Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de janeiro 2010

A publicidade para as crianças deve ser proibida?

28 de janeiro de 2010 1

 Foto: Philippe Gelot

 

A revista Mundo Estranho deste mês trouxe uma discussão que, na minha opinião, é extremamente pertinente: a publicidade para as crianças deve ser proibida?

De acordo com a revista, “pesquisas apontam que, no Brasil, as crianças influenciam em até 80% as decisões de consumo das famílias. E o mercado publicitário faz de tudo para vender toda sorte de produtos aos pequenos”. Basta assistir televisão por cinco minutos que isso fica bastante evidente…

Para discutir o assunto, dois rápidos textos defendem o sim e o não. Confira:

SIM - Isabella Henriques, advogada e coordenadora do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, em SP

As crianças não têm maturidade suficiente para se proteger da persuasão exercida pela publicidade, sendo facilmente seduzidas para o consumo. O Estado tem a obrigação de interferir para defender o público infantile dessa lavagem cerebral publicitária. Ainda mais quando esse estímulo é feito por meio de uma concessão pública, que é a televisão.

Os abusos da publicidade contribuem para a obesidade infantil. Pesquisas comprovam a relação entre os comerciais de alimentos e o sobrepeso infantil. Um estudo do National Bureau of Economic Research, nos EUA, mostrou que, se os anúncios de redes de fast food fossem eliminados, o número de crianças gordinhas seria quase 20% menor.

Com campanhas milionárias, repetidas à exaustão, a publicidade acaba anulando a autoridade dos pais, que ficam reféns das demandas consumistas criadas nos filhos. O resultado são crianças frustradas e em conflito com a figura paterna.

A necessidade de regulamentar a publicidade infantile é um consenso mundial. E a maioria dos países desenvolvidos já adotou legislações restritivas. Na Suécia, por exemplo, é vetado qualquer tipo de propaganda para crianças. Inglaterra, Alemanha, Espanha e Canadá também têm leis severas contra o oba-oba publicitário

NÃOStalimir Vieira, especialista em publicidade infantil da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP)

Não se pode privar um jovem de informação, seja de que tipo for. Ele só terá maturidade se for educado para ter uma visão crítica sobre tudo com o que entra em contato, como uma propaganda. Nesse sentido, a solução para controlar o consumismo infantil é a educação, e não a restrição. Se o mal fosse a exposição de produtos, deveríamos proibir também as vitrines em lojas.

A obesidade não é causada pela propaganda, mas, sim, por uma série de fatores, desde socioculturais até genéticos. O que falta é uma boa educação alimentar. Não adianta impedir a publicidade de alimentos gordurosos se, em casa, a galera vê os pais enchendo a pança de frituras.

Em um sistema democrático, não pode ser delegado ao Estado o poder de decidir sobre os hábitos de consumo de um indivíduo. A conscientização de uma criança nasce da boa orientação passada pelos pais, e não de uma norma imposta por decreto.

Ninguém questiona que as propagandas abusivas devam ser controladas. A questão é que já há mecanismos eficientes para isso no Brasil. O Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) tem uma resolução que trata do cuidado com público infantil, e nosso Código de Defesa do Consumidor é um dos mais avançados do mundo.

E você, que ideia defende? Conte pra gente!

 

 

Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share

Inspire-se

26 de janeiro de 2010 0


Foto: TIM IRELAND, AP


Uma matéria da Zero Hora de hoje me deixou realmente impressionada: um menino britânico de sete anos conseguiu arrecadar aproximadamente R$ 390 mil para as vítimas do terremoto no Haiti.

O pequeno (e lindinho!) Charlie Simpson queria arrecadar R$ 1.477 e se propôs a pedalar oito quilômetros em volta de um parque. Com ajuda da sua mãe, o garoto postou uma mensagem num site chamado JustGiving, uma plataforma que permite aos usuários divulgar suas causas e receber contribuições. Veja o que ele escreveu:

“Meu nome é Charlie Simpson. Eu quero fazer um passeio ciclístico patrocinado para ajudar o Haiti, porque houve um grande terremoto e um montão de gente perdeu suas vidas.”

