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Os 42 diretores eleitos nas escolas estaduais

29 de novembro de 2012 0

A eleição para diretores de escolas estaduais, realizada há uma semana, registrou o voto de 24 mil eleitores em Caxias do Sul, entre pais, alunos, professores e funcionários. Das 55 escolas da rede pública estadual, 42 realizaram a eleição, todas com chapa única. Destas, somente 10 terão novos diretores. Nas demais 13 escolas, não surgiram chapas. Isso deve-se muito ao número reduzido de professores efetivos, com maioria de contratados, o que praticamente inviabiliza a formação de chapas. Nesses colégios, o diretor ou diretora será indicado pelao 4ª CRER levando-se em conta idade, antiguidade e formação.
Abaixo, a relação dos 42 diretores que foram eleitos em Caxias do Sul.
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL ABRAMO EBERLE: Maria Rosita Nunes Gil
EE DE EDUCAÇÃO BÁSICA ABRAMO PEZZI: Noeli Onzi
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL ABRAMO RANDON: Dilma Danny
EE DE ENSINO MÉDIO ALEXANDRE ZATTERA: Carmen Regina Boschetti
EE DE ENSINO MÉDIO PROFESSOR APOLINÁRIO ALVES DOS SANTOS: Margô da Rosa Garibaldi
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL AQUILINO ZATTI: Simone Novello
EE DE ENSINO MÉDIO CAVALHEIRO ARISTIDES GERMANI: Maricir Picoli
EE DE ENSINO MÉDIO DR. ASSIS ANTÔNIO MARIANI: Nair Maria Pietski Gomes
ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO CLAURI ALVES FLORES: Leila Solange Stradiotto
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL CLEMENTE PINTO: Débora Maria Belenzier
INSTITUTO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO CRISTÓVÃO DE MENDOZA: Fabiana Simonaggio
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL ENGº DARIO GRANJA SANT’ANNA: Evandra Cristina Borges de Lima
COLÉGIO ESTADUAL HENRIQUE EMÍLIO MEYER: Janice Moraes
EE TÉCNICA CAXIAS DO SUL: Jussara Rangel
EE DE ENSINO MÉDIO EVARISTO DE ANTONI: Maria da Graça Souza Ramos
EE ESPECIAL DE ENSINO MÉDIO HELEN KELLER: Silvana Regina Vencato Pinto
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL DONA HERCÍLIA PETRY: Julita Maria Gonçalves de Mozzi
COLÉGIO ESTADUAL IMIGRANTE: Simone Regina Lorandi Comerlatto
EE DE ENSINO MÉDIO IRMÃO GUERINI: Neiva Spadari
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL IVANYR EUCLÍNIA MARCHIORO: Marli Petrocelli Carvalho
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL JOÃO MAGALHÃES FILHO: Deise de Oliveira Neto
EE DE ENSINO MÉDIO JOÃO PILATTI: Evaldo Prux de Castilhos
EE ESPECIAL JOÃO PRATAVIERA: Giani Wiellelling
EE DE ENSINO MÉDIO JOÃO TRICHES: Tatiana Reis
EE DE ENSINO MÉDIO JOSÉ GENEROSI: Sizana Teresinha Nilson
EE DE ENSINO MÉDIO IRMÃO JOSÉ OTÃO: Clecira Foletto Vendruscolo
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL MAGUARY: Taís Cristina de Souza
EE DE ENSINO MÉDIO MARIA ARACY TRINDADE ROJAS: Rozemara de Fátima Grandotto
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFª MARIA LUIZA ROSA: Angelita Ribeiro Barbosa
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL MATTEO GIANELLA: Cledes Camatti
EE DE ENSINO MÉDIO MELVIN JONES: Anna Luisa Ocaña Ennes
EE DE ENSINO MÉDIO OLGA MARIA KAYSER: José Claucio Martins Kavalerski
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL CEL JOSÉ PENA DE MORAES: Neiva Terezinha Raymondi
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL PRESIDENTE VARGAS: Carlos Alberto Machado
EE DE ENSINO MÉDIO PROVÍNCIA DE MENDOZA: Thaís Pretto Boss
EE DE ENSINO MÉDIO RACHEL CALLIARI GRAZZIOTIN: Jussara Conceição Bettin Lazzarotto
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL DR. RENATO DEL MESE: Rosiane Anita Goldbeck de Aguiar
EE DE ENSINO MÉDIO SANTA CATARINA: Ione Brandalise
EE DE ENSINO MÉDIO SÃO CAETANO: Otília Lopes Vieira
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL PROFESSOR SÍLVIO STALLIVIERI: Elizete Tomazzoni
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL DR.THEODÓSIO ROCHA NETTO: Vera Regina Paaschen
EE DE ENSINO FUNDAMENTAL VICTÓRIO WEBBER: Dinara da Rosa Fogaça

