Não é possível ser favorável à greve dos professores estaduais neste momento. Sindicatos não deveriam ter apenas o olhar corporativo. A visão de estadista, o olhar global sobre as questões, isso cabe a quem governa, é característica interessante que somente poucos assumem. Mas não custa a um sindicato um olhar global. Greve em 18 de novembro! Que coisa! Não ajudará o magistério.
Afora isso, nada a ressalvar na reivindicação dos professores por valorização, pelo piso que o próprio governador Tarso Genro mentalizou anos atrás. Pode-se até discutir detalhes da nova organização do ensino médio, do plano de carreira que é sagrado para o Cpers. Mas todo ano é a mesma lenga-lenga: justíssima a reivindicação, mas o Estado não pode dar, porque irá quebrar. Ora, então educação não é prioridade? Porque, para ser prioridade, professor tem de ser valorizado. E agora?
Quebra o Estado? Ora, harmonizar essa equação é tarefa para quem governa. Ninguém foi colocado à força no poder, pelo contrário. Pagar o piso é lei. Que se encontre a fórmula. Do contrário, a lei, a aplicação de políticas remuneratórias de diversas categorias de Estado baseadas em equivalências percentuais em cascata, a partir do vencimento dos ministros do STF, isso será sempre aplicado em benefício dessas categorias. Quando chega a hora de os professores serem bafejados por uma brisa da lei, então não pode, a lei não se cumpre.
É revoltante!






