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Quatro anos para uma passarela

27 de abril de 2012 0

Na manhã de quinta-feira, a comunidade da Escola Estadual Érico Veríssimo, no bairro São Ciro, confeccionou cartazes para a mobilização marcada para a próxima quarta-feira, dia 2 de maio, na rodovia, no São Ciro.
Eles querem a implantação da prometida passarela para pedestres no bairro. A iniciativa é do comitê Quanto Vale uma Vida? BR-116 Solução Já.
O pessoal está cansado, escaldado de tanta protelação para instalar uma simples passarela. Mesmo que o secretário de Trânsito, Transporte e Mobilidade, Edson Néspolo, tenha dito a obra física deve começar na semana que vem. Oremos.
Iniciando agora, a conclusão da passarela na BR-116, no bairro São Ciro, talvez esteja pronta até o final do ano. Quatro anos depois da morte do menino Diego Zacchi Carlotto, em 17 de dezembro de 2008, acontecimento que deflagrou a reivindicação de mais segurança na 116.
O ano eleitoral acaba ajudando.
Tradução, que deveria
pulsar em luz de neon: levaremos quatro anos para instalar uma prosaica passarela na BR-116. É o tamanho da ineficiência dos governos.

(Foto: Rafael Bueno, Divulgação)

Em nome da razão

25 de abril de 2012 2

A razão é bela e importante companheira. Para determinados momentos, a maior parte deles, é companhia essencial e bem-vinda. Em outras ocasiões, a razão martelada sem descanso e sem folga sufoca os encantos que vagam avulsos por esse mundão velho que era para não ter porteira. Mas tem.
Dias atrás, escrevi sobre o encanto que me foi testemunhar a primeira visão do mar da cachorra lá de casa em uma faixa de areia de escasso movimento. Logo fui carimbado de “incitar” o porte de animais na praia, uma prática irresponsável. Não exatamente incitar, jamais chegaria a tal desobediência civil. Mas talvez tenha sido essa uma consequência vaga e periférica do relato. Eis aí, na reprimenda, a razão o tempo todo, sem margem para um pequeno cão na beira do mar distante.
Meses atrás, quiseram cortar os ipês da Rio Branco. Era para o trânsito fluir mais rápido: uma fileira de veículos no lugar dos ipês. Santo Deus! À luz da razão, mas da razão mais restrita e meramente prática e funcional, fazia sentido, os carros e a cidade a se movimentar mais rapidamente. Mas e o encanto dos ipês? Ora, encantos…
Agora, os pombos na Praça Dante. Outra vez salta de imediato a razão, pelo ângulo da saúde pública, o que é respeitável e até essencial. O problema é a cacaca dos pombos. Uma sujeirama, de fato, e nociva à saúde, é sim. Então viva a razão! A cena das aves a perambular por ali e alternar rápidos sobrevoos, que encanta as crianças e compõe esse bucólico cenário urbano, que de resto se repete desde sempre nas principais praças das principais cidades do mundo, ora, essa cena terá de submeter aos imperativos da razão. Os pombos devem se retirar, portanto.
Ocorre que não viemos ao mundo sozinhos, senão que entre pombos que fazem sujeira, ipês que insistem em florescer e cachorros que, lá no início remoto, circulavam sem restrição. Como eliminarmos esse estorvo chamado natureza, a sujeira dos pombos, o espaço dos ipês e dos cães, parece ser obsessão por aqui. Tudo em nome da razão. Claro, claro, vivemos em centros urbanos, que precisam ser organizados. Pois então essa é a tarefa: administrar a cacaca dos pombos, se passar dos limites, mas sem matar os encantos em nome da razão o tempo todo. Pois encantos devem habitar a razão, com urgência.

Moradores fizeram a praça

24 de abril de 2012 0

A Praça dos Amigos de São Martinho, na 2ª Légua, região de Forqueta, tem uma peculiaridade: foi construída e embelezada com recursos da comunidade. O investimento foi de R$ 50 mil.
A prefeitura ajudou com máquinas e trabalhos para melhorar o escoamento de água, como a instalação de bocas-de-lobo. A inauguração foi sábado.
A praça ficou bonita, e os moradores agora dispõe de um espaço mais agradável para o convívio. Qualidade de vida é isso aí. Comunidade que cuida de seu lugar se fortalece.
Haverá quem diga: há moradores com melhores condições aquisitivas de promover melhorias. Por certo. Mas cuidar requer, antes de qualquer coisa, preocupação, organização e iniciativa por parte dos moradores. Cuidar do que é coletivo é um tapa no individualismo.

(Foto: Aldo Toniazzo, Divulgação)

Para o Reolon, o 190

23 de abril de 2012 1

Os homicídios e os atentados contra a vida se sucedem no bairro Reolon, zona crítica em se tratando de vulnerabilidade social. Mais um assassinato ocorreu no sábado.
Mas o bairro Reolon não tem o tão celebrado Policiamento Comunitário.
É o modelo de policiamento: conforme o endereço.
Outros dois jovens, um deles adolescente de 14 anos e outro rapaz de 18 anos, foram baleados no Reolon no final de semana.
O porte de arma está descontrolado no Reolon.
Mas por lá só tem 190.
O Reolon seria caso para bem mais do que policiamento comunitário. É terreno fértil para um programa tipo Territórios da Paz.
O governo do Estado já disse que é só o município querer e se credenciar.
É preciso fincar bandeira contra a violência no Reolon.

