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A frase da segunda-feira

21 de novembro de 2011 0

OLHA ELE AÍ
“Lula está doido para voltar a um comício”
GILBERTO CARVALHO
, secretário-geral da Presidência, dando uma pista sobre o estado de ânimo e a recuperação do ex-presidente

Meleca geral

19 de novembro de 2011 0

O flagrante acima é primoroso para mostrar as más condições que são oferecidas a quem precisa de transporte coletivo em determinadas circunstâncias. A imagem mostra um esgoto que sai da Escola Estadual Presidente Vargas, na esquina da Visconde de Pelotas com Bento Gonçalves, bem no centro da cidade, depois corre e se acumula no terminal de ônibus popularmente conhecido como Paradão da Bento, que atrai milhares de pessoas ao longo do dia.
Pois muitas desses passageiros terão de tomar o ônibus pisando no esgoto, ou esperá-lo convivendo com o mau cheiro. Quem enviou a foto, na semana que passou, e faz o relato da situação é a estudante Kaliandra Gonzatto Dall’Agnol.
- Há dois meses está assim. O cheiro é horrível, principalmente nos dias de calor. Os ônibus passam, e a água fétida jorra sobre as pessoas que esperam pelo transporte. Uma vergonha! Será que é tão difícil assim consertar um cano de esgoto?
Sempre será importante avisar o Alô, Caxias, cuja relação com as secretarias, e vice-versa, deixa a desejar. Mas uma situação dessas, bem no Centro, precisa ter supervisão, controle e atuação do órgão competente, independentemente de aviso ou não. 

Mais dia, menos dia

19 de novembro de 2011 3

Parece, a uma primeira observação, nos primeiros dias, que a Sinimbu vai dando certo na arrancada, com quatro pistas para tráfego, nenhuma para estacionamento, espaço providenciado na semana passada (foto acima). Está dando certo se a ótica for a da mobilidade dos veículos, hegemônica em Caxias.
O blog, no entanto, sustenta sua visão:
* A retirada do estacionamento é uma medida paliativa que ajuda sim, a permitir mais fluidez ao tráfego. Terá, no entanto, um tempo de vida útil, e logo voltaremos ao entupimento geral. É o que até mesmo técnicos graduados dentro da Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade definem com uma tese: “para demandas ilimitadas, ofertas ilimitadas”. Singifica que, para atender ao volume de tráfego na Sinimbu, que sempre e sempre irá aumentar se não forem tomadas medidas restritivas, daqui a pouco quatro pistas já não serão suficientes. E então cinco já não será fisicamente possível. É preciso que se diga e, ao se contra-argumentar, ninguém está torcendo contra, está só discutindo o assunto. Ainda é permitido discordar.
* Segundo aspecto: o que precisa acontecer é a melhoria das condições de tráfego que causem impacto facilitador ao transporte coletivo. Nesse caso da retirada do estacionamento, não há influência.
* Da outra vez que discutiu o tema “estacionamento da Sinimbu”, o blog foi cobrado a apresentar soluções. Pois bem, o blog trabalha com a linha de raciocínio voltada para uma cidade mais humana, com mais espaço e segurança para pedestres e o transporte coletivo. Essa é a cidade que funciona, porque oferece qualidade de vida. É assim nos centros urbanos do mundo mais bem resolvidos em termos de qualidade de vida. No centro de importantes cidades europeias, por exemplo. Para isso, será preciso menos veículos no centro da cidade, e não mais.
* O blog caminha na linha do rodízio de veículos, ação combinada com outras medidas restritivas de acesso de veículos ao Centro e, claro, o fortalecimento e a qualificação do transporte coletivo, do que ainda estamos longe do ideal.
* O blog sabe e tem noção: como o transporte coletivo deixa a desejar, atrapalhado pela tranqueira do tráfego, o pessoal vai de carro, e entramos em um círculo vicioso. O blog entende essa situação. Mas,  já que não existe disciplina, organização, fiscalização e um transporte coletivo adequado em nosso trânsito, não haverá saída: mais dia, menos dias, será preciso render-se ao rodízio.

