
No dia 26 de julho de 1995, o Grêmio entrou em campo para enfrentar o Palmeiras de Cafu, Roberto Carlos, Flávio Conceição e Rivaldo pelas quartas-de-finais da Libertadores. O histórico 5x0 contra o super-time palmeirense foi visto por apenas 16 mil torcedores. Menos de um mês depois, em 16 de agosto, o time de Felipão entrou novamente em campo no Olímpico e com o apoio de míseros 24 mil torcedores fez 2x0 no Emelec para se classificar para as finais.
Doze anos mais tarde, ontem, 28 de maio de 2007. O time é misto, o adversário é o Sport, a rodada é apenas a 3ª de longas 38. O público? 31 mil. Deu pra perceber a mudança?
É claro que a campanha de associação do Grêmio (hoje são mais de 40 mil sócios, contra cerca de de 7 mil em 95) ajuda a elevar a média de público, mas o fato é que a torcida gremista mudou bastante nesses 12 anos. E pra melhor. Os colorados que me perdoem, mas a torcida do Grêmio é hoje a mais atuante do Brasil. E isso se deve em grande parte à passagem do time pela 2ª Divisão. A segundona (não só a Batalha dos Aflitos) modificou a relação dos tricolores com o Grêmio.
Não restam dúvidas que na próxima quarta a torcida gremista novamente lotará o estádio para formar com o seu time algo próximo do sobrenatural. Por aí passa o Tri da América.
Em tempo, a torcida colorada foi determinante para o título da Libertadores no ano passado.
Postado por Isabela Vieira