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Duplo símbolo na Alfredo Chaves

04 de setembro de 2012 3

A foto acima consegue sintetizar duas situações de maltrato protagonizadas pela cidade: a poda arrasadora sobre os ligustros da Rua Alfredo Chaves, bem diante da Casa Rosa, que ficará espremida entre duas torres em construção.
A cidade despreza os ligustros, como se vê pelos casos seguidos de poda agressiva e supressão, depois de anos de serviços prestados. Alguém os plantou e os reconheceu úteis para a cobertura vegetal da cidade. Eles não pediram para ser plantados. Agora, seus galhos são decepados, sistematicamente.
Quanto ao cenário da Casa Rosa, também não houve preocupação com sua valorização e preservação.

(Foto Rubem Pires Junior, Divulgação)

Próximos da leitura desde pequenos

04 de setembro de 2012 0

A proposta de enfatizar a leitura e a escrita, aproximando a garotada do autor, partiu da bibliotecária Marinez Costa. Os alunos do turno da manhã na Escola Municipal José de Alencar, em São Vitor-Corona, promoveram ações em torno das crônicas e do livro O gato que não sabia de nada, do escritor e jornalista Marcos Fernando Kirst. Uma das atividades foi desenvolvida pela turma da educação infantil da professora Roselei Terezinha Adamatti. Após a contação da história sobre o gato-filósofo Bioy, os alunos confeccionaram o personagem principal com materiais alternativos. Já os alunos maiores exploraram bastante a crônica do escritor.
– Procuramos associar a história às vivências das crianças, perguntando se tinham gatos e como cuidavam deles. O fato de o Bioy ser muito curioso foi bastante comentado. Os alunos fizeram desenhos e uma espécie de móbile de um gato com CDs usados. Assim, relacionamos a prática com a literatura – explica Roselei.
Kailon Karczeski, cinco anos, conta que os desenhos dele e dos colegas ficaram lindos. Já Daniela Puhl, cinco, adorou bater um papo com o escritor.
– O autor disse que o Bioy existe e está sempre de olhos bem abertos. Ele não trouxe o gatinho gorducho e peludo por dois motivos: porque não gosta de entrar em gaiolas de gato e porque ele iria destruir a escola, pois é muito sapeca – relata Daniela.
A próxima tarefa que Roselei prevê com os estudantes é estimulá-los a recontar a história. Como ainda estão aprendendo a ler, poderão se entregar à fantasia e incrementar a narrativa de acordo com suas experimentações e memórias. (Texto: Vania Espeiorin)

(Foto: Maria Neves, Divulgação)

Agora o Tega ficou branco, ou alvinegro

03 de setembro de 2012 0

Depois do Tega vermelho, agora o Tega branco. Foi assim que ele amanheceu nesta segunda-feira, no trecho entre a Casa de Pedra e a Rua Luiz Covolan, repleto de espuma, como mostra a foto acima.
Sem uma fiscalização eficiente e implacável contra quem joga dejetos industriais diretamente no arroio, imaginar o Tega limpo será apenas um devaneio.
Por ora, a fiscalização não consegue demover quem tem indústria perto do Tega de fazer despejos no arroio. Sinal de que não está dando conta.
Na verdade, na manhã de segunda, o Tega estava alvinegro. A farta espuma surgia em meio a uma coloração preta da água.
Se despeja de tudo no Tega, e a cidade não consegue impedir.

