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Dirceu, Genoino e a síntese de Rolim

10 de outubro de 2012 7

O ex-deputado estadual e ex-petista Marcos Rolim tem uma frase célebre sobre o PT:
– O PT veio para mudar a política brasileira e a política brasileira mudou o PT.
Nada mais exato. É o que se verifica especialmente nas atuações do ex-ministro José Dirceu e do ex-presidente da Câmara, José Genoino, no âmbito do chamado mensalão.
Políticos experientes, a eles não pode ser dada a concessão de que não sabiam do que estava acontecendo nem o que estavam fazendo. Acolheram práticas da política tradicional, como a compra de votos, ou a tutelaram, raciocinando sob a lógica da política de resultados.
Foi por meio dessa mesma lógica que o ex-presidente Lula, mais tarde, iria apertar a mão de Paulo Maluf e fez em seu governo uma escalada de concessões. Cedeu aos métodos da política tradicional. Chegou um momento em que o PT entendeu que, ou cedia às práticas da política tradicional, em especial no que se refere à ampliação de alianças, ou não ganharia nenhuma eleição para o Planalto. E aí ampliou-se o leque das concessões até níveis proibitivos e ilegais.
É bom relembrar que, no início do mensalão, o Governo Lula saiu em defesa de Roberto Jefferson (PTB), o delator do esquema, tentando abafar a formação da CPI dos Correios. E, por meio da lógica da política dos resultados, entenderam Dirceu e Genoino que nada iria acontecer, pois sempre foi assim.
Estava em curso ali, e já há um bom tempo, a materialização da síntese de Rolim: o PT veio para mudar a política brasileira, e a política brasileira mudou o PT.
Deu no que deu. O PT não pode alegar nenhuma teoria da conspiração. O desfecho no STF foi merecido e justo.

O Reolon protagonista

10 de outubro de 2012 1

O Reolon é um caso à parte na vida da cidade. Nele o sol chega mais tarde nas manhãs e a sombra não se demora à tarde, por causa das encostas que circundam o bairro e fazem o sol descer mais cedo por trás da 122. O Reolon está distante do Centro, muito distante, em percurso e qualidade de vida. Lá no Reolon, da Machado de Assis, do Case, os sobrados se empoleiram e são avistados da cidade do outro lado da Perimetral. Dá um belo quadro a um pintor atento e sensível. Nitidamente, o Reolon está apartado, deslocado, escanteado, lá no canto, geograficamente e na preocupação dos administradores. Isso é inegável, porque há carências gritantes por lá. E bons moradores padecem da insegurança no Reolon.
Pois esse Reolon foi protagonista de primeira hora de uma nova administração. Seria providencial que, a partir dessa emblemática coincidência, o bairro fosse lembrado durante todos os dias do novo governo. Enquanto se comemorava a vitória, bem na hora, a água inundava os sobrados do Reolon, os que ficam na parte baixa da rua. Entrava água na cozinha, molhava alimentos, trazia ratos e insetos porque os bueiros entupiram e a enxurrada era grande demais. Essa gente não merece tal situação. Já é sofrida o que chega. E os moradores então, em mutirão, arregaçaram as calças, água na canela, para retirá-la de balde, limpar o barro, contar os prejuízos. Bem na hora da festa, e diga-se por justiça: não há mal algum na festa dos que venceram a eleição. Ela foi justa e compreensível. Mas a coincidência, essa coincidência é um emblema. Foi cirúrgica, e pregou uma peça, sem dúvida que pregou. Foi o destino.
Estavam entupidos os bueiros, falta a limpeza pela administração pública, e os moradores, como de resto é em todos os bairros da cidade, não zelam pelos bueiros, pois as ruas recebem todo tipo de lixo, que depois vai para a boca de lobo. Quer dizer, os moradores podem ajudar a cidade, não sujando suas ruas e ambientes. E a cidade e os novos eleitos têm de, obrigatoriamente, olhar para o Reolon. Nada contra a festa dos eleitos. Mas não é justo os moradores passarem o que passaram, ainda mais que o problema dos alagamentos é nosso velho conhecido.
O aviso soou na primeira hora. Que sirva de farol para a nova administração, o Reolon.

