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Rossi conta o que é ser professor

23 de outubro de 2012 10

Em 95 páginas, o professor José Rossi, 77 anos, condensou uma importante história focada na educação. A obra Ser Professor!!! ainda não foi editada, mas já está escrita e sendo compartilhada. Foram mais de cinco décadas ensinando e aprendendo com os alunos, educadores, a comunidade, os livros… Hoje aposentado, Rossi recorda de duas pessoas que o influenciaram a fazer o Curso Normal Rural: seu docente no primário, Arcangelo Vazzata, e o pai, João Rossi (ambos já falecidos).
Natural de Nova Pádua, Rossi deu a largada à carreira de professor em 1956, na Escola Rural de Esquina Londero, em Horizontina. Alfabetizava crianças do interior. Depois, mudou-se para a Escola Rural Plácido Damiani, no então distrito de Ipê, em Vacaria – hoje, Ipê é município. Trabalhou 17 anos nesse colégio, casou e constituiu família. Para dar estudo aos filhos, em 1975, veio para Caxias. Trabalhou nas secretarias dos colégios Santa Catarina, Henrique Emílio Meyer e Escola Técnica Caxias, onde se aposentou em 1988.
A convite do ex-reitor Ruy Pauletti, em 1994 auxiliou na implantação do Centro Tecnológico Universidade de Caxias do Sul (Cetec), permanecendo até 2009. Pelo estilo amigável, é até hoje lembrado no Cetec. Em sua obra, além de fotos, Rossi registrou mensagens deixadas com carinho pelos alunos.
A decisão de escrever um livro partiu também da felicidade que sempre sentiu em lidar com as novas gerações.
– Fiquei mais de 50 anos na profissão porque gosto da convivência com os jovens. Ensinei e aprendi muito com os estudantes. Hoje, percebo que ser professor é doar-se, é caminhar junto, conquistar vitórias e festejar resultados – encanta-se Rossi. (Texto: Vania Espeiorin)
(Foto: Roni Rigon)

Uma pena que é só um por ano

22 de outubro de 2012 0

O Concerto da Primavera já está consolidado no calendário dos grandes eventos culturais de Caxias do Sul. O de domingo, com a prresença de toquinho acompanhando a Orquestra Sinfônica da UCS, levou uma multidão estimada em 5 mil pessoas ao estacionamento da UCS. Uma pena que é só um ao longo do ano.
O que falta para Caxias realizar mais programações deste nível de forma mais sistemática e frequente, capazes de popularizar e democratizar o acesso? A parceria UCS/Unimed mostra que é possível. O ganho institucional é evidente, e o poder público também deve participar. Falta é mais iniciativa.
A população, como se vê, vai em peso.
Parabéns, UCS/Unimed.

(Foto: André Benedetti, Divulgação)

Perimetral Norte sem quebra-mola

22 de outubro de 2012 2

Com a implantação de uma nova rotatória na Perimetral Norte, no entroncamento com as ruas Humberto de Campos e Nestor Carlos Fedrizzi, a prefeitura está retirando quebra-molas existentes na região.
Na sexta-feira à tarde, o da pista Festa da Uva-UCS já não estava mais. Na Perimetral, é sabido, os motoristas imprimem elevadas velocidades em seus automóveis.
Tem trabalhador da região que está preocupado com a retirada dos quebra-molas:
– Ainda é necessário que mantenham (as lombadas). Será que eles têm noção da dificuldade que temos para atravessar a rua? Pelo menos, antes, os carros reduziam a velocidade. Agora, os pedestres têm que correr para atravessar a Perimetral – destaca Kattiussa Gentilini.
E agora, como vai ser? A rotatória conseguirá inibir a velocidade elevada e os riscos de acidente?

(Foto: Maicon Damasceno)

Exótico é quem gosta de árvore

22 de outubro de 2012 0

O arquiteto Roberto Machado envia foto da cobertura vegetal possível em Caxias do Sul para mostrar como a cidade pode ser bonita. O cenário é na Borges de Medeiros, entre Sinimbu e Avenida Júlio. As árvores plantadas anos atrás adquiriram estatura média, e já oferecem sombra e verde, combinação rara nas ruas da cidade.
Machado ficou indignado com o corte de eucaliptos no bairro Jardim América para a construção de uma delegacia de polícia. E com o argumento para a autorização de corte pela Secretaria do Meio Ambiente: por serem consideradas espécies exóticas.
– Ora, exótica ou não, é vegetação. Estou começando a achar que exótico é quem gosta de árvore – lamenta ele.

