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Uma exposição para brincar

30 de outubro de 2012 1


Foto: ANDREZA DELLA GIUSTINA TALLAMINI, DIVULGAÇÃO

A brincadeira agitou o Instituto Estadual de Educação Irmão Getúlio, de Vacaria, na semana passada, durante a 5ª Expobrinque. Os estudantes do Curso Normal dedicaram-se a pesquisar a evolução do brinquedo e puseram o estudo em prática. Montaram circuitos motores e lógicos, com jogos e brincadeiras. Planejaram oficinas com recontação de clássicos da literatura infantil, a partir do teatro, e abordaram as fábulas.

Os 125 alunos do Normal trabalharam intensamente para receber as crianças do próprio colégio e da pré-escola da rede estadual e conduzi-las ao mundo mágico da boneca, do carrinho, do bilboquê, da bicicleta, da bola de gude. Diretora do instituto, Elizete Orsi Fernandes explica que a 5ª Expobrinque é a culminância do Projeto Brinquedolândia. Além da ajuda de todos os educadores, a iniciativa teve forte colaboração das responsáveis pelas disciplinas do Normal: as professoras Adriane Lucena, Ana Rosa Bortolon, Marilia Guazelli Costa e Cristiane Rui Melo Dias.

— Esse trabalho todo busca resgatar a importância do brinquedo na vida da criança. Se ensinarmos a criança a brincar, vai saber conviver melhor, com menos violência e mais saúde — acredita Elizete.

Futura professora, Milena Andrade, 15 anos, é aluna do 2º ano do Normal. Segundo ela, o projeto foi trabalhoso, mas compensador.

— O brinquedo desenvolve o raciocínio e a coordenação motora, além de gerar prazer às crianças. Elas ficaram maravilhadas com as brincadeiras de antigamente. Não tinha videogame, e se divertiram — relata Milena.

Moedas na sinaleira pela educação

24 de outubro de 2012 2

O caso das estudantes do 3º ano do ensino médio Caroline de Andrade (à esquerda na foto acima) e Tatiane Cristina Kuyven (à direita) é um retrato perfeito e acabado da falta de valorização da sociedade à educação. Apesar de todos os discursos.
Elas desenvolveram um projeto de pesquisa a partir de atividade em sala de aula em uma escola estadual, sobre alimentação de hamster. Projeto que, de tão bom, foi obtendo conquistas em mostras na escola, na UCS, em Novo Hamburgo, até serem as duas convidadas para apresentar o trabalho na Expociência, no México.
Agora precisam de dinheiro para custear as passagens de avião. E a alternativa que resta a elas é pedir dinheiro na sinaleira da RSC-453, no acesso ao Desvio Rizzo, além do tradicional rifão. É um escândalo.
O que também impressiona: a iniciativa delas, de correr atrás do dinheiro necessário, foi publicada no jornal e nem assim, salvo uma ou outra exceção, a comunidade se comoveu. A situação evidencia toda a falta de previsão também da educação pública em oferecer uma linha de acesso a recursos para participação de estudantes em programações científicas.
Outro aspecto a ser destacado da pesquisa de Caroline e Tatiane: ela foi produzida a partir de atividade de sala de aula na Escola Estadual Alexandre Zattera, no Desvio Rizzo. Isto é, atividade da sempre tão execrada escola pública. A educação é possível, portanto, mesmo e principalmente em escola pública.
As adolescentes – ambas têm 17 anos – ainda correm o risco de não viajar. Ainda falta bastante para inteirar os R$ 4,4 mil necessários para as passagens e despesas de deslocamento.
Quem quiser ajudar deve entrar em contato com Caroline pelo telefone (54) 9171.6082.

(Foto: Roni Rigon)

Igreja do Santo Sepulcro toda riscada

24 de outubro de 2012 6

É uma agressão à cidade o vandalismo na Igreja do Santo Sepulcro, que amanheceu a terça-feira com a fachada rabiscada de vermelho.
Em princípio, o blog evita publicar foto de pichações para não dar divulgação à “obra” de seus autores. Não é o caso. A sujeira não contém sequer assinatura de algum bonde, e a grotesca agressão precisa ser mostrada para que a cidade acorde diante da pichação.
Paulo Poletto registrou o flagrante.
- Não é cabível presenciar tal criancice. Acreditamos que algo tenha que ser feito. Quem pagará por tudo isso? – desabafa Poletto.
Como não há consequências para a prática da pichação em Caxias, seus adeptos sentem-se à vontade. E vão pichando sem parar.
A cidade precisa de um plano de ação contra a pichação. Hoje em dia, a situação nem é encarada como um problema a merecer atenção.

