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Alô, Planalto, a UBS é de vocês

13 de abril de 2012 2

O pessoal não cuida da UBS do Planalto. E picha pra valer (foto acima).
Alô, comunidade, a UBS é de vocês.
Como é que faz? Uma comunidade forte é aquela que se organiza e monta um esquema para cuidar do que é de todos, para ocupar e proteger esses espaços.
Ah, tem também de atazanar a vida de órgãos públicos que devem evitar pichações para que estabeleçam esquemas e operações de apoio.
Aliás, esses órgãos também deveriam se reunir com a Justiça para definir formas de reparação do dano por parte de quem fez, que se revertam em benefício da comunidade.
Pichação é das tais situações diante das quais, aqui em Caxias, não há reação e a passividade é bovina.

Foto: Maicon Damasceno

Carro bate em paredão de parque

26 de março de 2012 1

O blog vai retornando devagar, depois de um acúmulo temporário de atividades.
Voltamos com este acidente aparentemente incompreensível, domingo à tarde, na Avenida Júlio de Castilhos.
O Civic da foto bateu de frente no paredão de rochas do Parque Cinquentenário. Juliano Henrique Moreira fez a foto.
O Samu precisou oferecer socorro.

(Foto: Juliano Henrique Moreira, Divulgação)

PSB com Alceu, Frizzo na Câmara

19 de março de 2012 1

O cenário político não para de oferecer novas informações em Caxias do Sul. Duas importantes vêm do PSB. Os socialistas reuniram seus pré-candidatos no sábado. E a informação do presidente da legenda em Caxias, Adriano Boff, é que ficou decidido que o PSB apoiará o candidato do PDT, Alceu Barbosa Velho, à prefeitura.
A outra informação importante é que o secretário de Obras, Edio Elói Frizzo, volta à Câmara nesta terça-feira e será vereador durante esta semana. Ele entra na vaga da vereadora Geni Peteffi (PMDB), atualmente prefeita em exercício, até o retorno do prefeito José Ivo Sartori (PMDB) de viagem ao Chile, no próximo sábado. Serão três sessões para Frizzo, o primeiro suplente.
A substituição, nesses casos, está prevista no Regimento Interno da Câmara, no Artigo 79. Frizzo, aliás, é um dos 25 pré-candidatos do partido a vereador. A convocação ao atual secretário de Obras para reassumir no Legislativo será enviada pela presidência da Câmara ainda na tarde desta segunda-feira. E ele irá aceitar.

A primeira imagem de Dilma e Pepe

14 de março de 2012 2

Na foto acima, a primeira imagem do novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Gilberto Pepe Vargas, recém-empossado, quando recebia o cumprimento da presidente Dilma Rousseff, na cerimônia de posse na manhã desta quarta-feira, no Palácio do Planalto.
O fortalecimento da agricultura familiar foi o tema dominante do discurso da presidenta Dilma:
- Se queremos construir uma nação desenvolvida, é fundamental olhar para a agricultura familiar como um dos elementos estratégicos e, sobretudo, para que tenhamos um tecido social, de fato, de classe média, de agricultores familiares que tenham acesso às riquezas.
A presidenta anunciou que, nos próximos dias, irá lançar o Pronacampo, um programa para assegurar que população que vive no meio rual tenha acesso às mesmas condições educacionais de quem vive nas cidades.
A Pepe, Dilma desejou um bom trabalho.
- Tenho ceteza que ele vai contribui para ampliar o estabelecimento de paz e tranquilidade nas negociação com os movimentos sociais e na preservação das conquistas da área.
* Com informações da Agência Brasil

(Foto: Ricardo Stuckert Filho, Palácio da República, Divulgação)

