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Pô, Felipão?

05 de maio de 2014 6

Como era bastante aguardado, e conforme prometido por ele, Felipão deu o ar da graça neste domingo para pedir à Santíssima de Caravaggio a bênção para a empreitada na qual está envolvido: comandar a Seleção Brasileira e levá-la a mais um título mundial, só que, desta vez, diante da torcida brasileira. A pressão é grande, não resta dúvida.

Toda sorte do mundo ao técnico, de trajetória intimamente vinculada a Caxias do Sul e à região. Participa até mesmo, de forma voluntária e altamente meritória, de uma campanha institucional para garantir melhorias ao Hospital Pompéia. Mas ontem, pisou na bola feio. Mal-humorado no trato com a imprensa, como é de seu feitio, chegou a desferir palavrões de forma despropositada e sem motivos contra o fotógrafo do jornal na porta do santuário.

Uma destemperança completa, que certamente lhe custou alguns puxões de orelha da parte da santa no colóquio reservado que mantiveram logo depois. Em prejuízo da clareza da comunicação, tão necessária na hora de formular ao pé do ouvido da santíssima pedido de tamanha relevância para a nação.

Não quer falar? Chama o pessoal de lado e dá o recado, respeitosa e educadamente. Além da agressão gratuita e da cara amarrada, tem a questão do exemplo. Pra que, Felipão? O que custa tratar cordialmente? Você tem a obrigação. independentemente de estar se dirigindo à imprensa internacional, nacional ou regional. Ninguém o obrigou a ser técnico da Seleção, cargo sujeito a elevada dose de pressão. Controle-se, homem! Você sabe muito bem que é assim. Então tem de administrar, que ninguém tem nada com isso.

Se o ambiente do futebol admite caneladas do gênero, não é o caso da vida real. Ou se é estilo ou gênero do treinador, ele não tem o direito de desferir impropérios gratuitos. Felipão deu indícios de que não sabe administrar a pressão e sai atirando em quem cruza na frente. É mau sinal. Não pega nada bem, o exemplo é péssimo, e esse aspecto é crucial. Nesta quadra da existência em que nos encontramos, em que a indelicadeza é geral, as reações de Felipão são desestimulantes. E o que mais causa perplexidade é que não custa nada ser gentil, tratar bem, responder ou informar educadamente.

Bons modos não custam nada, Felipão. As crianças estão olhando.

Calçada em mau estado para alunos da Luciano Corsetti

22 de abril de 2014 0

Calçada está quebrada e com desnível na Travessa Santa Maria, no bairro Kayser

Calçada está quebrada e com desnível na Travessa Santa Maria, no bairro Kayser

Na calçada onde os alunos se dirigem para a Escola Municipal Luciano Corsetti, na Travessa Santa Maria, no bairro Kayser, existe um buraco que está lá há quase um ano. Ele fica tapado com pedras do passeio público, o que torna a situação ainda mais arriscada, pois a calçada torna-se desnivelada e irregular. Quem faz o alerta é a professora Sandra Angorete da Rosa Rodrigues, que envia a foto.
_ É perigoso para as crianças que se dirigem aos transportes escolares e até para os demais pedestres que transitam pela rua _ afirma ela.
Pedestres, em especial alunos de escola, devem ter o exemplo e o respeito da calçada bem cuidada. Quando o problema surge, deve ser reparado com agilidade.
Não é o caso na Luciano Corsetti, onde a situação persiste há meses, conforme o relato de Sandra. Em reunião da associação de moradores do bairro em 14 de fevereiro, foi solicitada urgência do reparo à Secretaria de Obras, mas o problema não foi reparado até agora.
(Foto: Sandra Angorete da Rosa Rodrigues, Divulgação

