Houve um tempo em que o amor à camisa era real no futebol. O esporte ainda não era movimentado por milhões de dinheiro e não existia o marketing poderoso que existe hoje. Não vou generalizar, claro que tem jogador atualmente que se entrega ao clube onde joga e tem um carinho verdadeiro por ele. Mas nos tempos atuais, uma coisa sempre fala mais alto: o dinheiro. Não é errado, mas é cruel.
Vou pegar dois exemplos atuais. Maxi López e Guiñazu. Dois argentinos "raçudos" que de cara encantaram gremistas e colorados. São daqueles que beijam escudo, batem na veia do braço, comemoram cada gol como se fosse um título mundial, mesmo que não tenha sido marcado por eles. São brigadores em campo, se doam. Por isso, quando chega a hora de um deles sair, tem torcedor que se revolta.
Guiñazu fica no Inter, mas as especulações foram fortes, e ele quase saiu. Foi meio constrangedor o que aconteceu. O volante sairia, mas ficou após uma conversa com dirigentes e empresário. Na reapresentação, voltou a declarar que o torcedor conhece ele e sabe que ele vai ficar. Talvez o caso do jogador colorado nem fosse mais pelo dinheiro, e sim por mudança, valorização, o que gera a mesma irritação em alguns torcedores.
Maxi López não resistiu. E ainda avisou aos dirigentes do Grêmio por telegrama que deixaria o clube. A Europa seduz, pelo dinheiro e pelo reconhecimento. E o atacante optou pelo que achou melhor para ele e para a família. Mesmo que antes tenha declarado grande identificação com o Grêmio e vontade de ficar em 2010. É normal.
Isso é cada vez mais comum no futebol. Cabe a todos nós nos acostumarmos com essas histórias.
Postado por Tati Lopes - www.twitter.com/tatilopes