A ideia do menino chamou atenção da imprensa e explodiu na internet. Diversas mensagens de apoio e gratificações foram enviadas para Charlie, e até o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, manifestou-se. Conseqüência: choveram doações e Charlie conseguiu arrecadar muito mais do que pensava inicialmente.

Um belo exemplo, não acham? Se Charlie conseguiu fazer tudo isso com apenas sete anos, uma bicicleta e uma ideia na cabeça, imagine do que você é capaz.

Pense nessa história e mãos à obra!

Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share

Meu jeito de mudar o mundo

25 de janeiro de 2010 0

Qual seu jeito de mudar o mundo? Essa é a pergunta que o pessoal do Sesi está fazendo para todos os jovens do Brasil através da “Mostra de Vídeo Meu Jeito de Mudar o Mundo”.

Para participar é bem simples: os internautas de todo o país podem fazer vídeos mostrando a responsabilidade que todos nós temos em tornar o mundo um lugar melhor para se viver. O material deve ter, no máximo, 1 minuto de duração e estar relacionado aos Oito Objetivos do Milênio (Você ainda não conhece os ODMs? Então acessa agora www.odmbrasil.org.br).

O material deve ser enviado até o dia 28 de fevereiro. A partir de 1º de março, os internautas poderão votar em seus vídeos preferidos.

Acesse www.meujeitodemudaromundo.org.br e participe!

Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share

Solidariedade: pratique!

22 de janeiro de 2010 1

É impossível não falar do que está acontecendo no Haiti. A situação naquele país é indescritivelmente triste e caótica. É em momentos como esse que percebemos o quanto o ser humano é frágil, vulnerável e, muitas vezes, bárbaro.

 

Mas, ao mesmo tempo, é também nesses momentos que percebemos o valor da palavra que dá nome a esse blog: solidariedade. Desde que a tragédia aconteceu, todos os dias há alguma notícia sobre o aumento do número de doações, de voluntariado, de ajuda. ONGs, empresas e sociedade civil estão dando um belo exemplo de sensibilidade e amor ao próximo.

E é assim que deveríamos agir diariamente. Aqui no Brasil não temos terremotos, mas temos crianças morrendo de fome, violência, drogas, vulnerabilidade social. E isso acontece todos os dias, em quase todos os lugares.

Portanto, pratique mais a solidariedade. Pratique hoje, pratique sempre. Ou você prefere esperar uma grande tragédia acontecer para fazer o bem a alguém?

Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share

Uma iniciativa bacana...

21 de janeiro de 2010 0

… além de uma excelente oportunidade!

Essa é quem está se formando em Jornalismo e quer fazer um excelente TCC: a Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) abriu edital para concessão de bolsas para TCC que abordem a relação da comunicação com a questão da violência sexual contra meninos e meninas.

Ao todo, são 15 bolsas de R$ 450,00 disponíveis durante seis meses para trabalhos que venham a ser produzidos e defendidos até 31 de agosto de 2010.

Os trabalhos deverão abordar a relação da comunicação com a questão da violência sexual contra meninos e meninas. Os quatro assuntos propostos são:

• Questões gerais da relação entre a mídia e a violência sexual contra crianças e adolescentes.
• As novas tecnologias de comunicação e informação no combate ao problema.
• A relação de gênero e mídia nas causas da violência sexual.
• Papel estratégico da comunicação no enfrentamento à violência sexual contra meninos e meninas.

Para mais informações, acesse: www.informacao.andi.org.br

E se você não conhece o trabalho da Andi, acessa correndo www.andi.org.br. É, sem dúvida, a melhor referência de como tratar a infância na mídia.

Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share

Palavra sustentável

19 de janeiro de 2010 0


Sustentabilidade, definitivamente, é a palavra da vez
. E ela está influenciando diretamente a forma como os consumidores (incluindo os brasileiros) pensam na hora de comprar.

Isso é o que mostra a pesquisa Good Purpose, realizada pela Edelman em dez países (Alemanha, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Índia, Inglaterra, Itália e Japão). O estudo ouviu cerca de 6000 pessoas entre 18 e 64 anos e concluiu que as causas sociais são a nova forma de status de uma marca.