Aeroporto de Vila Oliva menos competitivo

31 de janeiro de 2014 0

Crônica publicada no jornal Pioneiro em 31 de janeiro de 2014

Os governos parecem não saber onde colocarão aeroportos. Isto é, a impressão que dá é que não existe um planejamento estratégico regional e, dessa forma, as futuras localizações são jogadas a esmo sobre o mapa do Estado. Certamente que é só uma impressão, pois existem secretarias e órgãos técnicos, e muitos, muitos funcionários para pensar a localização de futuros aeroportos, mas incomoda essa sensação de que cada um deles é analisado separadamente, sem articulação com os demais, sem planejamento estratégico para o desenvolvimento.
Agora, a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado está mudando a localização do chamado Aeroporto Internacional 20 de Setembro de Nova Santa Rita para Portão. A notícia surgiu nesta quinta-feira. Isto é, encurtou ainda mais a distância das principais cidades da Serra e sua demanda aeroviária até o endereço de um futuro aeroporto internacional na Região Metropolitana. Esmiuçando mais, torna menos competitivo o futuro aeroporto de Vila Oliva, em Caxias do Sul.
Tomando-se Bento Gonçalves como referência na Região dos Vinhedos, e todas as cidades que vêm depois pela RSC-470, sem falar em Carlos Barbosa e Garibaldi, era menos simples chegar em Nova Santa Rita. Seria preciso ir até a Tabaí-Canoas. Assim, havia chance para Vila Oliva. Agora não, Portão estará logo ali.
Essa sensação de falta de planejamento incomoda. Houve aspectos técnicos para trazer o aeroporto para Portão, que dizem respeito a conflitos no espaço aéreo com a Base de Canoas. Mas, na hora de decidir sobre a nova localização, o a essa altura irreversível aeroporto de Vila Oliva não entra na análise. Regredindo um pouco no tempo, essa era a razão pela qual se considerava um aeroporto da Serra na região de Monte Bérico: localização estratégica para o desenvolvimento regional, ao lado de Bento e das demais cidades, no centro geográfico da região. E que Nova Santa Rita, agora Portão, ficasse como alternativa ao Salgado Filho para a Região Metropolitana. Parecia bem mais racional, mas não.
Sem falar que o governo federal chegou a incluir em seu plano estratégico para aviação regional aeroportos em Vila Oliva e na Região das Hortênsias, a cerca de 30 quilômetros um do outro.
Sei não, mas os governos parecem não saber onde planejam colocar aeroportos.

Corte de araucária, um golpe ambiental

30 de janeiro de 2014 0
Araucária era cortada com auxílio de guincho na esquina das ruas Ernesto Alves e Simões Lopes Neto (Crédito: Catia Sandri, Divulgação)

Araucária era cortada com auxílio de guincho na esquina das ruas Ernesto Alves e Simões Lopes Neto (Crédito: Catia Sandri, Divulgação)

Sempre é um golpe para o ambiente. A araucária da foto foi cortada nesta quinta-feira em uma propriedade na esquina das ruas Ernesto Alves e Simões Lopes Neto, na divisa entre os bairros Lourdes e Sagrada Família. A proprietária da área pediu para cortar alegando risco de queda. E o corte teve a autorização da Secretaria do Meio Ambiente, a Semma. A foto é de Catia Sandri.
A araucária tinha 90 centímetros de diâmetro e 12 metros de altura. A própria Semma atestou que o estado da árvore era saudável.
Então, por que a autorização do corte?
Segundo a Semma, porque, devido à altura da araucária e à proximidade com edificações, existia o risco à vida e ao patrimônio. Sob esse argumento, o corte foi autorizado.
A justificativa é acachapante. E coloca em risco toda a cobertura vegetal de araucárias em estado saudável da zona urbana de Caxias do Sul. Afinal de contas, essas araucárias também terão altura considerável e estarão próximas de edificações.
Portanto, bastará pedir… Esse é o precedente grave do corte da araucária da Ernesto Alves. Se havia mesmo risco à vida e ao patrimônio, conforme alegado, não haveria condições de ele ser administrado sem a necessidade da medida extrema do corte? Entre as alternativas, por exemplo, algum escoramento de galhos ou uma poda orientada.
Mas não. Pede-se logo o corte, e ele é autorizado. Há alguma coisa mal explicada na relação de parte dos moradores caxienses com as árvores.
A nova gestão da Secretaria do Meio Ambiente chegou a anunciar que cortes seriam medida extrema. Não era esse o caso. Uma pena.
Ah, a moradora que solicitou o corte terá que pagar 15 mudas de araucárias à Semma para plantio em área de barragem. Não vai compensar o dano imediato e simbólico.

