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Caxienses convidadas para ir a Abu Dhabi

26 de novembro de 2012 4

As jovens pesquisadoras caxienses Caroline de Andrade e Tatiane Cristina Kuyven, ambas com 17 anos, que participaram na Expociencias do México, irão ainda mais longe.
Depois de apresentarem o trabalho de pesquisa delas sobre dieta para hamster, as duas foram premiadas com o credenciamento para participação em outra feira de pesquisa, agora em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, a se realizar em setembro de 2013.
– Na Expociencias, havia 35 países e mais de 450 projetos. E somente seis projetos internacionais foram premiados. Para nossa surpresa, o nosso estava entre eles. Estamos muito felizes e queremos agradecer pelo apoio a todas as pessoas que nos ajudaram – comemora Caroline.
A Expociencias encerrou-se sábado. Para aproveitar a viagem e conhecer o país, as adolescentes permaneceram mais três dias no México. Por isso, o ressarcimento das passagens aéreas às duas pela Secretaria de Educação será apenas para os bilhetes de ida.
O retorno será amanhã. Na foto, Caroline (D) e Tatiane na Expociencias com os professores orientadores Gustavo Siqueira e Andréia Gobbi.

(Foto: Acervo pessoal, Divulgação)

Na Antônio Broilo, bastou chover

23 de novembro de 2012 2

Bastou começar a chover e já houve acidente na Rua Antônio Broilo, no bairro Cruzeiro. A rua está ganhando postes no meio do calçamento e, por isso, 20 grandes buracos já foram abertos, identificados por uma tela de cor laranja e tapados por um tablado de madeira.
Mas, com a chuva, os carros deslizam com facilidade. Neste caso da foto, na sexta-feira de manhã, só houve danos materiais. Mas é um sinal evidente de que, com postes no meio da rua, serão necessárias fortes medidas preventivas e o asfaltamento da via, que possui hoje um calçamento muito precário.
A foto foi enviada pelo morador Mateus César Degregori.
Também na manhã desta sexta-feira, o secretário de Trânsito, Transporte e Mobilidade, Manoel Marrachinho, reuniu-se com moradores do bairro Cruzeiro.
Ele indicou as medidas protetivas para a Antônio Broilo, como canteiros, guard-rails e um divisor físico para ligar os canteiros nas curvas. Foi citada também a “recomposição da pavimentação que apresentar dano”. Para a próxima terça-feira, está marcada uma reunião entre representantes da secretaria, dos moradores e da RGE. Os moradores querem alargamento e asfaltamento da via como compensação, logo após a instalação dos postes.

E a lixeira fica a 36 passos

22 de novembro de 2012 2

No Santuário de Nossa de Caravaggio, é possível visualizar um belo cenário das montanhas e parreiras da Linha Palmeiro. Três bancos permitem aos visitantes a contemplação da paisagem com tranquilidade.
No entanto, a sujeira denuncia a falta de consciência e respeito com o meio ambiente. Há vestígios de embalagens de salgadinhos e refrigerantes acumulados na grama. Os consumidores ainda não aprenderam a destinar os restos dos produtos em lixeiras. Compram refrigerantes e alimentos, mas, assim que devoram tudo, atiram no chão, a não ser que haja uma lixeira bem próxima. Por simples comodismo, poluem o meio ambiente.
No caso de Caravaggio, há lixeiras para coleta de material. O banco mais distante do belvedere fica a 36 passos de uma delas, apenas.
Nas cidades, jogar lixo no chão também é tristemente comum nas paradas de ônibus, nas praças.
O cidadão ainda está distante das noções de respeito coletivo e à natureza.

(Foto: Roni Rigon)