(Foto: Roni Rigon)

Ser profe, um sonho de criança

28 de agosto de 2012 7

O sonho de criança virou realidade e já soma 27 anos. Delaine Cristina Dal Ri, 49 anos, é professora. Desejou essa profissão ainda na infância, quando brincava com giz e quadro verde. Uma tia chamada Neiva Teresinha Neis (já falecida) serviu de inspiração. Delaine cursou magistério no Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza. Em 1985, ingressou como profe na rede municipal e, mais tarde, também na estadual.
Sua primeira experiência foi na Escola Municipal Marianinha Queiroz, de onde nunca mais saiu. Apesar de uma de suas aposentadorias estar prestes a chegar, ela não pensa em largar a sala de aula.
Também professora de uma turma do 1º ano na Escola Estadual José Generosi, em Forqueta, realiza-se ao ver seus pequenos felizes. Sim, ela diz que são seus, tamanho o afeto que sente por eles. Além da alfabetização, procura envolvê-los em brincadeiras e interação.
– Como estão descobrindo as coisas, precisam do concreto. Aí, uso brinquedos, bonecos e jogos. Quanto mais eu consigo trazer o lúdico, mais eles avançam na aprendizagem, o espaço escolar fica mais divertido. Gosto de ter alunos felizes, de vê-los vindo à aula com prazer, e não como se fosse obrigação. Isso me entusiasma – releva.
Vice-diretora da manhã na José Generosi, Suzana Teresinha Nilson elogia a dedicação de Delaine. E são os alunos que aproveitam o empenho da professora. João Vitor Mesari dos Santos Nunes, seis anos, diz por que gosta de comparecer todo o dia à aula:
– A gente aprende muita coisa. A professora é legal e lê histórias. Ela contou a história do Chapeuzinho Vermelho e eu não tenho medo do lobo. (Texto: Vania Espeiorin)

(Foto: Susana Teresinha Nilson, Divulgação)

A poda está arrasadora

24 de agosto de 2012 3

A devastação está pegando nas ruas de Caxias do Sul, em todos os quadrantes. A poda está sendo arrasadora. As ruas estão sendo despidas da cobertura vegetal dos ligustros. Na foto acima, o novo cenário na Os Dezoito do Forte, próximo ao Camelódromo.
O blog já mostrou a poda no mesmo estilo na Alfredo Chaves, perto da prefeitura, na frente da Casa Rosa. Nesta sexta, a coluna foi informada que a poda prosseguiu na mesma rua, na direção do Panazzolo. A poda também já depenou ligustros na Bento Gonçalves, na Olavo Bilac, em Lourdes, e assim vamos.E as ruas vão ficando peladas, peladas… A Secretaria do Meio Ambiente deve ter certeza do que está fazendo.

(Foto: Roni Rigon)

Ex-pinheiro na curva da Visconde

24 de agosto de 2012 0

O ex-pinheiro da foto acima, cujo diâmetro do tronco dá uma boa ideia acerca de sua idade, tombou em combate em um terreno ao lado da pracinha existente na chamada Curva da Visconde, isto é, onde a Visconde de Pelotas faz a curva, perto da Escola Maguary e da agência do INSS.
Agora o tronco será todo picotado para transporte.
Mais uma araucária que se vai nesta cidade de ruas tão peladas.

(Foto: Maicon Damasceno)

Lá vai a cidade, sobre a colônia

24 de agosto de 2012 0

Lá vai a cidade, avançando sobre a colônia.
A foto acima mostra a expansão urbana na região do loteamento Monte Carmelo, que se originou a partir de uma invasão, na zona sul de Caxias. Mas não são apenas as invasões.
O avanço sobre a zona rural que a foto mostra é um loteamento particular. Toda essa expansão gera dificuldades à administração pública para a oferta de serviços e de infraestrutura e também ao planejamento da cidade, além de prejuízos ambientais.
É um dos problemas mais sérios a desafiar os administradores.

