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Simplesmente terrível

14 de agosto de 2012 0

As fotos acima não deixam dúvidas e são reveladoras do comportamento de uma parcela significativa das pessoas que passam pela Rota do Sol em direção ao Litoral e no retorno: o pessoal come seus salgadinhos e bebe seu energético ou seu refrigerante e joga os restos pela janela.
Simplesmente terrível. Zelo com o meio ambiente, nenhum.
Pela observação do fotógrafo Roni Rigon, até Tainhas, as margens da Rota estão pontilhadas de lixo jogado fora.

(Fotos: Roni Rigon)

Mãe e mão amiga da Ruben Bento Alves

14 de agosto de 2012 0

A dona de casa Elisandra de Almeida Pereira, 38 anos, é uma mãe-mão-amiga para a Escola Municipal Ruben Bento Alves, no Vila Ipê. Sua aproximação com o colégio começou por causa da filha, Milene Pereira Lima, sete anos, que resistia em ir para a aula no 1º ano. Elisandra decidiu, então, acompanhá-la à porta da escola até que se adaptasse.
Hoje, Milene pouco enxerga a mãe pelos corredores de tão acostumada que está. Mas, agora, é a mãe que faz questão de levá-la todo dia e, de lambuja, se coloca à disposição da direção e dos professores no que precisar.
– Procuro cuidar das crianças na entrada, pela manhã. Auxilio no refeitório, nos passeios e no mais que a escola necessitar. Estou acompanhando não só os meus filhos, mas o desenvolvimento das crianças. Os pais devem, sim, ajudar o colégio, pois é uma grande contribuição que a gente faz. Sinto-me feliz por colaborar. Quando não venho, parece que falta algo – revela Elisandra (ao centro na foto).
Além de Milene, a dona de casa, que também reside no Vila Ipê, tem outro filho no Ruben: é Denis Pereira Lima, 15, da 8ª série.
A presença de Elisandra já virou familiar. A vice-diretora da manhã, Bibiana Calixto Argenta, considera importante que os alunos vejam que tem alguém da comunidade auxiliando a zelar por eles.
– A Elisandra é nossa parceira. Costumamos dizer a ela para falar quando não se sentir à vontade em fazer algo, afinal, não podemos abusar de nossa parceira, mas ela sempre está disponível – percebe Bibiana, agradecida.
(Colaborou Vania Espeiorin)

(Foto: Simone Alves da Silva, Divulgação)

Lixo em curva crítica é reincidente no São Ciro

09 de agosto de 2012 0

Assim não é possível, o serviço público precisa ter o mínimo de eficiência e responsabilidade, o que não está ocorrendo no trato com a coleta de lixo na Avenida Senador Alberto Pasqualini, no bairro São Ciro. Em 13 de julho, há menos de um mês, a moradora Maria de Fátima Conte alertava para o perigo que era a reunião de volumes que antecipa a coleta seletiva em uma curva sem calçada da avenida, ao lado de um poste e de uma escola. A situação obrigava alunos e pedestres a se deslocar sobre a via movimentada (foto inferior).
A Codeca foi alertada, e a informação era de que os volumes não estavam sendo mais reunidos no ponto crítico.
Pois agora a situação voltou a se repetir, de forma imprudente e perigosa. Maria de Fatima envia nova foto (a superior), desta quarta-feira, para comprovar o problema. Os volumes de lixo reunidos para a coleta seletiva voltaram a ser deixados exatamente no mesmo lugar.
Pobres pedestres do São Ciro e da Avenida Alberto Pasqualini!
Além de terem de caminhar sobre o asfalto por causa do lixo, a van ao fundo estaciona sobre a calçada.
Quem vai colocar ordem na casa?

(Fotos: Maria de Fatima Conte, Divulgação)

Agora é o Dal Bó todo sujo

08 de agosto de 2012 5

Há empresas de Caxias do Sul que não se cansam de poluir os mananciais da cidade. Entendem que os riachos são extensão da propriedade de cada um e jogam neles os restos que produzem.
Depois do Tega que ficou vermelho, agora dejetos industriais foram lançados diretamente no Arroio Dal Bó, no bairro São José. Na terça-feira à tarde, a água ficou como mostra a foto acima, enviada por Juliana de Souza Dartora: turva, com espuma e um cheiro desagradável.
O trecho poluído fica ao fundo da Rua Beethoven, ao lado de uma pracinha, no percurso que passa pelas ruas Evaristo de Antoni, Hugo Luciano Ronca e Luiz Fachin. Logo à frente, na altura da Casa de Pedra, o Dal Bó encontra o Tega.
Desse jeito, vai ser difícil devolver os arroios de Caxias limpos à população, Parte dos moradores não deixa.
Quem perceber um arroio poluído deve denunciar à Secretaria do Meio Ambiente pelo telefone (54) 9929.4992.

(Foto: Juliana Souza Dartora, Divulgação)

Se a moda pega...