(Foto: Luiz Chaves, Divulgação)

Os bugios de São Borja

19 de novembro de 2011 0

Nota do blog
O colunista necessitou ausentar-se por uma semana por motivos de força maior. Mas o blog retoma sua normalidade outra vez. Recomeçamos com nossa coluna de quarta-feira passada,16 de novembro de 2011, na página 2 do Pioneiro.
Desculpas pelo período vago. Gratos pela compreensão. A seguir, a crônica.

Tanto assunto para falar, passarela, trânsito, estacionamento da Sinimbu. Mas tais temas, tão atuais, polêmicos e explosivos, terão de esperar, pois é imperativo abrir espaço para os bugios de São Borja. É que quatro bugios apareceram no centro desta cidade meio fronteiriça, meio missioneira, nas barrancas do Uruguai. Deu na tevê semana passada. E esse acontecimento tem sido um encanto para a população. Mas é preciso abrir espaço também para Seu Michel, da Banca do Michel, que alimenta a mamãe-bugio e uma filha dela duas vezes por dia, alcançando bananas aos bichinhos, que se refestelam em acrobacias na copa das árvores e descem até a altura da banca para alcançar a fruta que ele, de boa vontade, paciente e desinteressadamente lhes oferece. E isso dá uma boa reflexão, oferece um contraste de culturas e nos remete para aquilo que verdadeiramente deve nos interessar.
A jornalista que conduzia a reportagem consultou seu Michel, ao ser informada de que o dono da banca dá banana todo dia, duas vezes por dia, para a mamãe-bugio e a filhota:
- Mas quanto o senhor gasta por mês? – interessou-se ela.
- Cem reais – calculou ele, multiplicando por 30 os três reais e uns quebrados que separa diariamente para comprar os cachos de banana.
E, logo a seguir, completou com o raciocínio essencial:
- Alguém tem de fazer isso para eles. Como é que vai deixar eles assim…
Seu Michel desvendou, com sua reação espontânea, um traço de personalidade e de comportamento bem mais comum em determinadas regiões do Estado do que em outras, em especial em regiões mais lentas, como é na Fronteira Oeste, onde a vida segue seu curso com mais vagar e solidariedade, onde ajudar é hábito rotineiro e especial. E a tal ponto é assim que se fundou uma cultura, um jeito de ser que precisa se alastrar. Porque haverá regiões que provavelmente conheçamos, de vida mais rápida, em que não se separará cem reais para alimentar dois pequenos bugios todo dia, senão que até se espantará os graciosos animais. Mas a cultura de Seu Michel, seu jeitão mais pacato, mais lento e talvez menos moderno, precisa prevalecer. E se espalhar. Há outros horizontes que ainda se mostram pouco ou nada familiares à cultura de Seu Michel.

Pagar o piso é lei

19 de novembro de 2011 1

Não é possível ser favorável à greve dos professores estaduais neste momento. Sindicatos não deveriam ter apenas o olhar corporativo. A visão de estadista, o olhar global sobre as questões, isso cabe a quem governa, é característica interessante que somente poucos assumem. Mas não custa a um sindicato um olhar global. Greve em 18 de novembro! Que coisa! Não ajudará o magistério.
Afora isso, nada a ressalvar na reivindicação dos professores por valorização, pelo piso que o próprio governador Tarso Genro mentalizou anos atrás. Pode-se até discutir detalhes da nova organização do ensino médio, do plano de carreira que é sagrado para o Cpers. Mas todo ano é a mesma lenga-lenga: justíssima a reivindicação, mas o Estado não pode dar, porque irá quebrar. Ora, então educação não é prioridade? Porque, para ser prioridade, professor tem de ser valorizado. E agora?
Quebra o Estado? Ora, harmonizar essa equação é tarefa para quem governa. Ninguém foi colocado à força no poder, pelo contrário. Pagar o piso é lei. Que se encontre a fórmula. Do contrário, a lei, a aplicação de políticas remuneratórias de diversas categorias de Estado baseadas em equivalências percentuais em cascata, a partir do vencimento dos ministros do STF, isso será sempre aplicado em benefício dessas categorias. Quando chega a hora de os professores serem bafejados por uma brisa da lei, então não pode, a lei não se cumpre.
É revoltante!

