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Risco e tranqueira na Sinimbu

22 de novembro de 2011 1

O restauração do asfalto na Rua Sinimbu, a partir da Andrade Neves, agora já avançando em direção à Treze de Maio, vem produzindo problemas graves.
Como o asfalto foi raspado, formaram-se degraus (foto acima) que surpreendem motociclistas desavisados, que não sabem da realização dos serviços. Os acidentes têm se repetido e, como envolvem motos, há sério risco de lesão ou consequência mais grave. Deve-se ressaltar, no entanto, que o risco de acidente ficará grandemente minimizado, mesmo com a existência dos degraus, se a velocidade praticada estiver dentro de níveis adequados.
Outro problema grave dos trabalhos de restauração é a tranqueira geral em Lourdes.
Diante das constatações, fica evidente que a condução da obra não tem ocorrido na forma e no horário mais adequado.

A frase da terça-feira

22 de novembro de 2011 0

MESMA TRINCHEIRA
(Alceu) Barbosa (Velho) não é o candidato certo (da base de governo) para o PMDB. O candidato dos sonhos do (José Ivo) Sartori é o (Edson) Néspolo”
AFFONSO DE ABREU, integrante do diretório municipal do PDT, em entrevista ao Canal 14

Começou o tiroteio

22 de novembro de 2011 3

O debate eleitoral antecipou-se no município a partir do discurso do deputado federal Gilberto Pepe Vargas (PT) em encontro do partido no final de semana que o confirmou como pré-candidato à prefeitura em 2012. Pepe abordou a situação do município e ganhou resposta do secretário de Cultura Antonio Feldmann (PMDB) na edição de terça-feira do Pioneiro, na coluna Mirante. Feldmann classificou Pepe de “desatualizado”. Foi o que bastou para o debate eleitoral incendiar a primeira sessão da Câmara pós-encontro do PT. Confira a seguir o debate que, desde já, tornou-se áspero entre governo e oposição.
“Vamos ter um pouco de respeito com o que está acontecendo.” Ari Dallegrave (PMDB)
“As pessoas que levam as informações a ele (Pepe Vargas) estão levando as informações distorcidas. O deputado Pepe está muito mal assessorado.” Geni Peteffi (PMDB, líder do governo na Câmara)
“Isso é o início do debate, mas não dá para ficar quieto, não dá para ficar calado.” Geni Peteffi “Encaminhe (vereadora Geni) a ele (Pepe Vargas) o relatório das obras para que saiba o que está sendo feito e não fale tanta bobagem.” Ari Dallegrave
“Quem é desatualizado é o secretário Antonio Feldmann.” Rodrigo Beltrão (PT, líder da bancada)
“Eu vou chamar de molecagem o que o secretário Feldmann fez.” Rodrigo Beltrão
“Hoje, o que a gente vê são muitas ações recreativas da Secretaria de Segurança.” Denise Pessôa (PT) “Acusaram o golpe.” Ana Corso (PT)


Para valer, só duas até agora

22 de novembro de 2011 2

Então estamos assim, depois do fim de semana: Pepe Vargas (PT) é candidato. Pré-candidato, para manter o formalismo jurídico-eleitoral, mas candidatíssimo. Assim como Alceu Barbosa Velho (PDT). E temos dois nomes fortíssimos, talvez os principais, no páreo, alinhados no partidor.
Assis Melo (PCdoB) ainda não se convenceu bem. O partido cada vez mais entende que ter candidatura própria traz benefícios, mas o candidato vacila. Ao fim das somas e subtrações, será muito difícil a Assis escapar aos imperativos do partido. Assis, nesse caso, não se governa mais. O partido já fez conferência municipal e referendeu, ainda que informalmente, que tem um candidato.
Milton Corlatti (DEM) faz barulho, mas não se define. Não tem experiência política e espera dos partidos alinhados condições adequadas e sustentáveis de temperatura e pressão para se jogar na empreitada. Não está claro o rumo a seguir, mas também será difícil escapar da expectativa já criada. Não ser candidato, a essa altura, seria uma frustração.
O PSDB não quer, mas o PSDB estadual determina. É uma ordem. Há muita curiosidade sobre como os tucanos caxienses farão para escapar da empreitada. É tudo o que eles querem: não ter candidato. Mas Marchezan Júnior, o presidente estadual, quer o contrário, de olho em 2014.
Vale o mesmo para o PP. A situação é quase idêntica, não fosse o fato de que ao PP caxiense convocado a lançar Guila Sebben pela senadora Ana Amélia Lemos, falta coragem para assumir o pleito eleitoral. Diferentemente do PSDB, a quem falta vontade.
Falta também ver o que significa o lançamento da pré-candidatura de Renato Nunes (PRB), se é para valer, lastreada na representação política dos fieis, ou se é ela apenas instrumento, ou item, de negociação. O Psol não, este sabe o que quer, e terá candidato.
Já o PMDB está prontinho para cair nos braços de Alceu, mais dia, menos dia, apesar de Mauro Pereira.
Candidatos para valer, por enquanto, só há dois.