(Foto: Roberto Machado, Divulgação)

Cochilo sob a guarda do cão vigilante

19 de outubro de 2012 0

O homem esparramou-se na calçada mesmo no bairro Bela Vista, na esquina das ruas José Bisol e Dinarte Soares, tendo uma piscina de plástico para recostar a cabeça. O grafite na parede sugere um ambiente de sonho para o cochilo.
Outro detalhe impagável é o cachorro ao lado, vigilante, a cuidar do companheiro enquanto ele dorme.
O flagrante é do fotógrafo Juan Barbosa.

O verão vai ser de torrar em Curumim

18 de outubro de 2012 24

Onde foram parar as sombras da Praia do Curumim? Foi essa a pergunta automática que se fez o caxiense Alan James Eberle Pacheco quando chegou em Curumim no feriado de 12 de outubro. Na Avenida Mascarenhas de Moraes, (foto superior), árvores de troncos grossos estão cortadas. Em outra avenida, a Monte Castelo, a poda pegou para valer em toda a extensão, que avança até o mar (foto inferior).
Resultado: foi-se o verde, foi-se a sombra.
Corte de tamanha dimensão tem autorização, mas Pacheco não gostou nada do novo cenário:
- Cheguei no feriadão, estava tudo cortado. A sombra que havia para estacionar os carros agora não tem mais. Poda até tem que ser realizada, mas acredito que não deste jeito – desabafou ele.
A cobertura vegetal não renasce como era até o veraneio.
Em Curumim, o verão vai ser de torrar, com sol a pino, sem defesa.
Tem gente que acha melhor assim.

Rapel em edifício do Centro

18 de outubro de 2012 0

A cada necessidade de divulgação por conta das novas programações da agenda, é trocada a lona da fachada do Edifício Palácio do Comércio, na esquina da Sinimbu com Alfredo Chaves.
Foi o caso quarta-feira pela manhã.
Os operários aproveitaram o dia de sol e um pouco de calor para empregar a técnica do rapel para mais uma troca. O esporte, tradicionalmente praticado em contato com a natureza, dessa vez foi utilizado profissionalmente, e em um edifício no centro da cidade.
O flagrante foi registrado pela jornalista Bibiana Ribeiro Mendes.

(Foto: Bibiana Ribeiro Mendes, Divulgação)

A pintora Juliana dá o exemplo

18 de outubro de 2012 28

Depoimento da jornalista Eliane de Brum*

“Devo minha quarta-feira a Juliana. Ou melhor, devo a semana inteira, quiçá o mês inteiro.
A pintora caxiense Juliana de Los Santos da Silva, 28 anos, essa moça sorridente da foto acima, deu um baita exemplo de honestidade e bondade, ao devolver minha bolsa sem faltar um papelzinho velho sequer. Quem não sabe a dor-de-cabeça que é perder documentos e enfrentar uma romaria para refazê-los!
O mais legal é que não foi uma devolução qualquer. Como meu telefone não estava na bolsa, Juliana gastou quase todos os seus créditos de celular ligando para um teleinformações, à procura do telefone da minha médica. O nome da especialista estava em uma requisição de exame.
Depois, Juliana ligou para o consultório e teve que implorar para conseguir o meu número de telefone.
Passavam cinco minutos do meio-dia de ontem quando meu celular tocou:
– Oi, é a Juliana. Eu estou com a sua bolsa.
Para que você entenda como minha bolsa chegou até Juliana: saí de casa apressada, às 11h30min. Na garagem, coloquei a bolsa sobre o capô do carro para instalar minha filha na cadeirinha. Depois, entrei no carro e saí. Pouco mais de uma quadra, ouvi um barulho estranho. Pensei que fosse algum brinquedo da Olivia caindo.
Segui viagem, sem imaginar que a cena da bolsa caindo do carro era vista por Juliana e pelo irmão dela, Valdir da Silva Junior, 16. Os dois pintavam uma casa na mesma rua onde moro. Só fui dar pela falta da bolsa quando cheguei ao restaurante para almoçar. De imediato, associei ao barulho no carro, com a bolsa despencando do capô.
Enquanto cuidava da Olivia, meu marido tratou de resgatar a bolsa com a Juliana. Liguei depois com calma e agradeci seu gesto. De coração, fiquei feliz em saber que ainda há pessoas boas neste mundo tão cheio de individualismo e ganância.
À tarde, voltei ao trabalho de Juliana para agradecê-la pessoalmente. Quando a abracei, vi seus olhos se encherem d’água. E me emocionei com a sua grandeza e respeito à família.
Técnica de enfermagem, casada há nove anos e mãe de Kimberly, 10, e Ester, um ano e 10 meses, a jovem pinta casas junto com os irmãos e o pai, Valdir, há pelo menos um ano, desde que criaram a Destake Pinturas.
É da família que ela herdou o caráter e os valores:
– Meu pai nos ensinou a fazer as coisas pelo certo, a respeitar o que é dos outros. Quando vi tua bolsa, corri para apanhar. Depois, liguei para o meu pai para contar. E logo depois ele ligou de volta para se certificar se eu já havia falado contigo – contou Juliana.”

