Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

O que pode Marcos Daneluz

27 de junho de 2012 1

O que pode Marcos Daneluz como candidato do PT a prefeito?
Não há como prever se ganhará a eleição, sequer se irá para o segundo turno, mas pode muito.
Daneluz, de forma até surpreendente, retira espaço de Milton Corlatti. O candidato do DEM, até agora, surfava tranquilo como única novidade da eleição. Poderá até ter alguma chance de crescimento caso tenha a capacidade de transformar essa revestimento, esse verniz do novo em impulso eleitoral. Agora não está mais sozinho. Daneluz também é uma novidade.
Quanto à trajetória pública e política de Daneluz, não há reparos. Ponto para ele. O petista é bem articulado, é bom de discurso, tem eloquência verbal, saberá ser veemente, ir para o enfrentamento, se for preciso. Daneluz também se jogará inteiro na campanha e tem menos rejeição do que Marisa Formolo. Transitará com mais vigor e desembaraço pelo cenário eleitoral.
Mas Daneluz também é, sempre foi, um petista moderado. Em alguns momentos, em sua trajetória na Câmara, moderado até demais, sob o ponto de vista partidário. Tanto que houve votações em que ficou ao lado do governo, diferenciando-se de todo o restante da bancada do partido. Em várias ocasiões, chegou a ser paparicado por vereadores da base. Se o petista mantiver essa linha de atuação política, não tem futuro. Sua candidatura será engolida pela governista de Alceu Barbosa Velho (PDT). E Assis Melo (PCdoB) surfará soberano como candidato de oposição. O petista deve saber disso, terá de mostrar-se claramente como oposição.
Se Daneluz tiver a capacidade pessoal de, a exemplo do que precisa Corlatti, transformar o capital de novidade em eleições majoritárias em arrancada e impulso eleitoral, isto é, se experimentar crescimento gradativo, terá chance de ir para o segundo turno. A força do partido, nesse caso, ajuda bastante.

(Foto: Daniela Xu)

Profe Idelsa, timoneira da leitura

26 de junho de 2012 5

Cada aluno que vasculha as prateleiras da biblioteca da Escola Municipal Angelina Sassi Comandulli, no bairro Santa Fé, recebe um estímulo, uma sugestão de leitura. No turno da manhã, a mediadora desse encontro da criançada com as palavras e com as imagens se chama Idelsa Dall’Agnol, 63 anos.
As mais de quatro décadas de magistério, a formação em Letras e a adoração por romances, contos e poesias lhe autorizam a administrar o espaço.
– Vejo o quanto os alunos evoluem quando conseguem criar situações a partir da leitura – avalia Idelsa.
A professora diz que a biblioteca a realiza. No sábado, o colégio promoveu a exposição O mundo encantado dos livros. Cada turma leu uma obra e criou uma vivência que foi apresentada na exposição. Natural de Paraí, Idelsa veio para Caxias do Sul em 1961. Em 1969, começou fazendo estágio do Magistério numa 4ª série do Colégio Madre Imilda.
– Sonhava ser advogada, mas o pai queria que eu fosse professora. Gostei tanto que nunca mais larguei a profissão – revela.
Na rede municipal, Idelsa ingressou em 1971. Um ano depois, migrou para a estadual, da qual se aposentou em 1995. Fez novo concurso e, em 1999, voltou à rede municipal.
– Confesso que não gosto muito da parte burocrática e de correção de provas, mas amo quando vejo os alunos esbanjando criatividade com coisas novas e diferentes. Isso é maravilhoso – empolga-se Idelsa.

