Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Pagar o piso é lei

19 de novembro de 2011 1

Não é possível ser favorável à greve dos professores estaduais neste momento. Sindicatos não deveriam ter apenas o olhar corporativo. A visão de estadista, o olhar global sobre as questões, isso cabe a quem governa, é característica interessante que somente poucos assumem. Mas não custa a um sindicato um olhar global. Greve em 18 de novembro! Que coisa! Não ajudará o magistério.
Afora isso, nada a ressalvar na reivindicação dos professores por valorização, pelo piso que o próprio governador Tarso Genro mentalizou anos atrás. Pode-se até discutir detalhes da nova organização do ensino médio, do plano de carreira que é sagrado para o Cpers. Mas todo ano é a mesma lenga-lenga: justíssima a reivindicação, mas o Estado não pode dar, porque irá quebrar. Ora, então educação não é prioridade? Porque, para ser prioridade, professor tem de ser valorizado. E agora?
Quebra o Estado? Ora, harmonizar essa equação é tarefa para quem governa. Ninguém foi colocado à força no poder, pelo contrário. Pagar o piso é lei. Que se encontre a fórmula. Do contrário, a lei, a aplicação de políticas remuneratórias de diversas categorias de Estado baseadas em equivalências percentuais em cascata, a partir do vencimento dos ministros do STF, isso será sempre aplicado em benefício dessas categorias. Quando chega a hora de os professores serem bafejados por uma brisa da lei, então não pode, a lei não se cumpre.
É revoltante!

'Nosso plano é fazer licitações'

11 de novembro de 2011 2

Do governador Tarso Genro, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira, sobre a proposta da Univias para ampliação da concessão até 2024:
- Foi muito importante que o Univias nos procurasse. (...) Quando o Univias nos procura ela diz o seguinte: nós temos uma proposta para vocês, isso demonstra que a empresa está disposta a participar conosco, a participar de uma licitação. Isso demonstra que a empresa está disposta a entrar num novo marco normativo. O nosso objetivo é fazer as licitações. Se ao longo desse processo ocorrer alguma novidade que seja expressiva, que tenha autoridade perante a sociedade, perante os destinatários do serviço para retificar essa posição (de fazer as licitações), nós vamos examinar. Agora o nosso plano de trabalho está traçado: nós estamos contratando consultorias para fazer o edital, para que a gente possa fazer uma licitação transparente e cumprir com aquilo que a gente tem como propósito: baixar preço dos pedágios extinguir o polo de Farroupilha e gerar investimentos. É saudável essa postura da Univias. Foi uma demonstração de que o caminho que a gente está propondo é um caminho correto e serve ao Rio Grande, e que as empresas, inclusive, têm condições de competir em uma licitação.
Comentário do blog: o plano é fazer licitações. A "novidade" pode ser alguma demanda judicial que obrigue o governo a alterar o plano de voo.

A frase da sexta-feira

11 de novembro de 2011 1

DISPUTA
“Eu só não diria 'eu te amo' para não causar ciúme”
ALDO REBELO
, ministro do Esporte, após ser perguntado se faria à presidente Dilma Rousseff uma declaração como a feita pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi

Daneluz torna lei o projeto de Mauro

10 de novembro de 2011 6

O presidente da Câmara, Marcos Daneluz (PT), promulga às 10h desta sexta-feira projeto de lei do vereador Mauro Pereira (PMDB) que prevê o agendamento de consultas por telefone para idosos e pessoas com deficiência. Haverá ato solene para assinalar a promulgação.
O projeto foi aprovado por unanimidade pela Câmara e depois vetado pelo prefeito José Ivo Sartori (PMDB). Nesta semana, a Câmara derrubou o veto do prefeito, que não se interessou por sancionar o projeto, deixando de transformá-lo em lei municipal. A tarefa, então, caberá a Daneluz.
O veto foi uma opção jurídico-administrativa do prefeito Sartori. Mas também carrega seu componente político. O ato de promulgação evidencia o confronto entre dois peemedebistas que adotam posições distintas diante das eleições municipais do ano que vem. E também coloca a Câmara em sua função constitucional de subscrever uma lei, em conflito com o Executivo.
A prefeitura alega que o projeto de Mauro tem vício de origem, por ordenar despesa para o município, que teria de providenciar uma estrutura para o agendamento de consultas. Mas precisa ser dito: a nova lei é útil para a população, e alguma adequação funcional na rede pública, sem criação de despesas, seria suficiente para a marcação de consultas via telefone para idosos e pessoas com deficiência.