* Editora de Economia do Pioneiro

(Foto: Roni Rigon)

Scooby, Sofia e os outros

17 de outubro de 2012 1

Os cachorros estão em evidência: Scooby, Preta, agora Sofia. As expressões de alguns cachorros tem um quê de divino. Sintetizam o que há de bom em se tratando de relações. As expressões de Scooby na foto do jornal, ao lado da carrocinha, de Sofia no comercial de tevê, introspectivos, silenciosos, acima de tudo tristes, resignados e respeitosos, quase não têm tradução. Cachorros conquistam irremediavelmente, é incontestável.
Mas os nossos dias são de desnortear. Cachorros geram certa comoção, aparentemente demasiada. Fica essa sensação, porque o humano, ao mesmo tempo, está deslocado, subestimado, desprestigiado, desvalorizado. Cachorros não deveriam competir com humanos, nem eles assumem essa pretensão, humildes que são aqueles de melhor índole. Mas eis que humanos competem entre si e se bicam por causa dos cachorros. Não são de desnortear esses nossos dias?
O fato é que, defensor dos cachorros que sou, e simpático da causa, mas ao mesmo tempo agudo observador da cidade por opção e inclinação, detecto uma indiferença ao que é humano. Que vêm muito mal na foto os humanos, reconheça-se. O que é humano, em especial o que é infantil ou fora do lugar, não gera a comoção dos cachorros. Agora mesmo temos um menino de 12 anos a dormir na rua. E aí? Nada contra o apego ao que é canino. Sinal de sensibilidade, assim pode e deve ser, bom antídoto contra nossos males. Mas fica algo, sim, contra o desapego ao demasiadamente humano. Seis adolescentes foram assassinados este ano no Beltrão de Queiroz e a cidade não emitiu um pio, nem de condolências, nem de disposição para consertar a situação. E só depois de muita morte é que alguma vaga iniciativa se fez. Craqueiros farrapos humanos não comovem. E poucos se interessaram por saber onde fica a Vila Sapo.
Disposição para consertar a situação exige reflexão, ação organizada, suar a camiseta. Exige repensar a realidade, entender seus mecanismos, propor soluções, articular gente. Faria bem a alguns adeptos da causa canina refletir sobre esse quê de desconforto que surge não pelo irresistível apego a Scooby e a Sofia. Sigamos assim. Mas que vem por um aparente desinteresse com a realidade humana, conforme lista acima. É a sensação que fica. E que incomoda.

Enfim, começam obras da passarela do São Ciro

17 de outubro de 2012 2

Já podem ser percebidos sinais físicos da obra da passarela sobre a BR-116 no bairro São Ciro. Desde segunda-feira, operários demarcam os locais das estacas (foto acima), foram removidas três árvores exóticas e começada a remoção de algumas bases de concreto da antiga estação de gás que havia na região e já foi transferida de lugar.
Essa etapa de retirada de obstáculos e abertura de espaço para a execução do estaqueamento deve estar pronta até sexta-feira. Na semana que vem, a empresa Serki Fundações Especiais tem condições de começar o trabalho de fundação.
A execução da passarela tem três etapas: a transferência da estação de gás da Agrale, já concluída, o estaqueamento para a fundação e a execução da obra propriamente dita, a passarela. Essa última fase está a cargo da empresa Toni Engenharia. Contando a partir da segunda-feira passada, quando se iniciaram o trabalhos, o secretário de Trânsito, Transporte e Mobilidade, Manoel Marrachinho, espera ter a obra concluída em 120 dias: ou seja, até 11 de fevereiro de 2013.
Se assim for, os alunos da Escola Estadual Érico Veríssimo, a 50 metros do ponto reservado à passarela, começarão o próximo ano letivo com a estrutura à disposição.
A passarela propriamente dita tem um tabuleiro pré-moldado, com fundição das rampas e pilares no ponto onde serão implantados. A Toni Engenharia já está autorizada pela prefeitura a contratar as partes pré-moldadas para deixar pronto o tabuleiro e a aprovar projeto de troca da rede elétrica, pois será preciso levantar a existente.
Para dezembro e janeiro, será necessária a interrupção parcial de um terço das duas pistas da BR para a colocação do tabuleiro, informa o secretário Marrachinho.

(Foto: Roni Rigon)