Reverência para a Festa da Uva

16 de fevereiro de 2012 1

A organização reagiu o que pôde. Imprimiu ritmo intenso na reta final e, de certa forma, esparramou a Festa da Uva sobre a cidade. Essa é a iniciativa essencial, e foi feita. Vem aí uma overdose de Festa da Uva, o que é bom. Assim deve ser. Festa da Uva deve ser celebração da comunidade e, quanto mais overdose, mais ela tem chance de impregnar. E a Festa, para ter êxito, precisa impregnar a comunidade. A cidade deveria ter ainda mais cheiro de uva, banhar-se em uva, todos os bairros, a zona rural. Ainda é preciso avançar.
Sempre é assim: a Festa começa devagarinho. Logo depois, adquire velocidade e torna-se uma festa popular. Muito pelos shows, é verdade, mas o fato é que atrai muita gente, multidões para o parque. Ponto para a Festa. Tem os edredons, é outra verdade, mas tem a uva, a história, um jeito de ser, uma identidade. É mais do mesmo, sempre se diz. Mais uma constatação inapelável. Mas o Carnaval também é. O que importa é aproximar a Festa dos moradores.
Ainda há, portanto, longo caminho a percorrer. Nesta quinta, o primeiro dia, boa parte da cidade parece alheia, a quebrar o clima. É ruim. Parte deve-se ao desinteresse de parcela da população, parte são as limitações de quem organiza, que não consegue imprimir um volume maciço de atividades capaz de envolver a comunidade. Certamente falta mais movimento comunitário no preparo todo. Por isso, apesar dos transtornos inegáveis, os desfiles não podem sair da Sinimbu. A cidade precisa fazer reverência à Festa, sem confiná-la pelos cantos. Não sendo assim, não vai, ou vai pela metade. Os sinais da Festa ainda se perdem na cidade (foto acima).
O bom da Festa da Uva, porém, é que ela acelera com os dias, e contagia aos poucos. Já é boa coisa. A Festa é grande, o que impressiona e empolga, mas precisa mais. Precisa, acima de tudo, chegar a todas as ruas, bairros, escolas, comunidades. Ser feita também por essa gente. Essa é a receita infalível. A Festa da Uva deve ser para a cidade. Quanto mais assim for, mais os visitantes irão gostar.

(Foto: Maicon Damasceno)

Até a volta, amigos do blog

18 de janeiro de 2012 0

Amigos do blog, foi um ano complicado para o blogueiro. Tarefas adicionais e circunstanciais que se somaram às habituais, sustos como o que nos acometeu no início do ano, reflexo da insegurança urbana, algumas interrupções eventuais. Mesmo assim, procuramos manter a continuidade do blog, ainda que, em alguns momentos, o volume de posts diários tenha se reduzido um pouco.
Mesmo assim, a continuidade foi mantida, o que é gratificante pelo debate promovido acerca dos problemas da cidade, o que é atestado pelo volume e pela qualidade dos comentários nos últimos posts.
Agora é chegada a hora de recarregar as energias, o que será valioso, e nunca foi tão importante.
Com o último post, sobre a Festa da Uva, encerramos temporariamente nossa participação e entramos em férias.
O cronograma prevê o retorno em 15 de fevereiro para retomar o tradicional debate do blog. E 2012 é ano eleitoral.
Obrigado a todos pela companhia até aqui.

Tem de invadir a cidade

18 de janeiro de 2012 0

A sensação que fica é de que a Festa da Uva, pouco a pouco, está se transformando em um estorvo, desculpem a franqueza. Pronto, falei. Ela não é assumida pela cidade, ou por uma parte da cidade, como deveria. Porque ela não é levada à cidade, não é despertada na cidade com o entusiasmo que se esperava para a época.
O sintoma central dessa sensação é que boa parte dos caxienses resmunga fortemente contra os desfiles no Centro, porque atravancam as ruas, porque isso e porque aquilo, e a organização até se curvou a esse clamor nesta edição: eliminou os desfiles diurnos e os tornou menores. É um recuo preocupante. Há inclusive quem queira confinar o desfile e a Festa dentro do parque de exposições, ou, no máximo, na Perimetral Norte. Será um equívoco monumental.
O fato é que essas idéias que carregam uma má vontade ou, no mínimo, uma visão reducionista da Festa e de sua integração com a cidade transpiram ora aqui, ora ali. O que é desconfortante. O movimento precisa ser justo o contrário: mais e mais cheiro de festa sair do parque e inundar a cidade. A Festa da Uva precisa ser uma festa de Caxias e para Caxias, e os visitantes serão consequência.
A Festa da Uva como conceito é uma programação essencial, decisiva até, que deve ser valorizada sempre a partir de seu caráter comunitário. Em alguns momentos, e não são poucos, ela consegue ser popular, em especial nos shows de pagode e sertanejo universitário ou quando é facilitada a presença do público. E, quando isso acontece, quando a população invade os Pavilhões, isso contagia, pois o encontro de milhares de pessoas se dá em torno da Festa.
Mas onde está esse entusiasmo tão necessário de que se falou antes? As ruas de Caxias, os bairros precisariam estar, desde bem antes, encharcados de Festa da Uva, imersos na cultura, no ambiente, no significado. Não são só fôlderes e cartazes em postes e algumas reformas estruturais no parque. Tudo isso é necessário e obrigatório, mas é preciso muito mais, e é justamente essa motivação central que parece escassa, porque chega cada vez com menos força à cidade. Falta um mês, era para os bairros estarem envolvidos, para programações tomarem conta das ruas maciçamente, para o visual e o aroma da cidade estarem alterados. A cidade deveria estar vibrando. Está longe disso.

