Não escrevo para comentar o que aconteceu no Beira-Rio ontem, pois as gurias já o fizeram e, como bem disse a Tati, todo o Brasil viu. Seria chover no molhado.
Eu quero é soluções. Atitudes daqueles que realmente podem fazer alguma coisa. Sim, porque alguma coisa precisa ser feita para dar fim a estes episódios lamentáveis que vêm se tornando uma constante, principalmente nos jogos do Grêmio. Sempre que estes incidentes ocorrem, todos fazem questão de frizar que não se trata da torcida do Grêmio, e sim de uma minoria. Pois então é muito fácil de identificar, punir e se antecipar às suas ações, não acham?
Não precisam ser medidas extremas. Mas enérgicas como, por exemplo, a proibição do comércio de bebidas alcoólicas dentro do estádio. Sei que muitos torcedores já chegam bêbados, mas certamente a quantidade que o cidadão ingeriu antes de entrar no estádio não suficiente para os 90 minutos. E antes que os que gostam de tomar a sua cervejinha assistindo aos jogos me critiquem, peço-lhes que se perguntem: é melhor assistir ao jogo bebendo água ou café e ter um pouco mais de segurança, ou vale a pena seguir refém deste tipo de barbárie? Obviamente, isto tudo não se resume ao álcool. Mas já seria um começo. Afinal, muitos dos que hoje estavam presos à grade, chamando os policiais pra briga estavam encorajados pelo trago.
Não quero ser oportunista. É muito fácil quando episódios lamentáveis como estes acontecem sair metendo pau em todo mundo e passando por heroína. Mas já que não posso tomar as medidas, pelo menos, cumpro a minha função dando voz àqueles que vão ao estádio para assistir ao espetáculo.
Postado por Mari Hahn