o ambiente é outra coisa, bem mais importante, essencial, capaz de revelar o interesse, o entusiasmo e a vocação da cidade para fazer uma festa. E Caxias não tem ambiente de Festa da Uva, pouco mais de um mês antes.
Criar ambiente significa motivar as pessoas, os moradores, a comunidade. Por meio de atividades que multipliquem a festa, que a levem a bairros e localidades, que a façam preencher ruas e espaços, que fortaleçam sua identidade, que envolvam os moradores, que divulguem pretensões e propósitos, que familiarizem a cidade com o que vai acontecer, que façam dos moradores protagonistas, que os motivem a participar, a se entusiasmar, a se apaixonar.
Isso praticamente não existe, neste momento, e é um momento já muito próximo da Festa.
É revelador.

(Foto: Maicon Damasceno)

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O milagre de uma foto

08 de janeiro de 2012 24

A sequência de fotos deste post mostra o milagre que consegue um pouco só de atenção.
A menina da foto acima, da qual não se apurou o nome nem onde mora, aguardava ao lado de familiares pelo atendimento de algum deles no Pronto-Atendimento 24 Horas, o Postão, na quinta-feira, final de tarde.
Estava chorosa, um tanto sem paradeiro, com lágrimas a escorrer pela face, quando bateu no vidro e chamou a atenção do fotógrafo Ricardo Wolffenbüttel, do lado de fora do Postão, que trabalhava e fora até lá para conferir um informação.
Na sequência de imagens abaixo, veja o que aconteceu assim que Ricardo demonstrou interesse e fez a primeira foto, após o toc-toc da menina no vidro.

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'Chuva, e não falta de manutenção'

06 de janeiro de 2012 1

Em resposta ao alerta da moradora do loteamento Saint Ettiene sobre a situação da ciclovia e quanto à manutenção da Rua Atílio Andreazza, a Codeca enviou esclarecimento ao blog informando que está programado para a próxima semana a roçada e limpeza da rua. Consequente, será feita a remoção da terra que foi trazida "pela chuva, e não por falta de manutenção como cita a moradora no Blog do Ciro", diz a nota.
No que diz respeito ao estacionamento de carros em lugares indevidos, a Codeca pede à moradora que faça denúncia pelo telefone 118, para a Fiscalização do Trânsito. A Codeca lembra que solicitações de serviço ou irregularidades devem ser avisadas pelo telefone Alô Codeca – (54) 3224 8000.

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