O encantamento dos orientais

09 de novembro de 2011 6

Três visitantes de Caxias do Sul, de feições orientais, que conversavam no idioma deles, estavam encantados com a tonalidade azulada das flores dos jacarandás da Bento Gonçalves, em São Pelegrino, entre as ruas Feijó Júnior e Coronel Flores. Chegaram a parar para tirar fotos.
O flagrante foi obtido pelo jornalista Diego Adami na manhã desta quarta-feira.
Certamente não imaginam eles que Caxias do Sul é uma cidade quase pelada de verde, em que as árvores costumam ser maltratadas. Mas deixam um incentivo para que a cidade aumente sua cobertura vegetal, seu percentual verde urbano. É uma prova contundente de que cuidar das árvores e do meio ambiente torna a cidade mais agradável e, no caso, até uma referência.

(Foto: Diego Adami)

A charge do Fredy

09 de novembro de 2011 0

A charge de Fredy Varela na edição desta quarta-feira do Pioneiro.
A cidade está entupida de carros. Na Sinimbu, ainda vai piorar.

Daer cuidará da BR-116

09 de novembro de 2011 1

O governador Tarso Genro vai ao Ministério do Transporte nesta quinta-feira para colocar fim a um impasse que custou, por exemplo, meses de atraso na passarela da BR-116, no bairro São Ciro. Ele oficializa parceria entre Governo do Estado e União. O acordo permitirá o trabalho conjunto de fiscalização das estradas pedagiadas e a elaboração de um novo modelo de concessão a ser adotado a partir de 2013. É mais um passo para viabilizar a licitação para os novos contratos. Durante a reunião entre o governador e o Ministério dos Transportes, serão assinados três documentos. Também será firmado um quarto termo aditivo. Este documento estabelece a prorrogação do prazo de vigência do convênio de delegação, que se encerraria neste ano, para julho de 2013, data prevista para o término dos atuais contratos de concessão de rodovias.
Dessa forma, a União estende o período previsto para que o Estado seja o responsável pelas rodovias concedidas, inclusive as estradas federais. Essa definição permite a superação do histórico impasse que deixou, por exemplo, a BR-116 sem dono por anos no trecho urbano de Caxias do Sul. Por conta desse conflito, a passarela no bairro São Ciro foi atrasada durante meses, já que nem o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), nem Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) aceitavam assinar a autorização técnica para a obra. Sem a qual, a Caixa não liberava recursos viabilizados por meio de emenda parlamentar da deputada Manuela D'Ávila (PCdoB). Além dessa questão resolvida, o termo aditivo deixa claro que a ação de devolução das estradas, realizada pelo governo anterior, não produziu quaisquer efeitos jurídicos.

Pobre pedestre do Rio Branco

09 de novembro de 2011 35

Frequentemente, em uma empresa na Avenida Rio Branco, perto da Escola Estadual Aristides Germani, caminhões estacionam sobre a calçada para descarregar/carregar. Um morador das proximidades, que está devidamente identificado, fez fotos e produziu a montagem acima para mostrar o problema.
- Obrigam os pedestres a invadir a rua. Até agora, felizmente nenhum foi atropelado por este motivo, porém o problema persiste. Seguem fotos da situação.
O morador confirma que o problema se repete diariamente.
As fotos são um atestado eloquente. É um desrespeito completo aos pedestres. Mais um.