Alagou até na frente da casa do prefeito

12 de janeiro de 2012 9

E o alagamento provocado pelo temporal do fim da tarde desta quinta-feira pegou para valer em vários endereços da cidade.
Inclusive na esquina da Ernesto Alves com a Do Guia Lopes, na frente da casa do prefeito José Ivo Sartori (PMDB).
O flagrante foi registrado por Renata Armiliato.

(Foto: Renata Armiliato, Divulgação)

E ficou por isso mesmo

11 de janeiro de 2012 28

Nem era para virar crônica. Cheguei a pensar em deixar pra lá, pois julguei uma eventual abordagem desgastada e nem um pouco surpreendente. Mas os dias se passaram e o assunto revelou-se nem tão óbvio assim. Ao contrário, não se tocou mais no assunto. Vergonha, certamente. Constrangimento. Não creiamos que seja indiferença, não, isso não.
O destino pregou uma peça em Caxias, cidade que se orgulha de sua condição empreendedora e moderna, de seu PIB avassalador. Pois o destino traiçoeiro atirou nos braços da cidade uma mãe crackeira (foto acima) como a primeira mãe do ano. Assunto por demais surrado, que evitei o que pude para não perturbar espíritos, mas não teve jeito. Como a cidade não mais falou sobre o caso, como não houve cartas, nem dele se tratou nas redes sociais, como o Ministério Público não reagiu e não cobrou nada de ninguém, e boa parte dele está de férias, como de férias estão os vereadores, como as igrejas e ONGs também não se manifestaram, nem os órgãos competentes ou nada competentes da administração pública, então revisei minha posição e julguei oportuno tratá-lo com o propósito de ser inconveniente. A inconveniência tem seu lado importante, para não deixar a dormência tomar conta do corpo coletivo.
A cidade está repleta de pessoas como a mãe crackeira. Farrapos humanos, zumbis que cruzam por nós, frangalhos completos, que nosso jeito coletivo de ser produziu, que consomem droga e se prostituem nas ruas. Era para a cidade debater o caso o ano inteiro, ainda mais em ano eleitoral. Mas não, a mãe crackeira foi varrida rapidinho para baixo do tapete.
O que fazer? Pegar essa gente, o poder público, Executivo, Legislativo e Judiciário, todos eles, com a parceria de todas as entidades que se jactam de fazer o bem, e dar a esses farrapos modernos tratamento por imersão, de choque. Mas não há política firme, a não ser iniciativas que nem bem são tentadas com a desculpa de que os zumbis não querem ser ajudados.
A mãe crackeira como primeira mãe do ano! Que oportunidade o destino ofereceu a Caxias para examinar suas vísceras. Mas a cidade, como de costume, vai dar de ombros e deixar pra lá. E por favor, já é hora de parar com as inconveniências. Francamente!

(Foto: Maicon Damasceno)

Soberanas a rigor em Marrecas

11 de janeiro de 2012 0

Agora foram as soberanas da Festa da Uva que visitaram a rigor o canteiro de obras da Barragem do Marrecas. A rainha Roberta Veber Toscan e as princesas Aline Casagrande e Kelin Zanette acompanharam o prefeito José Ivo Sartori e técnicos do Samae em visita guiada à imprensa para atualizar informações sobre a barragem.
As soberanas receberam capacetes, mas não puderam usá-los por causa das coroas e tiaras qe compõem a apresentação.
A barragem está pronta e, na próxima terça-feira, o Tribunal Regional Federal julga representação do município em ação da qual são partes o Ibama e três organizações ambientais. Caso a supressão de milhares de araucárias para a formação do lago prossiga impedida, no pior cenário para o município, Caxias passará a ter um elefante branco dentro de seus limites, pelo menos temporariamente. Por quanto tempo, não se sabe.

(Foto: Luiz Chaves, Divulgação)