Surgem os postes na Antônio Broilo

28 de novembro de 2012 12

Os postes vão se erguendo na Rua Antônio Broilo, bem no meio do calçamento, no bairro Cruzeiro. Ao final, serão 20.
Nesta quarta-feira, equipes trabalhavam na instalação de pelo menos três deles.
A projeção da RGE é terminar os trabalhos em janeiro. A empresa irá providenciar guard-rails, um canteiro central entre um poste e outro nas curvas e recuperar calçadas deterioradas.
Por ora, a confusão é total.

(Foto: Roni Rigon)

Maria Alice, professora inesquecível

27 de novembro de 2012 4

O tempo passa, mas a lembrança dos momentos bons vividos na escola se eternizam. A jornalista Roseli Conceição dos Santos Pacheco de Oliveira, 46 anos, é a prova de que aluno jamais esquece um bom professor. São muitos os elogios que Roseli dispensa para Maria Alice Borba Albuquerque, 72 anos, sua professora na 2ª série:
– A Maria Alice parecia muito com a mãe da gente. Tinha profissionalismo, percebia os problemas das crianças e costumava conversar com cada uma. Naquele tempo, a gente era um pouco bicho do mato. Mas a professora Maria Alice quebrava qualquer barreira para que conseguíssemos aprender. Talvez, por isso, tornou-se inesquecível.
Segundo a ex-aluna, outras colegas também tinham a mesma opinião. É o caso de Fátima Silva dos Santos. Na sexta-feira, Roseli (E) e Fátima (D) reuniram-se com Maria Alice para expressar essa gratidão. O local foi escolhido pela homenageada, a Biblioteca Pública Municipal Dr. Demetrio Niederauer, na Casa da Cultura.
Maria Alice está aposentada desde 1993. Nascida em Cruz Alta, chegou a Caxias em 1975. Na época, já fazia 15 anos que lecionava e veio transferida para a Escola Estadual Melvin Jones, no bairro Planalto, de onde só saiu quando se aposentou, após 30 anos de magistério.
– O pai e a mãe achavam que ser professora era a profissão certa. Na época, realmente, tinha valor. Mas eu queria ser dona de casa, cozinhar. Só que comecei a dar aula para as crianças e adorei. Entrar na sala de aula e vê-las com enorme expectativa é emocionante. Hoje, me sinto feliz ao ver meus alunos bem – anima-se a educadora, que tem dois filhos professores. (Texto: Vania Espeiorin)

(Foto: Jonas Ramos, Especial)

Caxienses convidadas para ir a Abu Dhabi

26 de novembro de 2012 4

As jovens pesquisadoras caxienses Caroline de Andrade e Tatiane Cristina Kuyven, ambas com 17 anos, que participaram na Expociencias do México, irão ainda mais longe.
Depois de apresentarem o trabalho de pesquisa delas sobre dieta para hamster, as duas foram premiadas com o credenciamento para participação em outra feira de pesquisa, agora em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, a se realizar em setembro de 2013.
– Na Expociencias, havia 35 países e mais de 450 projetos. E somente seis projetos internacionais foram premiados. Para nossa surpresa, o nosso estava entre eles. Estamos muito felizes e queremos agradecer pelo apoio a todas as pessoas que nos ajudaram – comemora Caroline.
A Expociencias encerrou-se sábado. Para aproveitar a viagem e conhecer o país, as adolescentes permaneceram mais três dias no México. Por isso, o ressarcimento das passagens aéreas às duas pela Secretaria de Educação será apenas para os bilhetes de ida.
O retorno será amanhã. Na foto, Caroline (D) e Tatiane na Expociencias com os professores orientadores Gustavo Siqueira e Andréia Gobbi.