(Foto: Paulo Poletto, Divulgação)

Jorge corre perigo

24 de outubro de 2012 3

Confesso que estou quase desistindo. Tenho empreendido por aqui uma discreta, porque ocasional e episódica, campanha de resgate, preservação e valorização da vírgula. A vírgula talvez seja a principal vítima da modernidade, com efeitos perniciosos e graves ao entendimento geral. Mas confesso, já não vejo futuro. A vírgula, cada vez mais, está fora de lugar, tem se tornado uma impertinência, um estorvo.
A modernidade carrega a velocidade como característica intrínseca, e aí, dançou a vírgula. É tudo veloz, online, instantâneo, e ela surge inoportuna, para introduzir uma pausa, ainda que rápida, mas uma pausa em um raciocínio que, a exemplo da vida, deve ser apressado, pois não há tempo a perder.
Assim é que se perdeu toda solenidade para efeito de homenagem e reconhecimento. O caso do “Parabéns Fulano” é clássico. Vai sem vírgula, que é mais rápido, e sai da frente. Dia desses, o Caxias, o time de futebol, fez aniversário. E alguém perpetrou um anúncio de página inteira no jornal: “Parabéns Caxias”. Uma lástima. Quando se introduz a vírgula de praxe e de direito, faz-se a pausa e se soleniza o aniversariante, se lhe dá o devido realce. Parabéns, pausa breve, Caxias! Há toda uma reverência, por mérito e justiça. Sem vírgula, não. Sem vírgula, é na corrida, um atropelo indelicado, que não temos tempo a perder.
Estou quase desistindo. Agora é a Globo quem desfere o golpe. E quando chega ao ponto de a Globo desprezar a vírgula, é porque o caso é sério. Na novela que recém findou, Jorge Tufão e Jorginho correram perigo o tempo inteiro diante das artimanhas de Carminha. Pois agora é outro Jorge homônimo a correr perigo. Sim, porque, sem a vírgula que a Globo defenestrou do nome da novela, Jorge corre perigo. Essa é a mensagem. Não sabemos ainda exatamente qual o risco, mas que corre perigo, ah, isso corre. Tanto que a Globo convoca a nação – Salve Jorge – a salvar Jorge. Já com uma vírgula no lugar certo, que bonito seria: a justa homenagem a Jorge, o santo guerreiro. E há quem duvide da importância dela!
A causa da vírgula parece perdida. Mas ela é crucial para o entendimento geral. A vírgula qualifica a convivência, deixa a vida mais bonita. Sem vírgula, é um sério sintoma do caos.
Salve, Jorge. E salvemos a vírgula.

Que feio!

23 de outubro de 2012 4

Tem pai que vai buscar o filho na escola infantil e não se acanha: deixa o carro exatamente em cima da faixa de segurança. Que péssimo ensinamento para as crianças… Quem obteve o flagrante foi o promotor de vendas Rudimar Pedroni.
– Deixam sobre a faixa para não caminhar um pouco. Que o filho deles nunca precise de uma faixa de segurança – adverte Pedroni.

(Foto: Rudimar Pedroni, Divulgação)

Um flagrante da felicidade

23 de outubro de 2012 1

Na inauguração da área de lazer do bairro São Caetano, um flagrante da felicidade: a criançada se diverte em um carrossel da pracinha recém entregue à comunidade. Lazer nos bairros é investimento decisivo.
Oferece diversão, opção de lazer e espaço para a convivência. E a gurizada tem instantes de felicidade.
A quem critica automaticamente o blog quando ressalvas são feitas à falta de iniciativa da administração municipal em vários momentos, vale o registro: o mesmo blog tem sido veemente no reconhecimento e no aplauso a, por exemplo, investimentos em lazer, com a remodelação e construção de pracinhas e áreas verdes em bairros da cidade.
O blog também lembra: ainda há pracinhas e áreas de convivência por serem remodeladas, como no bairro Madureira. E outras áreas em que elas fazem falta, como no complexo do Jardelino Ramos-São Vicente.

