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Posts de abril 2010

Para que não aconteça com você

27 de abril de 2010 0

Gente, nunca é demais lembrar: vamos ter cuidado no trânsito… Minha colega aqui da Fundação, a Miriam, me encaminhou esse vídeo de uma campanha pela paz no trânsito.

Como a maioria das campanhas desse tipo, o vídeo traz imagens fortes, que nos deixam tristes e chocados. Uma das cenas me chamou a atenção porque reproduz um acidente parecido com o que aconteceu com uma amiga de infância da minha irmã. A menina morreu atropelada por um caminhão quando andava de bicicleta… Ela tinha 18 anos. A dor da família foi tanta que, até hoje, muitos anos depois do acidente, a mãe da menina está em estado depressão profunda…

As vezes, só quando uma tragédia desse tamanho acontece perto da gente é que nos damos conta do quanto é importante termos cuidado e responsabilidade no trânsito…

Para que dores como a da família dessa menina sejam evitadas, assista o vídeo e faça sua parte.

Postado por Cândida Hansen

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Um guia para votar melhor

20 de abril de 2010 0

A tarefa de escolher um bom candidato pode se tornar motivo de angústia para o eleitor responsável. A boa notícia é que com o uso eficiente da internet, é possível obter argumentos mais concretos que as repetitivas propostas e promessas: de sites oficiais a páginas de instituições dedicadas a acompanhar os políticos, a rede oferece um conjunto de ferramentas que dá mais poder ao eleitor.

O eleitor não precisa depender dos tradicionais santinhos de campanha e de promessas para escolher em quem votar nas eleições. A internet oferece um número crescente de informações sobre a trajetória de candidatos de todo o país, como eventuais processos judiciais, contas eleitorais e produtividade parlamentar, capazes de formar uma peneira virtual que separe bons de maus políticos.

A ONG Transparência Brasil, por exemplo, mantém diversos sites que permitem conferir doações de campanha, notícias sobre corrupção ou desempenho parlamentar. Bastam poucos cliques para verificar se o postulante carrega pendências judiciais ou já esteve envolvido em escândalos de corrupção.

A disponibilidade de dados na rede é maior quando o candidato ocupa ou já ocupou cargo público – nesse caso, seu nome é incluído em um dos muitos bancos de dados da ONG.

O eleitor dedicado pode ainda verificar a situação de candidatos nas fontes oficiais, como cortes de Justiça ou o Tribunal Superior Eleitoral.

Como avaliar seu candidato
Com critérios simples, é possível analisar com segurança a atuação de políticos, especialmente aqueles que já ocupam (ou ocuparam) cargos eletivos:

Como ele vota?
- O eleitor pode controlar as atividades dos políticos eleitos para casas legislativas acompanhando seus votos em projetos de lei de interesse da sociedade e sua postura em relação a temas polêmicos e importantes.
- Se, ao fazer essa análise, o eleitor concordar com a maior parte das opiniões de seu parlamentar, terá feito a escolha certa na hora do voto. O que vale é saber se as decisões de seu representante refletem as suas e se ele se conduz na vida pública de acordo com apromessa que fez na hora de pedir votos.

Discurso e ação
- É fundamental observar a coerência dos parlamentares em relação à posição defendida por seu partido e em relação a suas promessas de campanha. Um deputado que faz um discurso, mas acaba agindo na contramão do que diz, merece ser cobrado pelos eleitores.

De galho em galho
- É importante saber se o deputado permanece ligado ao partido pelo qual foi eleito ou se tem uma boa justificativa para explicar uma mudança de sigla. Trocas de legenda são consideradas infidelidade partidária e podem representar conveniência, falta de compromisso e, em muitos casos, fisiologismo – que significa mudar de postura em troca de vantagem pessoal.

Corrupção
- O envolvimento em casos de corrupção deve ser visto como um sinal vermelho pelo eleitor.
- Nem todos os nomes que aparecem em escândalos são automaticamente culpados, mas é preciso ficar atento ao desenrolar das denúncias, ao surgimento de provas e a decisões tomadas pelo Judiciário.

Protagonismo
- Se o eleitor estiver disposto a fazer uma análise mais profunda, pode prestar atenção no perfil de seu parlamentar. Ele é um político influente, com atuação em momentos relevantes para o país, ou é um despachante de luxo, preocupado apenas com a política miúda e com a prática da troca de favores?

