Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Leve até o Ecoponto

19 de abril de 2012 3

A cena da foto acima é na Avenida Júlio, quase esquina com Borges de Medeiros, a uma quadra da Praça Dante. Cadeiras e monitor de computador ao lado do contêiner de lixo seletivo.
Não deve ser assim. Em Caxias, desde fevereiro deste ano existe o Ecoponto, para descarte de objetos em desuso, sem abandoná-los nas calçadas. O morador deve fazer sua parte: levá-los até a Codeca (RSC-453, na Rota do Sol, em frente ao Posto São Luiz, no bairro Centenário). Precisa ir até lá, sim, mas podemos oferecer nossa iniciativa. Isso quando não encontramos a quem doar algum equipamento que ainda tem serventia para uso.
O projeto prevê o encaminhamento dos utensílios à Fundação Caxias para destinação a famílias pobres.

(Foto: Porthus Junior)

O nó está no outro código

19 de abril de 2012 1

A campanha Justiça Seja Feita, liderada pela ONG Brasil sem Grades, trabalha pela “revisão da legislação penal já”. Muita gente confunde mais rigor e menos frouxidão com mudanças no Código Penal Brasileiro. Como agora, no caso do estúpido assassinato de uma adolescente de 15 anos em Caxias, que gerou reação dos moradores do loteamento São Gabriel que estreveram frases de protesto em lençóis (foto acima). Tanto que o discurso mais ouvido pede penas mais contundentes.
Mas o problema central é o Código de Processo Penal, que protela a aplicação das leis pela infinidade de recursos e de portas entreabertas. Tem a ver com a ampla defesa, mas não precisa ser tão ampla assim. Com menos brechas, as leis do Código Penal, que também precisa ser atualizado, claro, seriam aplicadas como clama grande parte da população.
Alterar o Código de Processo Penal, isso sim produzirá efeito no cumprimento da lei. Mas disso não se fala. Nem os advogados gostam de tocar no assunto, porque quanto mais recursos, mais trabalho. Só que é aí, na alteração do Código de Processo Penal, que reside a questão central.
Outro aspecto é o processo legislativo. Entre idas e vindas no Congresso, nas duas casas do Parlamento, nas infindáveis comissões, um tema como a legislação penal leva décadas para ser alterado. Tem a ver com o amplo debate, mas precisa ser tão lento assim.

(Foto: Ricardo Wolffenbüttel)

Olha o tapete aí

19 de abril de 2012 4

Para quem ainda não se deu conta, já é hora de prestar atenção: o outono chegou para valer.
As folhas de plátano já rodopiam e formam o tradicional tapete no Parque dos Macaquinhos (foto acima).
A temporada tem curta duração. Não perca!

Antes de tudo terminar

18 de abril de 2012 0

Com o advento do “fico” de uns anos para cá, torna-se mais incerto e temerário o raciocínio que aqui se passará a expor. Ressalva da qual parecem estar a salvo os dois relacionamentos, digamos assim, mais prolongados: os que resultaram na mulher incendiada, que tinha lá seus seis meses, e na tragédia do Reolon, que foi um relacionamento com vínculo que se estabeleceu de fato, antes de se romper. Prolongamentos que, como se viu, de nada adiantaram.
O caso da menina atirada à represa parece, até pela idade da vítima, mais solto, incipiente e episódico. Parece, mas somente em tese, que o universo das relações é vasto e rico em possibilidades. Tudo o que se arrisca dizer a respeito pode ser exatamente o contrário.
O caso é que o ser humano, ao mesmo tempo em que pode ser bárbaro e estúpido, como nos atentados às vidas dessas três mulheres, também tem seus momentos de possibilidades mais amenas e humanas, menos entorpecidas. Ninguém é só a barbárie, a estupidez por completo. O ser humano é suas inseguranças e contradições. Quem quiser que veja ou reveja o filme Crash – No Limite. A barbárie que extrapola está aí no meio disso tudo, e há momentos em que ela se impõe tragicamente soberana, como no fim de semana. Quem diz que esse momento mais tenebroso só se manifesta em almas mais embrutecidas pouco conhece da natureza humana.
O caso, então, é que esses três relacionamentos que culminaram em finais trágicos foram antecedidos, em algum momento, por algum tipo de encanto, por mais efêmero que possa ter sido, com brilho no olho, com olhares que se encontraram, com tentativas e expectativas que se vislumbraram. Logo adiante, no entanto, estimulado por outros ingredientes – como o discernimento pífio, o sentimento deturpado, a disposição para o conflito, para a qual temos estranha inclinação, a indisposição ou a falta de ambiente para a cidadania e a fé –, aquilo que foi um breve sonho se espatifou. A maldade venceu e avançou rápido no rumo da brutalidade como desfecho. Um caminho torto por onde se entrou, sem saída. Mas houve um instante de brilho, uma faísca no ar, isso houve. Que não foi adiante, e se perdeu, para tudo terminar como terminou.
Triste porção do ser humano.