A frase da segunda-feira

21 de novembro de 2011 0

OLHA ELE AÍ
“Lula está doido para voltar a um comício”
GILBERTO CARVALHO
, secretário-geral da Presidência, dando uma pista sobre o estado de ânimo e a recuperação do ex-presidente

Meleca geral

19 de novembro de 2011 0

O flagrante acima é primoroso para mostrar as más condições que são oferecidas a quem precisa de transporte coletivo em determinadas circunstâncias. A imagem mostra um esgoto que sai da Escola Estadual Presidente Vargas, na esquina da Visconde de Pelotas com Bento Gonçalves, bem no centro da cidade, depois corre e se acumula no terminal de ônibus popularmente conhecido como Paradão da Bento, que atrai milhares de pessoas ao longo do dia.
Pois muitas desses passageiros terão de tomar o ônibus pisando no esgoto, ou esperá-lo convivendo com o mau cheiro. Quem enviou a foto, na semana que passou, e faz o relato da situação é a estudante Kaliandra Gonzatto Dall’Agnol.
- Há dois meses está assim. O cheiro é horrível, principalmente nos dias de calor. Os ônibus passam, e a água fétida jorra sobre as pessoas que esperam pelo transporte. Uma vergonha! Será que é tão difícil assim consertar um cano de esgoto?
Sempre será importante avisar o Alô, Caxias, cuja relação com as secretarias, e vice-versa, deixa a desejar. Mas uma situação dessas, bem no Centro, precisa ter supervisão, controle e atuação do órgão competente, independentemente de aviso ou não. 

Mais dia, menos dia

19 de novembro de 2011 3

Parece, a uma primeira observação, nos primeiros dias, que a Sinimbu vai dando certo na arrancada, com quatro pistas para tráfego, nenhuma para estacionamento, espaço providenciado na semana passada (foto acima). Está dando certo se a ótica for a da mobilidade dos veículos, hegemônica em Caxias.
O blog, no entanto, sustenta sua visão:
* A retirada do estacionamento é uma medida paliativa que ajuda sim, a permitir mais fluidez ao tráfego. Terá, no entanto, um tempo de vida útil, e logo voltaremos ao entupimento geral. É o que até mesmo técnicos graduados dentro da Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade definem com uma tese: “para demandas ilimitadas, ofertas ilimitadas”. Singifica que, para atender ao volume de tráfego na Sinimbu, que sempre e sempre irá aumentar se não forem tomadas medidas restritivas, daqui a pouco quatro pistas já não serão suficientes. E então cinco já não será fisicamente possível. É preciso que se diga e, ao se contra-argumentar, ninguém está torcendo contra, está só discutindo o assunto. Ainda é permitido discordar.
* Segundo aspecto: o que precisa acontecer é a melhoria das condições de tráfego que causem impacto facilitador ao transporte coletivo. Nesse caso da retirada do estacionamento, não há influência.
* Da outra vez que discutiu o tema “estacionamento da Sinimbu”, o blog foi cobrado a apresentar soluções. Pois bem, o blog trabalha com a linha de raciocínio voltada para uma cidade mais humana, com mais espaço e segurança para pedestres e o transporte coletivo. Essa é a cidade que funciona, porque oferece qualidade de vida. É assim nos centros urbanos do mundo mais bem resolvidos em termos de qualidade de vida. No centro de importantes cidades europeias, por exemplo. Para isso, será preciso menos veículos no centro da cidade, e não mais.
* O blog caminha na linha do rodízio de veículos, ação combinada com outras medidas restritivas de acesso de veículos ao Centro e, claro, o fortalecimento e a qualificação do transporte coletivo, do que ainda estamos longe do ideal.
* O blog sabe e tem noção: como o transporte coletivo deixa a desejar, atrapalhado pela tranqueira do tráfego, o pessoal vai de carro, e entramos em um círculo vicioso. O blog entende essa situação. Mas,  já que não existe disciplina, organização, fiscalização e um transporte coletivo adequado em nosso trânsito, não haverá saída: mais dia, menos dias, será preciso render-se ao rodízio.

(Foto: Luiz Chaves, Divulgação)

Os bugios de São Borja

19 de novembro de 2011 0

Nota do blog
O colunista necessitou ausentar-se por uma semana por motivos de força maior. Mas o blog retoma sua normalidade outra vez. Recomeçamos com nossa coluna de quarta-feira passada,16 de novembro de 2011, na página 2 do Pioneiro.
Desculpas pelo período vago. Gratos pela compreensão. A seguir, a crônica.