Como gasta?
- Por meio de pesquisas na internet, é possível descobrir como o político gestiona seu gabinete. Se ele não é responsável com os gastos do mandato, melhor desconfiar.

Sites úteis
Para conferir contas eleitorais – www.tse.jus.br
Para fiscalizar contas públicas – www.tuc.gov.br
Para conhecer o histórico parlamentar – www.excelencias.org.br
Para verificar processos no STF – www.stf.jus.br
Para acompanhar o gasto público – www.contasabertas.uol.com.br
Para fiscalizar recursos – www.cgu.gov.br

Fonte: Jornal Diário Catarinense

Postado por Cândida Hansen

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Um lugar onde racismo é a lei

12 de abril de 2010 1

Mais uma da revista Superinteressante: uma matéria da edição de abril que apresenta Orânia, um povoado da África da Sul onde discriminar é a lei. Vale a pena ler!

Quase todos os carros são brancos em Orânia. Já entre os motoristas não existe quase. São todos brancos mesmo. É um povoado de 700 pessoas fundado por brancos e que só aceita moradores brancos. “Viemos atrás do sonho de ter uma comunidade livre e segura. A África do Sul já foi um país de primeiro mundo há algumas décadas, mas infelizmente não podemos mais dizer isso”, diz Andries van der Berg, um oraniano de 24 anos.

Andries tem saudade de um tempo que nunca viveu para valer. Tinha só 4 anos de idade quando o apartheid acabou, em 1990. Nos 42 anos que a política de segregação durou, a elite de origem europeia era privilegiada em todas as esferas: tinha os melhores empregos e vivia em bairros nobres com serviços públicos comparáveis aos dos países ricos. Do outro lado dessa muralha invisível estavam 96% da população: negros e mestiços amontoados em periferias ocupando subempregos. Não ser racista era contra a lei, inclusive: o Estado proibia casamentos entre brancos e negros.

Em Orânia os muros também são invisíveis. Não há cancela com seguranças impedindo negros de entrar. Também nem seria permitido. A Constituição sul-africana mais recente, de 1993, transformou o racismo em crime. Se é assim, então, como Orânia é possível? Porque juridicamente esse povoado não é uma cidade. Mas uma empresa. O lugar em si está subordinado a um município de verdade, Hopetown. Não tem prefeito próprio. Mas tem presidente. E os moradores são os acionistas. Ao comprar uma casa lá, você vira sócio. Como qualquer empresa tem liberdade para recusar sócios, Orânia fica com autonomia para decidir quem pode e quem não pode viver lá, como se fosse um governo de verdade.

Isso foi possível porque os fundadores do lugar compraram uma vila operária abandonada no subúrbio de Hopetown – em 1990, logo que o apartheid acabou e Nelson Mandela saiu da prisão. A empreitada custou o equivalente a R$ 1,1 milhão em dinheiro de hoje. Mas isso só valeu pelo terreno, praticamente: eram 240 casas parcialmente destruídas, sem água, luz ou esgoto. “Começamos do nada”, diz, orgulhoso, John Strydom, um dos diretores do povoado-empresa.

Empresa não. País. Eles se sentem mais oranianos do que sul-africanos. Como qualquer nação, buscam depender o mínimo possível do exterior. E ter o máximo de autossuficiência econômica. De fato, a maior parte dos serviços e dos alimentos é produzida na própria cidade. Mesmo sem ter nem 15 ruas, Orânia possui bandeira e uma moeda própria: o ora, que vale o mesmo que o rand sul-africano.

“Nosso objetivo é manter o dinheiro dentro da cidade e, com isso, criar empregos”, diz Frans de Klerk, o CEO. Não dá para dizer que não deu certo. Em quase 20 anos de existência, foram construídas 3 igrejas, duas escolas, dois museus e uma estação de rádio. E a maior parte dos oranianos tem negócios próprios no povoado, não precisa sair de lá para ganhar a vida.