Veja alguns números:

- 81% dos consumidores brasileiros recomendariam uma marca que apoia uma boa causa (média mundial: 64%)

- 82% dos consumidores brasileiros ajudariam uma marca a promover seus produtos se houvesse uma boa causa por trás deles (média mundial: 59%)

- Entre dois produtos com preço e qualidade semelhantes, 71% dos consumidores brasileiros escolhem um deles pela causa social (média mundial: 43%)

- 75% dos consumidores brasileiros disseram ter comprado, no último ano, um produto de uma marca que apoia uma boa causa, mesmo que não fosse o mais barato (média mundial: 61%)

- Se o preço não fosse um fator determinante, 80% dos consumidores brasileiros prefeririam um carro híbrido, e apenas 20%, um carro de luxo (médias mundiais: 67% e 33%, respectivamente); 79% iriam preferir uma casa ambientalmente correta, e 21%, uma casa grande (médias mundiais: 70% e 30%, respectivamente)

- 76% dos brasileiros têm uma opinião melhor sobre empresas que integram as boas causas aos seus negócios, independentemente dos motivos pelos quais o fazem (média mundial: 59%)

- 86% dos consumidores brasileiros querem que as marcas os ajudem a fazer uma diferença positiva no mundo (média mundial: 63%)

- 83% dos brasileiros mudariam de marca se outra marca, de qualidade semelhante, apoiasse uma boa causa (média mundial: 67%)

Os números são animadores, mas muitas pesquisas sobre o comportamento do consumidor mostram que existe uma distância entre falar e fazer. Além disso, há pouca informação disponível sobre os atributos de sustentabilidade dos produtos, tornando difícil transformar a intenção em atitude.

Portanto, o Clic Solidariedade pergunta: você pensa nas causas sociais na hora de comprar um produto ou a sustentabilidade fica apenas no discurso? Conte suas experiências para gente!

 

 

Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share

Contra a dengue

18 de janeiro de 2010 0

Foto: Kallista Images

Gente, o verão é a estação preferida pelo mosquito da dengue. É nessa época do ano que precisamos redobrar a atenção contra o Aedes aegypti, transmissor da doença.

Aqui em Porto Alegre,  agentes de combate à dengue estão percorrendo os bairros e orientando os moradores na prevenção das larvas do mosquito.

Faça sua parte!

- Retire os pratos dos vasos de plantas ou encha-os até a borda com areia
- Jogue fora todos os materiais que não têm serventia no pátio
- Coloque telas milimétricas, com malha de um milímetro entre os nós nos ralos
- Faça limpeza das calhas
- Mantenha bem vedados os recipientes com armazenamento de água para consumo
- Na ocorrência de chuvas, os cuidados devem ser intensificados para evitar o acúmulo de água em recipientes

São medidas simples, mas fundamentais para a saúde de todos nós.

 

 

Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share

De olho neles!

15 de janeiro de 2010 0

2010 é ano de eleição e todos nós temos uma enorme responsabilidade nas mãos. Acompanhar o que os candidatos estão fazendo e fizeram durante seus mandatos é fundamental para que o nosso voto seja mais consciente. E a internet pode ser uma ferramenta valiosa para isso! Você sabe como?

Eu encontrei um site muito bacana chamado Vote na Web (www.votenaweb.com.br) criado em novembro de 2009 pela Webcitizen – empresa que busca estimular o engajamento cívico. Lá você encontra todos os Projetos de Lei (PL) que tramitam no legislativo e informa a porcentagem de aceitação dos parlamentares para aquele PL. Tudo em uma linguagem simples, traduzida para o nosso bom e velho português coloquial.

Por exemplo: o que você acha de uma Lei que obriga que a bandeira do Brasil seja estampada nos uniformes de todas as instituições de ensino do Brasil? Existe um Projeto de Lei que propõe isso e foi considerado, pelos usuários do Vote na Web, desnecessário e, também, bizarro. Você concorda? Sabe quem apresentou esse PL? Será que você votou nesse político?

Lembre-se: fiscalização é uma palavra-chave para o bom funcionamento da democracia!