Tanto assunto para falar, passarela, trânsito, estacionamento da Sinimbu. Mas tais temas, tão atuais, polêmicos e explosivos, terão de esperar, pois é imperativo abrir espaço para os bugios de São Borja. É que quatro bugios apareceram no centro desta cidade meio fronteiriça, meio missioneira, nas barrancas do Uruguai. Deu na tevê semana passada. E esse acontecimento tem sido um encanto para a população. Mas é preciso abrir espaço também para Seu Michel, da Banca do Michel, que alimenta a mamãe-bugio e uma filha dela duas vezes por dia, alcançando bananas aos bichinhos, que se refestelam em acrobacias na copa das árvores e descem até a altura da banca para alcançar a fruta que ele, de boa vontade, paciente e desinteressadamente lhes oferece. E isso dá uma boa reflexão, oferece um contraste de culturas e nos remete para aquilo que verdadeiramente deve nos interessar.
A jornalista que conduzia a reportagem consultou seu Michel, ao ser informada de que o dono da banca dá banana todo dia, duas vezes por dia, para a mamãe-bugio e a filhota:
- Mas quanto o senhor gasta por mês? – interessou-se ela.
- Cem reais – calculou ele, multiplicando por 30 os três reais e uns quebrados que separa diariamente para comprar os cachos de banana.
E, logo a seguir, completou com o raciocínio essencial:
- Alguém tem de fazer isso para eles. Como é que vai deixar eles assim…
Seu Michel desvendou, com sua reação espontânea, um traço de personalidade e de comportamento bem mais comum em determinadas regiões do Estado do que em outras, em especial em regiões mais lentas, como é na Fronteira Oeste, onde a vida segue seu curso com mais vagar e solidariedade, onde ajudar é hábito rotineiro e especial. E a tal ponto é assim que se fundou uma cultura, um jeito de ser que precisa se alastrar. Porque haverá regiões que provavelmente conheçamos, de vida mais rápida, em que não se separará cem reais para alimentar dois pequenos bugios todo dia, senão que até se espantará os graciosos animais. Mas a cultura de Seu Michel, seu jeitão mais pacato, mais lento e talvez menos moderno, precisa prevalecer. E se espalhar. Há outros horizontes que ainda se mostram pouco ou nada familiares à cultura de Seu Michel.

Pagar o piso é lei

19 de novembro de 2011 1

Não é possível ser favorável à greve dos professores estaduais neste momento. Sindicatos não deveriam ter apenas o olhar corporativo. A visão de estadista, o olhar global sobre as questões, isso cabe a quem governa, é característica interessante que somente poucos assumem. Mas não custa a um sindicato um olhar global. Greve em 18 de novembro! Que coisa! Não ajudará o magistério.
Afora isso, nada a ressalvar na reivindicação dos professores por valorização, pelo piso que o próprio governador Tarso Genro mentalizou anos atrás. Pode-se até discutir detalhes da nova organização do ensino médio, do plano de carreira que é sagrado para o Cpers. Mas todo ano é a mesma lenga-lenga: justíssima a reivindicação, mas o Estado não pode dar, porque irá quebrar. Ora, então educação não é prioridade? Porque, para ser prioridade, professor tem de ser valorizado. E agora?
Quebra o Estado? Ora, harmonizar essa equação é tarefa para quem governa. Ninguém foi colocado à força no poder, pelo contrário. Pagar o piso é lei. Que se encontre a fórmula. Do contrário, a lei, a aplicação de políticas remuneratórias de diversas categorias de Estado baseadas em equivalências percentuais em cascata, a partir do vencimento dos ministros do STF, isso será sempre aplicado em benefício dessas categorias. Quando chega a hora de os professores serem bafejados por uma brisa da lei, então não pode, a lei não se cumpre.
É revoltante!

'Nosso plano é fazer licitações'

11 de novembro de 2011 2

Do governador Tarso Genro, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira, sobre a proposta da Univias para ampliação da concessão até 2024:
- Foi muito importante que o Univias nos procurasse. (…) Quando o Univias nos procura ela diz o seguinte: nós temos uma proposta para vocês, isso demonstra que a empresa está disposta a participar conosco, a participar de uma licitação. Isso demonstra que a empresa está disposta a entrar num novo marco normativo. O nosso objetivo é fazer as licitações. Se ao longo desse processo ocorrer alguma novidade que seja expressiva, que tenha autoridade perante a sociedade, perante os destinatários do serviço para retificar essa posição (de fazer as licitações), nós vamos examinar. Agora o nosso plano de trabalho está traçado: nós estamos contratando consultorias para fazer o edital, para que a gente possa fazer uma licitação transparente e cumprir com aquilo que a gente tem como propósito: baixar preço dos pedágios extinguir o polo de Farroupilha e gerar investimentos. É saudável essa postura da Univias. Foi uma demonstração de que o caminho que a gente está propondo é um caminho correto e serve ao Rio Grande, e que as empresas, inclusive, têm condições de competir em uma licitação.
Comentário do blog: o plano é fazer licitações. A “novidade” pode ser alguma demanda judicial que obrigue o governo a alterar o plano de voo.