Árvores? Um estorvo

20 de novembro de 2012 3

Mais um cenário desolador. Há nitidamente uma questão de princípio a envolver a cidade: o desprezo por suas árvores. É uma opção, uma escolha hegemônica, uma inclinação irresistível traduzida em uma resultante concreta.Por que a cidade assim age é a questão a ser decifrada, e cidade aqui refere-se a boa parte dos moradores e às autoridades constituídas, que acolhem solicitações por tombamentos e fazem podas exageradas sem maiores resistências. Parece até que com certa dose de radicalidade e satisfação. Quanto a parte dos moradores, esses pedem os cortes e maldizem as árvores, suas raízes e folhas que sujam calhas, pátios e calçadas. Assim tem sido, assim é.
A cena da semana passada é atordoante: a Casa de Pedra, símbolo da memória e da cultura da cidade, a servir como cenário para uma árvore, um cedro, cortado na base. Aliás, foram quatro cedros. Por que foram cortados? Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, porque estavam em estágio de “decrepitude final”, ou seja, velhice terminal. Apesar da robustez do tronco sugerir outras alternativas. Mas não. Morte a eles, sob a alegação de defesa ao patrimônio histórico materializado pela Casa de Pedra. Deixá-los viver até o fim de seus dias com cuidado e proteção, como assim é com os humanos, não frequentou as cogitações. Dois patrimônios vitais, o histórico e o ambiental, manipulados como conflitantes. É sintomático.
O que chama a atenção é a facilidade de sempre pela opção do corte, a má vontade com a alternativa da preservação. Não custa lembrar que, quando se cortou árvore preventivamente por aqui, ela caiu sobre uma dona de casa e a matou, meses atrás. Havia também o plátano da Tarquínio, no meio de uma rua tranquila, lá em Lourdes. Preservá-lo era possível, uma poesia ambiental, a árvore no meio da rua, mas a secretaria apressou-se em dizer que estava morto, quando as folhas esbanjavam verde, e alguns maus moradores injetaram óleo no tronco, dias antes da execução. Nesse caso, não houve sequer defensores de árvores a se mobilizar pelo plátano da Tarquínio.
Com tal retrospecto, é possível afirmar: Caxias do Sul, por sua resultante final, por seus atos concretos, não gosta de árvores. É frustrante, triste e desolador. Além de incompreensível.

Força que reconstrói a Kalil Sehbe

20 de novembro de 2012 3

Em mutirão, pais, alunos, professores e funcionários da Escola Estadual Comendador Kalil Sehbe conseguiram uma grande vitória: evitar que o colégio fosse fechado por causa da infraestrutura precária. Unidos, conquistaram melhorias nas salas e foram além: estenderam a oferta de turmas para todo o ensino fundamental. Em 2007, a escola tinha recebido ordem para encerrar as atividades. Duas salas apresentavam riscos de segurança aos alunos e o teto da área de acesso estava desabando.
Confiantes de que poderiam reverter a decisão, a nova direção, o Círculo de Pais e Mestres (CPM) e a comunidade escolar arregaçaram as mangas. Conseguiram reformar as salas, ao menos para o início do ano letivo. Percebendo o empenho, a 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE) se solidarizou e viu que havia condições de o colégio continuar em atividade. Em 2008, o Estado providenciou a reconstrução das estruturas danificadas. Paralelamente, a escola desenvolveu diversos projetos pedagógicos.
– Se não fossem a comunidade e os estudantes, não teríamos conseguido – avalia a vice-diretora Viviane Nunes Bandiera, mostrando o painel que docentes e estudantes montaram recuperando essa trajetória de luta, com fotos desde o ano de 2007 (na foto acima, alunos, mães e professores da escola).
À época presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM), Clebe Jair Lopes recorda da vez que foi a Porto Alegre levar documentos à Secretaria Estadual de Obras. Hoje, Lopes não tem mais filhos na escola, mas alegra-se ao ver os resultados.
Atual presidente do CPM, Joelce de Mattos Piccini tem dois filhos na Kalil Sehbe e nota a importância do envolvimento dos pais.
– A escola não é um espaço só de meus filhos, mas de muitos outros filhos. Por isso, temos que ajudar – destaca Joelce, que agora segue na batalha pelo ensino médio.
(Texto: Vania Espeiorin)

(Foto: Roni Rigon)

Caroline e Tatiane rumo ao México

19 de novembro de 2012 2

As adolescentes pesquisadoras caxienses Caroline de Andrade (à esquerda) e Tatiane Cristina Kuyven (à direita), ambas de 17 anos, viajaram nesta segunda-feira ao México. Às 8h, tomaram o ônibus na Rodoviária de Caxias para Porto Alegre. Às 12h40min, embarcaram rumo ao México no Aeroporto Salgado Filho.
A felicidade estava estampada nos rostos das duas. Elas estudam na Escola Estadual Alexandre Zattera, no Desvio Rizzo. Entre 21 e 24 de novembro, elas participam da Expociência. Apresentam trabalho de pesquisa que desenvolveram, que monitora a dieta dos hamsters.
Para viajar, Caroline e Tatiane, chegaram a recolher moedas em sinaleiras para custear as passagens.