Não tinha como ganhar eleição

09 de outubro de 2012 7

Será preciso falar desde o início, para que não pairem dúvidas: este post se detém estritamente no desempenho da campanha da oposição. Feito este esclarecimento, vamos em frente.
Durante a campanha eleitoral em rádio e tevê, não se viram alagamentos em Caxias do Sul. A campanha do governo, é lógico, não os mostraria. Mas o surpreendente é que a campanha de oposição não os mostrou.
A oposição, campanhas de Marcos Daneluz (PT) e Assis Melo (PCdoB), embarcou em uma armadilha monumental, aquela que diz que campanha boa é campanha propositiva. Pois o horário político da oposição foi propositivo quase que o tempo inteiro em um contexto em que ser propositivo, para as finalidades eleitorais, não era eficaz. Porque propositivo por propositivo, o governo é muito mais, e com aplicação na prática. As propostas da oposição eram vagas ideias no papel. As do governo estavam testadas na prática e, em boa parte, bem encaminhadas. Então era desigual para a oposição ser propositiva, mas ela embarcou na armadilha.
Por isso não se viram alagamentos na campanha. A oposição não chamou o atual governo a algumas de suas responsabilidades, e não havia mal algum nisso, pois eleição é o momento de passar a cidade a limpo. E, apesar de ter feito muita coisa, o governo deixou brechas que, incrivelmente, não foram aproveitadas pela oposição. Vejamos as mais gritantes:
* Passarela na 116. O governo perdeu verbas por erro de digitação, o trecho urbano colecionou mortes por atropelamento, inclusive uma às vésperas da eleição, a 50 metros de onde é para ter uma passarela, que a administração atual se enreda e não consegue tirar do papel. A oposição passou em branco.
* Greve dos médicos. Em especial, a longa espera, em condições inadequadas, para atendimento, e a falta de jogo de corpo e de iniciativa da atual administração para resolver o impasse que se estendeu por dois anos. A oposição não martelou.
* Falta de vagas na educação infantil. Era promessa do atual governo, que não conseguiu cumpri-la, apesar de investimentos no setor, porque a demanda sempre foi crescente, em ritmo maior do que a oferta, pois as famílias não param de chegar em Caxias atrás de emprego. Mas era uma promessa, e a oposição preferiu não explorar o assunto. Passou em branco mais uma vez.
* Corte de 630 árvores na Festa da Uva e a surpreendente declaração do então vice-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), de que aquelas árvores “não tinham função ecológica”. A preciosa citação, sobre tema de evidente apelo eleitoral, o meio ambiente, não foi trazida à tona.
* Alagamentos. Houve muitos. Recentemente, com a construção de uma piscina de contenção no bairro Fátima, houve uma solução parcial para o problema, que voltou a se manifestar neste domingo. A oposição, fantasticamente, contra toda lógica eleitoral, não mostrou cenas de alagamentos.
Sem ser fustigado, sem ir para a defensiva, o governo deitou e rolou. Assim não tinha como a oposição ganhar eleição.

Arte e teatro para os alunos

09 de outubro de 2012 0

Um grupo de 20 alunos de escolas públicas vive uma experiência gratificante graças a expressões artísticas que movimentam o corpo, o raciocínio e as emoções. A partir da Escola Popular de Artes, o teatro, a música e a dança passaram a conviver com estudantes como Juliana de Paula Viganó, 13 anos, da 7ª série da Escola Estadual José Pena de Moraes. Nas quartas-feiras à tarde, das 14h às 17h30min, a garota participa das oficinas gratuitas de percussão e dança. Nas sextas-feiras, ela faz teatro e voz. Em cada um dos dias, a turma saboreia um gostoso lanche.
– Essa é uma grande oportunidade de aprendizado, principalmente para mim que quero ser atriz. No teatro, a gente precisa de atenção, e esse exercício tenho utilizado nas aulas de Matemática – conta Juliana.
Os encontros ocorrem no contraturno escolar e são ministrados pelos professores Fran Duarte, Ney Moraes, Miguel Beltrami e Bob Valente. Entre os objetivos estão desenvolver o senso crítico e a apreciação artística, bem como o sentimento de pertencimento à sociedade, aumentando a autoestima e as relações interpessoais. O projeto é da Escola Tem Gente Teatrando, viabilizado por meio da Lei Rouanet, que tem como patrocinadores as Empresas Randon, Caderode, WSul, Macrosul e Metal Matrix. A atriz e diretora da Tem Gente Teatrando, Zica Stockmans, explica que a iniciativa começou a ser construída há três anos e foi planejada para não ser assistencialista:
– As expectativas já estão sendo superadas. O retorno dos alunos é emocionante. Quando nos devolvem desse modo carinhoso, vemos que vale a pena – orgulha-se Zica. (Texto: Vania Espeiorin)

(Foto: Sandro Martins, Divulgação)