Votos conscientes pra todos nós em 2010!

 

Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share

Infância de luto

13 de janeiro de 2010 3

Foi com extrema tristeza que recebi hoje a notícia da morte da Dr. Zilda Arns. Ela vai fazer muita falta por aqui… Lidar com a morte não é fácil, especialmente quando se trata de uma pessoa que trabalhou intensamente pela vida.

O Gerente executivo aqui da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, Alceu Terra Nascimento, escreveu um texto que representa bem o nosso sentimento. É nossa singela homenagem a essa pessoa que tanto fez pela saúde de nossas crianças:

“Hoje pela manhã assistimos com muita emoção a tragédia humana provocada pela acomodação das placas tectônicas. Evento nada incomum que acomete infortúnio em várias partes do planeta. Notícia rotineira. Todos os anos somos surpreendidos com alguma tragédia de proporções gigantescas. Incomoda-nos, mobiliza nossas emoções, nos solidarizamos de algum modo e seguimos em frente.

O modo como organizamos nossa vida em sociedade, sobretudo a vida urbana, nos deixa vulneráveis a tragédias desta magnitude. Mesmos os países ricos com todo o aparato tecnológico, infra-estrutura de serviço, não são capazes de vencer força da natureza nestes grandes eventos. Resta-nos reconstruir e quiçá aprender com as situações extremas que se coloca em nossa trajetória “civilizatória”.

Certamente para o Haiti, este processo de reconstrução que já se inicia será mais duro diante das condições econômicas, sociais, políticas e culturais de um país desorganizado e em permanente conflito. A solidariedade internacional será fundamental para esta reconstrução.

A propósito da solidariedade internacional, merece destaque nesta tragédia o grande pesar da perda de Zilda Arns.

A Dra. Zilda, irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, um dos símbolos da resistência durante a ditadura, é uma referencia internacional no campo da solidariedade, líder de um dos projetos mais exitosos executado pela Pastoral da Criança. Num país de trincheiras e conflitos internos na década de 70 que passa, sobretudo nas duas últimas duas décadas, a construir pontes, Zilda, como Betinho e Ruth Cardoso (somente para mencionar alguns que já partiram), notabilizou-se pela sábia atitude de ser parte da solução, de arregaçar as mangas e produzir tecnologias sociais para acabar com a mortalidade infantil. Para além dos debates ideológicos intermináveis, dedicou-se a construir redes de colaboração com foco nos resultados e ser um elemento catalisador de um novo processo virtuoso de desenvolvimento social.

Zilda tinha a magia dos empreendedores de fazer acontecer, de envolver todos ao seu redor pelas causas das crianças, da promoção humana e do protagonismo da sociedade civil.

Era esta a missão de Zilda no Haiti: levar ideias, estabelecer diálogos, ativar as comunidades e construir redes de colaboração para um mundo melhor. Vamos continuar a sua obra.

Ao lamentar a tragédia que atingiu uma das grandes lideranças de nosso país, de joelhos rezamos para que sua causa não esmoreça e que seu martírio nos inspire e nos mobilize a colaborar para a construção de uma sociedade cada vez mais inclusiva, economicamente equilibrada e em sintonia com a natureza”.

Você acompanhou o trabalho de Zilda ou da Pastoral da Criança? Comente aqui!

Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share

The Meatrix

11 de janeiro de 2010 0

Uma grande amiga minha indicou essa paródia hilária e consciente: The Meatrix é uma série de pequenos filmes em flash que alertam sobre os malefícios da produção agrícola industrial.

Os filmes são bem divertidos e mostram como funcionam as grandes fazendas, que maltratam seus animais, usam hormônios e antibióticos, poluem o meio-ambiente e ainda e fazem uma disputa desleal com os pequenos agricultores.

A ideia é mostrar para as pessoas de onde vêm os alimentos que consumimos diariamente e incentivar o consumo de produtos orgânicos. Os filmes são em inglês, mas navegando um pouco no site você encontra as legendas.

Clique, divirta-se e ainda aprenda algo novo!


Postado por Cândida Hansen

Bookmark and Share