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Que a torcida vá ao Olímpico para apoiar

29 de junho de 2009 2

Torcer é o dever da torcida/Jefferson Botega

Está chegando o dia da decisão para Grêmio e Cruzeiro. O Tricolor tem a difícil missão de reverter o resultado de 3 a 1 do primeiro jogo das semifinais da Libertadores, mas com a força da torcida no Estádio Olímpico a situação pode se tornar menos complicada. Mas o importante é que todos pensem apenas no futebol. Pensem apenas no resultado dentro de campo. Na partida do Mineirão, os ânimos ficaram acirrados com o episódio envolvendo Maxi López e Elicarlos. Não preciso citar, todo mundo está por dentro. E para a disputa em Porto Alegre, esse assunto deve ter um ponto final, pois não vai levar a nada. Os jogadores têm que se preocupar em resolver suas coisas dentro e fora dos gramados. Os torcedores têm que apoiar seu time das arquibancadas com paz.

Tentando dar um basta a toda a situação envolvendo a confusão que ocorreu em Belo Horizonte, o Grêmio já publicou nota oficial em seu site, assinada pelo presidente Duda Kroeff, dizendo que toda a delegação do Cruzeiro será bem recebida por aqui. O assessor de futebol Luiz Onofre Meira declarou que espera que a torcida gremista não demonstre nenhuma reação exaltada contra os mineiros. Isso foi na semana passada.

Nesta segunda, o site oficial do Grêmio publicou outro comunicado. Dessa vez, se colocando contra o racismo. O texto diz que "toda e qualquer atitude de preconceito, seja de que forma for, deve ser repudiada por todos aqueles que acreditam em um mundo de igualdade e de paz." E completa:

Dentro desta filosofia, não é de hoje que o Clube está engajando em campanhas anti-racismo: em 2005, o Grêmio foi pioneiro em implantar no seu dia-a-dia um projeto contra o racismo baseado na educação dos jovens de suas categorias de base.
Além de palestras e cursos envolvendo atletas, o Clube buscou conscientizar também o torcedor. Foram criadas campanhas publicitárias com os slogans: “100% Negro, Azul e Branco” e “Grêmio Azul Negro e Branco: sou gremista e não tolero racismo”. Houve uma farta distribuição de camisetas, desfile de faixas durante os jogos e divulgação nos veículos de comunicação do Clube como site oficial e TV, além da criação de uma comunidade no Orkut.
Mas a mobilização na parou por aí, nos bastidores, o Grêmio também assinou um Termo de Cooperação com o Ministério Público do Estado para campanha de conscientização contra o racismo nos estádios de futebol.
São apenas alguns exemplos de que não é de hoje o engajamento do Clube contra o preconceito racial.
Além disso, o Tricolor luta historicamente contra uma injustiça que dá conta ser o Clube um dos últimos do Brasil a aceitar negros em seu plantel.
Documentos guardados no nosso memorial dão conta que jogadores negros já defendiam as cores do Clube desde 1913 com Antunes. Depois vieram Adão (1926/35), Laxixa (1937/40), Mário Carioca, Hélio, Prego (anos 40) e Hermes (1948/50), além de Tesourinha, o primeiro a se destacar na era profissional em 1952.

Para finalizar, a seguinte frase: "Este texto é só para deixar evidente, mais evidente ainda, que o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense repudia toda e qualquer forma de preconceito, seja ele qual for, e segue sendo um Clube multiracial onde todos são bem-vindos, historicamente."

As manifestações da direção do Grêmio indicam que existe alguma preocupação quanto ao comportamento dos torcedores no jogo de quinta. E aqui fica a dica: mostrar a todo o Brasil que a torcida gremista pode dar exemplo de civilidade mesmo com eventuais provocações. Isso é possível.

 

Postado por Tati Lopes, faltando 65

Comentários (2)

  • Fernando de Oliveira diz: 29 de junho de 2009

    Fecho com vcs!

  • Sandro diz: 29 de junho de 2009

    Barbadinha. O Cruzeiro não existe, é muito ruim. Gremio 4 x 1.

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