A vida real dá o recado aos eleitos

08 de outubro de 2012 7

A vida real cobrou seu preço e mostrou imediatamente aos eleitos que há muito o que fazer em Caxias do Sul. Enquanto os vencedores começavam a festejar, em uma combinação emblemática, moradores do bairro Reolon estavam às voltas com a água que invadiu suas casas devido ao temporal que começou por volta das 19h.
A moradora Monique Emer enviou a foto acima, tirada entre 19h30min e 20h30min, e descreveu o que testemunhou:
“A água invadiu moradias com barro e esgoto até a altura dos joelhos, sem contar com os inúmeros ratos e baratas trazidos pela água suja. A maioria das famílias perdeu todo o estoque de comida dos armários, teve a maioria dos móveis, roupas e estofados danificados. As instalações elétricas, em péssimas condições, precisaram ser desligadas, devido ao alto risco de choques. As crianças, tão vulneráveis, ajudavam a retirar a água em baldes.”
Segundo Monique, a Defesa Civil chegou por volta de meia-noite. Até 23h45min, os moradores se envolveram em mutirão para a limpeza do barro em suas casas. Foram cerca de oito os sobrados atingidos na rua em frente ao Centro Comunitário. Como eles possuem dois pavimentos, foi possível aos moradores passarem a noite em suas casas. No pavimento inferior, ficam sala e cozinha. Por isso, os alimentos foram praticamente todos perdidos. Foram atingidas as moradias da parte debaixo da rua. Devido ao volume da enxurrada, os bueiros não deram conta. Monique informa que os sobrados possuem um ralo na parte térrea, mas ele também não deu conta do volume de água.
Monique passou a noite lavando as roupas que sujaram com o barro que entrou nas casas. Na manhã desta segunda-feira, já estava em sala de aula, na faculdade.

(Foto: Monique Emer, Divulgação)

Quem ganhou, quem perdeu

08 de outubro de 2012 6

Foi uma vitória, antes de tudo, do prefeito José Ivo Sartori (PMDB). Que não indicou Alceu Barbosa Velho (PDT) como seu candidato, mas conduziu o processo deixando surgir e se consolidar ao natural o nome para a missão que ele confiara à aliança que sustentava seu governo: construir o chamado terceiro andar, a terceira administração de um mesmo projeto político. Eleito em primeiro turno, Alceu confere excepcional legitimação e reconhecimento popular à administração Sartori.
Foi uma vitória, logicamente, de Alceu. Construiu até agora uma trajetória sólida, é liderança política que sabe se movimentar, e tem mais jogo de corpo do que seu antecessor. E ainda foi respaldado por uma condução muito boa de sua campanha, em especial em rádio e tevê. É mais difícil a um partido ou aliança que está no governo perder uma eleição. Na largada, sempre haverá esse favoritismo. Com o competente gerenciamento do horário político em rádio e tevê, ficou ainda mais facilitado o caminho.
Foi uma grande vitória do PDT, no Executivo e no Legislativo, com cinco vereadores na bancada. Teve o candidato mais votado, Washington, secundado pela legenda do PDT, que veio logo depois.
Quem ganhou aparece na foto acima, com o PDT abrindo espaço.
O PT naufragou. Ainda no final, pode-se dizer que o partido cresceu em relação à pesquisa, que lhe era desfavorável. O que foi um alento inconsequente. Mas Marcos Daneluz cresceu e vai à Assembleia, ainda que como suplente.
Já o PMDB foi outro partido que se encolheu. A bancada do partido na Câmara, como um reflexo, recuou de 5 para 3 cadeiras, ainda que o número de vereadores tenha se ampliado de 17 para 23.
Sartori tem muito o que comemorar. O PMDB, não.

(Foto: Juan Barbosa)

Nota do blog
O texto original mencionava um recuo de 4 para 3 cadeiras por parte do PmDB. É pior: é de 5 para 3. O blog agradece a Daniel Corrêa pelo alerta. A correção já foi providenciada no texto.

Palco para arte e literatura na Caldas Júnior

02 de outubro de 2012 1

A arte recebeu todas as atenções da comunidade da Escola Municipal Caldas Júnior, no bairro Petrópolis, na IV Semana Literária e Cultural 2012. Os três turnos do colégio respiraram não só literatura, mas também música, teatro, dança e bate-papos. E a escola recebeu a visita do escritor Wagner Costa (foto), cujas obras foram lidas e trabalhadas pelos alunos.
– Lemos o livro Eu, pescador de mim, que trata de um menino em busca de sua identidade. Tentamos reproduzir um pouco do cenário do livro numa barraca, decorando-a com rede de pescar – descreve a aluna Nathália Luiza Rech, 14 anos, da 8ª série.
Outra iniciativa que atraiu olhares foi o desfile de 46 personagens de histórias da literatura nacional e internacional feito pelos próprios alunos.
– Eu me envolvi bastante na montagem dos ambientes e na pesquisa sobre os autores brasileiros – relata Henrique Lora Oliboni, 13, da 8ª série.
Valorizando o empenho das professoras Aldorema Pasquali Reinheimer e Claire Bernardi, a coordenadora pedagógica da tarde, Deise Angélica Pasquali Bascheira, conta que desde 2011 o evento já estava desenhado.
– É um projeto integrado, envolvendo as diversas disciplinas. Um dos nossos desafios é incentivar a leitura no cotidiano dos adolescentes, que costumam ter a seu dispor o mundo da tecnologia. Neste ano, procuramos reforçar o lúdico (foto menor), trazendo o Clown (tipo de palhaço) e o desfile dos personagens dos livros. A cada edição, vamos inserindo coisas novas – estimula-se Deise. (Texto: Vania Espeiorin)