Quando é a hora

30 de janeiro de 2014 0

Crônica publicada no jornal Pioneiro em 30 de janeiro de 2014

Ah, essas câmeras maravilhosas! Um telejornal, hoje em dia, faz-se muito com o auxílio desses equipamentos espalhados por todo lugar. E os flagrantes são impressionantes, em detalhes. Só em Caxias é que não temos lá muita sorte. Por um motivo ou por outro, as câmeras costumam estar fora de combate, ou inexistem no ponto apropriado quando se precisa delas. Não ajudam a identificar quem envenenou pombas na Praça Dante ou quem ateou fogo ao morador de rua na calçada do Sesc, nem servem para inibir furtos nas ruas centrais da cidade.
Mas por aí afora, quanto flagrante espetacular! George Orwell foi mesmo visionário sobre a popularização das câmeras em seu clássico livro ‘1984’. Compreensivelmente, para uma profecia com mais de meio século de antecedência, equivocou-se em alguns aspectos, especialmente quanto à localização e à motivação do emprego das câmeras. Por sorte, elas não servem ao Grande Irmão do totalitarismo, nem estão prioritariamente dentro das casas para fins de espionar, mas nas ruas, em outro contexto que não o do controle de corações e mentes, mas da propriedade e da vida, como efeito colateral de outro sistema econômico, o capitalismo. De onde provém uma avalanche de flagrantes. Derivou ainda o emprego desses equipamentos para o exibicionismo e a ostentação, a partir da modernização da tecnologia e do advento das redes sociais.
Essa longa introdução sobre câmeras é apenas uma ponte para chegar ao assunto desta crônica, um tanto mais existencial e transcendente, a partir do que esses equipamentos nos permitiram testemunhar nos últimos dias: o carro que passa por cima do menino de 5 anos, atropelado com sua avó em Anápolis, Goiás, que se levanta e sai caminhando normalmente, e a passarela que reduz a pó um táxi que passava sob ela justo no momento do acidente que impressionou o país na Linha Amarela, no Rio. Ainda que o acaso seja assunto tratado pela Filosofia e pela Teoria das Probabilidades, o que explica o carro ter passado sob a passarela no exato momento do acidente? Apesar desse mero acaso, detonado por uma coleção de imprudências, o que transparece poderosa é a sensação de que, quando chega a hora, não tem jeito.
Não era a hora do menino, era a hora do taxista. Pode não ser tão simples assim, mas que parece, parece.

Passarela do São Ciro, enfim, começa a surgir

06 de agosto de 2013 0

Aqui vale a figura de linguagem: depois de longo e tenebroso inverno, há sinais de vida no canteiro de obras da passarela sobre a BR-116, no bairro São Ciro. Uma das rampas está finalmente em execução e há operários em atividade na obra (foto acima).
Apesar do enorme atraso, é uma grande notícia.
A passarela recebeu ordem de início em 30 de junho de 2011, há mais de dois anos, portanto, mas acumulou contratempos, entre eles o relacionado ao tipo de solo, que exigiu outra fundação, por meio de estacas, que não a prevista originalmente em projeto. Também inexistiram empresas interessadas na construção da estrutura propriamente dita, após a fase das fundações, o que fez o tempo se alongar, até quem se abrisse a possibilidade de uma empreiteira ser contratada diretamente.
Agora, quando surgem, enfim, sinais físicos de que a passarela vai sair, a tendência é de que a execução física da estrutura de suporte seja rápida. Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade, uma empresa de Flores da Cunha trabalha na execução da plataforma em estrutura metálica, a passarela propriamente dita, que depois será transportada e colocada diretamente na obra.
(Foto: Roni Rigon)

Próximos. Geograficamente

10 de maio de 2013 0

A entrega da Medalha Monumento ao Imigrante, na tarde desta sexta-feira (10), na prefeitura de Caxias do Sul, homenageou 10 mulheres pela passagem do Dia da Mulher Caxiense. E proporcionou um encontro importante por traduzir-se como um símbolo da convivência possível da pluralidade política na cidade.
Encontraram-se para uma confraternização a ex-vereadora Geni Peteffi, presidente do PMDB, uma das homenageadas, o Secretário do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego, Francisco Spiandorello (PSDB), e a deputada estadual Marisa Formolo (PT). O registro é do jornalista Claiton Stumpf.
Se distantes politicamente, eles possuem proximidade geográfica. Os três residem no bairro de Lourdes. São vizinhos, portanto.
Os três já comandaram a prefeitura interinamente. Marisa completou:
- Nosso bairro é o que mais teve prefeitos e vice-prefeitos. Além de nós que moramos em um quadrilátero de oito quadras, tivemos Isidoro Moretto, que foi vice-prefeito.
Não falta quem não goste de política e acione a metralhadora giratória contra os políticos. Mas a contribuição dos três para o exercício da política em Caxias é inegável.