(Foto: Roni Rigon)

O jacarandá da Borges

20 de junho de 2012 0

* Crônica publicada em 20 de junho de 2012.
Devo uma palavra sobre um assunto da semana passada, que ficou para trás. Não são poucos os que têm me perguntado sobre o corte de um jacarandá na esquina da Bento com a Borges para obras de ampliação da RBS TV. Sabem da defesa barulhenta e intransigente da cobertura vegetal da cidade, que historicamente tenho sustentado. Como então, quando a RBS patrocina o corte, se fará o silêncio? É o que me perguntam.
Ora, historicamente também a RBS não coloca mordaça àqueles a quem cabe o exercício da opinião, razão por que discorrer a respeito é algo natural. E, logicamente, não será o fato de o corte ter acontecido por solicitação da RBS à Secretaria do Meio Ambiente que irá alterar o ponto de vista do colunista. Ele permanece o mesmo: um elemento importante da cobertura vegetal de uma cidade, ainda mais um jacarandá que nos oferece uma espetacular floração azul nos meses de outubro e novembro, deve merecer uma determinação obstinada por sua preservação. Isto é, tentar de todas as formas mantê-lo intacto, inclusive integrando-o ao ambiente e fazendo disso um símbolo do crescimento sustentado que todos perseguimos.
A RBS fez todas essas tentativas, tendo, no entanto, se tornado imperiosa, por razões de engenharia, a retirada do jacarandá. É respeitável. Passo seguinte, com autorização da Secretaria do Meio Ambiente, partiu-se para
as compensações ambientais. Setenta mudas nativas foram plantadas, mais quatro de pitangueira doadas para plantio pela secretaria.
Essas compensações ambientais têm fundamento técnico de quem atua na área. Não cabe o questionamento de leigos no assunto. O problema são as compensações no imaginário, simbólicas, o prejuízo ao cenário urbano. Para cada corte de árvore na cidade, esse prejuízo não há compensação ambiental que recomponha. É a tese que defendo, em convivência civilizada com a crença em toda tentativa de preservação de exemplares, como foi no caso do jacarandá da Borges.
Mesmo assim, mesmo que as tentativas tenham sido feitas, nesse e em outros casos, não há como negar algo que é uma obviedade: a cidade perde em encantamento com uma árvore, um jacarandá a menos.

Ítalo e Adélia, veteranos do inverno

20 de junho de 2012 3

Foto: Roni Rigon

Ítalo De Bortoli, 92 anos, e sua mulher, Adélia De Bortoli, 81, são veteranos do inverno. Já testemunharam muitos na propriedade onde residem, em São Giácomo, zona oeste de Caxias. No último frio que assolou a região, eles foram flagrados pelo fotógrafo Roni Rigon caminhando na geada (foto acima) no quintal da residência, onde cultivam parreirais e criam frangos. Com a naturalidade de quem já enfrentou dezenas de invernos.
Casados 60 anos e com gosto pelo sossego da colônia, os dois certamente faziam análises comparativas informais entre o frio do início de junho e uma sucessão de outros que já tiveram de enfrentar. Mesmo assim, em condições adversas de temperatura, acordar cedinho é rotina para o casal.
Assim, o inverno que começa hoje à noite, às 20h09min, não assusta Ítalo e Adélia. Pelo contrário, eles sabem como aproveitar o melhor da estação.
Adélia não altera seu ritmo no inverno. Acorda todos os dias às 6h, e suas tarefas começam na cozinha, ao fazer o café para o marido e o neto Euzébio De Bortoli, 32 anos. A mesa farta com pão, queijo, salame, figada caseira e uvada é indispensável.
– Um café reforçado é gostoso no inverno – diz ela.
Adélia salienta que o inverno tem suas vantagens, como saborear batata doce assada no forno à lenha.
– O pinhão sapecado na chapa do fogão é outra iguaria. Só faço restrição do vinho. Por recomendação médica, tanto eu como o Ítalo não podemos beber – esclarece.