(Foto: Rejane Moré, Divulgação)

Castigo

27 de setembro de 2012 1

Tanto faltou vontade política para destravar e fazer andar a execução da passarela no bairro São Ciro, tanto ela demorou e ainda demora que o atropelamento fatal desta quinta-feira à tarde na rodovia surge quase como um castigo, a 10 dias da eleição.
Tragicamente, o atropelamento da idosa de 77 anos ocorreu há poucos metros do ponto destinado para receber a passarela, que já se demora há quase quatro anos.

(Foto: Maicon Damasceno)

'Ser professor é ser quem sou'

25 de setembro de 2012 2

Hoje, o quadro de giz não fica mais à frente das bonecas com as quais brincava em Lages (SC). Agora, ela é professora e leva a sério a responsabilidade de partilhar os saberes da Língua Portuguesa e os valores da vida com as turmas do 6º ao 9º ano da Escola Municipal Bento Gonçalves da Silva, no bairro Jardim das Hortênsias, em Caxias. Leila Maria Serena da Rocha, 47 anos, tem formação em Letras, Literatura, Língua Inglesa e Espanhol.
Leila (de óculos na foto) entusiasma-se com a sala de aula. Está no magistério desde 1986. Veio para Caxias depois que casou e mora na cidade há duas décadas e meia. Lecionou em escolas particulares, como São João Batista, São José e Nossa Senhora do Carmo. Em 1992, passou no concurso do município. Faz 20 anos que Leila está na Bento Gonçalves. À tarde, a mãe de Matheus, 23, e de Lucas, 21, também dá aulas de progressão na Bento e nas escolas Carlin Fabris e Padre Antônio Vieira.
Leila pensou em cursar Jornalismo e Educação Física. Como apreciava ler e escrever, caiu nas graças pelas Letras. E foi esse curso que ampliou sua felicidade, assegura ela. O gosto pela escrita já lhe rendeu alguns prêmios:
– Quando eu era criança, com uma redação, ganhei um liquidificador das Lojas Hermes Macedo. Minha mãe tem guardado até hoje. Também já participei na minha escola de um concurso de frases sobre o que é ser professor. Escrevi que “Ser professor é ser quem sou”. A frase foi estampada em um porta-CDs entregue aos docentes. Lembro disso porque sou a pessoa mais realizada do mundo como educadora. Adoro o que faço, amo a escola e os alunos – enfatiza Leila. (Texto: Vania Espeiorin)

(Foto: Thais Gomes Duarte, Divulgação)

Para cuidar do bairro e da cidade

18 de setembro de 2012 2

Os alunos de 6º e 7º ano e 7ª e 8ª série da Escola Municipal Vereador Marcial Pisoni fizeram uma incursão pelas ruas do Vila Leon e do Bela Vista, bairros ao redor do colégio, para conferir os estragos da pichação. A atividade é coordenada desde agosto pela professora de Língua Portuguesa Valdirene Cristina Macedo com apoio das colegas de Arte, Flávia Rosa Gonçalves, e do laboratório de informática, Daniela Schiavo. Ela insere-se em um projeto maior, o Educar com Valores, que já mudou a fisionomia do ambiente escolar pelo cuidado dos alunos.
Depois de analisarem um texto do jornalista Gilberto Dimenstein, os estudantes realizaram uma caminhada pelas ruas, fizeram fotos (acima) e escreveram produções textuais. No meio do caminho, encontraram a presidente da Associação de Moradores do Bela Vista, Gilda Pontalti, que os estimulou no trabalho.
– Entrevistamos pessoas, os alunos se deram conta de que fica muito feio (a pichação). Nosso objetivo é conscientizar sobre a preservação do patrimônio público e privado. O projeto vai abrindo leques – ressalta Valdirene
(A pichação) É uma forma de expressar a insatisfação desses grupos, mas lhes falta coragem para mostrar o rosto. Então é importante ressaltar que quem não é visto não é lembrado – escreveu o aluno Iago, da Turma 83.
– Pichando você estraga tudo. E tira o brilho dos olhos de alguém – anotou a estudante Samile, do 6º ano, em uma poesia.
Ainda está prevista uma atividade final em que os alunos receberão a imagem de um monumento da cidade em formato ampliado para trabalhar o grafite com recortes de revistas. Assim, os alunos aprendem a cuidar do bairro.

(Foto: Valdirene Cristina Macedo, Divulgação)