07 de agosto de 2012 2

O leitor Cleber Schniedger de Azeredo obteve o flagrante acima às 2 da tarde de hoje, na Os Dezoito do Forte, entre Marquês do Herval e Dr. Montaury. Está certo que, à direita da rua, tem corredor de ônibus, mas não pode: há regras para estacionar. Que se procure o primeiro espaço disponível, é a orientação que deve valer para todos.
Se a moda pega…

(Foto: Cleber Schniedger de Azeredo, Divulgação)

Viatura está dentro da lei

07 de agosto de 2012 0

Um leitor viu a cena dos fiscais de trânsito, os amarelinhos, estacionado em vaga com sinalização de proibido estacionar, na Avenida Júlio de Castilhos, entre as ruas Vereador Mário Pezzi e Andrade Neves, e enviou a foto
– Os fiscais estacionaram e foram multar quem está estacionado no meio dos canteiros da avenida. Aí um dos condutores disse: “Antes, você tire a viatura do local proibido.” Mas o fiscal respondeu: “Eu posso, pois eu sou autoridade”.
O mesmo leitor, que tem a identidade preservada, relata que a fiscalização ficou parada por cerca de 30 minutos e multou “uns quantos”.
Mas a viatura pode estacionar onde estacionou. A fiscalização goza de livre parada quando em serviço e operação, desde que sinalizado com a luz apropriada, o que era o caso, conforme não deixa dúvida a foto.
Livre parada, portanto. É o que prevê a lei.
Fica como sugestão, no entanto: é bom manter relações harmônicas e respeitosas com a população, sem afrontas ou conflitos gratuitos, para fortalecer a credibilidade de órgãos como a fiscalização de trânsito, não é mesmo?

Carro-forte também está dentro da lei

07 de agosto de 2012 1

Outro leitor, Franco Celli, encaminha foto de um carro forte que, segundo ele, ficou parado mais de 20 minutos em fila dupla na esquina da Avenida Júlio com Borges de Medeiros.
- Impossibilitou a utilização da vaga para idosos – lamenta Celli.
Aqui também, vale a mesma observação do post acima: carros-fortes, por se envolverem com atividade de extremo risco, gozam de livre parada. Está tudo certo com o blindado da foto.
Só que, desse jeito, o trânsito de uma cidade média como Caxias vai ficando de pernas para o ar.

Alunos cultivam a gentileza sustentável

07 de agosto de 2012 0

A gentileza tem visitado corredores e salas da Escola Municipal Professora Marianinha Queiroz, no bairro São Cristóvão, graças ao projeto Gentileza Sustentável. Ele nasceu no colégio e ganhou a adesão da Fundação Marcopolo. A iniciativa acolhe a todos os 500 alunos, com ênfase aos de 8ª série, pois também tem como foco pensar o mercado de trabalho.
– Começamos com os professores trabalhando a questão do lixo e sua destinação. E, desde o 1º ano, destacamos que, se somos gentis conosco e com o outro, também exercitamos a gentileza e os cuidados com o planeta – explica a coordenadora pedagógica Eli Cássia Gubert.
Os alunos da 8ª série confeccionam sacolas retornáveis, com o patrocínio da empresa. Na foto, as alunas Mariele de Souza Pinto (E), 14, Agda Monteiro, 13, e Milena Roldão (D), 14. Essa atividade ofereceu noções de produção e empreendedorismo, pois criaram o logo para as bolsas e fizeram a serigrafia de um desenho escolhido em concurso: a imagem de um globo terrestre com uma árvore enraizada, de Paloma Lima da Cruz, 13, da 8ª série.
Conforme Cássia, os recursos da venda das sacolas, que também serão compradas pela Fundação Marcopolo, terão três destinos: a compra do moletom de formatura das oitavas séries, as despesas da cerimônia e melhorias na estrutura da escola.
– Se não fizermos nossa parte agora, teremos, no futuro, sérios problemas com o meio ambiente – opina a aluna Débora Pimentel, 14 anos, da 8ª série.
(Texto: Vânia Espeiorin)
(Foto: Eli Cássia, Divulgação)