(Foto: Claiton Stumpf, Divulgação)

Casa Rosa se esconde aos poucos

10 de maio de 2013 0

A antiga Casa Rosa na Chácara dos Eberle aos poucos vai se escondendo diante da construção de dois prédios de 19 pavimentos que se erguem na Rua Alfredo Chaves. O casarão será preservado como parte integrante do empreendimento, mas o cenário característico do imaginário coletivo caxiense, que já serviu para a cena final de O Quatrilho, este está irremediavelmente perdido. É lamentável.
Caxias do Sul cresce, mas perde seus encantos. Não custaria tentar combiná-los. Mas a cidade não tem feito muito esforço.

(Foto: Roni Rigon)

Fogo da paixão

27 de fevereiro de 2013 1

Cuba é um problemão. Poucos assuntos ao longo da história recente suscitaram paixão e ódio extremados como Cuba. Um problemão, portanto, porque inibidores, paixão e ódio, da lucidez e da exatidão. Às favas a lucidez, dirão os fervorosos adeptos da paixão, no que estarão certos até a raiz. Paixão é inconsequência em estado puro. Há seus momentos, e quem dera fossem muitos ao longo de toda uma vida. Mas na hora das leituras de realidade, ah, nessa hora não. Nessa hora, não cabe a paixão.
O Brasil foi varrido semana passada pelo Furacão Yoani, a blogueira cubana que lutou anos e anos para deixar Cuba para trás. Pois conseguiu, e voou para o Brasil. Quase tudo já se disse sobre Cuba e sobre a passagem de Yoani pelo Brasil. E o que se disse era o que deveria ser dito, a liberdade de expressão como carro-chefe das discussões. Não serei eu a discordar. Foi atropelada, sim, a liberdade de expressão. Como em Cuba, há tantos anos. Grave, lamentável, pecado capital.
Apenas que, em nome da exatidão e de um pouco mais de abrangência na hora de se rascunhar a resenha da passagem de Yoani entre nós, será preciso anotar: não se lançou ela com fervor parecido para realçar o embargo econômico imposto aos cubanos. Por justiça, deve-se registrar: perguntada em algum momento sobre o embargo, disse ser contra. E voltou a centrar-se na liberdade de expressão, o que é compreensível e meritório, mas incompleto.
Outro aspecto foi seu périplo por Brasília. Tornou-se alvo de oportunismo político, circulou de braços e abraços com o conservadorismo mais moralista e liberais que não merecem essa designação, e Yoani sabe que foi usada. Não é ingênua, pois ingênua não é uma jovem capaz de peitar Fidel. E se não foi ingenuidade, por que não se incomodou com algumas companhias? É uma boa e importante questão. Afinidade vamos admitir que não foi. Quem sabe tenha se deixado levar pelos primeiros sopros da liberdade de se expressar e concedeu-se a licença política de não se preocupar com quem a bajulava. Quem sabe… Essa é a Yoani que circulou pelo Brasil, um pouco mais inteira, mais além da ativista pela liberdade de expressão.
Ah, e antes que me carimbem com o fogo da paixão, devo, por prudência, resgatar o que disse lá no meio sobre os atropelos à liberdade de expressão, contra Yoani, em Cuba, seja onde for: grave, lamentável, pecado capital.

Primeiro acidente na Antônio Broilo

24 de fevereiro de 2013 21

A Rua Antônio Broilo, no bairro Cruzeiro, registrou às 7h deste domingo o primeiro choque de um veículo contra um dos 20 postes de grandes dimensões – com diâmetro de cerca de 80 centímetros – instalados no eixo da via. Um Clio que trafegava no sentido Centro-bairro bateu na estrutura localizada próximo da Rua Arturus e capotou. Uma mulher estava na direção e, aparentemente, não se feriu.
Os acidentes contra os postes na Antônio Broilo, ainda que tenham sido providenciados anteparos de concreto, são previsíveis. A pavimentação em paralelepípedos agrava a situação, pois a pista fica mais escorregadia.
A prefeitura terá de dar à situação da Antônio Broilo status de caráter de urgência. Há um asfaltamento prometido aos moradores. Chegou-se a falar em abril deste ano como prazo, mas ele não será cumprido.
A rua está em frangalhos.

(Foto: Jones Stecanella, Divulgação)