(Foto: Rubem Pires Junior, Divulgação)

Dormitório atrás da Câmara

22 de agosto de 2012 4

Enquanto a eleição para prefeito e renovação do Legislativo se avizinha, três meninos seguem seu cotidiano dormindo sob a laje existente na parte posterior do prédio da Câmara – onde fica o estacionamento traseiro, para os vereadores -, no barranco que delimita o Parque dos Macaquinhos (foto abaixo).
O espaço onde os adolescentes se abrigam é uma espécie de esconderijo protegido, uma reentrância do terreno de difícil visualização, com acesso dificultado, mas que pode ocorrer pela Avenida Vindima, a via lateral do parque.
tima Souza, que enviou a foto acima:
- Era por volta de 9h30min (de sexta-feira passada), tinha três meninos. Atrás da coluna tinha um guardando o colchão, em meio ao lixo espalhado. E mais adiante, onde seria a guarita dos guardas, onde é o estacionamento da prefeitura (na frente da Câmara), havia vários rapazes já consumindo bebidas. É lastimável a situação que eu vi.
No esconderijo, que é ocupado há pelo menos mais de um ano, há restos de comida, edredons e papelão espalhados.

(Foto: Homero Marconi Penteado, Divulgação)

A opinião de Ciro Fabres - A BR caxiense

21 de agosto de 2012 6


21 de agosto de 2012

O acidente com morte na BR-116, nesta terça-feira, deu-se no trecho não-duplicado, de cerca de 3 km, entre o Planalto e a Avenida São Leopoldo. Essa demanda é de anos, mas nunca avança um milímetro. No meio-tempo, estabeleceu-se o impasse sobre a quem pertence a BR, e aí é que nada andou mesmo. Nem uma prosaica passarela.
Momentaneamente, as ações sobre a BR são vistas no âmbito da municipalização da rodovia, com o governo federal assumindo o investimento no chamado Contorno Sul, do Campus 8 da UCS até a Rota do Sol. Projeto esse que está em fase embrionária, a depender de contatos políticos que desentravem pelo menos a intenção.
Enquanto isso, na véspera, o ministro dos Transportes, Paulo Passos, e o governador Tarso Genro assinaram ordem para a duplicação da BR-116 entre Guaíba e Pelotas e do contorno de Pelotas, na região sul do Estado.
O que chama atenção é a falta de iniciativas, esse tempo todo, em relação à BR-116, trecho mais crítico do trânsito caxiense, e a timidez dos movimentos em curso. Recentemente, o prefeito José Ivo Sartori (PMDB) foi apresentar o projeto do Contorno Sul a Tarso. Está tudo muito longe quando o assunto é BR. Mas os acidentes fatais, esses são bem presentes.

Comunidade escolar de mãos dadas

21 de agosto de 2012 1

As mãos de familiares, educadores e alunos das turmas de 3º ano juntaram-se em sinal de interação na Escola Municipal Arnaldo Ballvê, no bairro Santa Lúcia. Para promover a presença da comunidade na escola, os pais foram convidados a vivenciar oficinas com os filhos e seus colegas. Assim, deram sentido ao projeto De Mãos Dadas.
– As crianças passam uma vida toda na escola, e, às vezes, os pais nem conhecem os amigos delas. Nessa atividade de inclusão, houve essa chance – explica a coordenadora pedagógica do turno da tarde, Carla Griebeler Turra.
As oficinas e palestras focaram na psicologia; na informática, com as crianças gravando mensagens; e no estímulo à leitura. A culminância foi emocionante (foto acima): pais, mães, avós e responsáveis desenharam as mãos dos alunos e refletiram sobre o que fazer com as imagens. Um painel nasceu estampando um coletivo apelo de paz.
– Nas outras oportunidades, os pais vinham à escola mais para assistir. Desta vez, ajudaram a construir os trabalhos. Essa presença da família no ambiente escolar faz a diferença – destaca a diretora Marta Catarina Sebbem.
A cabeleireira Leila Lavoratti foi apanhada de surpresa. O filho Augusto Arthur Lavoratti, oito anos, fez mistério.
– A ideia foi diferente, bonita, participativa. Deveriam estender para as outras séries – sugere Leila.
– Foi legal e divertido. A mãe pôde conhecer outros pais e meus colegas – relata Augusto.
(Colaborou: Vania Espeiorin)

(Foto: Marta Catarina Sebbem, Divulgação)