(Foto: Roni Rigon)

Dicas de economia de água para moradores

19 de junho de 2012 8

Foto: Jôse de Góes Pedroso Terres, divulgação




O risco de escassez de água em Caxias inquietou os estudantes da Turma 5.3 do 5º ano na Escola Municipal Presidente Castelo Branco, no Fátima. A situação fez a galera ir para o bairro chamar a atenção das pessoas. Antes, porém, os alunos receberam informações da professora-referência Jôse de Góes Pedroso Terres, trabalharam e debateram o tema em sala de aula.
Um fôlder com 15 dicas de economia foi confeccionado pelo grupo e começou a ser distribuído aos moradores (foto). Com aval da direção e apoio da Brigada, a gurizada promoveu uma espécie de blitz educativa. Além de entregar os panfletos, a turma conversou com motoristas e apresentou sugestões para inibir o desperdício.
– Explicamos sobre como usar melhor a água. É preciso fechar a torneira enquanto se escova os dentes. Não se deve lavar muito os carros e as calçadas, e o banho tem de ser de aproximadamente cinco minutos. Teve gente que gostou e gente que não quis esperar nossa explicação, mas a maioria aprovou. Os motoristas elogiaram dizendo que nossa ação era legal e levaram o folheto – conta Jhenifer Henkes Seibel, 10 anos.
Ela e os colegas ficaram eufóricos com a possibilidade de ultrapassar as barreiras da escola e partilhar seu aprendizado com a sociedade. A ação integra o projeto Água, saiba economizar!.
– Começamos a falar sobre a falta de água na nossa cidade e como a poluição e o desperdício podem ser evitados. Daí, decidimos que poderíamos agir na sociedade – destaca Jôse.

A batida do hip hop na hora do recreio

12 de junho de 2012 7

O recreio dos alunos da Escola Municipal Dolaimes Stedile Angeli – Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) deixou de ser um período destinado exclusivamente às tradicionais brincadeiras de criança ou então àquele tempinho para o lanche. Desde o início do ano, graças a um grupo de amigos da escola, alunos de oito a 10 anos dançam hip-hop e ensaiam passos com bastante disciplina, atenção e respeito.
É o trabalho voluntário do Conexão Zona Norte que entra nos corredores do colégio e faz com que o sorriso se espalhe na pista de dança, improvisada no auditório da escola.
Erick Willian José da Cunha (de preto na foto cima), 16, é um dos voluntários que passam os 20 minutos do intervalo na escola, nos turnos da manhã e da tarde, sempre às quintas-feiras. Junto com Gabriel da Cunha (à direita) e Fausto Macedo, ele cria passos de dança de hip-hop que movimentam todo o corpo e ensinam disciplina na turma. Foi o desejo de ajudar as crianças que levou os adolescentes a oferecer à direção do Caic a proposta do recreio interativo. Na foto, também aparecem Matusalém Saretta (à esquerda) e Gleison Macedo (em pé)
– Nós pedimos para a gurizada quem quer dançar. Aí, colocamos ordem no lugar. Eles acompanham os passos e aprendem fácil. Isso nos deixa felizes e eles também ficam contentes – conta Erick.
O compromisso de comparecer à instituição semanalmente é levado a sério pelo trio. A diretora Andiara Paula de Lucena Mello se diz satisfeita com a iniciativa do grupo porque eles tranquilizam o ambiente nos intervalos, além de ensinar algo novo para a turma.
– São meninos bem responsáveis que dão exemplo. Eu gosto bastante do trabalho deles – elogia a diretora.

(Foto: Porthus Junior)

'Se a escola é pública, então é da gente'

05 de junho de 2012 2

A Escola Municipal Guerino Zugno é de cada aluno, cada professor, cada morador do bairro Planalto. Como todos são donos, o cuidado deve ser também coletivo. Esse pensamento ganhou mais destaque no colégio desde o início deste ano, quando o tema preservação do patrimônio público passou a ser trabalhado em todas as séries.
O projeto A escola de olho na preservação nasceu com o objetivo de convidar a gurizada a zelar pelas melhorias feitas no colégio.
– As fotografias de pichações no Parque dos Macaquinhos e os grafites no loteamento Mariani e no bairro Santa Catarina possibilitaram um caloroso debate. A foto de Maicon Damasceno mostrando a UBS do bairro e o alerta do jornalista Ciro Fabres (A UBS é de vocês) serviram como motivadores, pois o posto citado fica atrás da nossa escola – relata Rosicler Barcarollo Flores, professora de Língua Portuguesa.
Além de provocar o senso crítico em sala de aula, a docente estimulou a galera das 8ª séries a produzir materiais e textos. Os cerca de 90 alunos confeccionaram propagandas e fôlderes (na foto acima) com dicas sobre os cuidados com o patrimônio.
– Motivados, os alunos realizam coisas maravilhosas. O que tentei fazer foi incentivá-los a respeitar o que é de todos. Isso tem a ver com valores e princípios. Se a escola é pública, então é da gente. Somos nós que temos que cuidá-la – sublinha a professora.