Mas, cá entre nós, têm de contar com uma mãozinha dos sul-africanos. O posto de gasolina de Orânia, por exemplo, depende dos motoristas negros para sobreviver. Como ele é o único num raio de 15 quilômetros, os habitantes das redondezas abastecem por lá também. Para ter uma ideia, a SUPER viu durante 1h30 só 4 carros com brancos contra 13 com negros. “Sempre passo por aqui e nunca me trataram mal, mas também nunca abriram um sorriso. Lógico, eu estou gastando meu dinheiro no posto. Mas não gosto deste lugar. Nem um pouco”, diz a comerciante negra Corina Mathlante.

Postado por Cândida Hansen

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Minha vida sem plástico

08 de abril de 2010 0

Gente, leiam esse texto! Parece longo, mas vai rapidinho. É o diário da repórter Camilla Costa, que foi desafiada pela revista Super Interessante a passar uma semana sem plástico. É impressionante o quanto estamos dependentes desse material…

Divirtam-se e, é claro, reflitam!

DIA 1
Oito da manhã. O despertador toca, eu acordo e me levanto da cama. Até aí, tudo tranquilo – meu despertador é de metal e, como todo mundo, uso chinelos de borracha. Vou ao banheiro, e as coisas começam a se complicar. O assento da privada, que era de plástico, foi trocado por um de madeira maciça. Custou 10 vezes mais caro, mas valeu: ele é bem mais quentinho que o de plástico. Pena que não estamos no inverno. No banho, não posso usar meu xampu e condicionador (que vêm em embalagens plásticas), e lavo o cabelo com sabonete. Eu já sabia que não ia dar certo. Meu cabelo ficou duro, todo armado, e teve de passar o resto do dia preso. Que ótimo.

Hora de escovar os dentes. Pego minha escova de dentes, feita de madeira e cerdas naturais, que só encontrei depois de muita pesquisa na internet. Como desde a década de 1990 o creme dental não é mais comercializado em tubinhos de alumínio, vou escovar usando bicarbonato de sódio – como as pessoas faziam no século 19. Nada de menta nem gostinho refrescante; parece sal. Já a escova é uma delícia. Suas cerdas são hipermacias, parecem acariciar meus dentes. Olho a embalagem e tenho uma surpresa. As cerdas, que eu achei serem de fibra vegetal, na verdade são pelos de javali.

Troco minha carteira de tecido e plástico por uma de couro, como a bolsa. Sem todos aqueles cartões de crédito, do plano de saúde, da locadora etc – que são de plástico e eu não posso usar -, a carteira ficou murcha. A bolsa também está mais leve. Mas tudo bem. Só sinto falta mesmo do iPod, que não posso usar (não encontrei um fone de ouvido que não seja de plástico). No trabalho, não tenho escolha: sou obrigada a usar o computador da firma, todinho de plástico. Mas meu celular eu posso escolher. O iPhone, de vidro e alumínio, seria perfeito. Só que Steve Jobs não concorda – decidiu fazer a nova versão do iPhone, 3GS, com a traseira de plástico. Tento um celular chinês, imitação do iPhone original, mas ele não funciona. Fico incomunicável.

Recuso a bandeja do restaurante e equilibro meu prato na mão para almoçar. Certamente me acham maluca quando insisto em tomar o suco de laranja na minha própria caneca – uma daquelas que a gente ganha de brinde e jamais usa, a não ser como porta-copos.

DIA 2
Vou à padaria. Na hora de embalar o presunto, o atendente não me deixa levar os 100 gramas sem plástico, direto na embalagem de papel. Insisto e ganho a disputa. No mercado, procuro um substituto ao queijo do dia a dia – que sempre vem embalado em plástico ou isopor (que é poliestireno, um tipo de plástico). Acabo comprando um queijo pseudo-francês, que vem dentro de uma caixa de papel e por isso é 4 vezes mais caro. Mas é bem mais gostoso. Aproveito para levar um desodorante aerosol, em lata de metal, e algumas frutas a granel – carregá-las sem saquinhos plásticos é mais fácil do que eu pensava. Isso porque fui munida de minhas várias ecobags, que tenho há algum tempo – e me dão créditos no cartão fidelidade do supermercado.

Está um solão, mas não posso usar óculos de sol (todos os meus têm armação de plástico). Talvez por isso, fico com dor de cabeça. Mas também não posso tomar remédios, pois eles sempre vêm em cartelinhas de plástico.

