Absurda. Essa é a definição que posso dar para a desorganização do Campeonato Argentino na proteção à saúde dos jogadores, astros principais do espetáculo que é um jogo de futebol. Forlin e Silvera dividiram uma bola e bateram cabeça com cabeça. Caíram desacordados e a situação mais complicada ocorreu com Forlin, que chegou a convulsionar. Minha indignação foi com a demora no socorro aos dois jogadores. Os atletas em campo desesperados chamando atendimento para seus colegas e somente os médicos do clube para socorrê-los.
Onde estavam as ambulâncias? E os paramédicos devidamente preparados? O que se viu foi uma desorganização. Dois enfermeiros atravessaram todo o gramado empurrando uma maca hospitalar, mas isso depois de quase sete minutos após o ocorrido. E nem sinal da ambulância. Tiveram que levar os dois jogadores de maca para fora do estádio, onde se encontrava a ambulância. Sinal de que não havia local adequado para que o veículo ingressasse no estádio do Racing, local do confronto. Não adianta pensar somente em segurança nas arquibancadas. Como atender possíveis feridos também é vital.
No Brasil, os atendimentos de emergência dentro de campo passaram a ser altamente eficientes na Série A, após a morte de Serginho na partida entre São Caetano e São Paulo. Tomara que na Argentina não se chegue a esse ponto para se ter consciência.
PS: Segundo o jornal argentino Olé, os jogadores já recuperaram o sentido e ambos serão levados ao hospital Mitre.
Postado por Cíntia Barlem