O centro todo pichado

23 de abril de 2012 1

O cenário é no Complexo Esportivo da Zona Norte, entregue à comunidade dois anos atrás.
O menino se diverte, mas as paredes estão todas pichadas. Um reflexo da falta de cuidado da comunidade.
Sem cuidado, o espaço se deteriora mais rápido, o que afasta os moradores. E favorece que a área fique entregue preferencialmente a desocupados, em alguns casos patrocinadores de atividades clandestinas.
O blog tem insisitido neste ponto: a comunidade tem de se organizar para cuidar.

(Foto: Maicon Damasceno)

Capotagem no bairro

23 de abril de 2012 2

No sábado passado, a colisão entre um Siena e um Punto causou uma capotagem. A peculiaridade é que um acidente de tal impacto, a ponto de causar o capotamento, foi em uma esquina completamente afastada do centro da cidade. E bastante ampla do ponto de vista do alcance visual. Além do que, era feriado. Foi no cruzamento das ruas Cesar Cambruzzi e Padre João Humberto Sachet, atrás da Ceasa, um pouco antes de começar a subida para a Colina Sorriso. Duas pessoas ficaram feridas.
O caxiense vive com pressa. Ou então, houve distração.
Ficou provado que, no trânsito de Caxias, distrair-se é proibido. Mesmo em feriado.

(Foto: Maicon Damasceno)

Disparo no coração da criança

20 de abril de 2012 0

A placa de sinalização, que indica a existência de faixa de segurança, foi alvejada por tiros. Um deles, inclusive, acertou o coração da criança.
Fica na Rua Uruguai,m bem em frente à Escola Municipal Luiz Antunes, no bairro Jardim América. A placa foi utilizada para tiro ao alvo.
A agressão é emblemática: além d acertar no ícone que representa a criança, atenta contra a faixa de segurança, bem em frente a uma escola. E é um atestado da insegurança e do vandalismo que não poupam a cidade, inclusive bem em frente de uma instituição de ensino fundamental.

(Foto: Ricardo Wolffenbüttel)

A função ecológica dos eucaliptos

20 de abril de 2012 1

Ficou assim (foto acima) o cenário da Humberto de Campos, região da Perimetral Norte, bairro Jardim Margarida, onde será construído o prédio para uma nova delegacia em Caxias do Sul. Devastado. Ali era uma região de muitas árvores. Ao lado, tem uma pracinha e uma área de convivência.
Ninguém nega a importância do investimento. Mas não dava para combinar melhor com o ambiente? Foram cortadas algumas dezenas de eucaliptos. Meros e exóticos eucaliptos, lembrarão alguns. Mas, olhando ao redor, não fica ruim sem eles?
Não teriam eles alguma função ecológica?, é válido perguntar, lembrando de frase eternizada por um deputado caxiense a respeito de árvores cortadas na Festa da Uva. Ah, ninguém nega a importância de uma nova delegacia.

(Foto: Roni Rigon)

Leve até o Ecoponto

19 de abril de 2012 3

A cena da foto acima é na Avenida Júlio, quase esquina com Borges de Medeiros, a uma quadra da Praça Dante. Cadeiras e monitor de computador ao lado do contêiner de lixo seletivo.
Não deve ser assim. Em Caxias, desde fevereiro deste ano existe o Ecoponto, para descarte de objetos em desuso, sem abandoná-los nas calçadas. O morador deve fazer sua parte: levá-los até a Codeca (RSC-453, na Rota do Sol, em frente ao Posto São Luiz, no bairro Centenário). Precisa ir até lá, sim, mas podemos oferecer nossa iniciativa. Isso quando não encontramos a quem doar algum equipamento que ainda tem serventia para uso.
O projeto prevê o encaminhamento dos utensílios à Fundação Caxias para destinação a famílias pobres.

(Foto: Porthus Junior)

O nó está no outro código

19 de abril de 2012 1

A campanha Justiça Seja Feita, liderada pela ONG Brasil sem Grades, trabalha pela “revisão da legislação penal já”. Muita gente confunde mais rigor e menos frouxidão com mudanças no Código Penal Brasileiro. Como agora, no caso do estúpido assassinato de uma adolescente de 15 anos em Caxias, que gerou reação dos moradores do loteamento São Gabriel que estreveram frases de protesto em lençóis (foto acima). Tanto que o discurso mais ouvido pede penas mais contundentes.
Mas o problema central é o Código de Processo Penal, que protela a aplicação das leis pela infinidade de recursos e de portas entreabertas. Tem a ver com a ampla defesa, mas não precisa ser tão ampla assim. Com menos brechas, as leis do Código Penal, que também precisa ser atualizado, claro, seriam aplicadas como clama grande parte da população.
Alterar o Código de Processo Penal, isso sim produzirá efeito no cumprimento da lei. Mas disso não se fala. Nem os advogados gostam de tocar no assunto, porque quanto mais recursos, mais trabalho. Só que é aí, na alteração do Código de Processo Penal, que reside a questão central.
Outro aspecto é o processo legislativo. Entre idas e vindas no Congresso, nas duas casas do Parlamento, nas infindáveis comissões, um tema como a legislação penal leva décadas para ser alterado. Tem a ver com o amplo debate, mas precisa ser tão lento assim.

(Foto: Ricardo Wolffenbüttel)