De tarde, meu lanche é bem espartano: só uma maçã. Nada de biscoito, nem barrinha, nem chocolate. Essa é a melhor parte de ficar sem plástico, parece: come-se menos. Acho que emagreci.

DIA 3
Acordo com dona Nair, a diarista, tocando a campainha. E me lembro de que, na faxina, não podemos usar nada que tenha plástico. Nada de balde, pá, nem produtos de limpeza. Só uma vassoura de madeira, um baldinho de alumínio, suco de limão, água e sabão em pó (que vem numa caixa de papelão). Para minha surpresa, dona Nair nem liga: “Ah, minha filha, tô acostumada. No interior não tem esses produtos todos”. Limão é eficiente para remover sujeira, gordura e manchas de ferrugem. Mas no fim do serviço, Nair reclama: “Não sei se ficou bom”.

Fome. Mas o presunto, comprado ontem na padaria em embalagem de papel, já está difícil de comer. O papel absorve a água da comida, que fica ressecada. Se estivesse envolta em plástico, conservaria a umidade por mais tempo.

Saio de casa para comprar presentes. Morrendo de sede, me dou conta de que simplesmente não existem garrafinhas de água que não sejam de plástico à venda nas ruas. Só me sobrava o refrigerante, cujo açúcar certamente me daria mais sede. Resolvo ficar sem tomar nada. De noite, vou jantar com minha irmã e tenho que comprar uma caríssima Perrier (R$ 9). Era a única água em garrafa de vidro disponível no restaurante.

DIA 4
Abro o guarda-roupa procurando algo para usar no calor. Mas o vestido que eu queria colocar tem 96% de poliéster (fibra de plástico). Pior: percebo que a maioria das minhas saias e shorts tem botões ou zíperes plásticos. Com isso, o guarda-roupa sofre uma baixa considerável. Encontro um vestido de algodão que salva o dia.

Vou à feira achando que seria mais fácil comprar comida sem consumir plástico. Mas não é bem assim. Todos os feirantes me oferecem sacos plásticos, como num supermercado, e boa parte das verduras e legumes já está embalada. Compro pouco, porque não posso sacar dinheiro do banco (o cartão é de plástico, lembra?). Como um pastel, mas tenho que pedir um copo de vidro no bar da esquina para beber caldo de cana. O atendente do bar fica sem saber como responder o meu pedido, e tenho que explicar que estou fazendo uma reportagem. Ele acha estranho. A moça do pastel acha o máximo.

DIA 5
Como os saquinhos plásticos estão proibidos aqui em casa, deposito o lixo reciclável numa caixa de papelão – e o orgânico, em sacolas de papel estrategicamente deixadas na cozinha e no banheiro. O prédio aceita, mas não faz a coleta: eu mesma tenho que levar as sacolas até o cantinho do lixo, na garagem. Apesar disso, tenho menos problemas do que imaginava. As sacolas, feitas de papel kraft (mais grosso), não ficam molhadas nem fedidas. E percebo que estou produzindo 50% menos lixo. Isso me dá orgulho.

DIA 6
Acordo com depressão. Ir ao supermercado é horrível, já que não dá para comprar quase nada que possa se juntar para formar uma refeição. Me dou conta de que não posso comprar iogurte, arroz, feijão ou cereais. Carne, nem pensar. Chateada por não encontrar nem macarrão em embalagem plástico-free, vou a uma loja de massas frescas perto de casa. Eles também só vendem em sacos plásticos. Droga. Quando falo com amigos sobre a matéria, a reação é quase sempre a mesma. Primeiro acham legal e depois perguntam: “E para fazer tal coisa, como você vai se virar?” Quando termino de argumentar, todos ficam em silêncio, me medindo de cima a baixo. Eu sei. Eles estão procurando algo de plástico em mim para poder mostrar que eu fracassei.

DIA 7
Não sinto falta da maioria das coisas que não posso usar. Mas estou com problemas para escovar os dentes. A escova já se desgastou, e meus dentes estão arranhados pelo bicarbonato de sódio. No trabalho, recebo parabéns dos colegas por continuar usando a canequinha. Mas, na hora do bolo dos aniversariantes do mês, tenho que me lambuzar sem garfo nem prato plástico. Chego em casa e vejo TV no computador. Meia-noite. Acabou.