(Foto: Luiz Chaves, Divulgação)

Rossi conta o que é ser professor

23 de outubro de 2012 10

Em 95 páginas, o professor José Rossi, 77 anos, condensou uma importante história focada na educação. A obra Ser Professor!!! ainda não foi editada, mas já está escrita e sendo compartilhada. Foram mais de cinco décadas ensinando e aprendendo com os alunos, educadores, a comunidade, os livros… Hoje aposentado, Rossi recorda de duas pessoas que o influenciaram a fazer o Curso Normal Rural: seu docente no primário, Arcangelo Vazzata, e o pai, João Rossi (ambos já falecidos).
Natural de Nova Pádua, Rossi deu a largada à carreira de professor em 1956, na Escola Rural de Esquina Londero, em Horizontina. Alfabetizava crianças do interior. Depois, mudou-se para a Escola Rural Plácido Damiani, no então distrito de Ipê, em Vacaria – hoje, Ipê é município. Trabalhou 17 anos nesse colégio, casou e constituiu família. Para dar estudo aos filhos, em 1975, veio para Caxias. Trabalhou nas secretarias dos colégios Santa Catarina, Henrique Emílio Meyer e Escola Técnica Caxias, onde se aposentou em 1988.
A convite do ex-reitor Ruy Pauletti, em 1994 auxiliou na implantação do Centro Tecnológico Universidade de Caxias do Sul (Cetec), permanecendo até 2009. Pelo estilo amigável, é até hoje lembrado no Cetec. Em sua obra, além de fotos, Rossi registrou mensagens deixadas com carinho pelos alunos.
A decisão de escrever um livro partiu também da felicidade que sempre sentiu em lidar com as novas gerações.
– Fiquei mais de 50 anos na profissão porque gosto da convivência com os jovens. Ensinei e aprendi muito com os estudantes. Hoje, percebo que ser professor é doar-se, é caminhar junto, conquistar vitórias e festejar resultados – encanta-se Rossi. (Texto: Vania Espeiorin)
(Foto: Roni Rigon)

Uma pena que é só um por ano

22 de outubro de 2012 0

O Concerto da Primavera já está consolidado no calendário dos grandes eventos culturais de Caxias do Sul. O de domingo, com a prresença de toquinho acompanhando a Orquestra Sinfônica da UCS, levou uma multidão estimada em 5 mil pessoas ao estacionamento da UCS. Uma pena que é só um ao longo do ano.
O que falta para Caxias realizar mais programações deste nível de forma mais sistemática e frequente, capazes de popularizar e democratizar o acesso? A parceria UCS/Unimed mostra que é possível. O ganho institucional é evidente, e o poder público também deve participar. Falta é mais iniciativa.
A população, como se vê, vai em peso.
Parabéns, UCS/Unimed.

(Foto: André Benedetti, Divulgação)

Perimetral Norte sem quebra-mola

22 de outubro de 2012 2

Com a implantação de uma nova rotatória na Perimetral Norte, no entroncamento com as ruas Humberto de Campos e Nestor Carlos Fedrizzi, a prefeitura está retirando quebra-molas existentes na região.
Na sexta-feira à tarde, o da pista Festa da Uva-UCS já não estava mais. Na Perimetral, é sabido, os motoristas imprimem elevadas velocidades em seus automóveis.
Tem trabalhador da região que está preocupado com a retirada dos quebra-molas:
– Ainda é necessário que mantenham (as lombadas). Será que eles têm noção da dificuldade que temos para atravessar a rua? Pelo menos, antes, os carros reduziam a velocidade. Agora, os pedestres têm que correr para atravessar a Perimetral – destaca Kattiussa Gentilini.
E agora, como vai ser? A rotatória conseguirá inibir a velocidade elevada e os riscos de acidente?

(Foto: Maicon Damasceno)

Exótico é quem gosta de árvore

22 de outubro de 2012 0

O arquiteto Roberto Machado envia foto da cobertura vegetal possível em Caxias do Sul para mostrar como a cidade pode ser bonita. O cenário é na Borges de Medeiros, entre Sinimbu e Avenida Júlio. As árvores plantadas anos atrás adquiriram estatura média, e já oferecem sombra e verde, combinação rara nas ruas da cidade.
Machado ficou indignado com o corte de eucaliptos no bairro Jardim América para a construção de uma delegacia de polícia. E com o argumento para a autorização de corte pela Secretaria do Meio Ambiente: por serem consideradas espécies exóticas.
– Ora, exótica ou não, é vegetação. Estou começando a achar que exótico é quem gosta de árvore – lamenta ele.

(Foto: Roberto Machado, Divulgação)