'Nosso plano é fazer licitações'

11 de novembro de 2011 2

Do governador Tarso Genro, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira, sobre a proposta da Univias para ampliação da concessão até 2024:
- Foi muito importante que o Univias nos procurasse. (…) Quando o Univias nos procura ela diz o seguinte: nós temos uma proposta para vocês, isso demonstra que a empresa está disposta a participar conosco, a participar de uma licitação. Isso demonstra que a empresa está disposta a entrar num novo marco normativo. O nosso objetivo é fazer as licitações. Se ao longo desse processo ocorrer alguma novidade que seja expressiva, que tenha autoridade perante a sociedade, perante os destinatários do serviço para retificar essa posição (de fazer as licitações), nós vamos examinar. Agora o nosso plano de trabalho está traçado: nós estamos contratando consultorias para fazer o edital, para que a gente possa fazer uma licitação transparente e cumprir com aquilo que a gente tem como propósito: baixar preço dos pedágios extinguir o polo de Farroupilha e gerar investimentos. É saudável essa postura da Univias. Foi uma demonstração de que o caminho que a gente está propondo é um caminho correto e serve ao Rio Grande, e que as empresas, inclusive, têm condições de competir em uma licitação.
Comentário do blog: o plano é fazer licitações. A “novidade” pode ser alguma demanda judicial que obrigue o governo a alterar o plano de voo.

A frase da sexta-feira

11 de novembro de 2011 1

DISPUTA
“Eu só não diria ‘eu te amo’ para não causar ciúme”
ALDO REBELO
, ministro do Esporte, após ser perguntado se faria à presidente Dilma Rousseff uma declaração como a feita pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi

Daneluz torna lei o projeto de Mauro

10 de novembro de 2011 6

O presidente da Câmara, Marcos Daneluz (PT), promulga às 10h desta sexta-feira projeto de lei do vereador Mauro Pereira (PMDB) que prevê o agendamento de consultas por telefone para idosos e pessoas com deficiência. Haverá ato solene para assinalar a promulgação.
O projeto foi aprovado por unanimidade pela Câmara e depois vetado pelo prefeito José Ivo Sartori (PMDB). Nesta semana, a Câmara derrubou o veto do prefeito, que não se interessou por sancionar o projeto, deixando de transformá-lo em lei municipal. A tarefa, então, caberá a Daneluz.
O veto foi uma opção jurídico-administrativa do prefeito Sartori. Mas também carrega seu componente político. O ato de promulgação evidencia o confronto entre dois peemedebistas que adotam posições distintas diante das eleições municipais do ano que vem. E também coloca a Câmara em sua função constitucional de subscrever uma lei, em conflito com o Executivo.
A prefeitura alega que o projeto de Mauro tem vício de origem, por ordenar despesa para o município, que teria de providenciar uma estrutura para o agendamento de consultas. Mas precisa ser dito: a nova lei é útil para a população, e alguma adequação funcional na rede pública, sem criação de despesas, seria suficiente para a marcação de consultas via telefone para idosos e pessoas com deficiência.

O encantamento dos orientais

09 de novembro de 2011 6

Três visitantes de Caxias do Sul, de feições orientais, que conversavam no idioma deles, estavam encantados com a tonalidade azulada das flores dos jacarandás da Bento Gonçalves, em São Pelegrino, entre as ruas Feijó Júnior e Coronel Flores. Chegaram a parar para tirar fotos.
O flagrante foi obtido pelo jornalista Diego Adami na manhã desta quarta-feira.
Certamente não imaginam eles que Caxias do Sul é uma cidade quase pelada de verde, em que as árvores costumam ser maltratadas. Mas deixam um incentivo para que a cidade aumente sua cobertura vegetal, seu percentual verde urbano. É uma prova contundente de que cuidar das árvores e do meio ambiente torna a cidade mais agradável e, no caso, até uma referência.

(Foto: Diego Adami)

A charge do Fredy

09 de novembro de 2011 0

A charge de Fredy Varela na edição desta quarta-feira do Pioneiro.
A cidade está entupida de carros. Na Sinimbu, ainda vai piorar.