(Foto: Acervo pessoal, Divulgação)

Na Antônio Broilo, bastou chover

23 de novembro de 2012 2

Bastou começar a chover e já houve acidente na Rua Antônio Broilo, no bairro Cruzeiro. A rua está ganhando postes no meio do calçamento e, por isso, 20 grandes buracos já foram abertos, identificados por uma tela de cor laranja e tapados por um tablado de madeira.
Mas, com a chuva, os carros deslizam com facilidade. Neste caso da foto, na sexta-feira de manhã, só houve danos materiais. Mas é um sinal evidente de que, com postes no meio da rua, serão necessárias fortes medidas preventivas e o asfaltamento da via, que possui hoje um calçamento muito precário.
A foto foi enviada pelo morador Mateus César Degregori.
Também na manhã desta sexta-feira, o secretário de Trânsito, Transporte e Mobilidade, Manoel Marrachinho, reuniu-se com moradores do bairro Cruzeiro.
Ele indicou as medidas protetivas para a Antônio Broilo, como canteiros, guard-rails e um divisor físico para ligar os canteiros nas curvas. Foi citada também a “recomposição da pavimentação que apresentar dano”. Para a próxima terça-feira, está marcada uma reunião entre representantes da secretaria, dos moradores e da RGE. Os moradores querem alargamento e asfaltamento da via como compensação, logo após a instalação dos postes.

E a lixeira fica a 36 passos

22 de novembro de 2012 2

No Santuário de Nossa de Caravaggio, é possível visualizar um belo cenário das montanhas e parreiras da Linha Palmeiro. Três bancos permitem aos visitantes a contemplação da paisagem com tranquilidade.
No entanto, a sujeira denuncia a falta de consciência e respeito com o meio ambiente. Há vestígios de embalagens de salgadinhos e refrigerantes acumulados na grama. Os consumidores ainda não aprenderam a destinar os restos dos produtos em lixeiras. Compram refrigerantes e alimentos, mas, assim que devoram tudo, atiram no chão, a não ser que haja uma lixeira bem próxima. Por simples comodismo, poluem o meio ambiente.
No caso de Caravaggio, há lixeiras para coleta de material. O banco mais distante do belvedere fica a 36 passos de uma delas, apenas.
Nas cidades, jogar lixo no chão também é tristemente comum nas paradas de ônibus, nas praças.
O cidadão ainda está distante das noções de respeito coletivo e à natureza.

(Foto: Roni Rigon)

Árvores? Um estorvo

20 de novembro de 2012 3

Mais um cenário desolador. Há nitidamente uma questão de princípio a envolver a cidade: o desprezo por suas árvores. É uma opção, uma escolha hegemônica, uma inclinação irresistível traduzida em uma resultante concreta.Por que a cidade assim age é a questão a ser decifrada, e cidade aqui refere-se a boa parte dos moradores e às autoridades constituídas, que acolhem solicitações por tombamentos e fazem podas exageradas sem maiores resistências. Parece até que com certa dose de radicalidade e satisfação. Quanto a parte dos moradores, esses pedem os cortes e maldizem as árvores, suas raízes e folhas que sujam calhas, pátios e calçadas. Assim tem sido, assim é.
A cena da semana passada é atordoante: a Casa de Pedra, símbolo da memória e da cultura da cidade, a servir como cenário para uma árvore, um cedro, cortado na base. Aliás, foram quatro cedros. Por que foram cortados? Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, porque estavam em estágio de “decrepitude final”, ou seja, velhice terminal. Apesar da robustez do tronco sugerir outras alternativas. Mas não. Morte a eles, sob a alegação de defesa ao patrimônio histórico materializado pela Casa de Pedra. Deixá-los viver até o fim de seus dias com cuidado e proteção, como assim é com os humanos, não frequentou as cogitações. Dois patrimônios vitais, o histórico e o ambiental, manipulados como conflitantes. É sintomático.
O que chama a atenção é a facilidade de sempre pela opção do corte, a má vontade com a alternativa da preservação. Não custa lembrar que, quando se cortou árvore preventivamente por aqui, ela caiu sobre uma dona de casa e a matou, meses atrás. Havia também o plátano da Tarquínio, no meio de uma rua tranquila, lá em Lourdes. Preservá-lo era possível, uma poesia ambiental, a árvore no meio da rua, mas a secretaria apressou-se em dizer que estava morto, quando as folhas esbanjavam verde, e alguns maus moradores injetaram óleo no tronco, dias antes da execução. Nesse caso, não houve sequer defensores de árvores a se mobilizar pelo plátano da Tarquínio.
Com tal retrospecto, é possível afirmar: Caxias do Sul, por sua resultante final, por seus atos concretos, não gosta de árvores. É frustrante, triste e desolador. Além de incompreensível.