(Fotos: Divulgação)

O dilema do PMDB caxiense

09 de novembro de 2011 5

Do secretário de Cultura e coordenador regional do PMDB, região Vinhedos, após reunião de três coordenadorias regionais, no final de semana, em Gramado:
- Foi uma reunião para valorizar e mostrar o jeito PMDB de governar, para compartilhar ideias para planos de governo. Na nossa coordenadoria (Vinhedos), já havia sido tirada indicação para ter candidatos em todos os municípios. Mas isso é algo que cabe ao diretório municipal resolver. O PMDB pode não ter candidato próprio nas quatro principais cidades do Estado (Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas e Pelotas). Isso é algo inédito, mas também não adianta ter (candidato) por ter. Historicamente, o PMDB sempre teve, mas, acima de tudo, é preciso garantir uma aliança para ganhar. Hoje tu não podes pensar apenas pelo foco, pelo viés do teu partido. Tem de buscar a aliança mais ampla possível. Isso nós vamos decidir no debate. Às vezes, tu não tem a cabeça de chapa. Temos de ver qual o partido (da base do governo) que vai ter o nome que mais agrega, pensar que queremos reeditar um projeto.
Quer dizer: fica claríssimo que o PMDB de Caxias trabalha a ideia de não ficar com a cabeça-de-chapa.
De outro lado, outro peemedebista, o vereador Mauro Pereira, pré-candidato autoanunciado à prefeitura, reagiu:
- Gostaria de deixar bem claro, que o partido é democrático e que a minha pré-candidatura a prefeito está dentro dos princípios éticos e legais defendidos pela nossa sigla. Quer dizer, tenho direito de fazer essa proposição à sociedade, que ao longo dos anos vem me respaldando nas urnas. Não vou tirar o pé do acelerador nunca. Qualquer decisão que o PMDB venha a tomar, tenho absoluta certeza, será feita em uma convenção onde estarão presentes vereadores, lideranças, diretório e presidência do partido. Não tenho qualquer dúvida de que tudo será feito dentro dos rituais democráticos, e não por achismos. Nenhuma decisão sobre o futuro de um partido tão importante para a consolidação da democracia poderá ser tomada sem uma reunião soberana e divulgada com antecedência para a sociedade. Com todos esses elementos respeitados, estaremos diante de um processo absolutamente democrático, acredito.
Quer dizer: Mauro, que tem sido sondado como alternativa a vice na chapa de Alceu Barbosa Velho (PDT), não abrirá mão de sua candidatura e levará seu nome ao exame dos filiados em convenção. Na cúpula, suas chances são nulas. Em convenção, elas aumentam um pouco.
São dois discursos, neste momento, radicalmente diferentes diante de 2012. Fica evidente o dilema do PMDB caxiense.

Assim se combate a violência

09 de novembro de 2011 0

A Escola Municipal Nova Esperança (foto) tomou uma iniciativa que o blog defende com veemência para afugentar a violência e os maus moradores. Uma iniciativa que deveria ser mais comum na cidade: está convocando a comunidade escolar, e também do bairro, o loteamento Vila Amélia, para se apropriar de um espaço coletivo, que é de todos, portanto. A Nova Esperança está chamando para a ocupação da área verde em frente à escola no dia 25 de novembro, às 13h30min. Nesta data, será realizado o ato público Abrace esse espaço, com o objetivo de promover a conscientização da comunidade escolar para a importância da utilização dessa área urbana. Claro que uma programação isolada não irá garantir a reocupação da área para atividades de lazer, de convívio, educativas. Mas ela cria um ambiente, o ambiente que se deseja. Se a comunidade não aproveita seus espaços urbanos, quem o fará são pessoas desocupadas e com más ideias. Nesse caso, torna-se menos agradável morar no bairro
A Nova Esperança fica no loteamento Vila Amélia, na zona oeste da cidade, atrás do Shopping Iguatemi, uma região que convive com inúmeros sintomas de insegurança e falta de infraestrutura. Escola, por si só, é agente poderoso de transformação, fator que fica multiplicado quando ela interage com a comunidade. É o caso. É assim que se combate a violência, é assim que se promove o convívio e a qualidade de vida.
Alô, comunidade do Vila Amélia e do Nova Esperança: aparecçam por lá.

(Foto: Roni Rigon, Banco de Dados)