Não foi nada fácil. Muito motivado, o Novo Hamburgo entrou em campo no Olímpico disposto a estragar a festa tricolor. Quase 35 mil pessoas faziam uma bonita festa nas arquibancadas. Mas o Grêmio, o favorito, foi o que levantou a taça do 1º turno do Gauchão. O gol de falta de Ferdinando - tão criticado - deu o título à equipe, que não comemorava desde 2007.
O Novo Hamburgo apostou na marcação para parar o Grêmio. O Grêmio apostou na criatividade de alguns jogadores para driblar o sufoco que o Novo Hamburgo provocava. E foi na bola parada que tudo se resolveu. Se com a bola rolando, no jogo muito disputado, estava difícil, o gol tinha mesmo que sair assim. Ferdinando fez o Olímpico explodir. Das vaias, ele foi aos aplausos e aos gritos ensurdecedores de felicidade da torcida.
No segundo tempo, o técnico Silas retrancou. E Gilmar Iser foi para cima do Grêmio. Arriscado o que o comandante gremista fez, terminando o jogo com quatro volantes em campo (Ferdinando, Rochemback, Adilson e Maylson - que se adiantou um pouco, pelo lado direito) e Mário Fernandes se juntando aos zagueiros, com apenas William no ataque. Mas a falta de efetividade dos atacantes do Noia fez com que o placar ficasse no 1 a 0 gremista até o apito final.
E aí... foi só comemorar! A torcida gremista, que estava sedenta por comemoração, vibrou muito no Olímpico. Não importa que seja taça de primeiro turno de campeonato, o que importa é que é uma conquista. E que seja comemorada como ela deve!
Principais destaques do campeão Borges: saiu de campo machucado e, do lado de fora, vibrou como torcedor. O goleador do Grêmio nesta temporada não deixou sua marca hoje - fez um em posição de impedimento, e foi anulado - mas ganhou a torcida. Faltando pouco tempo para acabar a partida, Borges pedia o final dela na beira do gramado. No apito, ele saiu pulando num pé só, com dor, para comemorar. Foi até a frente da torcida, atrás do gol, voltou para erguer a taça também, tudo num pé só! Victor: o capitão, mais uma vez, foi um dos nomes do jogo. Fez boas defesas e vibrou muito. Victor é um dos jogadores mais identificados com o azul, o preto e o branco. Antes do jogo, ele olhava para a torcida e batia no peito, no coração. E, depois, levantou a taça que ele mereceu levantar. Mário Fernandes: jogou demais, mais uma vez. Ele é incansável. Não consigo entender como quer ser zagueiro com a capacidade enorme de avançar e contribuir com jogadas de ataque. O vigor dele é impressionante. Ferdinando: o autor do gol do título. Pode não ter sido impecável em campo, mas fez o que melhor podia fazer: um gol. E merece créditos. Outros jogadores também fizeram um bom jogo, como Hugo e Fábio Santos.
Postado por Tati Lopes