Posso voltar à vida normal. Não consegui me livrar de todo o plástico do dia a dia. Mas deu para mudar alguns hábitos. Mandei todos os saquinhos plásticos de casa para a reciclagem e pretendo continuar com as sacolas de papel. Também me apeguei à caneca. E estou cogitando seriamente substituir parte dos utensílios de cozinha. Algo me diz que também vou continuar demorando bastante para escolher os produtos no supermercado.

Mas complicado mesmo vai ser quando o petróleo escassear, subir de preço, e o plástico se tornar uma matéria-prima cara. Nem tudo poderá ser feito ou embalado em metal, vidro e papel. Acho que o plástico começará a ser reciclado em grande escala. Afinal, ele existe de sobra pelos lixões do planeta – são bilhões e bilhões de toneladas, que ficarão no mundo por muito tempo.

NÚMEROS:
O mundo consome 1,5 bilhão de sacos plásticos por dia
Mais de 80% dos plásticos são usados uma vez e jogados fora

Postado por Cândida Hansen

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Amigos da Escola lança campanha 2010

07 de abril de 2010 0

O projeto Amigos da Escola acabou de lançar sua campanha para o ano de 2010. O tema deste ano é “Minha escola, minha comunidade” e foram lançados quatro vídeos. Quer dar uma olhada em um deles?

A Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho tem o maior orgulho de apoiar essa causa aqui no RS e em SC!

Postado por Cândida Hansen

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A menina que criou uma ONG para crianças

06 de abril de 2010 0

Encontrei essa matéria no site Planeta Sustentável e achei muito bacana: é a história de uma menina que, aos 16 anos, fundou uma ONG. O nome dela é Bianca Carvalho, e ela mora numa comunidade carente do Rio de Janeiro.

A iniciativa nasceu de uma ideia despretensiosa. Quando tinha 13 anos, Bianca escreveu um livro com três histórias infantis. Para ajudar na venda da publicação, ela criou um projeto: “Passei a ir às escolas do meu bairro e apresentava uma peça do livro aos alunos. Os atores eram algumas crianças do meu bairro e alguns amigos”, Não demorou muito para que a garota montasse um grupo teatral e sua iniciativa, que começou como algo pequeno, se tornasse algo muito maior.

Três anos depois, surgiu a ideia de montar uma ONG. “Queria passar um pouco de arte e cultura para as crianças e jovens da minha região. A falta de oportunidade da comunidade onde eu vivo e o fato de eu sempre me deparar com muita pobreza me fizeram querer ajudar as pessoas”, conta. A garota contou o seu sonho para a mãe, que a incentivou a seguir adiante.

Foi assim que, em 2003, surgiu a ONG Mundo Novo da Cultura. No começo, a sede da instituição era a própria casa da Bia. Com o apoio dos pais, a garota transformou o lar num espaço cultural. “A princípio, eu fazia oficinas de teatro, dança, inglês, desenho e artesanato.” Logo na primeira semana, 150 pessoas se inscreveram para participar das atividades na casa da Bia. Alguns amigos da garota se ofereceram para trabalhar como voluntários. No começo, era a família da Bianca que arcava com a maior parte dos custos da ONG. Para o lanche, ela corria atrás de doação de alimentos e pegava cadeiras emprestadas de uma empresa. Assim, ao menos todo mundo tinha onde sentar.

Hoje, aos 22 anos, Bianca atende 220 beneficiados, ao lado de 20 voluntários e 50 parceiros. O trabalho é feito em uma casa alugada, mas logo eles se mudam para uma sede própria. Na ONG, os interessados têm à disposição creche, pré-escola, complementação escolar da 1ª à 8ª série (que inclui atividades como dança, teatro e esportes). O lugar ainda oferece alfabetização para jovens e adultos, almoços comunitários e distribuição de roupas, sapatos e brinquedos.

Agora, o objetivo da Bianca é poder melhorar a estrutura da ONG para que ela seja uma grande referência de estudos e cultura. Enquanto isso, ela faz planos de se casar com o namorado. “Ele tem muito orgulho e admiração pelo meu trabalho. Acho que esse é um dos motivos pelos quais ele é apaixonado por mim!”

Se você quiser conhecer mais sobre o trabalho da ONG fundada por Bianca, acesse o site www.ongmundonovo.org.br

 

 

 

Postado por Cândida Hansen

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