Universos paralelos

18 de abril de 2012 2

Uma não sabe que a outra está na janela, no loteamento Victório Trez, em Caxias.
É questão de ângulo: só percebe quem está de fora.
Outra constatação da foto: a dificuldade que todo condomínio apresenta em destinar áreas para a secagem de roupas.
O flagrante é do fotógrafo Juan Barbosa.

(Foto: Juan Barbosa)

Dança o PMDB

17 de abril de 2012 6

… e o PMDB, pela primeira vez, formalizou a escolha em um de seus fóruns internos, a executiva: irá apoiar Alceu Barbosa Velho (PDT) para a prefeitura. Ainda que a decisão seja levada ao diretório, quem decidirá mesmo é a convenção, em junho, mas o caminho está mais do que sacramentado. É o que deseja o prefeito José Ivo Sartori, e a grande maioria dos peemedebistas segue atrás.
A decisão não leva em conta o PMDB, mas sim a “aprovação do projeto”, a “construção do terceiro andar”, é o que diz o discurso oficial. Na prática, significa a aprovação da administração e do prefeito Sartori.
Para que sse resultado prático seja perseguido, dança o PMDB.
Na foto acima, o clima de constrangimento na reunião da executiva, segunda-feira à noite, é indiscutível.
De outro lado, pensou corretamente o seu horizonte eleitoral o secretário de Cultura Antonio Feldmann. Como vice, terá o nome amadurecido para futuros voos.
Mas um partido do tamanho do PMDB em Caxias, o maior deles, não pode ficar quatro (ou oito) anos como coadjuvante.
Não há argumento que justifique.

Cuidar agora é com a comunidade

17 de abril de 2012 0

Depois do Complexo Esportivo, a comunidade da Zona Norte recebeu nesta terça-feira um novo centro de convivência, dentro do programa RS na Paz. A gruizada está em festa, como se vê na foto acima.
Espaços assim se constituem, de fato, em instrumentos para espantar a violência.
Agora, a comunidade da Zona Norte precisa cuidar bem desse equipamento para lazer e convivência. O Complexo Esportivo, depois de um tempo, ficou maltratado.
Quem cuida do que é seu é a comunidade, que precisa se organizar para isso e espantar os maus moradores pela ocupação dos espaços. Essa é uma bandeira antiga do blog, que não se cansa de lembrar dessa obviedade que, no entanto, costuma ser deixada de lado.
Depois se reclama da administração, mas o cuidado deve partir dos moradores.

(Foto: Luiz Chaves, Divulgação)

A vizinhança é bem pertinho

17 de abril de 2012 0

A foto acima não deixa dúvidas. As casas estão ali, pertinho da pista do nosso Aeroporto Regional Hugo Cantergiani, com toda a circulação daí decorrente, que às vezes se esparrama para dentro da área restrita e cria situações prosaicas.
O problema é de anos, claro. Mas sempre irá tirar o sono. Faltou previsão e controle. Até mesmo ano passado, um conjunto residencial foi erguido por perto em altura não recomendada.
E o futuro aeroporto, só Deus sabe quando.

(Foto: Andréia Copini, Divulgação)

Uma esquina explosiva

16 de abril de 2012 1

A esquina é fatal: Moreira César com Ângelo Chiarello, no bairro Pio X. Ficou assim depois das alterações que produziram o binário da Moreira com a Pio XII e a mão única em uma quadra da Rossetti.
Os acidentes parecem iminentes. E, de fato, acontecem, como na tarde desta terça-feira, entre um carro e um ônibus da Visate. A foto é da jornalista Juliana Almeida.
Há os veículos que procedem da Rossetti e tentam seguir reto na Moreira e há o conflito com quem pretende fazer a conversão para a Ângelo Chiarello.
A calma e a prudência necessárias evitariam os acidentes. Mas a situação ficou mais explosiva depois das alterações de trânsito.

(Foto: Juliana Almeida)

As lojas e o Centro

16 de abril de 2012 1

A loja da foto acima até se esmera no cuidado ao prédio histórico da esquina da Avenida Júlio com a Visconde de Pelotas. A edificação está bem pintada.
Mas o tamanho do painel publicitário esconde os detalhes, e a cor preta desvirtua as características.
É outro exemplo do impacto da publicidade nas ruas do centro de Caxias.
Nesse caso, no entanto, a poluição visual é menor. A dificuldade centra-se mais profundamente na alteração ou ofuscamento das caracterísitcas estéticas e históricas da edificação.

(Foto: Daniela Su)