Dona Benta, estudante aos 93 anos

04 de agosto de 2012 0

Ela tem 93 anos e passou por uma pneumonia nos últimos dias. A fragilidade do corpo, entretanto, não a impede de seguir firme e forte nos estudos. Ahhh… Os estudos ela leva muito a sério e está só aguardando a formatura do 3º ano do ensino médio, que vai ocorrer em 22 de dezembro deste ano. Uma das alunas mais velhas do Estado e do país, Maria de Oliveira Costa, mais conhecida por Dona Benta, é do Nordeste Gaúcho. Ela estuda na Escola Estadual de Ensino Médio Doutor Abelardo José Nácul, de Capão Bonito do Sul, na região de Lagoa Vermelha, a 215 km de Caxias do Sul.
Na sexta-feira à tarde, Dona Benta foi até a escola para conversar por telefone com o blog por aproximadamente 20 minutos. Ela respondeu às perguntas com tranquilidade, demonstrando boa audição, e com voz bem audível. E contou um pouco de sua história.
Quando pequena, Dona Benta sonhava em ser professora. A lida do campo e o fato de ser a filha mais velha da família, entretanto, lhe deram responsabilidades e exigiram que abrisse mão de seu sonho. A persistência, no entanto, levou-a a descobrir as primeiras palavras.
– A minha mãe sabia ler e ensinava meu irmão. Ela ensinava ele, mas era eu quem ficava atenta. Depois que a mãe e todo resto iam dormir, eu pegava o livro do meu irmão e ficava copiando aquelas letrinhas. Foi assim que aprendi a fazer meu nome – relembra ela.
Dona Benta é bisavó de 13 crianças. Também tem cinco netos e quatro filhos. Adora a gurizada e se diz “muito crianceira”. Até pouco tempo ainda trabalhava na colônia. É natural de Vacaria e se criou no interior, na região de Lagoa Vermelha. Atualmente, reside no bairro Felipe Barreto, em Capão Bonito. Graças ao incentivo de uma professora do pequeno município, a profe Neura, em 2007, ela decidiu procurar a escola em que estuda até hoje. Alfabetizou-se na Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi avançando rápido e, hoje, encontra-se matriculada no ano final do ensino médio.
– Os primeiros anos eram mais fáceis. Agora, no ensino médio, o conteúdo ficou mais difícil. A parte de dividir é que é mais custosa. Mas eu sempre quis estudar. Desde jovem, eu tinha vontade, agora é que deu jeito para isso. Hoje, já consigo fazer coisas que não sabia. Para meu governo, me viro bem – alegra-se.
Dona Benta diz que seus colegas de turma são bem atenciosos e a ajudam quando precisa. Em especial, a ajudam a copiar as lições, quando cansa a mão.
A diretora da escola, Marizete Rauta, relata que a turma e quase todo o colégio, que tem 105 alunos, aprendem cotidianamente com a sua estudante mais idosa.
– Toda a turma gosta dela e colabora. São solidários e aprendem muita coisa com a experiência de Dona Benta. É um orgulho pra gente – destaca a diretora.
Segundo a direção da Escola Estadual Abelardo José Nácul, Dona Benta é a mais velha aluna do Estado na sua série. No Brasil, de acordo com o último Censo Escolar do MEC, existem 184 estudantes mais velhos do que ela. O universo de estudantes matriculados na educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) é de 56 milhões no país. (Colaborou Vania Espeiorin)

(Foto: Jocemar Candeia, Divulgação)

O Jardim Botânico vai à escola

31 de julho de 2012 0

A proposta de plantar araucárias despertou a curiosidade dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Basílio Tcacenco, no bairro Aeroporto. E a professora de Português Ivanete Inês Pavan ficou impressionada com o envolvimento das turmas. Os estudantes levaram sementes e fizeram questão de colocar as mãos na terra. Agora, no retorno das férias, a intenção é ver se as mudas vingaram.
– Queremos plantá-las na área verde em frente à escola – planeja Ivanete.
Conforme a docente, estão ainda previstos em aula um levantamento de árvores nativas na área verde, um prato à base de pinhão, um livro contando histórias sobre a araucária e um espaço colaborativo na internet sobre o assunto.
Mas quem pensa que esse estímulo ao cuidado ambiental ficou restrito apenas à EJA, se engana. De acordo com a diretora da Basílio Tcacenco, Márcia Gomes Magrin, todos os cerca de 970 alunos se envolveram num grande projeto chamado O Jardim Botânico Vai à Escola. Esse projeto faz parte de uma estratégia global de preservação das plantas para a sobrevivência do planeta. Em Caxias, ele é abraçado pelo Jardim Botânico e busca envolver os estudantes em torno da consciência ecológica, por meio de palestras, orientações e passeios para conhecer as diferentes espécies da flora.
– As plantas podem viver sem a gente, mas nós não vivemos sem elas. Precisamos delas para a alimentação, para o vestuário e é isso que procuramos mostrar aos alunos – frisa o coordenador do Jardim Botânico e professor da UCS, Ronaldo Wasum.
Aluno da 7ª série, Leonardo Petry Borges, 13 anos, percorreu as trilhas do Jardim Botânico e descobriu coisas que não pensava existir. Percebeu que, muitas vezes, as pessoas passam pelas árvores e não dão a elas a atenção adequada.
– O professor Ronaldo e as assistentes ensinaram que as plantas ajudam na renovação da vida e na purificação do ar. Também aprendi que um jardim botânico é lugar de conservação das espécies e de estudos – conta Leonardo.
(Colaborou: Vania Espeiorin)

(Foto: Greicy Pates de Oliveira, divulgação)