(Foto: Roni Rigon)

Cartão-postal de Caxias

14 de novembro de 2012 33

A derrubada de árvores prossegue em ritmo alucinante em Caxias do Sul. Os pedidos de corte encaminhados à Secretaria do Meio Ambiente, a Semma, têm motivos variados, banais e boa parte deles desnecessários. Na terça-feira, foi perpetrado o corte de quatro cedros vizinhos a um cartão-postal de Caxias do Sul, a Casa de Pedra. O diagóstico da secretaria para autorizar a derrubada: “decrepitude final” das árvores, isto é, velhice terminal, o que colocaria em risco o patrimônio histórico e cultural. Apesar da robustez do tronco que se vê na foto, uma indicação de que ele ainda segurava o tranco – com o perdão do trocadilho!
Mas se está perto do fim da vida, corte-se. Essa tem sido a regra, ainda mais se há a alegação de risco de tombamento sobre a casa. Uma boa escora talvez ajudasse a combinar patrimônio histórico e ambiental, até o fim da vida útil da árvore, mas talvez seja pedir demais.
Como medida compensatória, serão plantadas 60 mudas de árvores nativas na região do bairro Santa Catarina.
Restou a imagem da foto como um símbolo nada edificante a caracterizar a cidade.
Quem permitiu o corte não prestou atenção no efeito simbólico da imagem.
A foto depõe contra as pretensões ambientais de Caxias do Sul. Aliás, atesta a conflagrada relação da cidade com suas árvores.

Mão única também na Borges e na Herculés Galló

13 de novembro de 2012 0

Depois da alteração da Alfredo Chaves, no Centro, as próximas ruas a terem o sentido de tráfego alterado, nesta quinta e sexta-feira, serão a Borges de Medeiros e a Hércules Galló.
A Borges, no trecho entre Galló e Ernesto Alves, terá somente sentido norte-sul. E a Hércules Galló, trecho entre Alfredo Chaves e Borges, terá somente sentido leste-oeste.
Quer dizer: quem trafega pela Ernesto e quer seguir em direção ao bairro Madureira deve converter na Alfredo, retornar pela Galló até a Borges e só então tomar o sentido sul-norte.

Alfredo tem mão única a partir de quarta

13 de novembro de 2012 28

A mão única na rua Alfredo Chaves, sentido Os Dezoito do Forte-Sinimbu, entre essas duas vias, começa oficialmente a vigorar nesta quarta-feira. Na prática, durante esta terça-feira os motoristas que trafegavam pela Sinimbu não conseguiam dobrar à direita para entrar na Alfredo, porque a prefeitura realizou obras físicas necessárias à mudança e interrompeu a mão de tráfego. No início da noite desta terça-feira, já deve estar operando a sinaleira recém-instalada na esquina da Do Guia Lopes com Dezoito.
A conversão da foto acima não será mais possível. Para os carros acessarem da Sinimbu para a prefeitura, devem converter na Do Guia Lopes e retornar pela Dezoito. Os ônibus da Visate – são duas linhas – convertem na Andrade Neves, que é uma rua plana, e não na Do Guia Lopes, como os carros.

(Foto: Jonas Ramos, Especial)

Seu Tito, o guardião do pátio da Padre Vieira

13 de novembro de 2012 4

Sílvio Luiz Zanelato, 47 anos, não é apenas um motorista de transporte escolar. Conhecido como Tito, além de levar os estudantes até a escola, ele garante uma proteção maior a elas. Tito estendeu se trabalho até o pátio da Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Antônio Vieira, no bairro São José. Desde que começou, há 13 anos, procura ter um cuidado especial com os pequenos.
– Dou um apoio para auxiliar as professoras. É complicado largar as crianças (na escola) e nem saber o que acontece com elas depois. Além do mais, temos a confiança dos pais – diz Tito.
O apoio do motorista como cuidador é voluntário. Ele ajuda na contagem dos alunos, na organização das filas e na segurança dos estudantes até bater o sinal. Essa preocupação aparece também devido à responsabilidade.
– Não é algo como o transporte coletivo, por exemplo. Os pais nos procuram para ter uma atenção maior com os seus filhos – complementa.
E porque muito alunos não têm condições financeiras, Tito ainda ajuda a escola nos passeios.
– Algumas vezes, faço um valor simbólico para os estudantes participarem. Apenas preciso de uma avaliação se dá para fazer – conta.
A relação com a direção da escola é ótima. Segundo Tito, o importante é a transparência.
– Não adianta eu olhar apenas para o meu lado. Precisamos ser parceiros – revela.
Judith Elisa Rodrigues Paim, diretora da Padre Antônio Vieira, valoriza a atuação do motorista-cuidador.
– Não temos gente para ficar o tempo todo no pátio e cuidar das crianças no horário antes da entrada. Por isso, a ajuda do Seu Tito é muito importante para a escola – conta.
(Texto: Ana Vivan, Especial/Pioneiro)

(Foto: Roni Rigon)