(Foto: Rosicler Barcarollo Flores, Divulgação)

A graça da cidade

04 de junho de 2012 27

A foto acima, publicada na seção Memória, no Pioneiro de quinta-feira passada, é preciosa, e o blog a resgata.
Caxias era assim na esquina da Sinimbu com a Borges nos anos 80. A casa da família Raabe enche o cenário.
Mas não foi preservada. A cidade não entendeu necessário.
Hoje, no lugar, há um prédio achatado como um platô, onde funciona uma agência bancária com traços arquitetônicos absolutamente comuns.
Quando se fala à exaustão neste blog em preservar cenários, símbolos e o patrimônio histórico, é disso que se trata: não deixar a cidade perder sua graça em nome do crescimento a qualquer preço.
Qual foi a vantagem da substituição do casarão por um prédio comum com pretensões de mais moderno? Nenhuma, muito pelo contrário.
Não serviu de lição. A cada dia, a cidade prossegue a perder mais e mais seu encanto, sem nenhum embaraço.

(Foto: Maria da Graça Soares, Banco de Dados, Pioneiro)

'Ensinar a ler e a escrever não tem preço'

29 de maio de 2012 6

Pela voz suave e pela espontaneidade, dá para imaginar a paciência e o aconchego que a professora Eunice Salvator Daltoé, 65 anos, reserva para seus 26 alunos do 2º ano do ensino fundamental na Escola Municipal Fioravante Webber, bairro Pioneiro. Eunice é daquelas mestras apaixonadas pela sala de aula e pelas crianças.
A educadora deu os primeiros passos na carreira em 1969. Ela lecionava dentro da sacristia da igreja do bairro Nossa Senhora do Rosário, na Zona Norte, onde funcionava a Escola Municipal Osvaldo Cruz.
– Eu tinha 19 alunos. Eles traziam um chinelinho para não sujar a sacristia. Não havia xerox nem mimeógrafo. Aí, comprei uma máquina de escrever e datilografava tarefas com carbono. Nunca medi esforços, amo o que faço.
Entre município e Estado, Eunice aposentou-se em 1993 na Escola Estadual Abramo Pezzi. Mas fez concurso outra vez pelo município e foi chamada para trabalhar como alfabetizadora na Escola Tancredo de Almeida Neves, no Belo Horizonte, onde recomeçou.
– Minha maior satisfação é ser para a criança alguém que a ensinou a ler e a escrever. Isso não tem preço. Não gosto de deixar a criança insegura.
Ao longo dos 43 anos de magistério, a educadora tem uma preocupação: a falta de um maior comprometimento dos pais:
– Sei que os pais trabalham. Mas façam um esforço e olhem os cadernos – aconselha. (Texto: Vânia Espeiorin)

(Foto: Daniela Xu)

Secretário anuncia início de passarela segunda

25 de maio de 2012 1

Em audiência nesta manhã com o deputado federal Assis Melo (PCdoB), o secretário de Trânsito, Transporte e Mobilidade, Edson Néspolo, confirmou para segunda-feira à tarde o início das obras físicas da passarela da BR-116 no bairro São Ciro:
– Serão duas coisas concomitantes: a remoção da estação de gás e o estaqueamento. Será uma empresa para cada coisa – informa Néspolo.
A reivindicação da comunidade pela passarela no São Ciro surgiu em dezembro de 2008. Em fevereiro de 2010, os recursos de emenda parlamentar da deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB) ficaram disponíveis para liberação na Caixa. Desde junho de 2011, está autorizada a ordem de início para a instalação da passarela, que deve começar segunda.