Força que reconstrói a Kalil Sehbe

20 de novembro de 2012 3

Em mutirão, pais, alunos, professores e funcionários da Escola Estadual Comendador Kalil Sehbe conseguiram uma grande vitória: evitar que o colégio fosse fechado por causa da infraestrutura precária. Unidos, conquistaram melhorias nas salas e foram além: estenderam a oferta de turmas para todo o ensino fundamental. Em 2007, a escola tinha recebido ordem para encerrar as atividades. Duas salas apresentavam riscos de segurança aos alunos e o teto da área de acesso estava desabando.
Confiantes de que poderiam reverter a decisão, a nova direção, o Círculo de Pais e Mestres (CPM) e a comunidade escolar arregaçaram as mangas. Conseguiram reformar as salas, ao menos para o início do ano letivo. Percebendo o empenho, a 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE) se solidarizou e viu que havia condições de o colégio continuar em atividade. Em 2008, o Estado providenciou a reconstrução das estruturas danificadas. Paralelamente, a escola desenvolveu diversos projetos pedagógicos.
– Se não fossem a comunidade e os estudantes, não teríamos conseguido – avalia a vice-diretora Viviane Nunes Bandiera, mostrando o painel que docentes e estudantes montaram recuperando essa trajetória de luta, com fotos desde o ano de 2007 (na foto acima, alunos, mães e professores da escola).
À época presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM), Clebe Jair Lopes recorda da vez que foi a Porto Alegre levar documentos à Secretaria Estadual de Obras. Hoje, Lopes não tem mais filhos na escola, mas alegra-se ao ver os resultados.
Atual presidente do CPM, Joelce de Mattos Piccini tem dois filhos na Kalil Sehbe e nota a importância do envolvimento dos pais.
– A escola não é um espaço só de meus filhos, mas de muitos outros filhos. Por isso, temos que ajudar – destaca Joelce, que agora segue na batalha pelo ensino médio.
(Texto: Vania Espeiorin)

(Foto: Roni Rigon)

Caroline e Tatiane rumo ao México

19 de novembro de 2012 2

As adolescentes pesquisadoras caxienses Caroline de Andrade (à esquerda) e Tatiane Cristina Kuyven (à direita), ambas de 17 anos, viajaram nesta segunda-feira ao México. Às 8h, tomaram o ônibus na Rodoviária de Caxias para Porto Alegre. Às 12h40min, embarcaram rumo ao México no Aeroporto Salgado Filho.
A felicidade estava estampada nos rostos das duas. Elas estudam na Escola Estadual Alexandre Zattera, no Desvio Rizzo. Entre 21 e 24 de novembro, elas participam da Expociência. Apresentam trabalho de pesquisa que desenvolveram, que monitora a dieta dos hamsters.
Para viajar, Caroline e Tatiane, chegaram a recolher moedas em sinaleiras para custear as passagens.

(Foto: Roni Rigon)

Cartão-postal de Caxias

14 de novembro de 2012 33

A derrubada de árvores prossegue em ritmo alucinante em Caxias do Sul. Os pedidos de corte encaminhados à Secretaria do Meio Ambiente, a Semma, têm motivos variados, banais e boa parte deles desnecessários. Na terça-feira, foi perpetrado o corte de quatro cedros vizinhos a um cartão-postal de Caxias do Sul, a Casa de Pedra. O diagóstico da secretaria para autorizar a derrubada: “decrepitude final” das árvores, isto é, velhice terminal, o que colocaria em risco o patrimônio histórico e cultural. Apesar da robustez do tronco que se vê na foto, uma indicação de que ele ainda segurava o tranco – com o perdão do trocadilho!
Mas se está perto do fim da vida, corte-se. Essa tem sido a regra, ainda mais se há a alegação de risco de tombamento sobre a casa. Uma boa escora talvez ajudasse a combinar patrimônio histórico e ambiental, até o fim da vida útil da árvore, mas talvez seja pedir demais.
Como medida compensatória, serão plantadas 60 mudas de árvores nativas na região do bairro Santa Catarina.
Restou a imagem da foto como um símbolo nada edificante a caracterizar a cidade.
Quem permitiu o corte não prestou atenção no efeito simbólico da imagem.
A foto depõe contra as pretensões ambientais de Caxias do Sul. Aliás, atesta a conflagrada relação da cidade com suas árvores.